{"id":515,"date":"2021-02-17T10:51:47","date_gmt":"2021-02-17T13:51:47","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/?p=515"},"modified":"2022-07-08T15:22:58","modified_gmt":"2022-07-08T18:22:58","slug":"o-que-sao-linguas-minoritarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2021\/02\/17\/o-que-sao-linguas-minoritarias\/","title":{"rendered":"O que s\u00e3o l\u00ednguas minorit\u00e1rias?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar quantas l\u00ednguas h\u00e1 no Brasil? Com quantas delas voc\u00ea j\u00e1 teve contato ou quantas fala? Provavelmente voc\u00ea j\u00e1 se deparou com alguma l\u00edngua minorit\u00e1ria. Ao contr\u00e1rio do que muitas vezes pensamos, o portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica l\u00edngua do Brasil. Como Maher (2013) aborda, h\u00e1 uma variedade de l\u00ednguas em cada estado, que possuem sua cultura e sua hist\u00f3ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao acessar o <em>site <a href=\"https:\/\/www.ethnologue.com\/country\/BR\/languages\">Ethnologue<\/a><\/em>, podemos ver que\u00a0 h\u00e1 mais de 100 l\u00ednguas minorit\u00e1rias no Brasil, dentre elas, a l\u00edngua brasileira de sinais (Libras) e l\u00ednguas ind\u00edgenas como o kaingang, macuxi, terena, guajajara, guarani, entre outras. H\u00e1 tamb\u00e9m l\u00ednguas que foram trazidas para c\u00e1 por meio de imigrantes, como o talian, polon\u00eas, alem\u00e3o, ucraniano, pomerano, chin\u00eas e hunsriqueano.<\/p>\n<figure id=\"attachment_517\" aria-describedby=\"caption-attachment-517\" style=\"width: 385px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-517 size-full\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2021\/02\/Imagem1.png?resize=385%2C225&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"385\" height=\"225\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-517\" class=\"wp-caption-text\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Fonte: Criado pela autora no site https:\/\/www.mentimeter.com\/<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">O portugu\u00eas \u00e9 a l\u00edngua oficial do Brasil, usada pelo governo em seus documentos e leis, nas escolas, na televis\u00e3o e no r\u00e1dio. Mas h\u00e1 outras l\u00ednguas que s\u00e3o usadas em diferentes contextos, como no com\u00e9rcio, na rua, em casa, em bares e eventos comunit\u00e1rios. De acordo com Altenhofen (2013), essas l\u00ednguas s\u00e3o chamadas de minorit\u00e1rias, pois pertencem a grupos que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o prestigiados social, cultural ou politicamente como os grupos de l\u00ednguas majorit\u00e1rias (l\u00ednguas com maior prest\u00edgio, como o portugu\u00eas no Brasil). Assim, as l\u00ednguas minorit\u00e1rias do pa\u00eds possuem <em>status <\/em>social mais baixo do que o portugu\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Algumas dessas l\u00ednguas n\u00e3o s\u00e3o reconhecidas oficialmente, a maioria \u00e9 falada em pequenos grupos ou em comunidades locais como o pomerano, que \u00e9 mais presente, por exemplo, em Santa Maria do Jetib\u00e1 (ES), S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, Arroio do Padre e Cangu\u00e7u (RS). Algumas l\u00ednguas minorit\u00e1rias tamb\u00e9m podem ser incorporadas na escola, como no Mato Grosso, que adicionou o xavante ao seu curr\u00edculo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, por terem um <em>status <\/em>minorizado, algumas l\u00ednguas minorit\u00e1rias correm risco de extin\u00e7\u00e3o. Um dos motivos mais comuns \u00e9 o fato de a maioria delas ser mais presente no contexto familiar e, com o passar das gera\u00e7\u00f5es, os filhos e netos v\u00e3o, aos poucos, deixando de aprender a l\u00edngua da fam\u00edlia. Assim, \u00e9 importante que haja esfor\u00e7os para a manuten\u00e7\u00e3o dessas l\u00ednguas, por exemplo, por meio de campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o nas comunidades. Por isso, tamb\u00e9m \u00e9 de grande relev\u00e2ncia que haja estudos lingu\u00edsticos sobre essas l\u00ednguas, para que tamb\u00e9m seja poss\u00edvel analisar qual o tipo de a\u00e7\u00e3o adequada para a sua manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se voc\u00ea deseja conhecer um pouco mais sobre as l\u00ednguas minorit\u00e1rias no mundo, poder\u00e1 acessar os seguintes links<em>:<\/em> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/c\/Wikitongues\/featured\"><em>Wikitongues<\/em><\/a><em>,<\/em> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/user\/elalliance\"><em>Endangered Language Alliance,<\/em><\/a> <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCpJtpB6phQSmGYqXwHMoW3g\"><em>ILoveLanguages!<\/em><\/a><em>, <\/em>e <a href=\"http:\/\/indigenoustweets.com\/\"><em>Indigenous Tweets<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br \/>\nALTENHOFEN, C. V. Bases para uma pol\u00edtica lingu\u00edstica das l\u00ednguas minorit\u00e1rias no Brasil. In: NICOLAIDES, C.; SILVA, K. A.; T\u00cdLIO, R; ROCHA, C. H. (Org.) <em>Pol\u00edtica e Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas.<\/em> Campinas: Pontes Editores, 2013. p. 93\u2013116.<br \/>\nMAHER, T. M. Ecos de resist\u00eancia: pol\u00edticas lingu\u00edsticas e l\u00ednguas minorit\u00e1rias no Brasil. In: NICOLAIDES, C.; SILVA, K. A.; T\u00cdLIO, R; ROCHA, C. H. (Org.) <em>Pol\u00edtica e Pol\u00edticas Lingu\u00edsticas.<\/em> Campinas: Pontes, 2013. p. 117-134.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Autora: <strong>Gabriela Wally Griep<\/strong><br \/>\nPossui gradua\u00e7\u00e3o em Letras &#8211; Portugu\u00eas e Ingl\u00eas pela Universidade Federal de Pelotas (2017). Atualmente \u00e9 mestranda em Letras pela mesma institui\u00e7\u00e3o e integrante do <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/laplimm\/author\/laplimm\/\">Laborat\u00f3rio de Psicolingu\u00edstica, L\u00ednguas Minorit\u00e1rias e Multilinguismo (Laplimm). <\/a>\u00c9 professora de ingl\u00eas h\u00e1 mais de dois anos em escola de idiomas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar quantas l\u00ednguas h\u00e1 no Brasil? Com quantas delas voc\u00ea j\u00e1 teve contato ou quantas fala? Provavelmente voc\u00ea j\u00e1 se deparou com alguma l\u00edngua minorit\u00e1ria. Ao contr\u00e1rio do que muitas vezes pensamos, o portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica l\u00edngua do Brasil. 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