Roteiro – Performance Memória Corrente

Sessão de sociodrama dirigida por Giulia Bergantini Waldemarin

Etapas a serem realizadas
0 – Peixes
1 – Apresentação da atividade
2 – Aquecimento
3 – Dramatização
4 – Compartilhamento

1 – Apresentação da atividade
“Bem-vindos a esta atividade!” Explicar brevemente sobre Jacob Moreno e que iremos dramatizar alguma cena.
Explicar presença dos peixes

2 – Aquecimento
a) Alongamento
b) Andar pela sala, se acostumar com o ambiente. Olhar nos olhos das pessoas. Quando o prato da bateria for forte, alternar as instruções entre procurar alguém para bater as palmas, soltar uma risada forçada, um choro forçado, (etc) dar pulinhos..
c) Música: Onda Onda (olha a onda)
Voltamos para o círculo. Pega-corrente: “alguém conhece e gostaria de explicar?” Começa como o pega-pega tradicional, com um pegador que tentará pegar alguém. Em vez de passar para outra pessoa, ao pegar alguém essas pessoas darão as mãos, e continuarão a tentar pegar as outras pessoas. Cada pessoa que for encostada com as mãos irá dar as mãos com quem já estava de mãos dadas, formando uma corrente. Ao final da atividade, sobrará apenas uma pessoa, que também deverá ser pega. Tentarei manter a corrente, para que ao final sejamos um círculo.
pausa para beber água
d) Nó humano: Atividade Desatando o Nó
Pessoas ficam em círculo e peço para elas lembrarem quem está na direita e quem está na esquerda. Depois, elas andam aleatoriamente e peço para pararem. Devem dar as mãos para as mesmas pessoas que estavam à sua direita/esquerda, e tentar voltar para a posição original do círculo. (ATÉ 25 PESSOAS)
ALTERNATIVA: coelhinho sai da toca:
Pessoas formam trios, duas delas formam a “toca” dando as mãos, e a outra é o coelhinho. Quando der o sinal, os “coelhinhos” devem trocar de “toca”, não podendo voltar para a que já estavam.
Ao mesmo tempo, terá o caçador, que deve tentar pegar os coelhinhos quando eles estiverem trocando de toca. Caso sejam pegos, os coelhinhos também viram caçador.
ALTERNATIVA FINAL (se der errado o outro testando): zap/zum
e) Música: great fairy fountain
Em círculo. Dinâmica do sonho bom (memória alegre) e pesadelo (memória triste).
Em algum momento será pedido que as pessoas invertam quem elas escolheram para representar as memórias.
“Agora, vamos relaxar um pouco, chacoalhar os braços, as pernas. Acalmar o corpo. Agora que estamos em círculo, vamos olhar para as pessoas que estão aqui, nos olhos de cada um. Vamos respirar profundamente, expirar. Mais uma vez. Vamos tentar pensar um pouco nas nossas memórias. Todos temos memórias que consideramos mais alegres, de um momento que gostaríamos que se repetisse, e memórias tristes, que gostaríamos de manter longe. Vocês conseguem pensar em memórias que representem isso? Vamos escolher uma pessoa da roda para ser essa memória alegre, e outra para ser a memória triste. Mas ninguém pode saber quem escolhemos para ser quem. Então, vamos tentar nos aproximar da memória alegre, e rodear essa pessoa, enquanto fugimos de quem é a memória triste. Mas, novamente, de tal forma que ninguém perceba quem foi escolhido, sem fazer movimentos óbvios. Vamos lá?”
Pedir para as pessoas irem desacelerando, e pedir para encontrarem um lugar para ficar.

3 – Dramatização
Texto de evocação:
Nossas memórias são como água, _ fluem por nosso corpo. __ Lembramos de um passeio que fizemos, de um momento feliz, de um filme que vimos, _ e essas memórias logo passam para outras virem em seu lugar.__ Memórias são sucessivas,__ passam por nós às vezes com a rapidez de uma flecha, _ com a delicadeza de uma pena. _
A memória vem, e logo vai, formando um fluxo que se assemelha a um rio que percorre nosso corpo inteiro, _ do topo da cabeça à ponta do pé. _ O ouvido lembra da voz de quem amamos, _ vemos algo que nos lembra de uma história engraçada, _ os dedos se lembram da textura dos pelos de seu cachorro. __
No entanto, _ às vezes as memórias nos atravessam, com a força atordoante de um vendaval. ___ Diferente das memórias que apenas vão, sem se prender, _ essas outras memórias ficam, mesmo que queiramos que sumam. ___ Quando vêm, não deixam outra memória passar. __ Essas memórias coágulos atravancam o fluxo, _ permanecendo no fundo de nossa mente ao serem lembradas. __
Elas nos marcam nos ombros caídos. _ Na falta de vontade de conversar. _ Essas memórias estagnação nos acompanham, mesmo que queiramos que se afastem. __ Às vezes as sentimos na dor em nosso peito ao nos lembrarmos de alguém que partiu. _ Outras vezes, na garganta, ao pensar numa briga ou num choro.
São como memórias perfurantes, _ se aprofundando em nossa pele sem nos soltar, __ como memórias permanência _ que não deixam outra memória tomar seu lugar. __
Você já se sentiu dessa forma? ____ Que algumas memórias te prendem de tal forma que não consegue se desvencilhar? ____ Já sentiu que alguma memória foi tão impactante, que te consumiu por dentro?___ Que memória foi essa? ____ Que memória você gostaria que tivesse maior tranquilidade ao lembrar?
Instruir quem tiver pensado na memória a se levantar e andar pela sala.
Quando todos tiverem se levantado instruir a procurarem alguém a quem gostaria de contar a história. Sentarem de forma espaçada. Quando duplas forem montadas, entregar os peixes e explicar seu funcionamento (colocar onde sente que a memória está no corpo). Após contarem a história para a outra pessoa da dupla, instruir a misturar as memórias. Juntar duplas em quartetos para que contem a história misturada, e que misturem novamente as duas histórias em uma.
Instruir a pensar em que cena representaria isso. Dividir papéis, e explicar que irão apresentar para os outros.
Instruir a escolherem música.
Apresentações
Dar um minuto para pensarem a história e dividirem os papéis dando um final alternativo, em que essa memória não é mais algo que obstrua.

4 – Compartilhamento
Agradecer pelo envolvimento das pessoas na atividade. Instruir que agora abre-se um espaço para conversarmos sobre as memórias originais, o que sentiu durante a dramatização. Perguntar como se sentiram.
30 minutos