SÉRIE ILUSTRADA: MEMÓRIA E TRADIÇÃO DOCEIRA DE PELOTAS

Muitas vezes, aquilo que nos faz bem lembrar se apresenta na forma de curiosas manifestações sensoriais: o cheiro adocicado da cozinha, o barulho de casa cheia ou o gosto de um doce especial. Delícias açucaradas que se tornam inesquecíveis são fruto de uma sequência de ingredientes e procedimentos corretos.
Em relação aos doces finos de Pelotas, em sua origem, eles estavam associados à cultura familiar da elite urbana local. Transformações sociais em curso  consolidaram dinâmicas sociais locais em relação a atividade doceira nessas famílias. As receitas dos doces que eram produzidas estavam inicialmente restritas ao ambiente familiar e foram repetidas de memória pelas doceiras, que muitas vezes aprendiam como fazer o doce através da observação, evidenciando que o conhecimento era adquirido através da habilidade sensorial, experiência e percepção. O saber desse preparo também envolvia sentidos como o olfato, o tato e a audição.

Esse card faz parte de uma série de publicações que irá explorar a temática da sociabilidade do doce por meio da memória, daquilo que faz bem lembrar. Esse percurso tem base também em elementos lúdicos que desvelam a ideia de que percebemos o mundo por meio de todos os sentidos.

#paracegover: No centro do card, que possui em segundo plano um tom amarelo claro com textura de papel rugoso, se encontra a representação de uma fruta cítrica amarela com folhagem esverdeada, e sobre ela, em menor escala, a mesma fruta representada apenas em cinza. Nos cantos direito e esquerdo estão outras ilustrações de folhas, apenas sugeridas por seus contornos. Na parte superior do card consta o seguinte texto: “Aquilo que nos faz bem lembrar, muitas vezes se apresenta na forma de curiosas manifestações sensoriais”. Na parte inferior consta: “O cheiro adocicado da cozinha, barulho de casa cheia ou o gosto de um doce especial”.