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A China e os acordos de swap cambial com Argentina, Brasil, Chile e Suriname

Os acordos bilaterais de swap cambial ganharam grande importância devido à crise de 2008 e a China tem sido protagonista nesse movimento. Argentina, Brasil, Chile e Suriname individualmente e em momentos distintos estabeleceram tal tipo de tratativa com os chineses. Contudo, até agosto de 2020 apenas Argentina, desses países, havia acionado o acordo. Neste trabalho, questionamos quais aspectos explicam a utilização ou não desses acordos com a China. Por meio de levantamento de dados primários e revisão bibliográfica esse estudo afirma que os acordos de swap estabelecidos com a China são importantes como fontes de liquidez em momentos de vulnerabilidade externa para os países latino-americanos, todavia, seu uso é limitado devido à baixa conversibilidade externa do Renminbi (RMB).

Para o texto na íntegra: https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/rtm/210310_rtm_24_art9.pdf

O Conceito de Desenvolvimento no BRICS: Uma Análise de Projetos Financiados pelo NDB

O prof. Dr. William Daldegan e Vitoria Borba, pesquisadora do EPDI, publicaram o resultado de suas pesquisas de quase 2 anos na International Organisations Research Journal (IORJ). A IORJ é um dos mais renomados periódicos russos da área de Ciência Política e Relações Internacionais. O artigo sob o título (em português) “O Conceito de Desenvolvimento no BRICS: Uma Análise de Projetos Financiados pelo NDB” pode ser conferido em duas versões: em inglês e russo. O artigo é um dos vários resultados da pesquisa financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS).

The Expansion of BRICS: Challenges and Uncertainties

“Argentina, Saudi Arabia, Egypt, United Arab Emirates, Ethiopia, and Iran were announced as new permanent members of BRICS. The announcement was accompanied by a promise to define criteria for future new memberships. The negotiations for expansion faced significant pressure from the Chinese, who advocated for a broader opening and encouraged the candidacy of dozens of countries. In contrast, Brazil and India resisted this movement and, along with South Africa, negotiated for a more assertive stance from Russia and China in favor of a broader reform in the UN, especially within the Security Council. However, this expansion raises uncertainties about the future of BRICS”. Com essa introdução, o artigo discute os desafios e incertezas da expansão do BRICS.

O texto pode ser acessado clicando aqui.

O Brics na governança global: uma análise a partir da contestação e contra-institucionalização em Michael Zürn

“O Brics na governança global: uma análise a partir da contestação e contra-institucionalização em Michael Zürn” foi publicado na Revista Sul-Americana de Ciência Política. Desenvolvido ao longo de 2022 no âmbito do Projeto “BRICS e China: uma análise de política internacional contemporânea” financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS), o texto tem como autores o professor Dr. William Daldegan, a mestranda do PPGCPol Amanda Perachi e a acadêmica de Relações Internacionais Cassiane Souza. O trabalho está disponível para download clicando aqui. Abaixo o resumo do texto: O artigo tem por objetivo compreender o posicionamento do BRICS no sistema de governança global. Especificamente, sua insatisfação com o sistema financeiro internacional. Para tal, é reconhecida a estrutura normativa e institucional, hierárquica e desigual da ordem internacional liberal em que novas potências e instituições, como o BRICS, reclamam maior representatividade.

A criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e do Arranjo Contingente de Reservas (CRA), em 2014, demonstra sua busca por alternativas às instituições tradicionais. Os conceitos de Contestação e Contra-institucionalização, propostos por Michael Zürn, são utilizados como instrumental teórico- metodológico, juntamente com revisão bibliográfica, a fim de responder se o BRICS se apresenta como um contestador dessa ordem capaz de impor mudanças substanciais a ela. Como resultado, observa- se, apesar da exigência por reformas na governança global, uma carência de alinhamento de interesses entre seus membros que dificulta o avanço de pautas críticas e a instrumentalização de uma contraposição efetiva à ordem internacional liberal.

 

O artigo completo pode ser acessado aqui.

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