{"id":717,"date":"2022-04-19T16:00:44","date_gmt":"2022-04-19T19:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/?p=717"},"modified":"2022-04-19T16:02:21","modified_gmt":"2022-04-19T19:02:21","slug":"a-internacionalizacao-das-universidades-brasileiras-e-a-importancia-do-ensino-de-linguas-estrangeiras-no-ambiente-academico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2022\/04\/19\/a-internacionalizacao-das-universidades-brasileiras-e-a-importancia-do-ensino-de-linguas-estrangeiras-no-ambiente-academico\/","title":{"rendered":"A internacionaliza\u00e7\u00e3o das universidades brasileiras e a import\u00e2ncia do ensino de l\u00ednguas estrangeiras no ambiente acad\u00eamico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2009, os membros da Confer\u00eancia Mundial sobre Ensino Superior, organizada pela UNESCO, determinaram que um dos objetivos da educa\u00e7\u00e3o superior no Brasil seria o da busca pela <\/span><b>internacionaliza\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. Mas o que \u00e9 esse processo? De que forma uma universidade pode se internacionalizar? Qual o objetivo desse empreendimento? Como ele \u00e9 atingido?<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Dentre os prop\u00f3sitos da internacionaliza\u00e7\u00e3o, est\u00e3o: a busca pela coopera\u00e7\u00e3o entre universidades do mundo todo; maior mobilidade acad\u00eamica, enviando estudantes brasileiros a institui\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses; e estimular, de forma respeitosa, o contato entre diferentes culturas.<\/span><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-724 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/translating.png?resize=183%2C183&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"183\" height=\"183\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/translating.png?resize=400%2C400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/translating.png?resize=200%2C200&amp;ssl=1 200w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/translating.png?w=512&amp;ssl=1 512w\" sizes=\"auto, (max-width: 183px) 100vw, 183px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A professora Jane Knight (2008) classifica as raz\u00f5es pelas quais uma universidade se internacionaliza em quatro categorias: sociais\/culturais, pol\u00edticas, econ\u00f4micas e acad\u00eamicas. Essas motiva\u00e7\u00f5es, no entanto, tendem a variar de pa\u00eds para pa\u00eds.<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">De acordo com as pesquisadoras Laura Baumvol e Simone Sarmento (2016), em pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte, por exemplo, a principal raz\u00e3o para o processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o tende a ser econ\u00f4mica. Institui\u00e7\u00f5es de ensino superior da Am\u00e9rica do Norte e da Europa, na sua maioria privadas, se beneficiam de alunos estrangeiros e das altas mensalidades que eles pagam. J\u00e1 em pa\u00edses em desenvolvimento, as universidades, ao se internacionalizarem, buscam, sobretudo, parcerias com outras na\u00e7\u00f5es, maior mobilidade acad\u00eamica, enviando alunos brasileiros para outros pa\u00edses (algo que se tornou particularmente desafiador em raz\u00e3o dos cortes de verbas mais recentes), al\u00e9m de oportunizar a todos os membros da comunidade acad\u00eamica o contato com outras culturas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas, na pr\u00e1tica, como essa internacionaliza\u00e7\u00e3o acontece? Um dos carros-chefes nesse processo s\u00e3o os <\/span><b>programas de mobilidade acad\u00eamica<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, como, por exemplo, o Ci\u00eancia sem Fronteiras (CsF), cujo objetivo era enviar alunos e pesquisadores do Brasil a institui\u00e7\u00f5es de outros pa\u00edses. Al\u00e9m disso, h\u00e1 tamb\u00e9m pol\u00edticas de <\/span><b>Internacionaliza\u00e7\u00e3o em Casa<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, cuja finalidade \u00e9 oferecer a alunos n\u00e3o contemplados por bolsas do CsF o contato com aspectos internacionais e interculturais. Entre essas pol\u00edticas, est\u00e1 a presen\u00e7a de alunos e professores internacionais em <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">campi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> brasileiros, estudando\/lecionando aqui.<\/span><\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-727 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/belgium-2.png?resize=221%2C221&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"221\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/belgium-2.png?resize=400%2C400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/belgium-2.png?resize=200%2C200&amp;ssl=1 200w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/belgium-2.png?w=512&amp;ssl=1 512w\" sizes=\"auto, (max-width: 221px) 100vw, 221px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Contudo, segundo os pesquisadores Gabriel Amorin e Kyria Finardi (2017), um dos maiores obst\u00e1culos rumo \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a barreira lingu\u00edstica. A fim de que esta aconte\u00e7a com sucesso, s\u00e3o de grande import\u00e2ncia programas como o Idiomas sem Fronteiras (IsF) &#8211; originalmente Ingl\u00eas sem Fronteiras (IsF) -, cujo prop\u00f3sito era, no seu princ\u00edpio, o de ajudar os alunos contemplados pelas bolsas do Ci\u00eancia sem Fronteiras a obter a profici\u00eancia em l\u00edngua inglesa necess\u00e1ria para participar do programa. Com o passar do tempo, o Ingl\u00eas sem Fronteiras evoluiu para <\/span><b>Idiomas sem Fronteiras<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, passando a oferecer aulas de outras l\u00ednguas tamb\u00e9m. Atrav\u00e9s de estrat\u00e9gias como essas, o processo de internacionaliza\u00e7\u00e3o acontece de forma democr\u00e1tica, tocando o maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_723\" aria-describedby=\"caption-attachment-723\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-723\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2022\/04\/logo.png?resize=260%2C91&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"260\" height=\"91\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-723\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte: https:\/\/isf.mec.gov.br\/<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p><b>Refer\u00eancias<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">AMORIN, G. B.; FINARDI, K. R. <\/span>Internacionaliza\u00e7\u00e3o do ensino superior e l\u00ednguas estrangeiras: evid\u00eancias de um estudo de caso nos n\u00edveis micro, meso e macro.<span style=\"font-weight: 400;\"> \u00a0<strong>Avalia\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 22, n. 3, p. 614-632, 2017.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">BAUMVOL, L. K.; SARMENTO, S. <\/span><b>A internacionaliza\u00e7\u00e3o em casa e o uso de ingl\u00eas como meio de instru\u00e7\u00e3o<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Florian\u00f3polis: Echoes, 2016, p. 65-82.<br \/>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">KNIGHT, J. <\/span><b>Higher Education in Turmoil: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">the Changing World and Internationalization. Rotterdam: Sense Publishers, 2008.<\/span><\/p>\n<div dir=\"ltr\">\n<div style=\"text-align: justify;\">Autor: <strong>Leonardo Ribeiro<\/strong>, graduado em Licenciatura em Letras &#8211; Portugu\u00eas e Ingl\u00eas pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Atualmente, \u00e9 aluno do mestrado em Aquisi\u00e7\u00e3o, Varia\u00e7\u00e3o e Ensino, com pesquisas em multilinguismo e translinguagem.<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"yj6qo ajU\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2009, os membros da Confer\u00eancia Mundial sobre Ensino Superior, organizada pela UNESCO, determinaram que um dos objetivos da educa\u00e7\u00e3o superior no Brasil seria o da busca pela internacionaliza\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de ensino superior. Mas o que \u00e9 esse processo? De que forma uma universidade pode se internacionalizar? Qual o objetivo desse empreendimento? 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