Curso de Comércio Exterior passa por avaliação in loco para reconhecimento pelo MEC

Entre os dias 7 e 9 de julho, o curso de Comércio Exterior passa pela etapa final do processo de reconhecimento, que atesta a qualidade da graduação perante as exigências do Ministério da Educação (MEC). O procedimento, obrigatório para cursos superiores no Brasil, inclui análise documental e visita remota de avaliadores designados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP).

O reconhecimento de um curso pelo MEC segue um rigoroso protocolo. Inicialmente, a instituição de ensino encaminha ao ministério documentos como o projeto pedagógico, a qualificação do corpo docente, a infraestrutura disponível e indicadores acadêmicos, como taxas de evasão e rendimento dos alunos. Após a análise preliminar, uma comissão de especialistas visita o campus para verificar in loco se as condições declaradas pela instituição correspondem à realidade.

Durante a inspeção, os avaliadores examinam critérios como a organização didático-pedagógica, a titulação e experiência do corpo docente (com ênfase na proporção de mestres e doutores), a adequação dos laboratórios, bibliotecas, salas de aula e acessibilidade. Também são avaliados a integração entre teoria e prática e a articulação do curso com as demandas do mercado.

Ao final da visita, os avaliadores elaboram um relatório técnico, que serve de base para a decisão do MEC. O curso pode ser reconhecido sem ressalvas, ter ajustes solicitados ou, em casos extremos, ser reprovado. O resultado é traduzido em uma nota de 1 a 5, seguindo os parâmetros do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES).

Notas 1 ou 2 indicam que o curso está abaixo dos padrões mínimos, podendo sofrer intervenções como redução de vagas ou até descredenciamento. A nota 3 sinaliza atendimento parcial aos requisitos, com necessidade de melhorias. Já as notas 4 e 5 refletem excelência, atestando infraestrutura adequada, corpo docente qualificado e resultados acadêmicos consistentes.

A coordenação do curso, junto com professores e técnicos-administrativos, preparou-se intensamente para a avaliação. A agenda inclui reuniões com o Núcleo Docente Estruturante (NDE), alunos, setores como a Coordenação de Registros Acadêmicos (CRA), a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), o Núcleo de Apoio Psicopedagógico (Nupadi) e a Comissão Própria de Avaliação (CPA).

A comissão avaliadora é composta pelos professores Reinaldo de Araujo Lopes (Instituto Federal do Piauí) e Paulo Roberto Silva (Faculdade Única de Ipatinga e Timóteo). O resultado do processo será divulgado após análise do MEC, definindo o status oficial do curso perante o sistema de educação superior.