Festival internacional de Videodança do RS seleciona produções audiovisuais.

O festival que está na sua 3ª edição procura a participação das obras produzidas em grupo ou individual posteriores à 2020. O evento é realizado pelo Programa de Pós-graduação Mestrado em Artes Visuais – PPGAVI, e Curso de Dança da Universidade Federal de Pelotas – UFPel e Fundação ECARTA.

Confira abaixo o cronograma do festival:

29 abril 2022 – Lançamento do edital

29 de abril a 13 de junho de 2022 – Submissão dos trabalhos

01 de agosto de 2022 – Resultado da seleção

01 de setembro a 11 de setembro de 2022 – Exibição na ECARTA

A temática da Videodança é livre, com duração de máxima de 10 minutos e as inscrições devem ser realizadas até o dia 13 de junho de  2022 pelo formulário:

https://forms.gle/b13CLG6byovo4qjY6

A lista com as videodanças selecionadas será divulgada no dia 01 de agosto de 2022 nas páginas institucionais do PPGAVI (UFPel) e da ECARTA, bem como nas redes sociais do FIVRS e da ECARTA.

Entrevista com Felipe Caldas, o criador da Exposição AGÔ.

Foto: Arquivo Pessoal de Felipe Caldas

Matéria: Matheus Pinho

A equipe do Te Liga no CA entrevistou Felipe Caldas, o criador da exposição Agô que encontra-se aberta à visitação até o dia 17/06, de segunda à sexta das 8h às 22h, na Galeria A Sala (sala 111) no Centro de Artes. Felipe falou sobre a exposição e também sobre sua carreira, confira abaixo:

TLNCA – Felipe, nos fale sobre sua formação e carreira.

FC – Eu possuo doutorado pelo IA-UFRGS na área de História, Teoria e Crítica da Arte. Na adolescência, por volta dos 12 anos de idade decidi que seria artista visual e aos 18 anos era estudante do Instituto de Artes da UFRGS, antes disto, a partir dos 16 anos de idade frequentava aulas no Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Minha formação toda se deu no âmbito destas duas instituições, IA-UFRGS e Atelier Livre da PMPA. Nestes lugares conheci pessoas admiráveis e que são referências e influências até hoje, além das amizades que são fundamentais em qualquer formação.
No âmbito da carreira sempre estive entre a cruz e a espada, ou seja, se de um lado eu tinha como meta a produção artística, de outro as principais oportunidades durante a formação me chegaram do campo da História, Teoria e Crítica de Arte, até que eu me entendi enquanto um artista que produz pesquisa em História, Teoria e Crítica. 
Em termos de carreira eu decidi ainda no primeiro ano da universidade que seria professor universitário, e assim, guiei minhas escolhas nos últimos 15 anos,  penso que de algum modo deu certo, eu me tornei professor universitário em uma universidade federal, ou seja, na FURG e com passagens pela UFPel enquanto professor substituto em duas ocasiões.

TLNCA – Qual foi sua inspiração quando pensou em montar a Exposição AGÔ?

FC – Este trabalho é uma continuidade de meus trabalhos anteriores no qual estou interessado em investigar os sistemas de crença e suas ancoragens materiais e simbólicas. Ou seja, não  é fruto de “inspiração”, é resultado e meio de continuidade reflexiva, poética. Nesta continuidade eu venho explorando trabalhos e organizações tridimensionais, pois trabalhei muito tempo com desenho e pintura. Então, ao invés de representar certo material ou mesmo o agregar na superfície de uma tela, ou papel, decidi explora-lo em si e com toda a sua potencialidade material e simbólica. Eu parto neste trabalho de minha vivência desde a infância no terreiro acompanhando minha mãe, e especificamente, agô é uma expressão dita geralmente na frente do Quarto de Santo e tem como objetivo pedir permissão, simultaneamente reverenciar os orixás. Assim, Agô é um pedido de licença. A exposição é um pedido de licença depois de dois anos em suspensão das atividades presenciais na universidade, e simultaneamente o carvão é associado misticamente enquanto elemento de limpeza energética. Por outro lado, a maioria de nós trabalhadores, somos apenas meio para o usufruto do outro, somos queimados como carvão por um sistema exploratório em que reproduzimos muitas vezes de modo inconsciente. O carvão também remete ao desmatamento e a destruição ambiental. Por sua vez, este mesmo carvão está impregnado no fazer artístico, no desenho, sendo o carvão vegetal um material corriqueiro na formação em artes visuais. São muitas as possíveis camadas interpretativas e justamente estas possibilidades que me fizeram optar por este elemento.

TLNCA – Quais são os próximos passos que você almeja em sua carreira artística?

FC – A vida me ensinou a viver um dia por vez. Se na juventude eu carregava inúmeros sonhos e ambição,  me imaginava ocupando determinados lugares sociais e com visibilidade, planejava os passos, hoje eu penso que a busca incessante por visibilidade e reconhecimento é uma grande armadilha que nos leva a auto escravização, e a infelicidade. Retira de nós o direito de ver as flores crescerem, sentir o cheiro da terra molhada, e sobretudo, nos torna pessoas de vida ocupada, assim incapazes de contemplar o amanhecer, o vento que nos corta o rosto, e a possibilidade da experiência.

Eu apenas espero estar vivo amanhã pra beijar meu filho e minha esposa, pra ver os rostos de um turma de jovens universitários e o brilho em seus olhos a cada nova descoberta do mundo da arte e de si mesmos por meio do fazer artístico. Eu desejo a gargalhada seja onde for. Eu quero estar vivo amanhã pra fazer um novo desenho, uma próxima instalação, escrever um novo texto,  em que a atividade em si baste por si mesmo. Não são mais os aplausos, holofotes, ou o desejo de reconhecimento de minhas virtudes artísticas e intelectuais que me seduzem ou que guiam minhas escolhas profissionais, e sim, o próximo trabalho, a próxima tarefa autoimposta que gera sentido em si mesma. O que quero lhe dizer, é que não mais produzo absolutamente nada pensando que aquilo será meio pra outra coisa ou pra atingir um objetivo externo, como por exemplo reconhecimento.. Eu simplesmente quero fazer, assim não estou planejando o amanhã, não tenho um objetivo de reconhecimento, meus objetivos são produzir o próximo trabalho, e estar aberto ao que acontecer. 

A prática da arte como pesquisa: contextos, métodos, desdobramentos e caminhos é tema de aula magna no PPGAVI – UFPel

Na última quarta-feira (04), o Programa de Pós-graduação em Artes Visuais – PPGAVI, promoveu no Auditório Myriam Souza Anselmo no Centro de Artes e com transmissão pelo Conexão Arte no YouTube sua Aula Magna, abordando a temática “A prática da arte como pesquisa: contextos, métodos, desdobramentos e caminhos”, com a palestra da artista plástica e pesquisadora (CBPq-1B) e docente convidada no PPGAV-UFRGS, Dra. Sandra Rey e mediação da professora da UFPel Dra. Larissa Patron Chaves.

A professora Larissa Patron Chaves iniciou o evento descrevendo a importância do momento, onde houve a possibilidade de um encontro presencial após um período de 2 anos de distanciamento físico por conta da pandemia do coronavírus. O momento também marcou a acolhida dos alunos do PPGAVI – UFPel que representa o início do semestre letivo 2022/1. Ao final de sua fala, a professora Larissa enalteceu o trabalho da palestrante, citando-a como referência na pesquisa em arte e exprimiu a felicidade da presença da Dra. Sandra Rey.

Em sua fala, a professora Sandra Rey dissertou sobre questões que envolvem a prática da pesquisa desde a perspectiva metodológica específica, elencando o processo de criação como objeto e metáfora dos processos de investigação. A partir dos conceitos de observação, distanciamento crítico e aproximação, concebeu a pesquisa em arte como um processo contínuo onde se parte de práticas já existentes. Da mesma forma, refletiu sobre a legitimação do artista em sua atuação na sociedade, adensando a discussão sobre o papel da pesquisa como potência reflexiva, orientada pela complexidade e natureza transgressora da arte.

Sua apresentação promoveu um debate importante para a reflexão de nossa área de conhecimento, um momento formativo importantíssimo para docentes, discentes e pesquisadores das Artes. A professora Larissa Patron Chaves em nome do PPGAVI, manifestou sua gratidão ao final do evento pela possibilidade do encontro, expressando o sentimento de satisfação em iniciar o ano letivo com a Aula Magna.

Aos interessados em assistir a Aula Magna, a transmissão está disponível clicando aqui. Mais fotos do evento você pode conferir nas redes sociais do Centro de Artes, no rodapé da página.

O Retorno das Aulas Presenciais no CA

O Centro de Artes voltou a receber presencialmente os seus alunos na última segunda-feira (07/03). A ansiedade pelo retorno deu lugar a alegria do reencontro entre professores e alunos após quase 2 anos de trabalhos remotos. A equipe do Te Liga no CA não deixou esse momento passar em branco, confira o registro desses momentos na matéria abaixo:

Ações do CA Durante a Pandemia

O Centro de Artes não ficou estático durante a pandemia. A unidade se movimentou no sentido de se preparar para o retorno presencial, conforme mostra a matéria abaixo, criada pela equipe do Te Liga no CA:

Lançamento do Projeto Te Liga no CA!

O projeto Te Liga no CA é fruto de inúmeras ideias que surgiram entre os servidores da secretaria do Centro de Artes e que decidiram então criar um projeto de extensão, para dar publicidade às ações que o CA desenvolve junto à comunidade externa, bem como, criar conteúdos explicativos que auxiliem também a comunidade interna.