A origem da campanha
A história do laço amarelo começou nos Estados Unidos, em 1994, após a morte de Mike Emme, um jovem de 17 anos. Durante seu funeral, amigos distribuíram fitas amarelas com a mensagem “Se precisar, peça ajuda!”. O gesto se espalhou e o laço amarelo se tornou símbolo da prevenção ao suicídio. No Brasil, a campanha ganhou força a partir de 2013, liderada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM). Hoje, é reconhecida como a maior campanha antiestigma do mundo.
Riscos psicossociais e a nova NR-1
No contexto do trabalho, a saúde mental deixou de ser questão periférica. A NR-1 foi atualizada pela Portaria MTE nº 1.419/2024 e passou a incluir explicitamente os riscos psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A partir de maio de 2026, as empresas deverão identificar, avaliar e mitigar fatores como sobrecarga, assédio, estresse crônico e deficiências na organização do trabalho.
Burnout e o papel da Ergonomia
A OMS define o burnout na CID-11 como uma síndrome resultante de estresse crônico no trabalho não gerenciado com sucesso, caracterizada por exaustão, distanciamento mental e redução da eficácia profissional. A Engenharia de Produção, por meio da Ergonomia, atua diretamente na prevenção: identifica perigos psicossociais, avalia como a organização do trabalho impacta a saúde mental e propõe melhorias. A NR-1 faz remissão à NR-17, que já exige adaptar as condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Ou seja, o risco psicossocial é, em essência, um risco ergonômico.
O Setembro Amarelo nos lembra que valorizar a vida é responsabilidade compartilhada. No trabalho, isso se traduz em organizar processos de forma mais humana, prevenir o burnout e promover uma cultura de cuidado.
💛 Se você precisar, peça ajuda. E, mesmo sem precisar, ofereça ajuda.