FIVRS

A Videodança é uma arte híbrida que imbrica as linguagens das artes do vídeo,
da dança, do corpo e do movimento em um amplo espectro de conformações
que, em sintonia com as transformações tecnológicas, socioculturais e
artísticas, está em constante devir, expandindo-se e ressignificando-se em
diferentes ambientes e plataformas, e, pouco a pouco, definindo seu espaço no
campo das artes nacional e internacional. Com uma mirada que emerge do sul
do Brasil, o FIVRS tem com desejo promover e visibilizar reflexões e debates
acerca da videodança e de suas mutantes e mutáveis conformações.

O 1º Festival Internacional de Videodança do Rio Grande do Sul – FIVRS
nasce como uma iniciativa do Programa de Pós-Graduação Mestrado em Artes
Visuais e do Curso de Dança da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em
parceria com a Fundação Ecarta, por meio da difusão de uma convocatória
internacional (de março a abril de 2020) a artistas e realizadores. A seleção dos
trabalhos ficou a cargo do comitê de avaliadores convidados, formado por
Ximena Monroy Rocha, diretora e curadora do festival Agite y Sirva – Festival
Itinerante de Videodanza, do México; Ladys Gonzales, diretora do
Corporalidad expandida, Argentina; Paulo Caudas, diretor artístico e curador do
Dança em Foco, Brasil; e Ana Sedeño Valdellós, criadora audiovisual e
professora da Universidad de Malaga, Espanha.

O 1 o . FIVRS recebeu trabalhos oriundos de 15 estados do Brasil – Rio Grande
do Norte, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ceará, São Paulo, Pernambuco,
Paraná, Sergipe, Amapá, Pará, Goiás, Paraíba, Santa Catarina, Distrito Federal
e Rio de Janeiro – e países da Europa, América do Norte e do Sul – Argentina,
Bolívia, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, México e Portugal.

11 de agosto – abertura remota da Exposição Virtual FIVRS 2020

Contato
Email: fivrs.videodanca@gmail.com

Trabalhos selecionados

Abaixo do Equador, de Adriano André Rosa da Silva – Natal/RN – Brasil
ANOD, de Marta Arjona – Valls / Sarral /Espanha
Bicho, de Felipe Rocha Bittencourt – São Paulo/SP – Brasil
Caminhada, de Luiza Monteiro e Souza – Belém/PA – Brasil
Cidade Coreográfica, de Paulo Henrique Albuquerque Pontes – Recife/Brasil
Contrapontos, de Guilherme Barbosa Schulze – João Pessoa/PB – Brasil
Corpo-Somático, de Rafaela Pereira – Aparecida de Goiânia/Brasil
Estar a Par – passo a passo, de Tales Frey – Catanduva-SP – Brasil /Porto –
Portugal
Fardo, de Leda Siloto – Assis/SP – Brasil
Fim dos Tempos, de Edson Ferraz – Porto Alegre/RS – Brasil
Hold me, de Rafael Bolacha – São Paulo/SP – Brasil
Impulso, de Michel Schettert – Rio de Janeiro/RJ – Brasil
Inside (Inhabited Landscapes), de Carmen Porras – Granada/ Espanha
La Loba, de Edielson Vidal – Belém/PA – Brasil
Moiado, de Victor Yuri – Ribeirão Preto/SP – Brasil
O Grito, de Larissa Aparecida Kremer – Blumenau/SC – Brasil
Obra, de Maria Luiza Teodoro Guimarães – Uberlândia/Minas Gerais – Brasil
Orlo Hem, de Filomena Rusciano – Sant’Agata de’goti/Itália
Pogo, de Ana Carvajal – Santiago/Chile
Ruído, de Geórgia de Macedo Garcia – Porto Alegre/RS – Brasil
Soliloquio, de Lorena López Aguado – Ciudad de México/México
The last children, de Fu LE – França
Ut(r)opical, de Martin Pablo Groisman – Buenos Aires, Argentina
VDO 1.6, de Kepa Landa – Espanha
Verde que te quiero ladrillo, de Esteban Rodriguez – Bolívia

Comissão avaliadora

Ximena Monroy Rocha (México) – é criadora, curadora e pesquisadora intermediática. Formada em Ciências da Comunicação pela Universidad de las Américas Puebla (UDLAP) e Mestre em História da Arte pela Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM). Seus trabalhos já foram selecionados e premiados em exposições e festivais na Argentina, México, Brasil, Estados Unidos, Espanha, Portugal e Xangai. Colabora internacionalmente em projetos de pesquisa, curadoria, mediação, criação e pedagogia. Trabalha em gestão e curadoria de videodança desde 2006. Em 2008, fundou, com Marianna Garcés, o Festival Agite y Sirva, no México, o qual dirige desde então, gerenciando-o em colaboração com Paulina Rucarba. Já realizou apresentações, conferências, laboratórios e seminários no México, Colômbia, Argentina, Suécia, Alemanha, Espanha e Canadá, e publicou ensaios e resenhas no Uruguai, Argentina, México e França. Foi curadora das exposições Retrospectiva Agite y Sirva 2008-2015 e # AgiteySirva10Años (2018) no Centro Cultural da Espanha no México, e Muestra de la Red Iberoamericana de Videodanza (REDIV) 2018-2019, exibidas internacionalmente. Editou, com Paulina Rucarba, a coleção de cinco livros La creación híbrida en videodanza, que aborda a temática por meio de ensaios, textos e materiais fotográficos, publicada pela Editorial UDLAP. Colaborou com CaSa (Oaxaca), codirigindo com Paulina Rucarba as residências internacionais: Comunidades Híbridas (2015), Resonancias (2017) e Híbridos expandidos (2018) y Diálogos intermediales (2019).

Ladys Gonzalez (Argentina) – é pesquisadora, artista e produtora da linguagem do movimento e do audiovisual. Bacharel em Artes Combinadas pela Universidade Nacional de Buenos Aires – UBA e professora universitária de Expressão Corporal da Universidad Nacional de las Artes. É especialista em videodança social e comunitária em comunidades indígenas da província de Chaco, Argentina. Cofundadora e codiretora do Proyecto CORPORALIDAD EXPANDIDA (PCE), o qual compõe o Festival de Cinema (FICCE), e integrante da REDIV (Rede Ibero-Americana de Dança de Vídeo). Coordena residências artísticas performáticas e executa videodanças. Sua experiência se desdobra entre o desenvolvimento artístico e docente, transitando entre a criação, a pedagogia, a curadoria e a escrita, em diferentes formatos. Questiona os processos criativos performáticos. Codirigiu conceitos coreográficos e desenho audiovisual, que conjuntamente com seus seminários, residências e oficinas, foram desenvolvidos na Argentina em Chaco, Jujuy e Grande Buenos Aires, como também na Itália, México, Espanha e Alemanha.

Paulo Caldas (Brasil) – é formado em Dança Contemporânea pela Escola Angel Vianna. Bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), mestre e doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Sua produção artística é marcada pela aproximação entre dança e cinema/vídeo, e já foi apresentada em diversas cidades no Brasil, e também na Alemanha, Argentina, Colômbia, Estados Unidos, França, Itália, Japão, México e Portugal. Sua companhia de dança Staccato, da qual é diretor e coreógrafo desde 1993, já recebeu diversos prêmios e distinções nacionais e internacionais. É Idealizador e diretor artístico, desde 2003, do Dança em Foco – Festival Internacional de Vídeo & Dança e do PODfest Festival de Poéticas Digitais (criado em 2014. Foi professor dos cursos de graduação em dança da UniverCidade (2007-2010) e da Faculdade Angel Vianna (1995/2010), onde coordenou o curso de pós-graduação em Estéticas do Movimento: Estudos em Dança, Videodança e Multimídia. Entre outras publicações, organizou livros pioneiros no Brasil acerca da videodança. Em 2011 e 2014, foi jurado do International Dance Online Short Film Festival (Bélgica/França/Reino Unido). É codiretor do Ateliê Internacional de Dança (AID), realizado em Fortaleza, desde 2011, e professor dos cursos de Bacharelado e Licenciatura em Dança da Universidade Federal do Ceará, onde coordenou o Projeto de Extensão – Ateliê de Composição Coreográfica e Processos Criativos em Dança (2013-2014) e coordena o docdança (projeto de acervo físico e digital criado em 2012). 

Ana Sedeño Valdellós (Espanha) – é criadora e diretora audiovisual, com doutorado em Comunicação Audiovisual, e professora do Departamento de Comunicação e Publicidade Audiovisual da Universidade de Málaga (Espanha). Suas linhas de pesquisa incluem as relações entre música, os meios audiovisuais e as práticas audiovisuais na cena contemporânea sob uma perspectiva histórica ou educativa, com ênfase em produções artísticas, como videojockey, mapping e videodança. É autora dos livros: Linguagem do videoclipe, Música contemporânea no cinema, Análise do cinema contemporâneo: estratégias estéticas, narrativas e de encenação e História da videoarte na Espanha.

 

Equipe

DIRETORAS
Carmem Anita Hoffman
Rosângela Fachel

COMISSÃO AVALIADORA 2020
Ana Sedeño Valdellós (Universidad de Malaga, Espanha)
Ladys Gonzales (Corporalidad expandida, Argentina)
Paulo Caldas (Dança em Foco, Brasil)
Ximena Monroy Rocha (Agite y Sirva – Festival Itinerante de Videodanza,
México)

ORGANIZAÇÃO

Equipe FIVRS
Carmem Anita Hoffman (UFPel)
Rosângela Fachel (UFPel)
Carlise Scalamato Duarte (UFSM)
Luana Arrieche Echevengua (UFPel)
Ana Carolina Tavares (UFPel)
Hamilton Bittencourt (UFPel)

Equipe Ecarta
Marcos Júlio Fuhr – Presidente da Fundação Ecarta
Valéria Ochôa – Diretora Geral da Fundação Ecarta
André Venzon – Coordenador da Galeria Ecarta
Renatha Morés – Assessoria de Comunicação

REALIZAÇÃO
Mestrado em Artes Visuais (PPGAVI), UFPel
Curso de Dança – Centro de Artes, UFPel
UFPel
Fundação ECARTA

APOIO
Curso de Dança Licenciatura / UFSM
Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo – MALG
Red Red Iberoamericana de Investigación en Narrativas Audiovisuales (Red
INAV)

CONTATO
Email: fivrs.videodanca@gmail.com