{"id":145,"date":"2019-09-26T17:53:27","date_gmt":"2019-09-26T20:53:27","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/?p=145"},"modified":"2020-10-15T20:49:23","modified_gmt":"2020-10-15T23:49:23","slug":"por-que-estudar-pronuncia-na-aula-de-lingua-estrangeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2019\/09\/26\/por-que-estudar-pronuncia-na-aula-de-lingua-estrangeira\/","title":{"rendered":"Por que estudar pron\u00fancia na aula de l\u00edngua estrangeira?"},"content":{"rendered":"<p>Boa pergunta, n\u00e9? A resposta \u00e9 muito simples e tem rela\u00e7\u00e3o com o funcionamento e o uso da l\u00edngua estrangeira. Eliane Rosa nos responde \u00e0 pergunta de uma forma acess\u00edvel.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-147 alignright\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2019\/09\/1516677570_99e3e2cb58.jpg?resize=256%2C156&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"256\" height=\"156\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Falar \u00e9 uma atividade complexa e din\u00e2mica que precisa ser encarada como algo que os seres humanos fazem, n\u00e3o como algo que possuem. Essa atividade envolve, pelo menos, tr\u00eas facetas: a motora (movimentos dos \u00f3rg\u00e3os fonadores), a perceptual (interpreta\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o dos sons pelo aparelho auditivo) e a mental (processamento neural). Al\u00e9m de ser considerada uma atividade cognitiva, ela tamb\u00e9m pode ser vista como uma atividade sociocultural em fun\u00e7\u00e3o da linguagem ser adquirida e utilizada por meio da intera\u00e7\u00e3o com outros indiv\u00edduos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A l\u00edngua \u00e9 um mecanismo que permite exprimir pensamentos em sons. Isto \u00e9, pode-se dizer que a l\u00edngua \u00e9 um mecanismo que possibilita emitir uma sequ\u00eancia de sons carregada de uma inten\u00e7\u00e3o lingu\u00edstica (ou significado). Por exemplo, quando um beb\u00ea olha para sua m\u00e3e e diz <em>\u201cmama\u201d<\/em> o que ele faz \u00e9 produzir oralmente uma s<span style=\"text-align: justify\">equ\u00eancia de sons (\/m\/-\/a\/-\/m\/-\/a\/), enquanto a m\u00e3e compreende que ele est\u00e1 se referindo a ela. Isso demonstra que som est\u00e1 ligado a um significado armazenado na mente do falante e do ouvinte. Em virtude disso, verifica-se que o som n\u00e3o pode ser aprendido independentemente do significado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 que a comunica\u00e7\u00e3o se trata da emiss\u00e3o de uma sequ\u00eancia de sons que carregam uma mensagem a ser transmitida e captada pelo ouvinte, \u00e9 fundamental est<span style=\"text-align: justify\">udar pron\u00fancia na aula de l\u00edngua estrangeira. O estudo dos sons faz parte da aprendizagem da gram\u00e1tica de uma l\u00edngua. Aprender como articular de forma apropriada os sons da l\u00edngua-alvo possibilita evitar mal-entendidos durante a intera\u00e7\u00e3o comunicativa com falantes nativos e n\u00e3o nativos dessa l\u00edngua. Por exemplo, em ingl\u00eas, se o falante-ap<\/span><span style=\"text-align: justify\">rendiz X pretende dizer a frase <\/span><em style=\"text-align: justify\">\u201cThe boy is thinking at the beach\u201d <\/em><span style=\"text-align: justify\">(O menino est\u00e1 pensando na praia), mas produz o som <\/span><strong style=\"text-align: justify\"><em>\u201cTH\u201d<\/em><\/strong><span style=\"text-align: justify\"> do verbo <\/span><em style=\"text-align: justify\">\u201cthinking\u201d<\/em><span style=\"text-align: justify\"> como se fosse um <\/span><strong style=\"text-align: justify\"><em>\u201cS\u201d<\/em><\/strong><span style=\"text-align: justify\">, o que o falante-aprendiz Y vai compreender \u00e9 a seguinte mensagem: <\/span><em style=\"text-align: justify\">\u201cThe boy is sinking at the beach\u201d<\/em><span style=\"text-align: justify\"> (O menino est\u00e1 afundando na praia). <\/span><span style=\"text-align: justify\">Em outros termos, esse ouvinte ir\u00e1 pensar que est\u00e1 ocorrendo uma trag\u00e9dia com um menino em raz\u00e3o de ter entendido que ele est\u00e1 afundando na praia.\u00a0 No v\u00eddeo <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KNalxy-_SyM&amp;fbclid=IwAR3o6MVc9iYVr1ZhqaTWdzXu4scV7CIDNL6NQkwD9bEuZyL6jfA8nF20JwU\">We are sinking<\/a>, podemos ver um exemplo de como a pron\u00fancia inadequada (tamb\u00e9m do do th) pode trazer consequ\u00eancias negativas para a nossa intera\u00e7\u00e3o social, inclusive provocar acidentes. Diante disso, percebe-se que a produ\u00e7\u00e3o imprecisa de um som pode provocar uma interpreta\u00e7\u00e3o falha da mensagem transmitida.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse sentido, os exerc\u00edcios de pron\u00fancia na aula de l\u00edngua estrangeira podem trazer contribui\u00e7\u00f5es positivas para uma intera\u00e7\u00e3o comunicativa eficiente e compreens\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autora: <strong>Eliane Nowinski da Rosa<br \/>\n<\/strong>Doutoranda em Lingu\u00edstica Aplicada (UNISINOS), mestre em Fonologia e Morfologia (UFRGS), especialista em Ensino-aprendizagem da L\u00edngua Inglesa (Uniritter), graduada em Letras-Licenciatura Plena em L\u00edngua Inglesa (ULBRA). Atua como professora de l\u00edngua inglesa h\u00e1 17 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa pergunta, n\u00e9? A resposta \u00e9 muito simples e tem rela\u00e7\u00e3o com o funcionamento e o uso da l\u00edngua estrangeira. 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