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LEUR e FAUPEL iniciam projeto de Cartografia Social das Hortas Urbanas em Pelotas

O Laboratório de Estudos Urbanos e Regionais (LEUR) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em parceria com o Fórum de Agricultura Urbana de Pelotas (FAUPEL), deu início ao projeto de extensão “Cartografia Social das Hortas Urbanas em Pelotas”, uma iniciativa voltada ao reconhecimento, valorização e fortalecimento das práticas de agricultura urbana e periurbana no município.

Em reunião realizada no LEUR, na segunda-feira (10/11/25), com a participação do coordenador do laboratório, professor Sidney Gonçalves Vieira e dos integrantes Samuel de Jesus Cabral e Janice Jara Dutra, juntamente com o coordenador do Fórum de Agricultura Urbana de Pelotas (FAUPEL) professor Alceone Silveira, foram estabelecidas as bases da proposta. Agora, o grupo vai buscar os interlocutores institucionais e comunitários para dar seguimento à proposta.

A proposta tem como objetivo mapear e descrever as hortas urbanas existentes na cidade, identificando seus modos de organização, vínculos comunitários e contribuições para a soberania e segurança alimentar. Mais do que um levantamento técnico, o projeto adota a metodologia da cartografia social, que envolve a participação direta das comunidades na construção coletiva do conhecimento sobre seus territórios produtivos.

Por meio dessa abordagem participativa, a equipe busca não apenas localizar as hortas, mas também compreender seus significados sociais e ambientais, destacando o papel que essas iniciativas exercem na sustentabilidade urbana, na educação ambiental e no fortalecimento de redes solidárias de produção e consumo de alimentos.

A ação integra ensino, pesquisa e extensão universitária, reafirmando o compromisso da UFPel com o desenvolvimento sustentável e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 2 – Fome Zero e Agricultura Sustentável, 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis e 17 – Parcerias e Meios de Implementação.

O projeto prevê a realização de visitas de campo, oficinas participativas e a criação de um mapa público colaborativo, que permitirá acompanhar a evolução das hortas urbanas e fortalecer o diálogo entre universidade, poder público e sociedade civil.