Vencedores do Prêmio Desafio da Química Verde 2026
A ACS (American Chemical Society) anunciou os vencedores do Green Chemistry Challenge Awards 2026, que serão premiados em cerimônia em Chicago no dia 26 de agosto. Essa premiação reconhece avanços científicos capazes de tornar a química mais segura, eficiente e sustentável. A seguir estão os vencedores e inovações trazidas, ordenados por categoria:
Acadêmica : William R. Dichtel (Northwestern) e Alaaeddin Alsbaiee (BASF)
- Plataforma de reciclagem em estado sólido para espumas e elastômeros de poliuretano (PU), materiais até então considerados não recicláveis. Usa catalisadores de baixa toxicidade para converter as redes de PU em redes covalentes adaptáveis, sem solventes nem despolimerização.
Rotas Sintéticas Mais Verdes – Farmacêutica : NewAmsterdam Pharma e Snapdragon Chemistry
- Cicloadição de Povarov assimétrica organocatalisada para produzir o núcleo quiral do obicetrapib, medicamento para dislipidemia.
Rotas Sintéticas Mais Verdes – Agroquímica : Corteva Agriscience
- Novo processo para o fungicida Adavelt™, eliminando 3 grupos protetores, 4 etapas e o uso de metais preciosos.
Design para Circularidade/Degradabilidade : IFF
- Plataforma DEB, polímeros biodegradáveis via polimerização enzimática em condições brandas.
Materiais para Energia : Standard H2
- Filtro regenerável SULFUR MAGNET® que remove enxofre e prolonga a vida útil de catalisadores em células a combustível.
Valorização de Biomassa : Corteva Agriscience
- Utrisha® N, endófito foliar biológico que otimiza nutrição de culturas com processo de fermentação mais eficiente em energia e água.
Design de Produtos Químicos Mais Seguros : PPG
- Revestimento SIGMAGLIDE® 2390, livre de biocidas, com tecnologia que impede a fixação de organismos marinhos em cascos de embarcações.
Pequena Empresa : Algenesis Labs
- Soleic®, poliuretano biodegradável de base vegetal, usado em calçados e produtos de consumo.
Mudanças Climáticas : Micron
- Substituição de fluidos de transferência térmica à base de PFAS por alternativa livre de flúor e biodegradável em câmaras de gravação a seco de semicondutores.









Uma equipe do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP), em parceria com cientistas da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram uma microbateria a base de gelatina vegetal, com potencial uso em dispositivos médicos implantáveis. O protótipo atua como uma bateria orgânica, e foi desenvolvido utilizando biopolímeros extraídos de algas marinhas, uma matéria prima disponível em abundância na natureza. A bateria é menos tóxica do que as baterias tradicionais usadas na medicina, pois estas possuem prata ou lítio em sua composição, e pode ser utilizada em exames, entre eles pílulas inteligentes e cápsulas de endoscopia.








