extensão
Os Cursos de Cinema prevêem em suas propostas pedagógicas uma carga horária de 300 horas em atividades de extensão obrigatórias na formação das/dos estudantes. A obrigatoriedade aplica-se a estudantes ingressantes a partir de 2026 (semestre 2026/1). Tal carga horária vai ao encontro do que determina o Plano Nacional de Educação 2014-2024 e também a Resolução Específica do Conselho Coordenador de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPEL, o COCEPE. Seguem abaixo informações específicas sobre estas atividades:
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CARACTERIZAÇÃO
Na UFPEL, existem duas formas de realização das atividades de extensão nos currículos. A primeira delas são as Atividades Curriculares de Extensão (ACE) onde o estudante atua como membro da equipe e agente da atividade extensionista, a segunda é a caracterização de carga horária prática de disciplinas como extensão universitária (Ext). Nos Cursos de Cinema optou-se pelo cumprimento integral da carga horária através de ACEs, especialmente, por conta do contexto de oferta do Curso no Centro de Artes e, também, por conta da própria política de extensão aplicada ao Curso e descrita abaixo, relacionada diretamente com a existência de projetos e ligado a um caráter inerente de envolvimento com a comunidade, numa perspectiva de transformação social, conforme o Artigo 5º da Resolução da Curricularização da Extensão na UFPEL (Resolução COCEPE nº 30 de 03 de fevereiro de 2022).
Cabe observar que a Resolução e, consequentemente, a presente proposta foram articuladas em uma perspectiva de protagonismo discente diante da sociedade, visto que as atividades devem proporcionar ao estudante ser membro da equipe e agente ativo da experiência extensionista e não ouvinte e espectador da mesma. Também, deve-se enfatizar que o objetivo primordial da extensão é a transformação social, pois a formação em extensão atua intensificando o contato do estudante com a sociedade em ações concernentes ao campo profissional do seu curso de graduação e interdisciplinar, instrumentalizando-o para a ação cidadã com vistas à transformação social, conforme a Resolução do COCEPE citada acima.
Por último, a extensão é uma prática que dever ser empreendida em indissociabilidade com as outras atividades-fim da Universidade, leia-se o Ensino e a Pesquisa, e, assim, fomentar o advento de novos temas de pesquisa e de novas metodologias de aprendizagem nos campos da ciência e da cultura, a partir de vivências criativas e inovadoras com as comunidades.
POLÍTICAS DOS CURSOS
Os Núcleos Docentes Estruturantes de ambos os Cursos e o Colegiado estabeleceram a política de extensão das graduações calcada em quatro eixos descritos abaixo que, levam em conta um histórico já existente de atividades extensionistas na Unidade Centro de Artes e no próprio Curso:
- Educação Básica Pública: a ação extensionista deve focar na articulação do Cinema e Audiovisual, como área, com a rede pública de ensino básico, compreendido por escolas públicas de ensino fundamental e médio das redes municipais, estaduais e federais. Tal demanda, corrobora com diversas discussões empreendidas no Fórum Brasileiro de Ensino de Cinema e Audiovisual, no sentido de inclusão do audiovisual como componente curricular dentro da Arte como área de conhecimento na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Também, coloca-se como prioritária diante da urgência social em fazer frente a assimetria entre a atividade de consumo audiovisual das crianças e jovens brasileiros e, de outro lado, a relativa pouca discussão pedagógica em torno do audiovisual frente a tal consumo, considerando diversos elementos de oralidade, pela voz, e de familiaridade com a mídia que os núcleos familiares já cultivam na realidade do País.
- Distribuição, Exibição e Crítica: a distribuição e exibição são questões, historicamente, pouco contempladas nas propostas formativas em cinema e audiovisual e, diretamente, alguns dos principais problemas do espaço audiovisual brasileiro ante a seus potenciais públicos. O envolvimento direto do Curso com o tema, a partir de componentes curriculares e da existência de equipamentos culturais relevantes, no contexto da Instituição e da cidade de Pelotas/RS, como o Cine UFPEL, que são geridos pelos Cursos de Cinema, é um fator determinante para que a extensão possa ser um instrumento de transformação social dos estudantes na medida em que permite que se envolvam diretamente com atividades de distribuição, exibição e formação de públicos através da apresentação de outros repertórios narrativos e estilísticos e consideração da história do audiovisual brasileiro, diretamente relacionada com o universo da televisão tradicional. Tal atividade ocorre no dispositivo/ambiente da sala de cinema, mas, também, por outros meios de distribuição, como o streaming. O universo da crítica de cinema e audiovisual, igualmente central na formação, é conexo atais práticas e, compreendido como prática extensionista, permite a transformação social ao fomentar a atividade de debate, análise, produção de textos, eventos, curadorias, programação de salas, dentre outras atividades, que fazem com que uma janela de exibição contemple a diversidade narrativa e estilística do audiovisual, especialmente o brasileiro.
- Realização Audiovisual Comunitária: a pedagogia extensionista no âmbito do Curso envolve-se diretamente em absorver uma demanda expressiva de audiovisuais que vêm das comunidades e grupos aos quais a UFPEL dialoga. De tal forma, é uma atividade de protagonismo estudantil a realização de audiovisuais oriundos desta demanda e, ao mesmo tempo, a oferta de formação, orientaçãoe incentivo para que as próprias comunidades sejam polos realizadores, considerando um contexto de relativo acesso à ferramentas de realização, frequentemente atravessado por políticas econômicas e sociais que privilegiam, mais ou menos, a população pobre do Brasil, mas que faz-se presente no curso da história e permite que tal dimensão seja possível, sem diminuir seus desafios.
- Juventudes: dentro de tal planejamento, entra em foco uma especial atenção às juventudes das comunidades que o Curso e a UFPEL dialogam. Possibilitada pelo ingresso por meio de cotas sociais na graduação, tal atenção refere-se diretamente ao papel inclusivo que o Curso deve ter ao incentivar nos jovens de Pelotas/RS e região o desejo pela carreira de realizadora/realizador audiovisual como algo possível e próximo. Também, tal ênfase faz frente à realidade presente dentro do campo da arte do cinema e do mercado audiovisual de pouca diversidade social, étnica e de gênero, ainda que com avanços, nos olhares presentes nos espaços de produção, distribuição e exibição. A inclusão de juventudes com vistas à transformação social, consequentemente, faz com que se tenha, a médio prazo, profissionais audiovisuais fora do privilégio de classe, branco e heteronormativo e encontra sensibilidades, por vezes, não estimuladas nas juventudes para o trabalho com arte, entretenimento e indústria criativa.
PERÍODOS
Sabe-se que existe um processo de ensino-aprendizagem que é particular de cada educando. No entanto, colocando em cena a observação empírica da prática do currículo, percebe-se que existe uma maturidade média que é atingida ao longo do primeiro ano da formação, que se refere a processo de crescimento e aprendizado do coletivo, da identidade e afetos que são formados pelas turmas ingressantes. Em vista disso, a presente proposta inicia a atividade extensionista a partir do 3º semestre da graduação. Outra observação pedagógica trata de, enquanto requisito para integralização, apresentar aos estudantes uma dinâmica clara de integralização que represente processo, com início, meio e fim, sob pena de haver educandos que, ao longo da formação, não tenham sido devidamente apresentados e incentivados a realizar atividades extensionistas e deixem para realizar as horas somente ao final, sem o tempo necessário à vivência significativa.
Ainda que seja um componente com protagonismo discente e onde muitos já se sintam, desde o primeiro momento, inclinados à realização de tais práticas, é necessário considerar o aspecto já citado da maturidade média e contemplar a todas e todos, permitindo que sejam devidamente afetados pela prática extensionista. Dentro de tal dinâmica, os programas e projetos, muitos deles já desenvolvidos dentro do Curso e outros que venham a surgir, ficam curricularizados e têm uma relação direta com a necessidade de formação expressa neste documento. Assim, existe um rol de programas e projetos que precisa, obrigatoriamente, perdurar para tornar possível a curricularização da extensão. No ensejo, a proposta de Curricularização da Extensão oferta uma carga horária que ocorre dentro dos semestres, com entradas e saídas exclusivamente em Atividades Curriculares de Extensão (ACE). Tais atividades podem ser ampliadas a partir do perfil de cada estudante, mas, a priori, são propostas dentro do desenho pedagógico, como dinâmica de integralização da extensão.
As entradas e saídas ocorrem em dois momentos da formação, ao longo dos quatro anos e ocorrem em programas e projetos agregadores já existentes e divulgados aos estudantes. Existe, antes da entrada, que já representa o protagonismo discente diante da comunidade, uma etapa de preparação destinada para apresentar os programas e projetos existentes e fazer com que os educandos tenham ideia da prática da extensão como princípio constitucional, dentro de sua aplicação como ferramenta de transformação social. Tal atributo social, no contexto brasileiro, é igualmente atravessado por diversas complexidades que perpassam questões identitárias e estruturais das comunidades que a UFPEL se relaciona. Falar sobre isso previamente com os estudantes, torna-se uma forma de estar presente posteriormente de uma maneira mais afetuosa e sensível diante do outro.
DINÂMICA

PROJETOS E PROGRAMAS
Abaixo estão listados os Programas e Projetos vinculados ao curso, ativos, em execução e disponíveis para cumprimento da Carga Horária em Extensão:
O Cinema UFPEL é uma escola associada ao