{"id":702,"date":"2023-03-26T19:36:51","date_gmt":"2023-03-26T22:36:51","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/soloeagua\/?page_id=702"},"modified":"2023-03-26T19:36:51","modified_gmt":"2023-03-26T22:36:51","slug":"aprenda-a-fazer-compostagem","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/soloeagua\/material-didatico\/aprenda-a-fazer-compostagem\/","title":{"rendered":"Aprenda a fazer compostagem"},"content":{"rendered":"<p><strong>O QUE \u00c9 COMPOSTAGEM?<\/strong><\/p>\n<p>Compostagem \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos org\u00e2nicos (sobras de frutas, legumes, verduras, folhas, podas de plantas, etc.) em adubo org\u00e2nico. Essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelos microrganismos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>O QUE PODE SER COMPOSTADO?<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Sobras de frutas, legumes, verduras e alimentos;<\/li>\n<li>Cascas de ovos;<\/li>\n<li>Galhos de poda, palha, flores e grama;<\/li>\n<li>Papel.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>QUANTO TEMPO LEVA PARA O COMPOSTO FICAR PRONTO PARA SER UTILIZADO COMO ADUBO?<\/strong><\/p>\n<p>O tempo de decomposi\u00e7\u00e3o\/matura\u00e7\u00e3o depende da temperatura e da umidade do composto, da quantidade e do tipo de material a ser compostado, podendo levar em torno de 90 a 120 dias.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>COMO SE FAZ A COMPOSTAGEM?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Escolha do local<\/strong><\/p>\n<p>A \u00e1rea escolhida deve apresentar:<\/p>\n<ul>\n<li>Pouca declividade;<\/li>\n<li>Prote\u00e7\u00e3o de vento e insola\u00e7\u00e3o direta;<\/li>\n<li>De prefer\u00eancia \u00e0 sombra de uma \u00e1rvore, evitando assim o ressecamento do material e o excesso de umidade em dias de chuva.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Procedimentos para a compostagem<\/strong><\/p>\n<p>A compostagem pode ser feita amontoando-se os res\u00edduos org\u00e2nicos na forma de pilha ou leira. A forma a ser utilizada depende do espa\u00e7o dispon\u00edvel. Uma pilha utiliza espa\u00e7os menores que uma leira. Se a quantidade de material a ser compostado \u00e9 pequena o enterramento\/aterramento pode ser mais pr\u00e1tico.<\/p>\n<p>A pilha deve ter 1 a 2 metros de largura e 1,5 a 1, 8 metros de altura.<\/p>\n<p>A leira deve ter uma base de cerca de 1,2 a 1,5 metros de largura e uma altura de 0,8 a 1,2 metros, enquanto o comprimento ser\u00e1 de acordo com a \u00e1rea dispon\u00edvel.<\/p>\n<p>A montagem da pilha ou da leira deve ser feita preferencialmente em contato com o solo, pois os microrganismos do solo contribuem para o processo de compostagem.<\/p>\n<p>Recomenda-se come\u00e7ar a montagem da pilha ou da leira com uma camada de 10 cm de altura de podas ou galhos de \u00e1rvores picados para facilitar a entrada de ar, por\u00e9m, isso n\u00e3o \u00e9 imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>Adicionar res\u00edduos org\u00e2nicas e de plantas durante o processo. Evitar a forma\u00e7\u00e3o de camadas espessas de um \u00fanico tipo de material.<\/p>\n<p>Procurar colocar os res\u00edduos de plantas por \u00faltimo, para servir como material de cobertura. Caso haja pouco res\u00edduos de plantas, procurar cobrir os res\u00edduos org\u00e2nicos com solo ou serragem. Cuidado com a origem da serragem, \u00e0s vezes ela pode ter cupins e isso pode causar problemas posteriores.<\/p>\n<p>Deve-se diminuir a largura da pilha ou leira \u00e0 medida que elas se elevem em forma de um cone para as pilhas, ou de um tri\u00e2ngulo com comprimento longitudinal, de acordo com a disponibilidade do terreno, para as leiras. Estas formas favorecem o escoamento de \u00e1guas de chuva.<\/p>\n<p>Quando a pilha ou leira estiver na altura recomendada, deve-se parar de colocar material fresco e cobri-la com palha ou res\u00edduos de poda de plantas.<\/p>\n<p>O composto pronto \u00e9 solto, tem cor escura e quando o esfregamos nas m\u00e3os elas n\u00e3o se sujam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Fases do processo de compostagem<\/strong><\/p>\n<p>Para entender o processo de compostagem, ele ocorre em tr\u00eas fases:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Primeira fase:<\/strong> normalmente denominada decomposi\u00e7\u00e3o (bioestabiliza\u00e7\u00e3o), onde ocorre a decomposi\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria org\u00e2nica facilmente degrad\u00e1vel, como, por exemplo, carboidratos. A temperatura pode chegar naturalmente entre 65 a 70\u00b0C. Nesta temperatura, durante um per\u00edodo de cerca de 15 dias, \u00e9 poss\u00edvel eliminar as bact\u00e9rias patog\u00eanicas, como, por exemplo, salmonelas, ovos de parasitas, larvas de insetos, etc.<\/li>\n<li><strong>Segunda fase:<\/strong> esta \u00e9 a fase de matura\u00e7\u00e3o (reestrutura\u00e7\u00e3o\/bioestabiliza\u00e7\u00e3o), onde atuam as bact\u00e9rias, actinomicetes e fungos. A temperatura fica na faixa de 30 a 45\u00b0C, e o tempo pode variar de 2 a 4 meses.<\/li>\n<li><strong>Terceira fase:<\/strong> fase de humifica\u00e7\u00e3o, onde a celulose e a lignina s\u00e3o transformadas em subst\u00e2ncias h\u00famicas, que caracterizam o composto pela presen\u00e7a de pequenos animais do solo, como, por exemplo, as minhocas. A temperatura cai para a faixa de 25 a 30\u00b0C.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dicas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Para se ter uma boa atividade dos microrganismos, al\u00e9m de controlar a temperatura, deve-se ter cuidado na prepara\u00e7\u00e3o das camadas quanto \u00e0 umidade, evitando o encharcamento ao molh\u00e1-las.<\/li>\n<li>Picar os res\u00edduos org\u00e2nicos: quanto menor o tamanho e mais diversificado o material, melhor ser\u00e1 para os microrganismos realizarem o processo de decomposi\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Revolver\/mexer os res\u00edduos org\u00e2nicos: o revolvimento \u00e9 importante, especialmente para a aera\u00e7\u00e3o do material, que \u00e9 fonte de oxig\u00eanio para os microrganismos que atuam na compostagem. No caso de compostagem em locais que geram poucos res\u00edduos org\u00e2nicos, n\u00e3o se monta uma pilha ou leira em um dia. Elas v\u00e3o sendo montadas ao longo do tempo, de acordo com a gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos do local, n\u00e3o havendo necessidade de revolver\/mexer o material, podendo ser dadas algumas mexidas com um \u201cgarfo de jardim\u201d.<\/li>\n<li>Quando o tempo estiver seco, pode-se regar a pilha\/leira com \u00e1gua, mas n\u00e3o deixar encharcar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>OUTRA ALTERNATIVA PARA A DISPOSI\u00c7\u00c3O DOS RES\u00cdDUOS ORG\u00c2NICOS<\/strong><\/p>\n<p><strong>Enterramento\/aterramento<\/strong><\/p>\n<p>Uma alternativa para a compostagem \u00e9 o enterramento dos res\u00edduos org\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Isso pode ser feito quando a produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos \u00e9 baixa e h\u00e1 disponibilidade de espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Procedimentos para o enterramento<\/em><\/p>\n<ul>\n<li>Abre-se uma vala quadrada de 20 cm de lado por 30 cm de profundidade para cada 10 litros de res\u00edduos org\u00e2nicos;<\/li>\n<li>Depois de se depositar os res\u00edduos org\u00e2nicos na vala, adiciona-se mat\u00e9ria seca, como serragem, palha ou folhas de plantas;<\/li>\n<li>Este procedimento deve ser repetido at\u00e9 o preenchimento da vala, antes de mudar o local de enterramento.<\/li>\n<\/ul>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, poder\u00e3o aparecer mudas de frutas ou \u00e1rvores na vala preenchida, cujas sementes estavam nos res\u00edduos org\u00e2nicos depositados na vala.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel escolher e delimitar um local para depositar os res\u00edduos org\u00e2nicos, podendo transform\u00e1-lo, posteriormente, em um canteiro para uma horta ou jardim.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MATERIAL CONSULTADO<\/strong><\/p>\n<p>BRASIL. MINIST\u00c9RIO DO MEIO AMBIENTE. CENTRO DE ESTUDOS E PROMO\u00c7\u00c3O DA AGRICULTURA DE GRUPO. SERVI\u00c7O SOCIAL DO COM\u00c9RCIO. Compostagem dom\u00e9stica, comunit\u00e1ria e institucional de res\u00edduos org\u00e2nicos: manual de orienta\u00e7\u00e3o. Bras\u00edlia, DF: MMA, 2017. 68 p., il. (algumas color.); gr\u00e1ficos.<\/p>\n<p>FUNDACENTRO \u2013 FUNDA\u00c7\u00c3O JORGE DUPRAT FIGUEREDO DE SEGURAN\u00c7A E MEDICINA DO TRABALHO. Compostagem dom\u00e9stica de lixo. 2002. 39p.<\/p>\n<p>GOVERNO DO ESTADO DO PAR\u00c1. SECRETARIA ESPECIAL DE ESTADO DE PRODU\u00c7\u00c3O. SECRETARIA EXECUTIVA DE CI\u00caNCIA, TECNOLOGIA E MEIO AMBIENTE. DIRETORIA DE CI\u00caNCIA E TECNOLOGIA. Compostagem: produ\u00e7\u00e3o de adubo a partir de res\u00edduos org\u00e2nicos. BEL\u00c9M: SECTAM, 2003. 17p. (S\u00e9rie Fruticultura, n.2)<\/p>\n<p>MINIST\u00c9RIO DO MEIO AMBIENTE. CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. RESOLU\u00c7\u00c3O N\u00ba 481, DE 03 DE OUTUBRO DE 2017. Estabelece crit\u00e9rios e procedimentos para garantir o controle e a qualidade ambiental do processo de compostagem de res\u00edduos org\u00e2nicos, e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/soloeagua\/files\/2023\/03\/Compostagem-pg-soloeagua.pdf\">Compostagem-arquivo para baixar<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O QUE \u00c9 COMPOSTAGEM? Compostagem \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos org\u00e2nicos (sobras de frutas, legumes, verduras, folhas, podas de plantas, etc.) em adubo org\u00e2nico. Essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelos microrganismos. \u00a0 O QUE PODE SER COMPOSTADO? 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