Processualidades em rede
21 a 23 de outubro de 2026 · Centro de Artes / UFPel
O evento
3º SIPA · 15º SPMAV — QUEM PROMOVE E A QUEM SE DESTINA
O 3º Seminário Internacional de Pesquisa em Artes (SIPA) e o 15º SPMAV são promovidos por discentes e docentes do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio Grande do Sul, Brasil. O evento é voltado a pesquisadores, vinculados ou não a instituições, assim como a discentes e egressos de Instituições de Ensino Superior, nacionais e estrangeiras.
Contempla as três linhas de pesquisa do PPGArtes/UFPel — Educação em Artes e Processos de Formação Estética, Processos de Criação e Poéticas do Cotidiano, e Histórias e Teorias das Artes e Transversalidades —, abrindo espaço para uma diversidade de investigações que contribuem para a construção de múltiplos saberes.
Em 2026, o evento propõe refletir sobre os processos de criação artístico, pedagógico e teórico a partir da noção de processualidade, compreendendo a criação como uma rede de relações, temporalidades, deslocamentos e experiências em permanente movimento.
Do tema
A CRIAÇÃO COMO REDE EM PERMANENTE CONSTRUÇÃO
A edição Processualidades em Rede do SIPA/SPMAV incorpora à discussão sobre processualidade na arte a ideia de rede de criação, compreendendo os processos artísticos como atravessados por múltiplas relações com o entorno, os sujeitos, as linguagens, materialidades e experiências. Pierre Musso (2004), ao discutir a polissemia da noção de rede, compreende que a rede ultrapassa as metáforas ligadas ao organismo e aos fluxos da vida, incorporando questões relacionadas à mudança social, à mobilidade e à utopia. Nesse sentido, a rede torna-se um conceito fundamental para pensar a criação em seu permanente movimento, aberta ao inacabamento, à continuidade e às transformações.
A polissemia e a abertura conceitual da noção de rede dialogam diretamente com os processos de criação em arte, reconhecendo a multiplicidade de sentidos e assumindo a processualidade como um estado de abertura para o que pode vir a ser. A rede, assim, torna-se também um modo de compreender os processos de criação em sua complexidade e de fortalecer o objetivo do evento: estabelecer conexões, trocas e mediações em torno da pesquisa em arte. Cecília Almeida Salles (2006) incorpora o conceito de rede aos estudos dos processos de criação ao enfatizar a conectividade e a proliferação de relações que atravessam o pensamento em criação e os vínculos dos artistas com seu entorno.
Pensar a criação como processo implica pensar também o tempo, a memória, os deslocamentos e as relações que se estabelecem ao longo do percurso criativo. Essas temporalidades são múltiplas e envolvem preparação, reflexão, idas e vindas, pausas e maturação, pois, como destaca Salles (2006), o tempo da criação é permanente. Além disso, a noção de rede pressupõe diálogo, contato e troca. Conforme Jean Lancri (2002), o desvio pelo outro é uma engrenagem essencial da pesquisa em arte, estabelecendo um vaivém constante entre os outros e si mesmo, entre prática e teoria.
Desse modo, o evento propõe investigar as redes dos processos de criação, atravessando questões relativas às temporalidades, à memória, ao corpo, aos deslocamentos, às territorialidades, às práticas coletivas, emancipatórias e decoloniais, às ecologias do sensível e aos processos de pesquisa em arte, compreendendo a criação como uma rede complexa, em permanente construção.
Prazos
| Etapa | Data |
|---|---|
| Lançamento do edital | 21 jul 2026 |
| Prazo de inscrição e submissão | 21 jul – 07 set 2026 |
| Envio de aceites | a partir de 20 set 2026 |
| Reenvio após correções para os anais | 30 set 2026 |
| Realização do evento | 21 – 23 out 2026 |
| Envio de certificados | dez 2026 |
| Publicação dos anais | dez 2026 |
