Por Liliti Goulart/Superávit Caseiro

A entrada de jovens no mercado de trabalho sempre foi um desafio no Brasil, especialmente em períodos de instabilidade econômica. Nesse cenário, o programa Jovem Aprendiz se consolida como uma alternativa eficaz ao oferecer qualificação e experiência profissional, além de contribuir para a economia do país.

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que, em março de 2024, o Brasil registrou um recorde de 602.671 jovens aprendizes contratados — um crescimento de 10,7% em relação a dezembro de 2022, quando o número era de 502.541. O aumento reflete o engajamento das empresas na inclusão profissional e a relevância de políticas públicas voltadas para a juventude.

Para muitos, o programa representa mais do que uma oportunidade profissional — é um passo decisivo para o desenvolvimento pessoal. A estudante de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) Echylen Duarte atribui ao Jovem Aprendiz sua primeira experiência no mercado. “O projeto não trazia só teoria, mas também a parte prática. Os professores nos incentivavam a nos desenvolver na comunicação, e foi graças a essa formação que consegui meu primeiro emprego como atendente de balcão em um supermercado”, relata. Além disso, o programa ajudou na construção do próprio currículo. “Eu não tinha experiência alguma, mas aprendi quais informações eram essenciais. Também desenvolvi habilidades para lidar com o público, participei de trabalhos sociais e ganhei confiança para apresentações”, acrescenta.

Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicam que programas de aprendizagem profissional reduzem a taxa de desemprego juvenil e promovem maior inclusão social. Jovens que passam pelo programa têm mais chances de efetivação, o que diminui a rotatividade nas empresas e reduz custos com recrutamento. Além disso, o aprendizado incentiva a independência financeira e o planejamento para o futuro.

Echylen é um exemplo disso. “Desde o início, guardei metade do meu salário na poupança para realizar o sonho da casa própria. Foi difícil, mas consegui. O primeiro emprego é uma porta para o futuro, porque é nele que você amadurece”, afirma.

Com impacto direto na empregabilidade e na economia, o Jovem Aprendiz se firma como peça-chave na integração dos jovens ao mercado de trabalho. O avanço e a ampliação do programa são essenciais para fortalecer a inclusão social e garantir um desenvolvimento econômico mais equilibrado.