{"id":27,"date":"2014-09-01T17:44:41","date_gmt":"2014-09-01T20:44:41","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tecsol\/?page_id=27"},"modified":"2024-04-11T11:27:22","modified_gmt":"2024-04-11T14:27:22","slug":"conceitos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/tecsol\/conceitos\/","title":{"rendered":"Conceitos"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>Os textos abaixo representam aproxima\u00e7\u00f5es \u00e0 compreens\u00e3o que o coletivo do N\u00facleo TECSOL tem a respeito dos conceitos utilizados.<\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>SUSTENTABILIDADE<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00c9 a caracter\u00edstica de um sistema ou de um processo \u2013 que pode abranger \u00e2mbitos distintos, como econ\u00f4micos, sociais e\/ou ambientais \u2013 cuja condi\u00e7\u00e3o permite sua reprodu\u00e7\u00e3o ilimitada no tempo, sem afetar a capacidade das gera\u00e7\u00f5es futuras de usufru\u00edrem das mesmas condi\u00e7\u00f5es oferecidas \u00e0s gera\u00e7\u00f5es presentes.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nTECNOLOGIAS SOCIAIS \/\u00a0 TECNOCI\u00caNCIA SOLID\u00c1RIA<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\"><em>Tecnologias sociais <\/em>s\u00e3o conhecimentos relacionados a produtos, processos ou metodologias que podem ser livremente apropriados, replicados ou modificados, cujo objetivo \u00e9 oferecer solu\u00e7\u00f5es para problemas concretos de agrupamentos sociais e que buscam rela\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade e com a emancipa\u00e7\u00e3o social. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">As tecnologias sociais s\u00e3o desenvolvidas atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o de grupos organizados (comunidade, movimento social, cooperativa etc.) promovendo o di\u00e1logo entre as diferentes formas de conhecimento &#8211; cient\u00edfico, tradicional, popular, origin\u00e1rio, art\u00edstico, filos\u00f3fico etc.\u00a0<\/span><span style=\"color: #000000;\">S\u00e3o exemplos de tecnologias sociais: agroecologia, permacultura, energias de fontes renov\u00e1veis, software livre, \u2018slow food\u2019, incuba\u00e7\u00e3o de empreendimentos solid\u00e1rios, com\u00e9rcio justo, moedas sociais etc.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">A\u00a0<em>tecnoci\u00eancia solid\u00e1ria <\/em>representa a adequa\u00e7\u00e3o dos conceitos e m\u00e9todos das tecnologias sociais ao desenvolvimento e aprimoramento de empreendimentos econ\u00f4micos solid\u00e1rios, considerando o car\u00e1ter econ\u00f4mico, cooperativo e autogestion\u00e1rio dessas iniciativas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nECONOMIA SOLID\u00c1RIA<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00c9 o conjunto das organiza\u00e7\u00f5es (grupos, associa\u00e7\u00f5es, cooperativas ou outras formas de a\u00e7\u00e3o coletiva) suprafamiliares, de car\u00e1ter permanente, com ou sem registro legal, que desenvolvem atividades econ\u00f4micas (de produ\u00e7\u00e3o, de servi\u00e7os, de consumo ou de cr\u00e9dito) baseados nos princ\u00edpios da coopera\u00e7\u00e3o, da autogest\u00e3o, da solidariedade e da sustentabilidade, onde aqueles que deles participam compartilham a propriedade dos meios, o trabalho, os seus resultados e o poder de decis\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No Brasil, a principal organiza\u00e7\u00e3o da economia solid\u00e1ria \u00e9 o <a style=\"color: #000000;\" title=\"F\u00f3rum Brasileiro de Economia Solid\u00e1ria\" href=\"http:\/\/www.fbes.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FBES &#8211; F\u00f3rum Brasileiro de Economia Solid\u00e1ria<\/a>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nCOOPERA\u00c7\u00c3O, COOPERATIVAS E COOPERATIVISMO<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">Coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 um princ\u00edpio fundamental da sociabilidade, que permite aos seres humanos operar em condi\u00e7\u00f5es de reciprocidade para a constru\u00e7\u00e3o de objetivos comuns.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Cooperativas s\u00e3o organiza\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas legalmente registradas e que se submetem \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, normatizada diferentemente no \u00e2mbito de cada jurisdi\u00e7\u00e3o legal (no caso brasileiro, pela Lei n\u00ba 5.764\/71). Originariamente, as cooperativas surgiram como alternativa ao modelo empresarial convencional\/capitalista, cuja oposi\u00e7\u00e3o foi simbolizada pelos chamados \u2018<a style=\"color: #000000;\" title=\"Princ\u00edpios de Rochdale\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Princ%C3%ADpios_cooperativos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Princ\u00edpios de Rochdale<\/a>\u2019. Historicamente, entretanto, o desenvolvimento das cooperativas e as legisla\u00e7\u00f5es nacionais produziram altera\u00e7\u00f5es significativas quanto aos princ\u00edpios e formas dessas organiza\u00e7\u00f5es. Por isto, embora muitos empreendimentos de economia solid\u00e1ria sejam cooperativas legalmente registradas, muitos outros empreendimentos n\u00e3o s\u00e3o; e por outro lado, muitas cooperativas n\u00e3o se caracterizam como empreendimentos de economia solid\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">Cooperativismo \u00e9 como \u00e9 conhecido o processo social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico que re\u00fane as cooperativas em torno de seus interesses e propostas comuns.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong>AUTOGEST\u00c3O<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00c9 o exerc\u00edcio do poder de decis\u00e3o \u2013 sobre uma organiza\u00e7\u00e3o qualquer: uma escola, uma empresa, um sindicato, uma comunidade&#8230; \u2013 atrav\u00e9s da democracia direta, de forma aut\u00f4noma, com a livre participa\u00e7\u00e3o de todos os que s\u00e3o parte da organiza\u00e7\u00e3o e que desejem participar das decis\u00f5es, na condi\u00e7\u00e3o de um voto por cada participante, e atrav\u00e9s de estruturas e regras que s\u00e3o decididas e que s\u00e3o revog\u00e1veis sob os mesmos princ\u00edpios. Trata-se de um exerc\u00edcio de <em>democracia substantiva<\/em>, que procura superar os limites da <em>democracia formal<\/em>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nINCUBA\u00c7\u00c3O DE EMPRENDIMENTOS DE ECONOMIA SOLID\u00c1RIA<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00c9 o processo pedag\u00f3gico atrav\u00e9s do qual uma organiza\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do conhecimento acerca da economia solid\u00e1ria (universidade, ONG, \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico&#8230;) estabelece rela\u00e7\u00f5es de trocas no \u00e2mbito do ensino-aprendizagem e da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento com grupos organizados que est\u00e3o dispostos a constituir empreendimentos de economia solid\u00e1ria. A \u2018incuba\u00e7\u00e3o\u2019 pressup\u00f5e (i) metodologias participativas (educa\u00e7\u00e3o popular, pesquisa-a\u00e7\u00e3o, desenvolvimento de tecnologias sociais etc.), (ii) interdisciplinaridade, (iii) planejamento autogerido dos grupos e organiza\u00e7\u00f5es em intera\u00e7\u00e3o (prevendo a\u00e7\u00f5es, prazos e processos de avalia\u00e7\u00e3o) e (iv) restri\u00e7\u00e3o flex\u00edvel de tempo (a incuba\u00e7\u00e3o deve prever um tempo para acabar, embora ele varie conforme as condi\u00e7\u00f5es de cada caso).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nINCUBADORAS TECNOL\u00d3GICAS DE COOPERATIVAS POPULARES (ITCPs)<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;\">\u00c9 a express\u00e3o gen\u00e9rica que denomina, no Brasil, os projetos e programas de extens\u00e3o, ensino e pesquisa, constitu\u00eddos em universidades e outras institui\u00e7\u00f5es de ensino superior, com o objetivo de desenvolver processos de incuba\u00e7\u00e3o de empreendimentos de economia solid\u00e1ria.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">No Brasil, h\u00e1 duas redes de incubadoras com este car\u00e1ter: a <a style=\"color: #000000;\" title=\"Rede de ITCPs\" href=\"http:\/\/redeitcps.blogspot.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rede de ITCPs<\/a> (\u00e0 qual est\u00e1 vinculado o N\u00facleo TECSOL-UFPEL) e a Rede de Incubadoras de Empreendimentos Solid\u00e1rios da Unitrabalho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nP\u00d3S-INCUBA\u00c7\u00c3O DE EMPREENDIMENTOS DE ECONOMIA SOLID\u00c1RIA<br \/>\n<\/strong>S\u00e3o os processos de assessoramento e\/ou forma\u00e7\u00e3o desenvolvidos por ITCPs e que visam atender a demandas espec\u00edficas de empreendimentos econ\u00f4micos solid\u00e1rios j\u00e1 consolidados. Os casos mais comuns referem-se a: presta\u00e7\u00e3o de consultorias nas \u00e1reas de gest\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e quest\u00f5es relacionais; programas de forma\u00e7\u00e3o para associados, e projetos de desenvolvimento de tecnologias sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nCONSUMO CONSCIENTE ou CONSUMO RESPONS\u00c1VEL<br \/>\n<\/strong>Embora questionado do ponto de vista sem\u00e2ntico (h\u00e1 consumidores \u2018inconscientes\u2019 ou &#8216;irrespons\u00e1veis&#8217;?), estes conceitos est\u00e3o relacionados a outras no\u00e7\u00f5es similares (como \u2018consumo \u00e9tico\u2019, \u2018consumo sustent\u00e1vel\u2019, &#8216;consumo pol\u00edtico&#8217; e outras) e que descrevem a pr\u00e1tica de h\u00e1bitos de compras e de consumo relacionados \u00e0 sustentabilidade, envolvendo preocupa\u00e7\u00f5es quanto aos insumos, aos processos produtivos, aos resultados sociais e econ\u00f4micos e aos res\u00edduos derivados da produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e consumo de bens e servi\u00e7os. A pr\u00e1tica do consumo consciente incorpora decis\u00f5es de escolha que v\u00e3o al\u00e9m de &#8216;pre\u00e7o, quantidade e qualidade\u2019 e incluem outros fatores como, por exemplo, a origem (tipo de empreendimento que produz, localidade ou pa\u00eds de origem&#8230;), os insumos utilizados (prefer\u00eancia por recursos naturais, org\u00e2nicos e renov\u00e1veis&#8230;), o tratamento dado aos res\u00edduos (embalagens recicl\u00e1veis ou biodegrad\u00e1veis&#8230;) e o princ\u00edpio da frugalidade (\u2018eu preciso realmente adquirir isto, ou trata-se de algo sup\u00e9rfluo e dispens\u00e1vel?\u2019).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\"><strong><br \/>\nCOM\u00c9RCIO JUSTO (\u2018FAIR TRADE\u2019)<br \/>\n<\/strong>Desenvolvido originariamente como alternativa ao com\u00e9rcio internacional de tipo convencional, o chamado \u2018movimento do com\u00e9rcio justo\u2019 (Fair Trade, na express\u00e3o em ingl\u00eas), tem sido compreendido mais recentemente como o esfor\u00e7o, local ou global, para articular de forma dial\u00f3gica organiza\u00e7\u00f5es de economia solid\u00e1ria e organiza\u00e7\u00f5es de consumidores conscientes, com o objetivo de valorizar os processos econ\u00f4micos sustent\u00e1veis, ampliar a renda dos produtores associados e dar acesso, para os consumidores conscientes, a produtos e servi\u00e7os produzidos e oferecidos segundo os princ\u00edpios da sustentabilidade e da solidariedade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;\">O movimento \u2018Fair Trade\u2019 original, que continua existindo e se expandindo, destina-se prioritariamente (mas n\u00e3o s\u00f3) a vincular organiza\u00e7\u00f5es de produtores comprometidos com a sustentabilidade, nos pa\u00edses perif\u00e9ricos (\u00c1frica, \u00c1sia e Am\u00e9rica Latina), a organiza\u00e7\u00f5es de consumidores conscientes dos pa\u00edses centrais (EUA e Europa, especialmente), com o objetivo de reduzir as desvantagens econ\u00f4micas para os produtores, advindas das desigualdades dos <a style=\"color: #000000;\" title=\"Termos de troca do com\u00e9rcio internacional\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Economia_internacional#Termos_de_troca\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">termos de troca<\/a> do com\u00e9rcio internacional.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os textos abaixo representam aproxima\u00e7\u00f5es \u00e0 compreens\u00e3o que o coletivo do N\u00facleo TECSOL tem a respeito dos conceitos utilizados. 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