CAPA
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O X Seminário de Pesquisa do Mestrado em Artes Visuais (10º SPMAV), realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPGAV), do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), este ano comemora sua 10º edição. São nove anos de evento que correspondem aos anos de existência do PPGAV, o que merece ser comemorado, uma vez que sabemos o quão difícil é manter e fomentar a pesquisa em artes, sobretudo nesses tempos sombrios. Deste modo esse ano o evento pretende, além de trazer discussões latentes que permeiam o campo das artes visuais atualmente, resgatar a memória de edições anteriores, com participações de discentes e docentes que fizeram parte da história do PPGAV e do SPMAV. 

Seguimos em mais um ano em que atravessamos uma pandemia causada pelo vírus, COVID-19, que acentuou o sentido de crise, catástrofe, em nosso país. Sentimos diariamente em medidas que são tomadas ao combate à disseminação do vírus, uma política que coloca todo o sistema que vivíamos em colapso. Cercados por incertezas, INSISTIMOS, ainda que, por simples ato de bravura, na possibilidade de nos reestruturamos ante ao enjôo causado pela vertigem que pressupôs a nossa queda. Tentamos nos erguer, sem perdermos de vista aqueles que não resistiram ao baque, estas  mais de 546 mil vidas perdidas que serão por nós carregadas em memória. Aos que ainda restaram cabe SOBREVIVER. Mas como, como sobreviver? Como sobreviver em tempos de necropolítica? Como pensar nossas práticas enquanto artistas, pesquisadores e professores como estratégias de sobrevivência? Qual a importância que recai sobre nossas pesquisas em meio a um momento de repensar diversos pontos frágeis da estrutura, que sustentam as bases sociais e políticas, para evitar outras quedas? Qual o papel da arte diante disso, se sobrevivermos?  

Parece que somos arrastados por estas questões num movimento centrífugo, elas se embaralham entre nós, e revolvem os sentidos das nossas produções e pesquisas. São a partir delas que  procuramos descrever parte de nossas angústias como pesquisadores. Um pouco disso desemboca na realização desse evento, onde procuramos encontrar estratégias de sobrevivência das nossas práticas. E mesmo imersos em um nevoeiro que não nos permite enxergar muito além dos acontecimentos, que atualmente nos tomam de sobressalto, nas diversas discussões que antecederam a realização desse evento passamos a vislumbrar um caminho onde talvez  a arte contemporânea esteja intrinsecamente ligada à educação e a política para articular tais estratégias de sobrevivência e sobretudo de emancipação da lógica de opressão dominante. 

Nesse sentido temos o intuito de propor conversas que sejam fundamentais para refletirmos sobre a dimensão política da arte e a potência de pesquisas poético-educativas para se pensar em caminhos e encruzilhadas que propiciem de alguma maneira outras perspectivas para analisar questões emergentes e são basilares para reconstrução das estruturas que nos regem. Não estamos com isso muito deslocados daquilo que foi discutido na última edição do 9º SPMAV, que trouxe falas extremamente potentes sobre o racismo, gênero, sexualidade, entre outras questões relacionadas ao panorama da arte contemporânea que foram tão importantes. Nos propomos a dar continuidade a tais discussões, pois entendemos que ainda é preciso debater problemas sistêmicos que estão sendo evidenciados nos últimos anos e que são cruciais para se pensar a arte na contemporaneidade.

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