{"id":536,"date":"2021-03-19T19:57:04","date_gmt":"2021-03-19T22:57:04","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/?p=536"},"modified":"2021-03-27T18:25:08","modified_gmt":"2021-03-27T21:25:08","slug":"hq-sinalizada-seno-mokere-kaxe-koixomuneti-sol-a-paje-surda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2021\/03\/19\/hq-sinalizada-seno-mokere-kaxe-koixomuneti-sol-a-paje-surda\/","title":{"rendered":"HQ sinalizada: S\u00e9no M\u00f3kere K\u00e1xe Koix\u00f3muneti (Sol: a Paj\u00e9 surda)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">Desenvolver pesquisas na \u00e1rea dos quadrinhos, em especial, das HQs sinalizadas (CEZAR, 2019), trouxe-nos muitos desafios e, ao mesmo tempo, muita satisfa\u00e7\u00e3o. Criar uma narrativa gr\u00e1fica tendo como principal objetivo o desenvolvimento de um material bil\u00edngue para surdos (Libras \u2013 portugu\u00eas escrito) nos fez pensar no plurilinguismo brasileiro das l\u00ednguas de sinais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao escolhermos retratar a exist\u00eancia da l\u00edngua terena de sinais, durante o processo hist\u00f3rico da comunidade, optamos por explorar as ilustra\u00e7\u00f5es a partir das caracter\u00edsticas da cultura (pintura, ritual, cores) para minimizamos o uso da escrita das l\u00ednguas majorit\u00e1rias (portugu\u00eas\/terena escrito). Junto a isso, exploramos com os recursos tecnol\u00f3gicos (v\u00eddeos) a transmiss\u00e3o dos saberes tamb\u00e9m em Libras. Dessa forma, acredit\u00e1vamos que conseguir\u00edamos levar o g\u00eanero HQ para os surdos urbanos e para as escolas da Terra Ind\u00edgena Cachoeirinha-MS (surdos e n\u00e3o surdos) com a inten\u00e7\u00e3o de despertar e valorizar as l\u00ednguas de minorias. Cabe destacar que a escrita terena pode apresentar varia\u00e7\u00e3o como: S\u00eano M\u00f3kere K\u00e1xe Koixomoneti, S\u00e9no M\u00f3kere Ko\u00e9xoneti, entre outras. A varia\u00e7\u00e3o aqui utilizada \u00e9 da aldeia Cachoeirtinhao\/MS escrita pela professora de l\u00edngua terena Maiza Antonio residente nessa aldeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Trabalhar com diferentes l\u00ednguas envolve se debru\u00e7ar nos conhecimentos hist\u00f3ricos (com e sem registros escritos), analisar a estrutura lingu\u00edstica e compreender os artefatos culturais que envolvem, em outras palavras, uma grande entrega \u00e0 pesquisa. Foi o que fizemos nestes \u00faltimos tr\u00eas anos de pesquisa (2018-2020), na Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) em parceria com a Universidade Federal de Grande Dourados (UFGD); o Instituto de pesquisa da Diversidade Intercultural (IPEDI), a Universidade Estadual J\u00falio de Mesquita Filho (Linbra-UNESP); a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o Laborat\u00f3rio de M\u00eddias (UFJF) e a Gibiteca de Curitiba. Formamos uma grande equipe de pesquisadores nas l\u00ednguas estudadas: terena oral, terena escrito, l\u00edngua brasileira de sinais, l\u00edngua de sinais terena, portugu\u00eas escrito e l\u00edngua inglesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A HQ foi divulgada primeiramente para os ind\u00edgenas terena que contribu\u00edram voluntariamente com a pesquisa que foi por eles mostrada nas aldeias terena (Vagner da Aldeia \u00c1gua Branca, Aquidauana\/MS, Kaliny da Aldeia Jaguapiru, Dourados\/MS e Maiza da Aldeia Cachoeirinha, Miranda\/MS) todos relataram um encantamento com a produ\u00e7\u00e3o do material. A equipe de pesquisadores tamb\u00e9m salientou a originalidade de articular os recursos digitais com as ilustra\u00e7\u00f5es de J\u00falia Ponnick que generosamente aceitou n\u00e3o s\u00f3 ilustrar, mas se envolver com os estudos te\u00f3ricos sobre a comunidade (SILVA, 2013; VILHALVA, 2012; SUMAIO, 2014; SOARES, 2018).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A narrativa criada \u00e9 um misto de fic\u00e7\u00e3o, fatos hist\u00f3ricos de registros escritos e registros orais, transmitidos ao longo das gera\u00e7\u00f5es na comunidade terena. A hist\u00f3ria acontece antes do s\u00e9culo XV, quando a personagem principal K\u00e1xe, a paj\u00e9 surda, \u00e9 chamada para o ritual t\u00edpico de solicitar ben\u00e7\u00e3o aos ancestrais ao nascer uma crian\u00e7a. Nesse momento, junto \u00e0 ben\u00e7\u00e3o, a paj\u00e9 recebe a vis\u00e3o do futuro do povo terena por meio de imagens. Dessa forma, o desenvolvimento da narrativa perpassa os principais momentos hist\u00f3ricos: desde o in\u00edcio do povo terena (Aruak) datado de antes do s\u00e9culo XV, percorrendo o caminho geogr\u00e1fico que os terenas realizaram at\u00e9 se fixarem, em sua maior parte, na regi\u00e3o do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-542 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Desenho-sem-titulo-21.jpg?resize=400%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Desenho-sem-titulo-21.jpg?resize=400%2C300&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Desenho-sem-titulo-21.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Desenho-sem-titulo-21.jpg?w=960&amp;ssl=1 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do registro hist\u00f3rico, encontram-se os aspectos culturais bem marcados nas ilustra\u00e7\u00f5es como por exemplo as pinturas corporais, o artesanato, as planta\u00e7\u00f5es e a espiritualidade. Optamos a explorar as imagens ao inv\u00e9s da escrita em \u2018\u2019bal\u00f5es\u2019\u2019 em raz\u00e3o de priorizar a estrutura lingu\u00edstica das l\u00ednguas de sinais, em outras palavras, visual-espacial.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-543 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Plantacao.jpg?resize=400%2C185&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"185\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Plantacao.jpg?resize=400%2C185&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Plantacao.jpg?resize=768%2C356&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Plantacao.jpg?w=956&amp;ssl=1 956w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Partimos da primeira pesquisa que descreve a exist\u00eancia da l\u00edngua terena de sinais, que foi realizada pela pesquisadora e linguista Priscilla Alyne Sumaio Soares (2014; 2018). No entanto, h\u00e1 relatos e transmiss\u00f5es orais de que sempre existiram surdos (anci\u00e3os). Por este motivo, optamos por apresentarmos personagens se comunicando (sinalizando) ao longo da narrativa gr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A narrativa encerra-se com o retorno do plano espiritual da paj\u00e9 surda no ritual inicial de nascimento com a anci\u00e3 transmitindo os ensinamentos em l\u00edngua terena de sinais. A ideia transmitida \u00e9 relatar o futuro do povo terena destacando sua principal caracter\u00edstica de UNI\u00c3O (ilustrado o sinal em l\u00edngua terena de sinais).<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-544 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Kaxe.jpg?resize=400%2C395&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"395\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Kaxe.jpg?resize=400%2C395&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/03\/Kaxe.jpg?w=583&amp;ssl=1 583w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa HQ impulsionou a cria\u00e7\u00e3o de outros materiais que est\u00e3o sendo realizados pela equipe envolvida, como o \u201cGloss\u00e1rio Virtual Pluril\u00edngue\u201d em v\u00eddeos (terena de sinais, Libras) e escrita (terena e portugu\u00eas) que tem como intuito refletir sobre a import\u00e2ncia da l\u00edngua de sinais ser a l\u00edngua de instru\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o dos saberes para surdos (Lei 10436\/2002 \u2013 Decreto 5626\/2005) e divulgar as outras l\u00ednguas de sinais do Brasil que n\u00e3o disp\u00f5e de leis (SILVA; QUADROS, 2019).<\/p>\n<p>A HQ ser\u00e1 lan\u00e7ada pela <a href=\"https:\/\/www.letraria.net\/\">editora Letraria<\/a> e estar\u00e1 dispon\u00edvel para compra no <em>site<\/em>. Confira a tradu\u00e7\u00e3o deste texto para a Libras <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-XFUgP68Hcw\">neste link<\/a>.<\/p>\n<p>Boa leitura sinalizada!<\/p>\n<p><strong>Principais refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">BRASIL. <em>Decreto-lei n\u00ba 5.626<\/em>, de 22 de dezembro de 2005. Di\u00e1rio Oficial [da] Rep\u00fablica Federativa do brasil, Bras\u00edlia, 23 de dez. 2005. Se\u00e7\u00e3o 1, p. 30.<br \/>\nBRASIL.<em><a href=\"http:\/\/www.feneis.org.br\/legislacao\/libras\/lei%2010.436.htm\"> Lei n\u00ba 10.436<\/a><\/em>, de 24 de abril de 2002. Di\u00e1rio Oficial [da] Rep\u00fablica Federativa do Brasil, Bras\u00edlia, 25 de abril de 2002. Acesso em: 10 mar. 2007.<br \/>\nCEZAR, K. P. L. <em>HQ\u2019s sinalizadas<\/em>. Projeto de pesquisa institucional. Universidade Federal do Paran\u00e1, 2019-2020.<br \/>\nSILVA, D. <em>Estudo lexicogr\u00e1fico da l\u00edngua terena: proposta de um dicion\u00e1rio terena-portugu\u00eas<\/em>. 2013. 292 f. Tese (doutorado) &#8211; Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, Faculdade de Ci\u00eancias e Letras (Campus de Araraquara), 2013.<br \/>\nSILVA, D. S.; QUADROS, R.M. L\u00ednguas de sinais de comunidades isoladas encontradas no Brasil. <em>Braz. J. of Develop.<\/em>, Curitiba, v. 5, n. 10, p. 22111-22127 oct. 2019.<br \/>\nSOARES, P. A. S. <em>L\u00cdNGUA TERENA DE SINAIS<\/em>: an\u00e1lise descritiva inicial da l\u00edngua de sinais usada pelos terena da Terra Ind\u00edgena Cachoeirinha. Tese de Doutorado apresentada ao Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica e L\u00edngua Portuguesa da Faculdade de Ci\u00eancias e Letras \u2013 Unesp\/Araraquara, como requisito para obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de Doutor em Lingu\u00edstica e L\u00edngua Portuguesa. Araraquara \u2013 S\u00e3o Paulo, 2018.<br \/>\nSUMAIO, P. A. <em>Sinalizando com os terena:<\/em> um estudo do uso da LIBRAS e de sinais nativos por ind\u00edgenas surdos. 2014. 123 f. Disserta\u00e7\u00e3o (mestrado) &#8211; Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho, Faculdade de Ci\u00eancias e Letras Campus de Araraquara, 2014.<br \/>\nVILHALVA, S. <em>Mapeamento das L\u00ednguas de Sinais Emergentes:<\/em> um estudo sobre as comunidades lingu\u00edsticas Ind\u00edgenas de Mato Grosso do Sul. 2012. 124 f. Thesis (MSc in Linguistics) &#8211; Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica &#8211; Centro de Comunica\u00e7\u00e3o e Express\u00e3o. Universidade Federal de Santa Catarina, 2009.<br \/>\nVILHALVA, S. <em>\u00cdndios surdos:<\/em> mapeamento das l\u00ednguas de sinais no Mato Grosso do Sul. Petr\u00f3polis: Arara Azul, 2012.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Autores:<br \/>\n<\/strong>Ivan de Souza: Acad\u00eamico do curso de licenciatura em Letras Libras da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR). Tradutor-int\u00e9rprete de Libras. Pesquisador da inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (PIBIS\/FA\/UFPR). E-mail para contato: <a href=\"mailto:hiven89@gmail.com\">hiven89@gmail.com<\/a>.<br \/>\nKelly Cezar: P\u00f3s-doutora pela Universidade Estadual do Oeste do Paran\u00e1 (UNIOESTE). Doutora pelo Programa de Lingu\u00edstica e L\u00edngua Portuguesa da Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho (UNESP-FClar\/Araraquara). Professora Adjunta da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), campus de Curitiba. L\u00edder do projeto institucional \u201cHQ\u2019s sinalizadas\u201d. Docente do curso de licenciatura em Letras Libras (UFPR). E-mail para contato: <a href=\"mailto:kellyloddo@gmail.com\">kellyloddo@gmail.com<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desenvolver pesquisas na \u00e1rea dos quadrinhos, em especial, das HQs sinalizadas (CEZAR, 2019), trouxe-nos muitos desafios e, ao mesmo tempo, muita satisfa\u00e7\u00e3o. Criar uma narrativa gr\u00e1fica tendo como principal objetivo o desenvolvimento de um material bil\u00edngue para surdos (Libras \u2013 portugu\u00eas escrito) nos fez pensar no plurilinguismo brasileiro das l\u00ednguas de sinais. Ao escolhermos retratar &hellip; <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2021\/03\/19\/hq-sinalizada-seno-mokere-kaxe-koixomuneti-sol-a-paje-surda\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">HQ sinalizada: S\u00e9no M\u00f3kere K\u00e1xe Koix\u00f3muneti (Sol: a Paj\u00e9 surda)<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":916,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[6,15,10],"tags":[],"class_list":["post-536","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-linguas-indigenas","category-linguas-minoritarias","category-literatura"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/536","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/users\/916"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=536"}],"version-history":[{"count":9,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/536\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":550,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/536\/revisions\/550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=536"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=536"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=536"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}