
Aproveitando essa oportunidade, a aluna Emanuélle Soares Cardozo, integrante dos grupos de pesquisa do LabBio e GRAEM, apresentou o trabalho intitulado: “Re-formação do espaço poroso de agregados de solos construídos em áreas de mineração de carvão após 30 anos de restauração”.
O estudo busca compreender os efeitos de longo prazo da restauração ecológica sobre a estrutura física do solo em ambientes minerados, com foco especial na reorganização do espaço poroso dos agregados. Essa abordagem permite avaliar a qualidade do solo reconstruído após décadas de intervenção, fornecendo informações valiosas sobre sua funcionalidade ecológica e potencial produtivo. A pesquisa reforça a relevância de técnicas avançadas para análise estrutural, como aquelas disponibilizadas por meio da luz síncrotron, no aprofundamento do conhecimento sobre solos degradados.
A importância da ER2LS para pesquisas com solos
Como é gerada a luz síncrotron e como são feitas as análises
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Box de Curiosidades: Você sabia?
O Sirius é um dos aceleradores de elétrons mais avançados do mundo!
Localizado em Campinas (SP), o Sirius é o maior e mais complexo equipamento científico já construído no Brasil. Ele é um síncrotron de 4ª geração, capaz de produzir uma luz até um bilhão de vezes mais brilhante que a do primeiro acelerador brasileiro (UVX).

Pesquisas para diversas áreas do conhecimento
A luz síncrotron gerada no Sirius é usada em mais de 40 áreas de pesquisa, desde o desenvolvimento de novos medicamentos, nanomateriais e baterias, até o estudo de fósseis, pigmentos em obras de arte e, claro, a química do solo.
Linhas de luz especializadas
Cada linha de luz do Sirius é dedicada a um tipo de análise. Por exemplo:
- Manacá: usada para biologia estrutural, inclusive ajudou em pesquisas sobre o vírus da COVID-19.
- Ipê e Cateretê: permitem observar materiais em escala nanométrica.
- Mogno: linha ideal para estudos de materiais inorgânicos, como minerais do solo.
Brasil na vanguarda científica 
Com o Sirius, o Brasil integra um seleto grupo de países que dominam a tecnologia de luz síncrotron de 4ª geração, ao lado de nações como Suécia, França e Japão.
Experimentos sem destruir a amostra
Uma grande vantagem da luz síncrotron é permitir análises não destrutivas, ou seja, os cientistas conseguem investigar profundamente a composição e estrutura de uma amostra sem precisar cortá-la ou alterá-la — ideal para materiais frágeis como solos tropicais.





