SIDTS


Datas importantes

      • De 19 de julho a 29 de agosto: inscrição no evento
      • De 19 de julho a 15 de agosto: submissão de Comunicação e de Pôster Gráfico
      • 23 de agosto: resultado de aceite dos trabalhos submetidos
      • De 23 a 25 de agosto: interposição de recurso
      • 30 de agosto: divulgação da programação completa
      • 01, 02 e 03 de setembro: realização do evento virtual

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Histórico

IV SIDTS

Design, Tradição e Sociedade ARTES GRÁFICAS: acervos e fundos de perfil histórico na América Latina. – Apoio PET Artes Visuais.

Sobre

O desenvolvimento desta quarta edição foi circunscrito pelas possibilidades de mapear estratégias de conservação dos documentos gráficos, aqueles compreendidos como artefatos de perfil histórico. A iniciativa teve como premissa refletir sobre as respectivas alterações técnicas/tecnológicas norteadas pela sociedade contemporânea, transição entre a cultura da página impressa e o advento do hipertexto, apresentando-se como expediente para a qualificação de pesquisas, preservação das obras e formação de público para os bens patrimoniais oriundos do exercício pleno do ofício do Design Gráfico. A proposta compreendeu os produtos gráficos como potenciais mediadores sociais, veículos de informações sobre técnicas e processos de criação, dos sistemas de produção e seus consequentes resultados estéticos, verdadeiros indícios para [re]conhecer rastros de origens e/ou respectivas influências culturais, estilísticas, na área.

A organização do evento perpassou a identificação de instituições, com a devida interação com seus respectivos representantes e profissionais diretamente relacionados com o tema do evento, possibilitando o diálogo qualificado acerca das suas experiências para gerar, assim, sistematicamente, uma produção documental capaz de impulsionar novos saberes. Realizado nas dependências do Museu do Doce da UFPEL, a integração com os comunicadores foi de extremo aproveitamento. A citar, as parcerias estabelecidas com a Casa Civil do Brasil e com o Museu da Imprensa Nacional (Brasília-DF) que indicaram possibilidades reais de cooperação, fortalecendo vínculos perenes visando o desenvolvimento de projetos futuros.

Como principais resultados, destacaram-se a interlocução com pesquisadores da área das Artes Gráficas, História e Museologia aprimorando a formação dos envolvidos para a realização de ações investigativas e eventos acadêmicos destinados à preservação e valorização do patrimônio gráfico. A aproximação com as demandas e especificidades do Museu de Comunicação Hipólito da Costa (Porto Alegre) oportunizou conhecer possibilidades reais para o tratamento conceitual e metodológico voltados à salvaguarda de documentos considerados “efêmeros”.

De maneira integral, os objetivos da produção de conhecimento foram atingidos. As conexões estabelecidas proporcionaram viabilizar futuras experiências e qualificações, firmando acordos inter-institucionais com a Fundação Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro), Museu da Imprensa Nacional (Brasília) e com o departamento de Arquitetura e Design da Universidade Federal de Buenos Aires. Além de viabilizar a confecção do livro “Histográfica Pelotense 2: Artes Gráficas e Acervos na América Latina”, com o registro e acesso da produção do Seminário Internacional, Design, Tradição e Sociedade, com o potencial de impulsionar novas propostas acerca da Memória Gráfica no Brasil e na América Latina.



III SIDTS

Design Editorial: técnicas, estéticas, memórias, e perspectivas futuras.

Sobre

        Configurou a terceira edição do SIDTS, evento multidisciplinar. Nessa edição de 2014, complementando as experiências anteriores, o evento fez-se instrumento para ações de identificação, classificação e análise do Design Editorial produzido em determinados contextos de âmbito sócio/técnico e cultural. Como fomento à reflexão acerca da permanência desses documentos, artefatos de perfil histórico, e pela produção crítica sobre o assunto, tal iniciativa tem como premissa compreender as respectivas alterações técnicas/tecnológicas norteadas pela sociedade – da página impressa ao hipertexto – apresentando-se dessa maneira como estratégia de qualificação à pesquisa e à formação de público para esses bens patrimoniais. Fonte de informações acerca das práticas “gráficas”, a proposta compreende esses artefatos como registro de modelos de produção, autoria e estilos estéticos desenvolvidos na América Latina, bem como indícios de origens e/ou respectivas influências europeias.

        A idealização de um seminário  focado nas características técnicas e estéticas presentes na produção de Design Editorial, especialidade da comunicação que integra linguagem verbal, tátil e visual, justifica-se pela necessidade de investigar as “identidades” que caracterizam esteticamente este campo profissional no Brasil e na América Latina. Acrescenta-se às razões que motivaram esta investigação o fato de que pesquisas de design gráfico com cunho histórico são, ainda, incipientes, o que prejudica a compreensão atual da atividade profissional.

        O foco editorial, recente vertente do projeto de pesquisa, encontra lastro nas investigações sobre a história e o “papel” do jornal Diário Popular de Pelotas (há 120 anos no mercado pelotense) na produção gráfica local, bem como compreender as recorrências dessa atividade no Brasil e na América Latina, colocando em analogia as experiências mapeadas.. Tanto em termos de maquinário e métodos de produção quanto em relação ao projeto gráfico editorial no campo de trabalho e produção de conhecimento, é evidente a importância desses substratos como meios de comunicação. Ainda que em circulação impressa, eles se fazem matrizes fundamentais ao ensino sistematizado e para a pesquisa. Quando em hipermidia, elevam-se a condição de uma sociedade cada vez mais co-autora e colaborativa. Integrando o projeto Memória Gráfica, abrange-se com esse recorte as Escolas; Editoras e Gráficas; Jornais; Empresas (Frigoríficos, Conserva de Doce); Estação Portuária, Estação Férrea; Sinalização da Cidade; etc.”), conectando academia e comunidade para pensar a atuação de tipógrafos, designers e ilustradores, bem como a utilização de suportes, técnicas e tecnologias de produção. Esta vertente da pesquisa integra Linguagem, Estética e Retórica da Tipografia, Sinalização, Design Editorial, Design de Embalagens (com possível abrangência em Design de Produto), Rotulagem, Estamparia, Folheteria, Marcas e Identidade Visual.

        Constituído por pesquisadores nacionais e internacionais, essa terceira edição do SIDTS contou com a participação da Profa. Sandra Szir (Argentina), Profa. Letícia Pedruzzi (UFES), teleconferência com Prof. Hans da Nóbrega Waechter (UFPE), bem como com a presença de painelistas pesquisadores locais, tais como a Profa. Maria Leticia Mazzucchi Ferreira (UFPel), Prof. João Fernando Igansi Nunes (UFPel), Me. Nadia de Miranda Leschko (doutoranda PUC-Rio), Profa. Me. Paula Garcia Lima (UFPel), Profa. Me. Ana da Rosa Bandeira (UFPel), Profª. Drª. Helena de Araujo Neves (UFPel), Profa. Me. Thais Cristina Sehn (UFPel), entre outros convidados.

        O SIDTS, ao longo de suas três edições, organizou e disponibilizou parte significativa de seus resultados através de livro impresso intitulado Histográfica Pelotense[1]. Complementar, enquanto produto editorial, registra e disponibiliza os resultados parciais do projeto de pesquisa Memória Gráfica de Pelotas: um século de design em fórum eletrônico e, desta maneira, expressa o acesso de uma memória gráfica que se credita como valor sócio e estético de uma cultura visual local.

        Como escritura do Memória Gráfica de Pelotas e do Seminário Internacional Design, Tradição e Sociedade, evento que pleiteia este edital, encontra-se no prelo o livro Histográfica Pelotense. Este, registra e apresenta um panorama das reflexões atuais sobre a prática do design na configuração da cultura visual e nas suas respectivas inferências na construção da identidade e da memória dos grupos sociais nos quais ocorrem, com respectiva linguagem que operam, conforme capa e folha de rosto em documento anexo.

        Seus agentes, os designers, motivados pelo acesso e uso tanto dos estilos e métodos projetuais quanto das disponibilidades técnicas e materiais, não apenas incorporaram na sua atividade as referências internacionais como também as recriaram a partir das suas referências pessoais e coletivas.

        Habilidade de registro e de reconhecimento, sejam de padrões pré-determinados ou de variáveis complexas, em Histográfica Pelotense atuam relações de criação, produção, distribuição e compartilhamento de sentidos e de memória.

        Financiado pela FAPERGS, Edital Auxílio para Organização de Eventos – AOE. Os resultados foram organizados em livro intitulado Histográfica Pelotense. No prelo. (Sumário em anexo eletrônico)



II SIDTS

Da parte para o todo

Sobre

A partir de seleção prévia, organizou fluxograma dos principais agentes/pesquisadores da Memória Gráfica no Brasil e na América Latina, especificamente na Colômbia e na Argentina.

         Nesta perspectiva, o Seminário possibilitou o intercâmbio de informações e a troca de experiências com outras instituições, tais como a PUC-Rio, a partir do projeto Memória Gráfica Brasileira e com a Universidade de Buenos Aires, reafirmou-se a importância das metodologias de pesquisa em história gráfica através da discussão do tema pelos palestrantes, estabelecendo a relevância da renovação do projeto – que agora tem a sua sequência nesse terceiro encontro. Durante o evento, foi inaugurado a coleção de 12 outdoors, nos quais 12 autores arquitetos/designers escrvera, os 200 anos da cidade, configurando o nome do evento: eclétipoFACES2012: Pelotas 200 anos de escrita, http://ecletipofaces.ufpel.edu.br/sobre.html . Participaram ainda como teleconferêncistas: Veronica Devalle de Buenos Aires – Diseño, arte y artesanía. Pensar la identidad como un problema teórico y político. Licenciada em Sociologia na Facultad de Ciencias Sociales de Universidad de Buenos Aires (FCS/UBA) e Doutora em Artes na mesma universidade. Também Mestre em Sociologia da Cultura e Análise Cultural (IDAES/UNSAM), pesquisadora do CONICET e diretora de projetos UBACyT, no quadro da Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo (FADU/UBA). Seus temas falam da reflexão sobre a arte, o design e a cultura visual contemporânea;  Livia Lazzaro Rezende do Rio de Janeiro. Lívia Lazzaro Rezende é doutora em História do Design pelo Royal College of Art e pelo museu Victoria & Albert de Londres. Sua tese de doutoramento discute como a ideia e imagem de uma nação moderna e civilizada foram construídas pelo Império e Primeira República e projetada em Exposições Universais européias, norte-americanas e brasileira através de publicações, objetos, edificações e mostruários ditos nacionais.



I SIDTS

Métodos para uma história do design gráfico Brasileiro

Sobre

Sistematicamente, nesta primeira edição, o objetivo foi refletir acerca das metodologias empregadas para se pensar as artes gráficas, seja pela etimologia do termo “Memória Gráfica” quanto aos seus aspectos técnicos e conceituais para se referendar e eleger aquilo que possa ser considerado de valor social e, desta maneira, patrimônio cultural.

         Aconteceu no salão nobre da BPP. Nessa edição, o objetivo do evento, realizado como estratégia de qualificação para ações de preservação e conservação de acervos de periódicos, foi pautar as investigações sobre a relação entre a tríade Design, Tradição e Sociedade, integrando pesquisadores de diversas áreas, como exemplo da presença de Rafael Cardoso Denis, para o debate e a troca de experiências de pesquisas em design. Teorizando acerca de metodologias para uma possível identificação, classificação e análise do patrimônio gráfico brasileiro, pôde-se confrontar iniciativas de preservação e memória e conhecer a diversidade de processos criativos, de produção e de distribuição da industria gráfica. Foram também conferencistas desta edição Paula Viviane Ramos (PoA/Brasil) e John Naranjo, La Salle, Bogota (Teleconferência).

Universidade Federal de Pelotas