Estórias Extraclasse Esportivas: Natação


Imagem: Mural representando anatação no Clube Diamantinos em Pelotas. Acervo Pessoal

Continuando a série falando sobre minhas experiências pessoais com certos esportes que tive no meu tempo de ensino fundamental, a que mantive por mais tempo foi a natação. Embora eu não me lembre do ano exato em que comecei, eu devia ter mais ou menos 7 ou 8 anos quando comecei, e apenas parei em 2020 por conta de uma certa pandemia que cessou todo e qualquer tipo de atividade.

  Os motivos para eu entrar na natação são os mais básicos imagináveis, meus pais achavam que saber nadar era uma habilidade importante e até mesmo básica que eu devia aprender. Eu tenho que concordar com eles, genuinamente é algo muito útil saber nadar, não é querendo ser pessimista, mas nunca se sabe quando vai ser necessário ter esse conhecimento que salva vidas.

Toda minha história com a natação foi no Clube Diamantinos, localizado no centro da cidade de Pelotas, simplesmente era o mais próximo pela questão de locomoção. As aulas eram de mais ou menos uma hora duas vezes por semana, com turmas de uma faixa etária mais ou menos próxima.

Eu fiz minhas aulas em todos os horários que eram possíveis, de manhã, à tarde e no anoitecer. Dependia muito do ano e do resto dos meus afazeres diários, mas tive muita sorte em conseguir manter quase sempre com o mesmo professor, Potiguar Nogueira, um atleta sensacional que participa até hoje de competições enquanto dá aulas. Além de saber muito sobre o esporte, tem uma paciência de santo, não só lidava com muitas crianças pequenas e com necessidades especiais, mas também estava sempre disposto a ajudar todos e acompanhar aqueles que precisavam. 

Além de aprender o básico sobre como existir na água, eu e meus colegas praticávamos os 5 tipos de nado: o livre (ou crawl), costas, borboleta, peito (para os mais novos o nado sapinho) e medley, que combina todos os anteriores.

O nado livre e costas eram os meus preferidos, sendo os mais básicos e populares no geral, não tinha muito mistério neles e eu gostava disso, a simplicidade da técnica permitia focar mais no seu esforço pessoal para ficar mais rápido.

O nado peito para mim sempre foi o intermediário, fazia tranquilo, não gostava muito, mas também não odiava. A mesma coisa se aplicava para o Medley, um nado que só se praticava após já ser bem preparado em todos os outros, então não era tão regular.

Agora nado borboleta nunca foi minha praia. É um nado que exige bem mais do atleta, em que você precisa levar os braços para frente do corpo paralelamente à água e depois levá-los para trás. Ao mesmo tempo, com as pernas esticadas, você precisa ficar fazendo movimentos ondulares, como se fosse uma sereia, por exemplo. Esse esforço maior fazia com que eu revirasse meus olhos por trás dos meus óculos de natação quando tínhamos que fazer várias voltas desse nado.

Além de aprender os básicos sobre cada nado, também aprendemos técnicas para prender melhor a respiração, chamadas práticas de apneia, também fazíamos competições amigáveis para ver quem conseguia ir e voltar nadando mais rápido. Além de ser legal tentar ser mais rápido que os outros, era muito gratificante ver o seu próprio tempo diminuir e sentir uma melhora genuína.

Falando em competições, participei de algumas que eram realizadas no Diamantinos e no Clube Brilhante, embora a perspectiva de me tornar um Michael Phelps pelotense e focar apenas em competir me fascinasse, eu nunca fui muito adiante para levar a natação como algo que não fosse um hobby. 

Tenho que mencionar também que fiz muitas amizades durante as aulas de natação, conhecer pessoas diferentes que eram da minha idade foi muito útil. Antes e após as aulas nós costumávamos ficar brincando na piscina, seja se desafiando para ver quem chegava ao fundo mais rápido ou só jogando água um no outro, era divertido. Mantenho contato consistente com apenas uma amiga que fiz durante aquele período, mas continuo sabendo algo dos outros esporadicamente pelas redes sociais.

A natação me traz boas memórias, e sempre que entro em uma piscina, lagoa, mar ou que quer que seja com água suficiente para um mergulho, vejo se ainda me lembro de todos os nados e se consigo prender minha respiração por um minuto. Penso em voltar algum dia, quem sabe assim finalmente me transformo no famigerado Michael Phelps Pelotense, tal qual o que fica no muro do Diamantinos onde treinava.

 

Autor: Augusto Ferri

 

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