O 1º Simpósio Internacional de Didática da História – “O Futuro da Didática da História” – ocorreu entre os dias 19 e 23 de setembro de 2022, e foi uma organização entre três instituições: Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Instituto Federal do Paraná (IFPR – campus Curitiba).
A programação completa com todas as mesas e links, está disponível no seguinte endereço:
O evento contou com a participação de pesquisadores e pesquisadoras de várias instituições do Brasil, da Alemanha e da Colômbia.
A conferência de abertura foi realizada pelo professor Jörn Rüsen (Universidade de Witten Herdecke – Alemanha), importante referência das discussões do campo da Teoria da História e de suas preocupações didáticas, e contou com a tradução e mediação do professor Estevão de Rezende Martins (UNB), outra importante referência da área de teoria da história.
A conferência de encerramento foi realizada pela professora Tatjana Johanna Louis, da Universidad de los Andes, que apresentou importantes resultados de investigações sobre a consciência histórica de sujeitos das comunidades educacionais colombianas, possibilitando, assim, a comparação dos modos de orientação temporal e de usos do conceito de consciência histórica no contexto latino-americano.
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O 2º Simpósio Internacional de Didática da História – “Por uma Didática da História Latino-Americana”, ocorreu entre os dias 04 e 08 de novembro de 2024, e buscou alcançar novas perspectivas.
O link com a programação completa pode ser conferido aqui: https://wp.ufpel.edu.br/simposiodidaticadahistoria/apresentacao/
As diferentes maneiras com o o passado é acessado na vida em sociedade, mediado por interesses, carências, demandas e projetos que partem do presente, geram desafios de muitas ordens para aqueles que se preocupam com os processos de geração de sentido e significado com base na História, sobretudo quando se pretende defender valores humanos, humanistas e a permanência da vida. Diante de catástrofes que precisam passar por processos de compreensão, a História frequentemente é cobrada ou mobilizada para que a vida possa ser vivida sem maiores desassossegos. Quando nos referimos a catástrofes, podemos pensar em elementos que envolvem a relação da sociedade capitalista com o meio ambiente, com o desastres que envolveram a barragem de Brumadinho (25/01/2019). Podemos ainda refletir sobre relações entre elementos de identidade e identificação que nos provocam a pensar a relação entre Histórias mais localizadas e suas conexões com o que chamamos de História Geral, por exemplo, diferentes configurações de poder e suas relações com blocos econômicos, como o Mercosul ou a União Europeia. Ou ainda, perseguições étnicas, que resultam em mortes ou genocídios, seja entre garimpeiros e diferentes sociedades indígenas, seja nos horrores atuais em Gaza. Como acionamos os conhecimentos históricos diante desses desafios? Que relações existem entre histórias mais abrangentes e contextos locais? Que processos de sentido são possíveis ou necessários? Contra quem e a favor de quem se produz conhecimento histórico? Os conhecimentos históricos possuem a efetividade que a História cobra para a melhoria da vida? O que é possível fazer para melhor alcançar nossas pretensões com os conhecimentos históricos? Assim, seja para aderir ou não às críticas decoloniais, epistemologicamente falando; seja para derrubar ou fazer a manutenção de monumentos, teórica e praticamente falando; seja para recusar ou aderir a currículos, é no âmbito da Didática da História que podemos encontrar discussões mais adequadas às necessidades da vida humana em sociedade. Diante dos desafios é que se colocou o tema “Por uma Didática da História Latino-Americana”.
