{"id":1048,"date":"2024-12-13T12:02:19","date_gmt":"2024-12-13T15:02:19","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/?p=1048"},"modified":"2024-12-14T16:02:05","modified_gmt":"2024-12-14T19:02:05","slug":"pode-traduzir-na-aula-de-lingua-estrangeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/2024\/12\/13\/pode-traduzir-na-aula-de-lingua-estrangeira\/","title":{"rendered":"Pode traduzir na aula de l\u00edngua estrangeira?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 muito comum no Brasil a cren\u00e7a de que na aula de l\u00edngua inglesa, por exemplo, o professor e o estudante s\u00f3 podem falar ingl\u00eas e n\u00e3o podem recorrer ao portugu\u00eas em nenhum momento. Essa ideia est\u00e1 presente em muitas escolas e cursos de idiomas, n\u00e3o s\u00f3 de ingl\u00eas, mas tamb\u00e9m de diferentes l\u00ednguas como espanhol, franc\u00eas, italiano, alem\u00e3o, entre outras.<\/p>\n<p><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1050 aligncenter\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2024\/12\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-12-13-as-11.41.59_28d35514.jpg?resize=322%2C322&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"322\" height=\"322\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2024\/12\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-12-13-as-11.41.59_28d35514.jpg?resize=400%2C400&amp;ssl=1 400w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2024\/12\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-12-13-as-11.41.59_28d35514.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2024\/12\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-12-13-as-11.41.59_28d35514.jpg?resize=200%2C200&amp;ssl=1 200w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2024\/12\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-12-13-as-11.41.59_28d35514.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/wp.ufpel.edu.br\/tesouro-linguistico\/files\/2024\/12\/Imagem-do-WhatsApp-de-2024-12-13-as-11.41.59_28d35514.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 322px) 100vw, 322px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Mas afinal, pode traduzir durante a aprendizagem de l\u00edngua estrangeira? A resposta \u00e9: <\/span><b>deve!<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> A tradu\u00e7\u00e3o em sala de aula \u00e9 um recurso valioso que pode trazer benef\u00edcios tanto para os alunos quanto para os professores. As pesquisadoras Clara Guedes e Isabella Mozzillo afirmaram, em uma pesquisa realizada em 2014, que a utiliza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua materna na aula de l\u00edngua estrangeira \u00e9 uma ferramenta que pode facilitar a compreens\u00e3o de conte\u00fados por parte dos estudantes, principalmente daqueles que est\u00e3o nos est\u00e1gios iniciais de aprendizagem.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m disso, a tradu\u00e7\u00e3o pode auxiliar na amplia\u00e7\u00e3o de vocabul\u00e1rio, uma vez que ao compararmos palavras entre l\u00ednguas, expandimos o vocabul\u00e1rio nas duas l\u00ednguas e adquirimos uma melhor compreens\u00e3o, por exemplo, de palavras cognatas (semelhantes) e falsas cognatas (parecidas nas duas l\u00ednguas, por\u00e9m com significados diferentes).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">H\u00e1 muitos anos, alguns pesquisadores, por exemplo, Domingos Corr\u00eaa da Costa, em um texto seu publicado em 1988, j\u00e1 defendiam que a tradu\u00e7\u00e3o poderia ser considerada como uma quinta habilidade. Isto \u00e9, al\u00e9m das quatro habilidades b\u00e1sicas trabalhadas em sala de aula de l\u00edngua estrangeira (ouvir, falar, ler e escrever), a tradu\u00e7\u00e3o seria mais uma habilidade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Como vimos, a tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 um recurso muito \u00fatil para a aula de l\u00edngua estrangeira. Sendo assim, o que os professores podem fazer para trabalhar a tradu\u00e7\u00e3o em sala de aula?\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Uma possibilidade \u00e9 promover explica\u00e7\u00f5es contrastando as l\u00ednguas. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel mostrar exemplos de estruturas que s\u00e3o similares e diferentes nos dois (ou mais) idiomas. Isso ajuda os estudantes a entenderem as particularidades de cada l\u00edngua e evitarem erros comuns cometidos pelos aprendizes.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Outra possibilidade \u00e9 realizar atividades de tradu\u00e7\u00e3o inversa, solicitando aos alunos que traduzam textos da l\u00edngua estrangeira para o portugu\u00eas e vice-versa. Uma sugest\u00e3o \u00e9 utilizar g\u00eaneros que s\u00e3o tipicamente traduzidos, como legendas e can\u00e7\u00f5es em <em>sites<\/em> como o <\/span><a href=\"https:\/\/www.vagalume.com.br\/\"><span style=\"font-weight: 400;\">Vagalume<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, por exemplo. Os professores podem propor aos estudantes que j\u00e1 possuem pelo menos um n\u00edvel intermedi\u00e1rio da l\u00edngua uma atividade na qual se solicite a legendagem de um curta-metragem em sala de aula ou a tradu\u00e7\u00e3o de um m\u00fasica que gostem para enviar para a publica\u00e7\u00e3o. Outras atividades mais criativas, como traduzir um poema ou um miniconto, tamb\u00e9m podem ser feitas em sala de aula. Isso refor\u00e7a a compreens\u00e3o e ajuda a consolidar o vocabul\u00e1rio. Nesse sentido, longe de ser um obst\u00e1culo, a tradu\u00e7\u00e3o pode ser uma aliada poderosa no processo de ensino e aprendizagem de l\u00ednguas estrangeiras.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<br \/>\n<\/strong>COSTA, Domingos Corr\u00eaa da. Tradu\u00e7\u00e3o e ensino de l\u00ednguas. <em>In:<\/em> BOHN, Hil\u00e1rio; VANDRESEN, Paulo (orgs.). <strong>T\u00f3picos de ling\u00fc\u00edstica aplicada<\/strong>: o ensino de l\u00ednguas estrangeiras. Florian\u00f3polis: Editora da UFSC, 1988. p. 282-291.<br \/>\nGUEDES, Clara Pereira Sampaio; MOZZILLO, Isabella. <strong>O papel da tradu\u00e7\u00e3o no cruzamento de fronteiras lingu\u00edsticas e culturais no ensino de l\u00edngua estrangeira<\/strong>. <em>In:<\/em> ENCONTRO INTERNACIONAL DE LETRAS, 8.; JORNADAS LATINOAMERICANAS DE LINGUAGENS E CULTURA, 1.; JORNADINHAS DE LITERATURA INFANTIL E ENSINO, 1., 2014, Foz do Igua\u00e7u. Anais&#8230; Foz do Igua\u00e7u: Unioeste\/Unila, 2014. p. 508-512.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Autor: <\/span><b>Lucas R\u00f6pke da Silva<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u2013 Professor de espanhol e portugu\u00eas como l\u00ednguas estrangeiras. Atualmente, realiza o curso de mestrado acad\u00eamico em Letras na Universidade Federal de Pelotas na linha de pesquisa Aquisi\u00e7\u00e3o, Varia\u00e7\u00e3o e Ensino.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 muito comum no Brasil a cren\u00e7a de que na aula de l\u00edngua inglesa, por exemplo, o professor e o estudante s\u00f3 podem falar ingl\u00eas e n\u00e3o podem recorrer ao portugu\u00eas em nenhum momento. 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