{"id":80,"date":"2021-05-14T15:58:20","date_gmt":"2021-05-14T18:58:20","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/?page_id=80"},"modified":"2021-08-23T08:28:41","modified_gmt":"2021-08-23T11:28:41","slug":"artigos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/artigos\/","title":{"rendered":"ARTIGOS"},"content":{"rendered":"<p><img class=\"alignnone size-full wp-image-109\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/files\/2021\/05\/BANNER-14-1.png\" alt=\"\" width=\"984\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/files\/2021\/05\/BANNER-14-1.png 984w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/files\/2021\/05\/BANNER-14-1-400x89.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/files\/2021\/05\/BANNER-14-1-768x172.png 768w\" sizes=\"(max-width: 984px) 100vw, 984px\" \/><\/p>\n<h3><span style=\"color: #333333\"><strong>Conhecendo os Mus<\/strong><strong>eus da UFPel<\/strong><\/span><\/h3>\n<p>A Rede de Museus da UFPel \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o suplementar da Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o e Cultura da Universidade Federal de Pelotas. Ccriada em 2017, tem como miss\u00e3o unir as institui\u00e7\u00f5es, projetos museol\u00f3gicos, acervos e cole\u00e7\u00f5es existentes na UFPel, visando a implementa\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica para a \u00e1rea, para desenvolver a\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio museol\u00f3gica e de aproxima\u00e7\u00e3o com comunidade.<\/p>\n<p>S\u00e3o objetivos da rede: refletir, debater e propor pol\u00edticas de acervo, bem como diretrizes para a \u00e1rea museol\u00f3gica da Universidade, em conson\u00e2ncia com o regimento e o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da UFPel e com as respectivas pol\u00edticas nacionais; promover a capacita\u00e7\u00e3o dos servidores atuantes nos diferentes espa\u00e7os da Rede de Museus; divulgar a miss\u00e3o, as a\u00e7\u00f5es e potencialidades da Rede entre institui\u00e7\u00f5es cong\u00eaneres regionais, nacionais e estrangeiras, visando promover o interc\u00e2mbio e estabelecer parcerias;\u00a0 apoiar e fomentar o interc\u00e2mbio cient\u00edfico, tecnol\u00f3gico e cultural entre os integrantes da Rede e entre estes e as comunidades interna e externa da UFPel; valorizar e divulgar o patrim\u00f4nio museol\u00f3gico da UFPel; manter atualizado o invent\u00e1rio dos acervos da UFPel; propor e encaminhar projetos de interesse da Rede de Museus.<\/p>\n<p>A Rede de Museus conta com 28 membros em seu Conselho Consultivo que s\u00e3o os representantes dos cursos de gradua\u00e7\u00e3o ligados \u00e0 \u00e1rea museol\u00f3gica (conserva\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o e museologia); representantes dos t\u00e9cnicos administrativos cargos de muse\u00f3logo e conservador-restaurador;\u00a0 os Museus de Ci\u00eancias Naturais Carlos Ritter (MCNCR), Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG), Museu do Doce (MD), Museu das Telecomunica\u00e7\u00f5es, Museu Arqueol\u00f3gico e Antropol\u00f3gico (MUARAN) representantes dos os projetos de extens\u00e3o da \u00e1rea dos Museus da Regi\u00e3o da Col\u00f4nia: Museu Gruppelli, Museu da Col\u00f4nia Maciel, Museu da Col\u00f4nia Francesa e o Museu Hist\u00f3rico de Morro Redondo; o Memorial do Anglo; o Planet\u00e1rio; Acervos e Cole\u00e7\u00f5es: Herb\u00e1rioPel, Discoteca L.C. Vinholes, Fototeca Mem\u00f3ria da UFPel,\u00a0 o Centro de Mem\u00f3ria e Pesquisa Hisales, Acervo do Clube do Choro, Laborat\u00f3rio de Ensino e Pesquisa em Antroplogia e Arqueologia (LEPAARQ), N\u00facleo de Documenta\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rica Profa. Beatriz Loner\u00a0 Museus Virtuais: Museu das Coisas Banais, Museu Di\u00e1rio do Isolamento (MuDI), Museu Afro-Brasil-Sul (MABSul) e mais recentemente em fase de implementa\u00e7\u00e3o o Museu Virtual do Jud\u00f4.<\/p>\n<p>A Rede de Museus organiza 3 eventos anuais em parceria com os membros da Rede de Museus: O primeiro evento \u00e9 a &#8220;Semana dos Museus&#8221; realizada sempre em maio, na semana em que \u00e9 comemorado do dia dos museus, em 18 de maio evento que segue as orienta\u00e7\u00f5es do COnselho Internacional de Museus (ICOM) e pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM); O &#8220;Dia do Patrim\u00f4nio&#8221;realizado em agosto no dia 17, data que em alus\u00e3o ao nascimento de Rodrigo Mello Franco de Andrade\u00a0 primeiro presidente do Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (IPHAN) e por \u00faltimo a &#8220;Primavera dos Museus&#8221; evento anual organizado pelo IBRAM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tr\u00eas museus da UFPel t\u00eam suas sedes no entorno da Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, criando um circuito museol\u00f3gico no centro hist\u00f3rico da cidade de Pelotas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Museu de Ci\u00eancias Naturais Carlos Ritter<\/strong><\/p>\n<p>O Museu de Ci\u00eancias Naturais Carlos Ritter constitui um \u00f3rg\u00e3o suplementar do Instituto de Biologia e teve seu acervo primordial constitu\u00eddo por animais taxidermizados e por quadros entomol\u00f3gicos, confeccionados pelo patrono do museu, Carlos Ritter (1851-1926) entre o final do s\u00e9culo XIX e o in\u00edcio do s\u00e9culo XX. O acervo foi doado pela esposa de Ritter \u00e0 Escola de Agronomia Eliseu Maciel em 1926, apesar de n\u00e3o haver registros de termo de doa\u00e7\u00e3o. O museu consta como pertencente \u00e0 Universidade Federal de Pelotas em seu decreto de cria\u00e7\u00e3o, ali referido apenas como \u201cMuseu\u201d (Decreto n\u00ba 65.881 de 16 de dezembro de 1969). Entretanto, foi aberto ao p\u00fablico apenas em 21 de maio de 1970. Al\u00e9m da cole\u00e7\u00e3o de animais taxidermizados, o Museu de Ci\u00eancias Naturais Carlos Ritter possui uma cole\u00e7\u00e3o entomol\u00f3gica. Parte dos esp\u00e9cimes colecionados e estudados pelo reconhecido professor Ceslau Maria Biezanko foi doada ao acervo do museu ap\u00f3s a sua morte, em 1986 (of\u00edcio n.07\/86, de 27 de junho de 1986). Entretanto, a maior parte da cole\u00e7\u00e3o permanece vinculada \u00e0 Faculdade de Agronomia.<\/p>\n<p>O museu apresenta uma cole\u00e7\u00e3o expogr\u00e1fica e cole\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que est\u00e3o sob a responsabilidade de curadores espec\u00edficos de cada \u00e1rea de pesquisa. As propostas de exposi\u00e7\u00f5es seguem um tema em busca de preencher e ilustrar lacunas de conhecimento, s\u00e3o frutos de pesquisa b\u00e1sica e aplicada desenvolvidas por professores e estudantes de cursos ligados ao museu. A constitui\u00e7\u00e3o destes acervos inicia-se com a coleta de material em campo, a prepara\u00e7\u00e3o dos exemplares atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas espec\u00edficas para cada grupo e o tombamento e registro de informa\u00e7\u00f5es de campo que constituem o cat\u00e1logo da cole\u00e7\u00e3o e as etiquetas que acompanham cada exemplar.<\/p>\n<p>Em 2019 o Museu de Ci\u00eancias Naturais Carlos Ritter passou a ocupar o Casar\u00e3o 1, junto \u00e0 Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio e pr\u00f3ximo dos outros museus da UFPel e de atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas no centro hist\u00f3rico de Pelotas. O principal p\u00fablico frequentador do museu permanece sendo constitu\u00eddo por estudantes de ensino fundamental e m\u00e9dio, de escolas de Pelotas e regi\u00e3o. Al\u00e9m das visitas peri\u00f3dicas \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o permanente, existe um grande acr\u00e9scimo no n\u00famero de visitantes a cada exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria apresentada pelo museu. Estas exposi\u00e7\u00f5es s\u00e3o organizadas por colaboradores, em geral professores da UFPel que possuem projetos de ensino, pesquisa ou extens\u00e3o em temas relacionados \u00e0s ci\u00eancias naturais e \u00e0 biodiversidade da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo<\/strong><\/p>\n<p>O Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo (MALG) \u00e9 um museu universit\u00e1rio ligado ao Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), aberto \u00e0 comunidade e sem fins lucrativos.<\/p>\n<p>O MALG abriu ao p\u00fablico em 07 de novembro de 1986 para abrigar a obra do pintor pelotense Leopoldo Gotuzzo (Pelotas, 1886 \u2013 Rio de Janeiro, 1983), mas tem suas origens ligadas \u00e0 Escola de Belas Artes de Pelotas (EBA), da qual herdou as cole\u00e7\u00f5es, bem como o envolvimento e a dedica\u00e7\u00e3o de alguns dos seus funcion\u00e1rios, professores e ex-alunos.<\/p>\n<p>Atualmente o museu localiza-se no centro hist\u00f3rico da cidade, no pr\u00e9dio do antigo Liceu Riograndense, de significativa relev\u00e2ncia hist\u00f3rico-cultural, tanto para a comunidade pelotense como para a universit\u00e1ria. Foi um espa\u00e7o conquistado ap\u00f3s anos de luta institucional, por ter ocupado edifica\u00e7\u00f5es alugadas pela cidade.<\/p>\n<p>Possui um acervo de cerca de quatro mil (4000) itens, divididos em oito cole\u00e7\u00f5es, parte delas origin\u00e1rias da extinta Escola de Belas Artes de Pelotas como as cole\u00e7\u00f5es Leopoldo Gotuzzo, Escola de Belas Artes, Faustino Tr\u00e1paga e Jo\u00e3o Gomes de Mello Filho. Ap\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o do MALG foram formadas as cole\u00e7\u00f5es S\u00e9culo XX, S\u00e9culo XXI, L.C. Vinholes e Ant\u00f4nio Caringi.<\/p>\n<p>Guarda ainda dois fundos arquiv\u00edsticos relativos \u00e0 Escola de Belas Artes e Marina de Moraes Pires. Possui documentos relativos a artistas, especialmente os locais, cat\u00e1logos e bibliografia da \u00e1rea para consulta local.<\/p>\n<p>Como Museu Universit\u00e1rio, o MALG atua no ensino, pesquisa e extens\u00e3o, em a\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias ou em parceria com os institutos e centros da UFPel.<\/p>\n<p>Desenvolve principalmente exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias de seu acervo e de artistas, institui\u00e7\u00f5es e projetos externos atrav\u00e9s de parcerias. Possui tr\u00eas galerias, sendo uma delas dedicada exclusivamente para mostras tempor\u00e1rias relativas ao patrono do museu, Leopoldo Gotuzzo. Tamb\u00e9m a Galeria Marina Moraes Pires, com exposi\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias das outras cole\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de artistas e intui\u00e7\u00f5es externas. Por fim, a Galeria Luciana Renck Reis, destinada a exposi\u00e7\u00f5es de curta dura\u00e7\u00e3o. Possui ainda espa\u00e7o destinado a interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas diversas e exposi\u00e7\u00e3o de trabalhos das atividades educativas.<\/p>\n<p>Realiza projetos de car\u00e1ter educativo, visando o acesso da popula\u00e7\u00e3o aos bens art\u00edsticos e culturais.<\/p>\n<p>Se dedica a atividades acad\u00eamicas, servindo a disciplinas voltadas para curadoria e visitas t\u00e9cnicas de cursos do Centro de Artes, da Museologia e Conserva\u00e7\u00e3o e Restauro, entre outros interessados. Tamb\u00e9m participa e promove eventos acad\u00eamicos, como palestras, confer\u00eancias, cursos, oficinas entre outros.<\/p>\n<p>Disponibiliza suas cole\u00e7\u00f5es e arquivos \u00e0 pesquisa acad\u00eamica, incentivando a produ\u00e7\u00e3o de trabalhos cient\u00edficos e a atua\u00e7\u00e3o de projetos de pesquisa relacionados \u00e0s artes visuais, museologia, hist\u00f3ria, conserva\u00e7\u00e3o e restauro, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Museu do Doce<\/strong><\/p>\n<p>O Museu do Doce da Universidade Federal de Pelotas \u2013 situado na Pra\u00e7a Coronel Pedro Os\u00f3rio, n\u00famero 8 \u2013 foi criado em 30 de dezembro de 2011. Configura-se como \u00f3rg\u00e3o suplementar do Instituto de Ci\u00eancias Humanas da UFPel e tem como miss\u00e3o salvaguardar os suportes de mem\u00f3ria da tradi\u00e7\u00e3o doceira de Pelotas e da regi\u00e3o e como compromisso, produzir conhecimento sobre esse patrim\u00f4nio.<\/p>\n<p>A casa hist\u00f3rica que sedia o Museu do Doce foi constru\u00edda em 1878 a mando de Francisco Antunes Maciel, pol\u00edtico pelotense que foi Conselheiro do Imperador. Em 1977, a casa foi tombada em n\u00edvel federal pelo Iphan e comprada pela UFPel em 2006. Em 2010, a UFPel deu in\u00edcio ao processo de restaura\u00e7\u00e3o e adequa\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es para uso do Museu. Em 2013, o restauro foi conclu\u00eddo e o Museu do Doce instalou-se na casa.<\/p>\n<p>O Museu do Doce preserva uma s\u00e9rie de objetos que t\u00eam origem nas tradi\u00e7\u00f5es doceiras de Pelotas e regi\u00e3o, como tamb\u00e9m de pe\u00e7as que se relacionam direta ou indiretamente com essas tradi\u00e7\u00f5es. O doce local como fen\u00f4meno cultural que se reconhece por meio desses diversos suportes e registros, ganha narrativas e representa\u00e7\u00f5es a partir das diferentes articula\u00e7\u00f5es poss\u00edveis entre esses conjuntos. \u00c9 parte da rotina do museu, do aperfei\u00e7oamento de sua estrutura de acondicionamento e protocolos de documenta\u00e7\u00e3o\/cataloga\u00e7\u00e3o e de guarda, que s\u00e3o tamb\u00e9m desenvolvidos processos investigativos em torno das pe\u00e7as de modo a potencializar as qualidades comunicacionais do acervo.<\/p>\n<p>Todas as cole\u00e7\u00f5es preservadas no Museu do Doce surgiram a partir de doa\u00e7\u00f5es realizadas pela comunidade. Algumas dessas cole\u00e7\u00f5es devem sua conforma\u00e7\u00e3o a partir de expressivos conjuntos com origem em um \u00fanico doador. Frequentemente o museu recebe doa\u00e7\u00f5es individuais de pe\u00e7as que dialogam com as cole\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>O Museu do Doce realiza atividades culturais diversas e exposi\u00e7\u00f5es voltadas para o tema das tradi\u00e7\u00f5es doceiras de Pelotas, tais como a Tradi\u00e7\u00e3o dos Doces Finos de Mesa e a Tradi\u00e7\u00e3o dos Doces Coloniais. Os diferentes temas e quest\u00f5es relativas a essas tradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o recuperados e apresentados ao p\u00fablico no Museu do Doce de modo a dar-se evid\u00eancia aos m\u00faltiplos fatores que perpassam esse fen\u00f4meno cultural latente. O Museu do Doce \u00e9 um lugar de mem\u00f3ria para uma tradi\u00e7\u00e3o viva que atravessa diferentes espa\u00e7os\/tempos da cidade de Pelotas e regi\u00e3o. Essa tradi\u00e7\u00e3o revivida pela mem\u00f3ria no museu, atualiza-se a cada momento tamb\u00e9m pelo olfato e paladar ao longo dos estabelecimentos diversos que permitem degustar todas essas iguarias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #333333\">UFPel inicia suas Aulas com Comemora\u00e7\u00e3o e Acolhimento online &#8211; Por Ursula Rosa da Silva, Vice-Reitora da UFPel<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao completar seus 52 anos de exist\u00eancia, no dia 08 de agosto, a UFPel se prepara para iniciar seu primeiro semestre letivo de 2021 esta semana, com a perspectiva de um semestre h\u00edbrido que inclui algumas turmas de aulas pr\u00e1ticas, oferecidas de forma presencial a partir de outubro. A comunidade acad\u00eamica est\u00e1 se organizando para um retorno gradual ao modelo presencial, cuidando das quest\u00f5es de biosseguran\u00e7a. Paralelo a isso, estamos dando andamento aos di\u00e1logos para atualizar nosso Projeto Pedag\u00f3gico Institucional (PPI) e nosso Planejamento de Desenvolvimento Institucional (PDI), colocando nossa universidade num cen\u00e1rio atual de demandas sociais, de desenvolvimento sustent\u00e1vel e preparando profissionais capazes de atuar e transformar as diversas \u00e1reas da sociedade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Temos tamb\u00e9m recepcionado nossos estudantes, dando as boas vindas por meio de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">lives<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> de apresenta\u00e7\u00e3o da universidade para que os ingressantes possam desde j\u00e1 se sentir fazendo parte da UFPel. Apresentamos, neste momento, o que temos estruturado e onde estamos aprimorando nossas capacidades, enquanto acesso aos estudos no nosso acervo bibliogr\u00e1fico, tanto pelas bibliotecas quanto por nossa Editora. N\u00e3o apenas nossos estudantes podem se beneficiar dos acervos, como toda a comunidade.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A UFPel oferece acervos digitais, no seu sistema de bibliotecas, incluindo livros, teses, artigos, referenciais que est\u00e3o vinculados aos projetos pedag\u00f3gicos dos cursos. Temos, ainda, um portal de peri\u00f3dicos onde est\u00e3o hospedadas revistas, anais, cadernos, publica\u00e7\u00f5es vinculadas aos cursos de Gradua\u00e7\u00e3o e de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Universidade, bem como o acesso por assinatura a peri\u00f3dicos internacionais indexados em plataformas de not\u00f3rio reconhecimento para pesquisa. Nestes semestres acad\u00eamicos, dentro do contexto da pandemia, em que optamos por aulas na modalidade de Ensino Remoto Emergencial, os acervos digitais tornaram poss\u00edvel aos estudantes e \u00e0 comunidade em geral esta consulta <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">online<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> para pesquisas, estudos ou realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No que se refere \u00e0s a\u00e7\u00f5es da Editora e Livraria da UFPel, tem-se atuado para ampliar os modos de propaga\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es institucionais, em uma nova fase de divulga\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias e conveniadas, incluindo campanhas em redes sociais, com a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias, v\u00eddeos e podcasts produzidos em parceria com o curso de Jornalismo. Ao longo de 2020, mais de 30 obras foram publicadas com o selo da UFPel e em 2021 temos a expectativa de superar este n\u00famero. Todas as publica\u00e7\u00f5es em formato digital, prioridade de nossa Editora, s\u00e3o disponibilizadas no reposit\u00f3rio Guaiaca, com acesso aberto \u00e0 sociedade em geral. Outra frente de atua\u00e7\u00e3o do setor s\u00e3o as Feiras virtuais de editoras universit\u00e1rias, onde os contatos, compartilhamentos e divulga\u00e7\u00e3o de acervo se ampliam. Assim, busca-se firmar a presen\u00e7a da Editora e possibilitar acesso irrestrito \u00e0s produ\u00e7\u00f5es \u201cfeitas em casa\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Outro trabalho importante realizado pela equipe da Editora e Livraria \u00e9 o desenvolvimento da Linha UFPel, projetando e disponibilizando artefatos que levam a identidade da Institui\u00e7\u00e3o e estimulam um senso de maior pertencimento da comunidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Universidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A partir de tais iniciativas e com a esperan\u00e7a de que logo possamos receber de modo presencial nossos estudantes, desejamos um \u00f3timo semestre de estudos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 class=\"corTexto\"><span style=\"color: #333333\">A Pesquisa e sua influ\u00eancia na Sociedade \u2013 Por Fl\u00e1vio Fernando Demarco, Pr\u00f3-Reitor de Pesquisa e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da UFPel<\/span><\/h3>\n<p class=\"s3\">A investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica permite resolver problemas da sociedade, gerando desenvolvimento de novos produtos e maior produtividade, amplifica a gera\u00e7\u00e3o de emprego, formando quadros mais capacitados, e contribui n\u00e3o apenas para o crescimento econ\u00f4mico, mas fundamentalmente para o desenvolvimento social de um pa\u00eds. Pa\u00edses que, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, t\u00eam investido massivamente em pesquisa e desenvolvimento s\u00e3o aqueles que t\u00eam alcan\u00e7ado maior grau de melhoria da qualidade de vida de sua popula\u00e7\u00e3o. Um exemplo disso \u00e9 a Cor\u00e9ia do Sul, um pa\u00eds que a 50 anos era uma na\u00e7\u00e3o pobre, e que com investimento maci\u00e7o em educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia se tornou uma pot\u00eancia mundial.<\/p>\n<p class=\"s3\">E como eu posso observar o impacto da Ci\u00eancia na minha vida? Uma amostra clara disso se d\u00e1 pela pr\u00f3pria expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o. No Brasil, em 1945, a expectativa de vida era de 45 anos, aumentando para 76 anos em 2020. Avan\u00e7os na \u00e1rea m\u00e9dica, como o desenvolvimento de medicamentos, melhorias na infraestrutura, amplia\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da oferta de alimentos, s\u00e3o algumas das raz\u00f5es para este aumento, sendo todas decorrentes do desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico. Por\u00e9m em 2021, estamos vendo uma queda da expectativa de vida no Brasil de quase 3 anos devido a Pandemia de COVID-19, que j\u00e1 ceifou mais de 520 mil vidas em nosso pa\u00eds. A Pandemia talvez represente de maneira mais clara a import\u00e2ncia da ci\u00eancia na nossa vida. Pa\u00edses que seguiram as recomenda\u00e7\u00f5es da Ci\u00eancia no manejo da COVID-19 (tais como uso de m\u00e1scaras, distanciamento social, detec\u00e7\u00e3o e rastreamento dos casos) s\u00e3o aqueles que tiveram menor n\u00famero de mortes e acabaram se recuperando mais rapidamente, inclusive economicamente, da crise, comparados \u00e0queles que adotaram posturas negacionistas, como foi o caso brasileiro. \u00c9 importante destacar que a principal ferramenta de sa\u00edda da Pandemia \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o em larga escada da popula\u00e7\u00e3o e este \u00e9 um exemplo fundamental do quando a ci\u00eancia pode responder as demandas da sociedade. As vacinas tiveram seu desenvolvimento acelerado para um prazo inferior a 1 ano, quando usualmente levavam aproximadamente 10 anos para que isso acontecesse. Este salto foi devido ao significativo investimento dos governos, parcerias entre pesquisadores ao redor do mundo e colabora\u00e7\u00e3o do setor p\u00fablico com o setor privado.<\/p>\n<p class=\"s3\">Recentemente, uma das cientistas l\u00edderes do desenvolvimento de uma das vacinas contra a COVID-19 foi ovacionada antes de uma partida do tradicional torneio de t\u00eanis de Wimbledon, como um reconhecimento do trabalho fundamental da ci\u00eancia no combate a Pandemia. E no Brasil, como os cientistas est\u00e3o sendo tratados? Por parte do Governo Federal, lamentavelmente, com desrespeito, cerceamento e amea\u00e7as, como aconteceu com o ex-Reitor da UFPel Pedro C. Hallal, l\u00edder da principal pesquisa brasileira sobre a progress\u00e3o da COVID-19 no Brasil (EPICOVID19).<\/p>\n<p class=\"s3\">Mas, infelizmente, historicamente no Brasil tem havido um subfinanciamento da Ci\u00eancia, por\u00e9m em 2021, o volume de recursos \u00e9 <span class=\"s4\">15% inferior a 2020 e quase 60% menor que o de 2015. Levando-se em conta o crescimento da comunidade cient\u00edfica, o or\u00e7amento pode ser considerado o menor da hist\u00f3ria. Ainda, em 2021, as Universidades Federais sofreram um corte de mais de 20% do seu or\u00e7amento, o que tamb\u00e9m impacta na <\/span>produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brasileira, sendo que cerca de 90 % desta adv\u00e9m das Universidades P\u00fablicas. No Brasil, o investimento em Ci\u00eancia encontra-se em torno de 1% do Produto Interno Bruto (PIB), inferior \u00e0 m\u00e9dia mundial de 1,75% e dos pa\u00edses desenvolvidos que \u00e9 de 2,3%.<\/p>\n<p class=\"s3\">Fundamentalmente, para que o Brasil saia da situa\u00e7\u00e3o de crise que se encontra atualmente, h\u00e1 que se investir maci\u00e7amente em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancia e tecnologia, as quais s\u00e3o as funda\u00e7\u00f5es basilares para um desenvolvimento profundo e de longo prazo. A Pandemia demonstrou a import\u00e2ncia do investimento p\u00fablico e, nos pa\u00edses desenvolvidos, temos visto um incremento significativo dos recursos para ci\u00eancia, na contram\u00e3o do que acontece no Brasil e que pode levar a um comprometimento da perspectiva de futuro para a na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #333333\">\u00caxitos e Desafios da Assist\u00eancia Estudantil na UFPel<\/span><\/h3>\n<p>A Pr\u00f3-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), desenvolve pol\u00edticas p\u00fablicas para o estudante, buscando corrigir desigualdades e distor\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. A nossa atua\u00e7\u00e3o parte das seguintes premissas: <span class=\"s2\">acolher, apoiar e acompanhar<\/span> os estudantes ao longo da sua forma\u00e7\u00e3o, em especial os mais vulner\u00e1veis. Para isso procuramos avan\u00e7ar com pol\u00edticas de ingresso e perman\u00eancia. Estamos organizados em coordena\u00e7\u00f5es onde servidores\/as p\u00fablicos de v\u00e1rias \u00e1reas do conhecimento buscam a integra\u00e7\u00e3o; o di\u00e1logo; a diversidade; a inclus\u00e3o; a humaniza\u00e7\u00e3o e a equidade. Tarefa \u00e1rdua e sempre em processo. Em especial, neste contexto pand\u00eamico, mais desafiador na academia para aqueles\/as estudantes em situa\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis. Neste sentido, a PRAE tem atuado de forma respons\u00e1vel em conson\u00e2ncia com a filosofia de gest\u00e3o da UFPEL, a qual prima pela defesa da vida da comunidade Universit\u00e1ria, suspendendo o calend\u00e1rio presencial de atividades desde mar\u00e7o de 2020. Estamos trabalhando de forma remota, para n\u00e3o nos desconectarmos dos estudantes, em especial daqueles que demandam aux\u00edlios para permanecerem na Universidade e conclu\u00edrem seus Cursos. Para isso, vimos atuando da seguinte forma: a) mantivemos a perman\u00eancia na Casa do Estudante com, aproximadamente, 150 alunos, mediante uma s\u00e9rie de orienta\u00e7\u00f5es e regramentos para minimizar os riscos de infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus entre os moradores; b) implementamos os atendimentos voltados \u00e0 sa\u00fade mental e acompanhamento pedag\u00f3gico dos estudantes, atrav\u00e9s de salas virtuais de apoio a grupos. Al\u00e9m de atendimentos individuais, tamb\u00e9m na modalidade virtual, para casos especiais; c) servi\u00e7os do Restaurante Universit\u00e1rio da UFPel foram mantidos, respeitando as orienta\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e os decretos municipais, al\u00e9m da entrega de refei\u00e7\u00f5es aos moradores da Casa do Estudante e da Resid\u00eancia dos Estudantes Ind\u00edgenas e Quilombolas; d) qualificamos a alimenta\u00e7\u00e3o dos estudantes mais vulner\u00e1veis com kits de Hortifr\u00fati adquiridos junto \u00e0 Cooperativas de Produtores da Agricultura Familiar da regi\u00e3o; e) disponibilizamos cinco editais para concess\u00e3o de aux\u00edlios de inclus\u00e3o digital dos estudantes, em tr\u00eas modalidades diferentes: aux\u00edlio para compra de equipamentos, aux\u00edlio para pagamento de provedor e fornecimento de chip de celular, tudo para melhor acessar a internet. At\u00e9 o momento, temos mais de 2.300 estudantes beneficiados neste edital; f) atendimento social via web confer\u00eancia para todo estudante que necessite de orienta\u00e7\u00e3o ou atendimento social. \u00a0Ressaltamos que desde agosto de 2019, a PRAE oferta o servi\u00e7o de atendimento digital, via site institucional e a sele\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica, em atendimento ao ingresso sem a necessidade de comparecimento presencial ou entrega de documenta\u00e7\u00e3o em forma f\u00edsica. Tivemos urg\u00eancias de encontrar possibilidades frente aos desafios deste tempo! Para isso, constru\u00edmos um trabalho integrado, em um movimento instituinte com novos modos de estar juntos, tendo a equidade\u00a0e a empatia como guias. Apesar dos cortes dr\u00e1sticos nos or\u00e7amentos das Universidades p\u00fablicas no pa\u00eds, chegamos at\u00e9 aqui, mas com a certeza de que precisamos continuar lutando para a recomposi\u00e7\u00e3o dos recursos e mais investimentos para a Assist\u00eancia Estudantil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"s4\"><i>Profa. Fabiane Tejada (Pr\u00f3 Reitora de Assuntos Estudantis da UFPel)<\/i><\/p>\n<p class=\"s4\"><i>Profa. Lucia Maria Vaz Peres (Coordenadora de Perman\u00eancia da PRAE- UFPel)<\/i><\/p>\n<p class=\"s4\"><i>T\u00e9c. administrativa em Educa\u00e7\u00e3o Rosane Brand\u00e3o (Coordenadora de Pol\u00edticas Estudantis da PRAE-UFPel)<\/i><\/p>\n<p class=\"s4\"><i>T\u00e9c. administrativo em Educa\u00e7\u00e3o Rosendo Caetano (Coordenador de Ingresso e Benef\u00edcios da PRAE-UFPel)<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #333333\">Or\u00e7amento da UFPel \u2013 Por Paulo Ferreira J\u00fanior, Pr\u00f3-Reitor de Planejamento e Desenvolvimento e Reitor Eleito<\/span><\/h3>\n<p>As Universidades P\u00fablicas Federais est\u00e3o sofrendo com um corte em seu or\u00e7amento sem precedentes na hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O papel dessas institui\u00e7\u00f5es na forma\u00e7\u00e3o dos brasileiros \u00e9 indel\u00e9vel. Apesar de respondermos por menos de 25% dos alunos que est\u00e3o no ensino superior, quando analisamos a avalia\u00e7\u00e3o feita pelo MEC esse ano, vemos que as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas federais s\u00e3o as que t\u00eam o melhor desempenho, sendo 71% delas com notas entre 4 e 5 (as notas variam de 1 a 5).<\/p>\n<p>A pesquisa cient\u00edfica e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico no Brasil s\u00e3o feitos essencialmente pelas Universidades p\u00fablicas, isso \u00e9 indiscut\u00edvel. Dos recursos que recebemos anualmente, pouco \u00e9 de fato investido nisso. Vem do CNPq e da CAPES o fomento para pesquisa e o sustento da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Os cortes financeiros devastam estas institui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m, os investimentos atuais s\u00e3o equivalentes ao que o Brasil fazia no ano 2000, ou at\u00e9 menores.<\/p>\n<p>A Universidade tem forte rela\u00e7\u00e3o com a comunidade. Um tratamento de canal pelo SUS em Pelotas \u00e9 feito pela nossa Faculdade de Odontologia, e s\u00f3 por ela. O nosso Hospital Veterin\u00e1rio \u00e9 o \u00fanico local onde se trata animais de grande porte em toda a regi\u00e3o. O Hospital Escola, \u00fanico 100% SUS da regi\u00e3o, \u00e9 da UFPel. Nesse hospital que montamos o \u00fanico laborat\u00f3rio p\u00fablico da regi\u00e3o que realiza testes para Covid-19, com alunos e docentes realizando essa a\u00e7\u00e3o de forma volunt\u00e1ria. N\u00f3s administramos a Eclusa do Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo, para lembrar mais uma a\u00e7\u00e3o, essa longe da \u00e1rea da sa\u00fade.<\/p>\n<p>Tudo isso est\u00e1 seriamente comprometido \u00e0 medida que as Universidades Federais est\u00e3o sendo tratadas como desprezo e desinteresse pelo governo federal.<\/p>\n<p>Nosso or\u00e7amento de investimento em 2017 chegou a quase 10 milh\u00f5es de reais. Esse ano \u00e9 2,4 milh\u00f5es de reais. Como \u00e9 poss\u00edvel realizar interven\u00e7\u00f5es na nossa infraestrutura para mant\u00ea-la ou qualific\u00e1-la com t\u00e3o parcos recursos? \u00c9 preciso destacar que tamb\u00e9m \u00e9 esse recurso que \u00e9 usado para adquirir equipamentos, mobili\u00e1rio, livros, entre outros. Tudo isso para atender 98 cursos de gradua\u00e7\u00e3o que possuem cerca de 18mil estudantes. Nossos pr\u00e9dios e equipamentos se deterioram, se tornam obsoletos.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao nosso or\u00e7amento para honrar nossos compromissos mensais, como energia el\u00e9trica, funcion\u00e1rios terceirizados, assist\u00eancia estudantil, temos um cen\u00e1rio desolador. A UFPel passa de um valor anual em torno de 74milh\u00f5es de reais, que era apenas o suficiente para manter o que temos feito nos \u00faltimos anos, para 59milh\u00f5es de reais. Um corte de 15milh\u00f5es de reais, que representa cerca de menos de 20% dos nossos recursos. \u00c9 imposs\u00edvel honrar todas as despesas da Universidade at\u00e9 o final do ano.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso que temos dito que as Universidades n\u00e3o dar\u00e3o conta de chegar ao final do ano. V\u00e1rias despesas n\u00e3o podem ser ignoradas sem que haja, por exemplo, quebras de contrato ou sem que se deixe alunos em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade sem nosso apoio. Despesas que se admitiria gerar inadimpl\u00eancia com menor consequ\u00eancia jur\u00eddica ou de multas contratuais, levar\u00e3o \u00e0 cortes de energia, a aus\u00eancia de funcion\u00e1rios de seguran\u00e7a e limpeza, a falta de insumos para aulas pr\u00e1ticas que se planeja que retornem no segundo semestre, entre outros. Estamos respirando por aparelhos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><span style=\"color: #333333\">UFPel na Pandemia \u2013 Por Marcos Corr\u00eaa, Coordenador do Comit\u00ea COVID-19 da UFPel<\/span><\/h3>\n<p>Sexta-feira, 13 de mar\u00e7o de 2020. Reunidos na \u00e1rea externa do Campus Anglo,\u00a0 \u00e0s margens do canal S\u00e3o Gon\u00e7alo, j\u00e1 cientes do risco que aglomera\u00e7\u00f5es em ambientes fechados poderiam ter para propaga\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o chamado \u201cnovo coronav\u00edrus\u201d, o grupo de gest\u00e3o da UFPel decidiu suspender as atividades acad\u00eamicas na UFPel \u00a0por tempo indeterminado devido ao avan\u00e7o do SARS-CoV-2 no Brasil. Quatorze meses depois, a pandemia de COVID-19 assola nosso pa\u00eds, que bate os 450 mil mortos, quase cinco vezes mais do que seria esperado caso o Brasil tivesse n\u00fameros equivalentes a m\u00e9dia mundial.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo, muito longe de estar parada, a Universidade Federal de Pelotas juntou esfor\u00e7os em todas as suas frentes para auxiliar no enfrentamento da pandemia e mitiga\u00e7\u00e3o dos seus efeitos. Segundo dados recentemente levantados pelo Comit\u00ea para Acompanhamento da Evolu\u00e7\u00e3o da Pandemia pelo Coronav\u00edrus, mais de 170 a\u00e7\u00f5es volunt\u00e1rias foram desenvolvidas pelas diferentes Unidades Acad\u00eamicas e Administrativas desde o in\u00edcio da pandemia, com mais de 162 mil pessoas atendidas.<\/p>\n<p>Na linha de frente, nosso Hospital Escola foi desde o princ\u00edpio refer\u00eancia para atendimento de pacientes com COVID-19. Tivemos a cria\u00e7\u00e3o da Unidade de Diagn\u00f3stico Molecular no HE, que fez mais de 8.000 testes de PCR para COVID-19 e atualmente trabalha na genotipagem do v\u00edrus para identifica\u00e7\u00e3o das variantes que circulam em nossa regi\u00e3o. No novo Centro de Pesquisas Cl\u00ednicas do HE, participamos da pesquisa que avaliou a efic\u00e1cia da vacina CoronaVac, principal imunizante para COVID-19 utilizado no pa\u00eds. Foi tamb\u00e9m a UFPel que liderou a maior pesquisa epidemiol\u00f3gica sobre COVID-19 no Brasil e uma das maiores do mundo, o EpiCOVID, que continua monitorando o comportamento da pandemia no estado do RS.<\/p>\n<p>Hoje nossos servidores e estudantes da \u00e1rea da sa\u00fade encontram-se nos diversos cen\u00e1rios da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade do SUS, prestando assist\u00eancia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o poderia deixar de mencionar o papel de destaque que a UFPel est\u00e1 tendo na campanha de vacina\u00e7\u00e3o. Estudantes e servidores da Faculdade de Enfermagem est\u00e3o desde o princ\u00edpio participando da campanha, que teve acr\u00e9scimo no \u00faltimo m\u00eas do grupo da Faculdade de Odontologia. Vislumbrando a chegada das vacinas da Pfizer, que ser\u00e3o ofertadas principalmente no segundo semestre, a UFPel disponibilizou uma sala com dois ultrafreezers -80\u00b0C para a Secretaria Municipal de Sa\u00fade, que possibilitar\u00e1 o armazenamento seguro dos imunizantes.<\/p>\n<p>No ensino todos os esfor\u00e7os e a\u00e7\u00f5es foram direcionados para possibilitar a continuidade das atividades de maneira remota. A pandemia trouxe s\u00e9rias consequ\u00eancias a vida de todos, e a impossibilidade de realiza\u00e7\u00e3o de atividades pr\u00e1ticas presencias, essenciais em diversos cursos, impacta na forma\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de nossos estudantes. Os indicadores epidemiol\u00f3gicos atuais nos mostram um cen\u00e1rio ainda de incertezas, com a regi\u00e3o de Pelotas com ocupa\u00e7\u00e3o de suas UTIs pr\u00f3xima de 100% e alta m\u00e9dia di\u00e1ria de \u00f3bitos. O risco de presenciarmos uma terceira onda partindo de patamares j\u00e1 elevados \u00e9 real e suas consequ\u00eancias seriam ainda mais devastadoras.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, entendendo a responsabilidade e o risco que representa o retorno de milhares de pessoas de sua comunidade acad\u00eamica, a UFPel se organiza de forma a estar preparada para um retorno seguro \u00e0s suas atividades, que dever\u00e1 ser lento e gradual, com maior cobertura vacinal e consequente melhora expressiva dos indicadores epidemiol\u00f3gicos, em situa\u00e7\u00e3o de controle da pandemia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhecendo os Museus da UFPel A Rede de Museus da UFPel \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o suplementar da Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o e Cultura da Universidade Federal de Pelotas. Ccriada em 2017, tem como miss\u00e3o unir as institui\u00e7\u00f5es, projetos museol\u00f3gicos, acervos e cole\u00e7\u00f5es existentes na UFPel, visando a implementa\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica para a \u00e1rea, para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":394,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-80","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/80","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/394"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80"}],"version-history":[{"count":32,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/80\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":323,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/80\/revisions\/323"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ufpelnoteumundo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}