Um pouco mais sobre a xepá grafica

Alguns registros do projeto Residência Artística em Gráfica Contemporânea, XEPA GRAFICA que aconteceu do período de 06 a 13 de Novembro de 2021

A Residência Artística do arista Will Figueiredo @figueiredowilli4m no Relva Espaço arte Resistência @relva.arteresistencia onde desenvolvemos o projeto Xepa Gráfica, do grupo de pesquisa Gráfica Contemporânea @grafica_contemporanea, consistiu na produção de gravuras com o descarte da feira, explorando materiais orgânicos e sustentáveis .

A coleta de frutas e verduras oriundos da xepa, para a residência artística/Oficina Arte Alimento aconteceu no Parque Dom Antônio Zattera na cidade de  pelotas

 

 

 

Xepa Gráfica 2021

O projeto Residência Artística em Gráfica Contemporânea, XEPA GRAFICA foi uma promoção do LABRE coletivo (POA) + Espaço RELVA Arte Resistência (PEL), com apoio do Grupo de Pesquisa em Gráfica Contemporânea (CNPq/UFPEL), que aconteceu em novembro de 2021. A proposta visou o processo de pesquisa na produção gráfica através da pesquisa-residência do artista-pesquisador William Figueiredo, em produção de tintas e processos de impressões com a utilização de frutas e verduras, oriundas da xepa das feiras livres na cidade de Pelotas.

Foram 7 dias de pesquisa imersiva no ateliê do Espaço RELVA,  A residência foi uma oficina de produção de tintas e tecnologias de gravura, gratuitas, com a exposição da produção junto à Feira Orgânica do Parque Dom Antônio Zattera, no Centro de Pelotas. Com o objetivo de possibilitar a ressignificação dos rejeitos orgânicos de frutas e verduras para a produção autônoma de pigmentos e tintas com paletes cromáticas únicas a partir das feiras. Também,  desenvolver matrizes xilográficas aliadas a outras tecnologias/técnicas de impressão não convencional, de gravura com cores artesanais, Para isso, foi realizada a residência artística na produção de tinta/pigmentos e matrizes para a  impressão gráfica contemporânea, nas dependências do Espaço RELVA Arte Resistência (PEL).

A “Oficina XEPA GRÁFICA” foi uma proposta para ressignificar a relação dos indivíduos com seu consumo e produção de rejeitos no cotidiano. Deste modo, propôs ao público geral reflexões sobre a produção artística a partir do nosso consumo cotidiano, da precariedade dos materiais e das possibilidades da produção de obras de arte contemporânea.

CRONOGRAMA 

  • Sábado, 06/11: No período da manhã, no Parque Dom Antônio Zattera (entre a Av. Bento Gonçalves e rua Doutor Amarante, Centro de Pelotas), será realizada a coleta de frutas e verduras oriundos da xepa, para a residência artística/Oficina Arte Alimento.
  • Domingo, 07/11: Visita pela cidade de Pelotas. O artista-residente, conhecerá as paisagens visuais da cidade, como alimento criativo da produção laboratorial.
  • Segunda, 08, a Quinta,  11/11: Residência artística a partir dos materiais recolhidos no sábado 06 e Terça 09. Produção de pigmentos, tintas, matrizes de impressão e impressão gráfica.
  • Terça, 09/11: No período da tarde/noite, na Feira do BIG, recolhimento de matéria prima na xepa.
  • Sexta-feira, 12/11: Na parte da manhã, será realizada a Oficina XEPA GRÁFICA, aberta ao público,  sobre as tecnologias de produção de pigmentos e impressão gráfica a partir das xepas das feiras da cidade. Capacidade máxima de 10 pessoas.
  • Sábado, 13/11: Será apresentado o resultado da pesquisa ao público geral, em banca própria (kombi), junto à feira central da cidade, no Parque Dom Antônio Zattera, como encerramento do ciclo de residência

 

6 a 13 de Novembro de 2021

Apresentação

Atualmente o grupo se organiza através de encontros semanais de modo virtual, e tem focado as pesquisas no desenvolvimento da técnica da gravura em peneira através de manifestações gráficas no decorrer da história antiga, mais precisamente nas civilizações do Egito, China e Japão. Questão para nós importante devido a precariedade das informações em bibliografias existentes do campo das artes gráficas, tendo que buscar em distintas áreas, como na história e no vestuário a fim de descobrir mais sobre a origem do processo de reprodução da imagem por meio do isolamento de áreas, classificada como gravura em peneira, para tecer mais conclusões sobre a história do processo serigráfico e para pensar sua sustentabilidade.

Além da organização  e confecção de um manual de serigrafia, inserindo esta pesquisa histórica, juntamente com ilustrações e orientações para utilização da técnica, buscando difundir e tornar acessível o conhecimento sobre a técnica.