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Palestra Moradia e Autogestão: Panorama do ciclo recente no Brasil

A palestra “Moradia & Autogestão: panorama do ciclo recente no Brasil”, ministrada por Camila D’Ottaviano, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), foi realizada em 23 de julho de 2025, no Auditório do Campus II da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), em Pelotas. O encontro apresentou uma análise crítica sobre a produção habitacional por autogestão no contexto brasileiro recente, discutindo políticas públicas, organização social e os desafios enfrentados pelos movimentos de moradia. A atividade reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais da área, promovendo um espaço qualificado de debate sobre habitação de interesse social, planejamento urbano e justiça socioespacial.

Seminário Metodologias Participativas em Estudos Urbanos para Justiça Social

O Seminário Metodologias Participativas em Estudos Urbanos para Justiça Social, realizado nos dias 24 e 25 de julho de 2025, no auditório do Campus II da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), reuniu pesquisadores, estudantes, profissionais, coletivos e representantes do poder público para debater práticas, métodos e experiências voltadas à participação social na produção do espaço urbano.

A programação teve início com a mesa de abertura coordenada por docentes do PROGRAU/UFPel e seguiu com exposições teóricas sobre metodologias participativas, destacando fundamentos, instrumentos e desafios contemporâneos. A primeira mesa-redonda contou com a participação de pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) e da UFPel, além de representante de assessoria técnica, abordando experiências em habitação de interesse social, atuação em ocupações urbanas e aplicação do Diagnóstico Rápido Urbano Participativo (DRUP) em comunidades de Pelotas.

No período da tarde, foram discutidas experiências relacionadas aos Planos Populares, com ênfase nos processos desenvolvidos em Porto Alegre e em iniciativas territoriais como o “Bonja Vive”, evidenciando articulações entre universidade, entidades profissionais e movimentos sociais.

O segundo dia foi marcado por relatos de coletivos, movimentos e escritórios de assessoria técnica, que compartilharam experiências vinculadas à gestão pública, à elaboração de planos de bairro e à luta por moradia digna, arte, cultura e alimentação em Pelotas. Na sequência, o estudo de caso sobre o movimento “Minhocão Contra a Gentrificação”, apresentado por docente da USP, discutiu inventário participativo e educação patrimonial como estratégias de resistência urbana.

A palestra de encerramento abordou métodos e práticas insurgentes, propondo novas agendas de pesquisa comprometidas com a justiça social. O evento consolidou-se como um espaço de troca interdisciplinar, fortalecendo redes de colaboração e reafirmando a importância das metodologias participativas na construção de cidades mais justas e inclusivas.

Confira a galeria do evento:

Mesa de abertura com mediação da coordenadora da projeto de pesquisa, Célia Gonsales e demais pesquisadores, público e palestrantes.