{"id":581,"date":"2021-05-10T16:50:42","date_gmt":"2021-05-10T19:50:42","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/?p=581"},"modified":"2021-05-10T16:50:42","modified_gmt":"2021-05-10T19:50:42","slug":"tres-mitos-acerca-do-bilinguismo-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2021\/05\/10\/tres-mitos-acerca-do-bilinguismo-infantil\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas mitos acerca do bilinguismo infantil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><strong>De atrasos aflitivos \u00e0 grande intelig\u00eancia: afinal, o que se pode afirmar sobre ser uma crian\u00e7a bil\u00edngue?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Falar mais de um idioma em casa causar\u00e1 atrasos no desenvolvimento do meu filho? Devo perguntar ao meu filho se ele quer falar a minha l\u00edngua? Ser\u00e1 que dominar mais de uma l\u00edngua sempre \u00e9 sinal de muito esfor\u00e7o, dedica\u00e7\u00e3o ou ainda superdota\u00e7\u00e3o? Vamos ver alguns mitos que inquietam fam\u00edlias e at\u00e9 profissionais da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>1. A crian\u00e7a que fala duas l\u00ednguas demora mais a falar e fala pior que as outras<\/strong><br \/>\nEssa ideia de \u201catraso\u201d da crian\u00e7a bil\u00edngue est\u00e1 ligada ao fato de que ela precisa processar uma quantidade maior de informa\u00e7\u00f5es do que aquela que s\u00f3 tem contato com uma l\u00edngua. Entretanto, n\u00e3o costuma durar mais do que alguns meses, j\u00e1 que as crian\u00e7as s\u00e3o capazes, desde bem pequenas, de reconhecer e separar os ambientes e as pessoas com quem usar uma ou outra l\u00edngua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>2. Deve-se sempre consultar os filhos sobre se querem ou n\u00e3o aprender a l\u00edngua da gente<\/strong><br \/>\nOs pais que creem nessa perspectiva, em geral, s\u00e3o os que falam uma l\u00edngua diferente do que a maioria das pessoas em determinado local. Por\u00e9m, nem em contextos onde s\u00f3 h\u00e1 uma l\u00edngua, essa \u201cconsulta\u201d sugerida seria plaus\u00edvel; \u00e9 usar e ponto! Cabe apenas aos pais a decis\u00e3o de usar a l\u00edngua da fam\u00edlia, como o pomerano, o japon\u00eas, o kaingang, com os filhos, dando-lhes a possibilidade de manter as tradi\u00e7\u00f5es ligadas a esses idiomas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>3. Falar mais de uma l\u00edngua desde a inf\u00e2ncia \u00e9 sinal de ser inteligente<\/strong><br \/>\nAdquirir duas ou mais l\u00ednguas quando se \u00e9 crian\u00e7a n\u00e3o requer nenhum esfor\u00e7o adicional. Basta a fam\u00edlia usar regularmente um dos idiomas e exigir que os pequenos respondam nele, como uma ordem qualquer. \u201cTira o dedo da tomada! Desce do sof\u00e1! Fala (inserir aqui a l\u00edngua) comigo!\u201d. E, claro, lembrar que a l\u00edngua faz parte de quem somos, pois \u00e9 a partir dela que constru\u00edmos nossos afetos e interagimos socialmente. Ent\u00e3o, quando os pais decidem qual l\u00edngua falar com a crian\u00e7a, n\u00e3o se recomenda trocar mais tarde.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-584 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/05\/EU-SOU-BILINGUE.png?resize=225%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/05\/EU-SOU-BILINGUE.png?resize=400%2C400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/05\/EU-SOU-BILINGUE.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/05\/EU-SOU-BILINGUE.png?resize=200%2C200&amp;ssl=1 200w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/05\/EU-SOU-BILINGUE.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/05\/EU-SOU-BILINGUE.png?w=1181&amp;ssl=1 1181w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Texto de refer\u00eancia:<\/strong><br \/>\nMOZZILLO, I. Algumas considera\u00e7\u00f5es sobre o bilinguismo infantil. <strong>Veredas on-line<\/strong>, v. 19, n. 1, p. 147-157, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Autor: <strong>Vinicius Borges de Almeida<\/strong><br \/>\nGraduado em Letras \u2013 Portugu\u00eas e Franc\u00eas pela Universidade Federal de Pelotas (2018). Atualmente, \u00e9 mestrando em Letras pela mesma institui\u00e7\u00e3o e integrante do Grupo de Pesquisa L\u00ednguas em Contato. Atua como professor de franc\u00eas em curso livre h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De atrasos aflitivos \u00e0 grande intelig\u00eancia: afinal, o que se pode afirmar sobre ser uma crian\u00e7a bil\u00edngue? Falar mais de um idioma em casa causar\u00e1 atrasos no desenvolvimento do meu filho? Devo perguntar ao meu filho se ele quer falar a minha l\u00edngua? 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