{"id":1911,"date":"2024-12-09T08:59:00","date_gmt":"2024-12-09T11:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/?p=1911"},"modified":"2024-12-08T21:20:19","modified_gmt":"2024-12-09T00:20:19","slug":"quanta-riqueza-voce-gera-para-seu-empregador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/2024\/12\/09\/quanta-riqueza-voce-gera-para-seu-empregador\/","title":{"rendered":"Quanta riqueza voc\u00ea gera para seu empregador?"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Por Enrique Carvalho Bohm\/Super\u00e1vit Caseiro<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O di\u00e1logo comum sobre a manuten\u00e7\u00e3o mensal de uma empresa gira em torno do faturamento e dos custos. O funcion\u00e1rio, dentro dessa equa\u00e7\u00e3o, \u00e9 um fator que gera \u00f4nus e b\u00f4nus para a companhia, mas quais exatamente s\u00e3o esses fatores? Uma r\u00e1pida busca no <em>Google <\/em>pelos termos \u201ctrabalhador\u201d e \u201cvalor\u201d traz resultados que visam esclarecer os encargos trabalhistas, uma matem\u00e1tica r\u00edgida que n\u00e3o se aprofunda em fatores menos \u00f3bvios. H\u00e1, entretanto, muitos outros elementos que alteram a percep\u00e7\u00e3o do empregador em rela\u00e7\u00e3o aos seus funcion\u00e1rios na hora de decidir se vai mant\u00ea-los, demiti-los ou contratar mais um. <\/p>\n\n\n\n<p>Em busca de um esclarecimento mais aprofundado sobre o tema, o Super\u00e1vit Caseiro entrevistou o professor Marcelo Oliveira Passos, do curso de Economia da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), para esclarecer d\u00favidas comuns. O professor destaca que os gastos com funcion\u00e1rios representam, em m\u00e9dia, de 25% a 30% do faturamento mensal de uma empresa tradicional, com varia\u00e7\u00f5es conforme o setor. O foco do empres\u00e1rio, nesse contexto, est\u00e1 em maximizar o lucro dentro da margem da folha de pagamento. Para isso, \u00e9 fundamental explorar a produtividade marginal, que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o adicional do trabalhador que supera o custo de sua manuten\u00e7\u00e3o pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto maior a compreens\u00e3o do servi\u00e7o e a quantidade de produ\u00e7\u00e3o de um trabalhador no ramo em que se especializou, menos custos ele geraria \u00e0 empresa, tornando-se assim mais valioso para o empregador. Por exemplo, um cozinheiro com anos de experi\u00eancia e sabe como executar sua fun\u00e7\u00e3o com mais efici\u00eancia em menos tempo \u00e9 mais lucrativo do que dois cozinheiros novatos. O que pode indicar que se um trabalhador est\u00e1 tomando conta de um setor sozinho, \u00e9 prov\u00e1vel que a substitui\u00e7\u00e3o por um \u201cnovato\u201d seja expressivamente mais custosa que eventuais reajustes salariais. Mas a experi\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor de Economia explica que &#8220;a Vale, por exemplo, \u00e9 mais produtiva que a Petrobras. A empresa tem menos trabalhadores, enquanto o setor de petr\u00f3leo exige mais m\u00e3o de obra, sendo que a Vale utiliza principalmente m\u00e1quinas. [\u2026] A riqueza gerada por trabalhador \u00e9 maior&#8221;. Ele acrescenta que, quanto mais automatizado for o processo de produ\u00e7\u00e3o, mais lucrativo se torna cada funcion\u00e1rio para a empresa. A redu\u00e7\u00e3o dos custos com o trabalho, devido ao uso de m\u00e1quinas, faz com que o valor individual de cada trabalhador aumente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fatores mencionados impactam diretamente na receita marginal gerada por um funcion\u00e1rio. Para determinar a lucratividade m\u00e1xima da empresa, \u00e9 necess\u00e1rio que a receita marginal produzida pelo trabalhador se iguale ao custo marginal. Marcelo explica: &#8220;Ao contratar um funcion\u00e1rio a mais, ele ir\u00e1 gerar um acr\u00e9scimo tanto na receita quanto no custo. Enquanto a receita marginal for superior ao custo marginal, compensa contratar um novo funcion\u00e1rio.&#8221; No entanto, quando o custo iguala a receita, a contrata\u00e7\u00e3o de um novo trabalhador resultaria em um d\u00e9ficit nas contas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual \u00e9, teoricamente, o custo de um funcion\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Considerando o sal\u00e1rio m\u00ednimo do \u00faltimo ano, fixado em R$ 1.320,00, \u00e9 poss\u00edvel realizar uma s\u00e9rie de c\u00e1lculos para entender os custos totais de manter um funcion\u00e1rio. Para o empregador, os encargos trabalhistas s\u00e3o custos adicionais impostos pelo Estado para a opera\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio, enquanto, para os trabalhadores, representam direitos conquistados ao longo de d\u00e9cadas. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<p>\u25cf <strong>INSS <\/strong>(Instituto Nacional do Seguro Social) &#8211; \u00e9 20% do sal\u00e1rio bruto do funcion\u00e1rio (264,00).<br>\u25cf <strong>FGTS <\/strong>(Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o) &#8211; \u00e9 8% do sal\u00e1rio bruto do funcion\u00e1rio (105,60).<br>\u25cf <strong>13\u00ba sal\u00e1rio<\/strong> &#8211; \u00e9 um pagamento referente a um m\u00eas de trabalho prestado.<br>\u25cf <strong>F\u00e9rias <\/strong>&#8211; o funcion\u00e1rio tem direito a um m\u00eas de f\u00e9rias remuneradas por ano e com acr\u00e9scimo de um ter\u00e7o do sal\u00e1rio (440,00).<\/p>\n\n\n\n<p>Dos encargos acima, dois s\u00e3o mensais e dois anuais. Podemos afirmar que o gasto de manter um trabalhador que recebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 de R$ 1.689,60. Os gastos anuais seriam de R$ 22.404.80. Esses valores n\u00e3o abrangem o vale-trasporte e o vale-refei\u00e7\u00e3o, que seriam valores que variam conforme a regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma pequena empresa brasileira com receita anual de R$ 360 mil, cerca de 30% desse valor \u2014 R$ 108 mil \u2014 \u00e9 destinado \u00e0 folha de pagamento, o que permite a contrata\u00e7\u00e3o de quatro funcion\u00e1rios com remunera\u00e7\u00e3o equivalente a um sal\u00e1rio m\u00ednimo. Esse cen\u00e1rio demonstra que, al\u00e9m do custo direto, fatores como produtividade, experi\u00eancia e automa\u00e7\u00e3o desempenham um papel crucial no valor gerado por um trabalhador para o empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse contexto revela que o valor de um funcion\u00e1rio vai al\u00e9m de n\u00fameros fixos. Ele considera tamb\u00e9m aspectos como experi\u00eancia, adequa\u00e7\u00e3o ao setor, automa\u00e7\u00e3o do ambiente de trabalho e produtividade. Para o empregador, \u00e9 fundamental registrar esses fatores para avaliar a equipe. Para o funcion\u00e1rio, \u00e9 importante compreender os crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o e saber que seu valor no trabalho \u00e9 influenciado por elementos que ele pode controlar e outros que est\u00e3o al\u00e9m de sua vontade. Com essa consci\u00eancia, os trabalhadores podem identificar mais oportunidades para progredir na carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>   .<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Enrique Carvalho Bohm\/Super\u00e1vit Caseiro O di\u00e1logo comum sobre a manuten\u00e7\u00e3o mensal de uma empresa gira em torno do faturamento e dos custos. O funcion\u00e1rio, dentro dessa equa\u00e7\u00e3o, \u00e9 um fator que gera \u00f4nus e b\u00f4nus para a companhia, mas&#8230; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/2024\/12\/09\/quanta-riqueza-voce-gera-para-seu-empregador\/\">Continue lendo &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1210,"featured_media":1913,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-1911","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/files\/2024\/12\/construction-submittal-workflow.jpeg","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1911","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1210"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1911"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1911\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1914,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1911\/revisions\/1914"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1913"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1911"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1911"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/superavit\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1911"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}