{"id":214,"date":"2022-03-10T17:25:45","date_gmt":"2022-03-10T20:25:45","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/?p=214"},"modified":"2022-03-10T17:25:45","modified_gmt":"2022-03-10T20:25:45","slug":"perfil-lucia-cabeleireira-uma-historia-de-luta-foco-conquistas-e-muito-otimismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/2022\/03\/10\/perfil-lucia-cabeleireira-uma-historia-de-luta-foco-conquistas-e-muito-otimismo\/","title":{"rendered":"Perfil &#8211; Lucia Cabeleireira: uma hist\u00f3ria de luta, foco, conquistas e muito otimismo"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde a adolesc\u00eancia, Carmem Lucia Moraes, hoje com 58 anos, sempre teve curiosidade e vontade de aprender. Na escola, com apenas 12 anos, ela conheceu uma das sete irm\u00e3s de Marilu Concei\u00e7\u00e3o da Rosa, uma das poucas mulheres negras que tinham um sal\u00e3o de beleza em Pelotas em meados dos anos 1970. Foi atrav\u00e9s dessa amizade que ela come\u00e7ou a frequentar o sal\u00e3o e a aprender o of\u00edcio que, no futuro, se tornaria a sua profiss\u00e3o: cabeleireira. Mais de quatro d\u00e9cadas depois, Carmem Lucia Moraes \u00e9 propriet\u00e1ria do pr\u00f3prio sal\u00e3o, localizado no bairro Navegantes 2: Lucia Cabeleireira.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o mesmo olhar curioso da adolescente que aprendia com Marilu, sua grande inspira\u00e7\u00e3o profissional, e com um belo e contagiante sorriso no rosto, Carmem Lucia relembra a longa trajet\u00f3ria que teve que percorrer at\u00e9 conseguir abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio, em 1999. Aos 17 anos, ela concluiu o Ensino M\u00e9dio como t\u00e9cnica de estat\u00edstica e j\u00e1 trabalhava como assistente em um consult\u00f3rio de ortodontia. No entanto, o que ela gostava mesmo era de atender no sal\u00e3o de Marilu nos finais de semana. Com a voca\u00e7\u00e3o para a atividade, Carmem Lucia desenvolveu outra caracter\u00edstica que levaria para o resto da vida: a vontade de aprender, de melhorar e de manter o foco nos seus objetivos. Foi com esse pensamento que ela ingressou em um curso de cabeleireira do Senac e seguiu fazendo cursos da \u00e1rea de embelezamento da entidade at\u00e9 1984. Durante esse per\u00edodo, ela trabalhou no sal\u00e3o da amiga, at\u00e9 se casar e mudar para Porto Alegre, onde mais uma vez se viu trabalhando em outra \u00e1rea durante a semana e atendendo no sal\u00e3o que frequentava nos finais de semana. Foi na capital ga\u00facha que Carmem Lucia teve seus filhos: Willian Moraes Ribeiro, 31 anos, e Francine Moraes Ribeiro, 30 anos. Quando Francine tinha apenas nove meses e Willian tinha um ano e dez meses, Carmem Lucia optou pelo div\u00f3rcio e voltou para Pelotas, para morar com a m\u00e3e, Eli de Deus Moraes. Foi ent\u00e3o que ela e a sua antiga voca\u00e7\u00e3o se encontraram novamente:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu tinha que sobreviver e n\u00e3o podia estar dentro de uma empresa. Ent\u00e3o, quando eu cheguei em Pelotas, eu fui no sal\u00e3o da Marilu e pedi se tinha alguma vaga para trabalhar e assim eu consegui ter um emprego e cuidar dos meus filhos. Foi com essa atividade que encontrei uma maneira de sustentar e criar eles. At\u00e9 ent\u00e3o era algo que eu gostava de fazer, mas fazia no tempo livre.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse per\u00edodo que Carmem Lucia obteve o seu registro profissional e come\u00e7ou a frequentar cursos de qualifica\u00e7\u00e3o e workshops. Inicialmente, ela trabalhava no sal\u00e3o de Marilu e atendia a domic\u00edlio. Essa rotina durou nove anos. No s\u00e9timo ano, no entanto, a m\u00e3e ofereceu a pe\u00e7a, a mesma onde funciona hoje o sal\u00e3o, para que ela come\u00e7asse a planejar o pr\u00f3prio neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu sempre pensei em trabalhar aqui no bairro, em casa, e trazer um pouquinho desse cuidado e da qualidade que eu tinha aprendido nos trabalhos e cursos anteriores. Eu sabia que tinha essa coisa de que \u201cah, no bairro pode ser de qualquer jeito, pode atender de qualquer jeito\u201d. E eu queria mais. Eu queria mais, mas n\u00e3o no centro. Eu queria trazer para c\u00e1, pela fam\u00edlia, para ficar perto dos meus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>E deu certo. Foi com o sal\u00e3o pr\u00f3prio que Carmem Lucia criou os filhos. Hoje Willian Moraes Ribeiro \u00e9 formado, tem MBA em Gest\u00e3o de Neg\u00f3cios em Tecnologia e trabalha como Analista de Sistemas. J\u00e1 Francine Moraes Ribeiro concluiu a gradua\u00e7\u00e3o em Moda e trabalha como Analista de Desenvolvimento e Engenharia de Produto em Blumenau-SC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-217\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-400x267.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-600x400.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1655-945x630.jpg 945w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Carmem Lucia atende em seu pr\u00f3prio sal\u00e3o localizado no bairro Navegantes 2<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Minha m\u00e3e, minha inspira\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Carmem Lucia \u00e9 motivo de orgulho para os filhos Willian e Francine, Eli de Deus Moraes foi motivo de muito orgulho da filha. Trabalhando como empregada dom\u00e9stica para criar as filhas Carmem Lucia e Luciane Moraes da Silva, hoje com 40 anos, dona Eli nunca mediu esfor\u00e7os para lutar pelas filhas. E para Carmem Lucia, essa sempre foi uma tradi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Os meus antepassados passaram, fizeram a parte deles, se sacrificaram e deixaram as coisas um pouco melhores para a gera\u00e7\u00e3o da minha m\u00e3e. A minha m\u00e3e, com toda a pouca educa\u00e7\u00e3o formal dela, organizou muito bem a minha cabe\u00e7a e deixou as coisas um pouco melhores para mim. E eu, j\u00e1 com a minha cabe\u00e7a melhor, com estudo e muito trabalho, organizei a dos meus filhos, que tamb\u00e9m v\u00e3o organizar a dos meus netos. Ent\u00e3o, \u00e9 isso que vai agregando de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o, levando a grandes conquistas. E a pessoa que me inspirou desde o in\u00edcio foi a minha m\u00e3e, que \u00e9 um exemplo e que eu acredito que o que ela me passou eu tenho passado para os meus filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Carmem Lucia destaca que foi a m\u00e3e quem lhe ensinou a lutar contra as adversidades, trabalhar, ter foco e perseguir os seus objetivos. E apesar de todas as dificuldades, como o machismo e o racismo que seguem sendo uma das principais chagas da sociedade brasileira, ela salienta que sempre tentou se inspirar na perspectiva otimista da figura materna.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Eu venho de uma \u00e9poca em que n\u00e3o era f\u00e1cil, assim como n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ainda hoje. Por isso a minha inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 a minha m\u00e3e, porque a minha m\u00e3e sempre demonstrou que as coisas s\u00e3o poss\u00edveis de serem conquistadas. Ela nunca me mostrou um lado de dificuldades ou que era imposs\u00edvel. As coisas podiam ser dif\u00edceis, mas n\u00e3o imposs\u00edveis. E foi o que eu passei para os meus filhos. Eu sempre digo que n\u00f3s vemos pessoas e olhamos pessoas. Sim, eles foram os \u00fanicos alunos negros nos cursos deles quando eles fizeram, mas eles foram a cada aula, a cada curso, at\u00e9 se formar. Hoje eles gerenciam setores em empresas de ponta. Eu sempre acreditei nessa cria\u00e7\u00e3o que eu recebi da minha m\u00e3e e passei e mostrei isso para eles, sempre ralando. Mesmo divorciada e sozinha eu criei eles com dignidade e com aquela vis\u00e3o de que, quando se quer, vamos lutar e vamos conseguir.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do orgulho da m\u00e3e e dos filhos, Carmem Lucia obteve diversas conquistas nesses anos todos atuando como cabeleireira. Ela conta que os investimentos em qualifica\u00e7\u00e3o, como a participa\u00e7\u00e3o de curso e o conhecimento sobre os produtos, fez com que a clientela fosse muito al\u00e9m das fronteiras do bairro e tamb\u00e9m de Pelotas. Hoje ela conta com clientes de toda a cidade e tamb\u00e9m de outros munic\u00edpios. Al\u00e9m do reconhecimento profissional dos clientes, em 1997 ela foi convidada pelo presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Cabeleireiros de Pelotas (ACAPEL), Ivoti Leal, e pela vice da \u00e9poca, Marilu Concei\u00e7\u00e3o Rosa, para fazer parte da diretoria da entidade. Em 2001, na gest\u00e3o do presidente Ari Volcao, ela passou a ser a vice-presidente da ACAPEL.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Fazer parte dessa associa\u00e7\u00e3o permitiu a troca de&nbsp; aprendizado com os colegas. O conhecimento t\u00e9cnico, administrativo, social e moral me fizeram querer empreender, n\u00e3o s\u00f3 na profiss\u00e3o, mas na vida, com as viagens e as grandes feiras, os workshops e os festivais, que mostram que s\u00f3 temos que querer.<\/p>\n\n\n\n<p>Carmem Lucia pertenceu a diretorias de outras gest\u00f5es at\u00e9 2011, quando se viu obrigada a retribuir todo o amor materno que havia recebido at\u00e9 ent\u00e3o. Foi nesse ano que ela pediu licen\u00e7a da entidade para cuidar da m\u00e3e que havia sido diagnosticada com Alzheimer. J\u00e1 no dia 26 de agosto de 2020, Carmem Lucia perdeu a m\u00e3e, Dona Eli, que faleceu aos 78 anos de idade. Hoje ficam as lembran\u00e7as e os ensinamentos que Dona Eli deixou para as filhas e para os netos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-219\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-400x267.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-600x400.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1653-945x630.jpg 945w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Mesmo durante a pandemia, Carmem Lucia manteve o foco e conseguiu manter o neg\u00f3cio em funcionamento<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s essa longa trajet\u00f3ria, que inclui muito trabalho, aprendizados e conquistas, al\u00e9m de conseguir superar a pandemia da Covid-19, Carmem Lucia olha com otimismo para o futuro. Al\u00e9m de atender no seu pr\u00f3prio sal\u00e3o, ela tamb\u00e9m est\u00e1 concluindo um curso para atuar como Sommelier, com especializa\u00e7\u00e3o em vinhos. No entanto, ela ressalta, que enquanto puder, ela pretende conciliar as duas atividades, afinal, de foco e for\u00e7a de vontade Carmem Lucia entende muito bem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Cada profiss\u00e3o te d\u00e1 aquele amparo para chegar aonde quer. Eu tinha o pessoal que j\u00e1 trabalhava no sal\u00e3o, tinha a associa\u00e7\u00e3o, mas eu tinha que correr atr\u00e1s. Hoje eu fa\u00e7o curso de Sommelier. Tem que focar aonde quer chegar, e n\u00e3o nas dificuldades. Meus dois filhos s\u00e3o formados e est\u00e3o bem empregados. \u00c9 poss\u00edvel, independente da cor, independente da situa\u00e7\u00e3o financeira, planejar e se preparar. O mercado \u00e9 muito concorrido. Na minha \u00e9poca, eu escolhi o que eu queria fazer, hoje, um curso de cabeleireiro est\u00e1 muito mais caro. N\u00e3o adianta eu querer exigir um espa\u00e7o se eu n\u00e3o estou preparada, se eu n\u00e3o tenho um conhecimento sobre aquilo. E n\u00e3o \u00e9 porque eu sou cabeleireira h\u00e1 25 anos que eu n\u00e3o vou mais viajar, fazer cursos. A gente sempre est\u00e1 aprendendo. Ningu\u00e9m atinge as suas metas sem trabalho. Se observarmos as grandes mulheres, que ocupam grandes cargos, principalmente as mulheres negras, para chegar l\u00e1 elas estudaram e trabalharam muito. Tem que ser a melhor. E se j\u00e1 tem uma melhor, tem que ser a melhor da melhor. Principalmente mulher, para poder se empoderar, para chegar junto, e mostrar porque que voc\u00ea est\u00e1 ali e porque voc\u00ea conquistou tudo o que tem.<\/p>\n\n\n\n<p>Carmem Lucia com certeza \u00e9 um exemplo a ser seguido, n\u00e3o apenas para quem pretende abrir o pr\u00f3prio neg\u00f3cio ou obter sucesso na profiss\u00e3o. Ela \u00e9 um exemplo a ser seguido pela simpatia, pela obstina\u00e7\u00e3o, pela for\u00e7a de vontade e por sempre perseguir os seus objetivos at\u00e9 o fim. \u00c9 por isso que, n\u00e3o apenas no m\u00eas do Dia Internacional das Mulheres, mas em todos os dias do ano, ela \u00e9 uma inspira\u00e7\u00e3o para homens e mulheres, independente da ra\u00e7a, cor, classe social, religi\u00e3o ou nacionalidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a adolesc\u00eancia, Carmem Lucia Moraes, hoje com 58 anos, sempre teve curiosidade e vontade de aprender. Na escola, com apenas 12 anos, ela conheceu uma das sete irm\u00e3s de Marilu Concei\u00e7\u00e3o da Rosa, uma das poucas mulheres negras que&#8230; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/2022\/03\/10\/perfil-lucia-cabeleireira-uma-historia-de-luta-foco-conquistas-e-muito-otimismo\/\">Continue lendo &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1210,"featured_media":216,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[6],"tags":[33,34,35,32],"class_list":["post-214","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-perfil","tag-cabeleireira","tag-empreendedorismo","tag-negocios","tag-perfil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2022\/03\/DSC_1685-scaled.jpg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/214","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1210"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=214"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/214\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":220,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/214\/revisions\/220"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/media\/216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=214"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=214"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=214"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}