{"id":315,"date":"2020-05-22T20:24:22","date_gmt":"2020-05-22T23:24:22","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/?p=315"},"modified":"2020-10-15T20:01:26","modified_gmt":"2020-10-15T23:01:26","slug":"o-desafio-de-registrar-uma-lingua-minoritaria-no-caso-do-documentario-viver-no-brasil-falando-hunsruckisch","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2020\/05\/22\/o-desafio-de-registrar-uma-lingua-minoritaria-no-caso-do-documentario-viver-no-brasil-falando-hunsruckisch\/","title":{"rendered":"O desafio de registrar uma l\u00edngua minorit\u00e1ria no caso do document\u00e1rio \u201cViver no Brasil falando Hunsr\u00fcckisch\u201d"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds reconhecido mundialmente pela quantidade e principalmente pela qualidade dos document\u00e1rios. Seja pela riqueza cultural que pouco foi documentada e tornada acess\u00edvel para o grande p\u00fablico, seja pela criatividade e experimenta\u00e7\u00e3o, a lista de document\u00e1rios que exploram a fundo aspectos espec\u00edficos e realidades \u00fanicas \u00e9 imensa. Um exemplo \u00e9 a obra vasta e transformadora de <a href=\"https:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/pessoa204013\/eduardo-coutinho\">Eduardo Coutinho<\/a>, cineasta refer\u00eancia no g\u00eanero no Brasil e no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas ainda h\u00e1 muito a ser documentado: um exemplo de tema que tem import\u00e2ncia perif\u00e9rica nos circuitos de document\u00e1rios \u00e9 o registro das centenas de l\u00ednguas do Brasil. \u00c9 verdade que as l\u00ednguas muitas vezes s\u00e3o abordadas, mas raramente tem o papel central em qualquer document\u00e1rio. Tomemos por exemplo o filme\/document\u00e1rio \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CS1jDG7KWYo&amp;feature=emb_logo\">Guarani-Kaiow\u00e1<\/a><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CS1jDG7KWYo&amp;feature=emb_logo\"> Ivy Poty &#8211; Flores da Terra<\/a>&#8220;, que tem por objetivo registrar a cultura e a resist\u00eancia desse povo no Mato Grosso do Sul. A l\u00edngua Kaiow\u00e1 \u00e9 registrada, mas o foco recai na cultura da comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim tamb\u00e9m \u00e9 o caso dos document\u00e1rios com presen\u00e7a da l\u00edngua Hunsr\u00fcckisch. Desde os document\u00e1rios dirigidos Rejane Zilles, <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/308463702\"><em>O Livro de Walachai<\/em><\/a> (2007, 16min.) e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jkwr8TJcZKE\"><em>Walachai<\/em><\/a> (2009, 85min.), o Hunsr\u00fcckisch est\u00e1 presente nesse g\u00eanero. Tamb\u00e9m segue nos document\u00e1rios <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lsASPDrdVOw\"><em>Heimatland &amp; A Hist\u00f3ria do Kerb<\/em><\/a> (2009, 47min.), dire\u00e7\u00e3o de Ernoy Luiz Mattiello; <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ceHArefTMJQ&amp;t=\"><em>Berlim Brasil<\/em><\/a> (2009, 70min.), dirigido por Martina Dreyer e Renata Heinz; tamb\u00e9m vale citar <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/303140612\"><em>Land Schaffen<\/em><\/a> (2014, 25min.) e <a href=\"https:\/\/vimeo.com\/239240287\"><em>Meio \u2013 o que \u00e9 ser brasileiro? o que \u00e9 ser alem\u00e3o? Um filme sobre identidade, mem\u00f3ria e imagin\u00e1rio<\/em><\/a><em>, <\/em>dirigidos por Clarissa Beckert &amp; Pedro Henrique Risse; tamb\u00e9m o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3L-RKdy9vY0\"><em>Glaube, Liebe und Hoffnung &#8211; F\u00e9, amor e esperan\u00e7a<\/em><\/a> (2018, 52 min.), dire\u00e7\u00e3o de Vivian Sch\u00e4fer; por fim, o document\u00e1rio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=iLwoU2xDnPI\">F\u00fcr Immer: Gera\u00e7\u00f5es<\/a> (2018, 46 min.), com dire\u00e7\u00e3o de Marcelo Collar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ent\u00e3o, tendo conhecimento dessa variedade de document\u00e1rios que envolviam indiretamente o Hunsr\u00fcckisch, Gabriel Schmitt e Ana Winckelmann assumiram a miss\u00e3o de elaborar um document\u00e1rio sobre essa l\u00edngua, a partir da sele\u00e7\u00e3o de trechos das entrevistas realizadas pelo <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/projalma\/ihlbri-inventario-do-hunsruckisch\/\">Invent\u00e1rio do Hunsr\u00fcckisch como L\u00edngua Brasileira de Imigra\u00e7\u00e3o<\/a> (IHLBrI), sob coordena\u00e7\u00e3o de Cl\u00e9o V. Altenhofen (UFRGS) e Rosangela Morello (<a href=\"http:\/\/ipol.org.br\/sobre-o-ipol\/\">IPOL<\/a>). O principal objetivo era receber o reconhecimento do <a href=\"http:\/\/portal.iphan.gov.br\/\">IPHAN<\/a>, financiador do IHLBrI, como l\u00edngua Brasileira de Imigra\u00e7\u00e3o, processo que est\u00e1 parado desde 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma das premissas do IHLBrI era a elabora\u00e7\u00e3o de um material audiovisual que comprovasse a exist\u00eancia dessa l\u00edngua. Assim, contando sempre com o apoio demais membros da equipe de pesquisa, Gabriel e Ana montaram o roteiro baseado nas seguintes tem\u00e1ticas, que na \u00e9poca lhes pareciam as mais urgentes para dar uma dimens\u00e3o do que \u00e9 o Hunsr\u00fcckisch:<\/p>\n<ul>\n<li style=\"text-align: justify\">Denomina\u00e7\u00f5es da l\u00edngua;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Varia\u00e7\u00e3o interna da l\u00edngua;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Experi\u00eancias de falantes maternos de Hunsr\u00fcckisch na escola;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Espa\u00e7os culturais onde se usa o Hunsr\u00fcckisch (igrejas, administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, jornais);<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Contato com outras variedades de alem\u00e3o no Brasil;<\/li>\n<li style=\"text-align: justify\">Manuten\u00e7\u00e3o da l\u00edngua.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify\">Essas foram as balizas que auxiliaram no processo de sele\u00e7\u00e3o dos trechos de entrevista. Ou seja: o roteiro foi elaborado com base nas entrevistas realizadas pelo projeto IHLBrI. N\u00e3o se foi a campo com um roteiro para o document\u00e1rio <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ncN4dkcrU9M&amp;t=1310s\">Viver no Brasil falando Hunsr\u00fcckisch<\/a>. De maneira geral, ainda h\u00e1 muito a ser documentado no Brasil. E um dos campos que ainda podem ser aprofundados \u00e9 o das l\u00ednguas minorit\u00e1rias.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ncN4dkcrU9M&amp;t=1310s\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-317\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?resize=472%2C321&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"472\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?resize=400%2C272&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?resize=1024%2C696&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?resize=768%2C522&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?resize=1536%2C1043&amp;ssl=1 1536w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?resize=2048%2C1391&amp;ssl=1 2048w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?w=1208&amp;ssl=1 1208w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2020\/05\/capa-documentario-min-1.png?w=1812&amp;ssl=1 1812w\" sizes=\"auto, (max-width: 472px) 100vw, 472px\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira: <a href=\"https:\/\/institutodecinema.com.br\/mais\/conteudo\/uma-lista-de-excelentes-documentarios-brasileiros-que-estao-disponiveis-no-youtube\">Lista de excelentes document\u00e1rios brasileiros que est\u00e3o dispon\u00edveis no Youtube.<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">ALTENHOFEN, Cl\u00e9o V.; MORELLO, Ros\u00e2ngela; BERGMANN, Ger\u00f4nimo L.; GODOI, Tamissa G.; HABEL, Jussara M.; KOHL, Sofia F.; PREDIGER, Ang\u00e9lica; SCHMITT, Gabriel; SEIFFERT, Ana Paula; SOUZA, Luana C.; WINCKELMANN, Ana C.<a href=\"http:\/\/hdl.handle.net\/10183\/194384\"> Hunsr\u00fcckisch: invent\u00e1rio de uma l\u00edngua do Brasil.<\/a> Florian\u00f3polis: Garapuvu, 2018. 248 p.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autor: <strong>Gabriel Schmitt<\/strong><br \/>\nGraduado em Licenciatura Letras e Alem\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Atualmente \u00e9 aluno do Mestrado Europeu em Lexicografia (EMLex), com pesquisa em dicion\u00e1rios dialetol\u00f3gicos e de l\u00ednguas minorit\u00e1rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil \u00e9 um pa\u00eds reconhecido mundialmente pela quantidade e principalmente pela qualidade dos document\u00e1rios. Seja pela riqueza cultural que pouco foi documentada e tornada acess\u00edvel para o grande p\u00fablico, seja pela criatividade e experimenta\u00e7\u00e3o, a lista de document\u00e1rios que exploram a fundo aspectos espec\u00edficos e realidades \u00fanicas \u00e9 imensa. 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