{"id":1735,"date":"2025-03-31T10:12:39","date_gmt":"2025-03-31T13:12:39","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/siiepe\/?page_id=1735"},"modified":"2025-04-09T09:27:03","modified_gmt":"2025-04-09T12:27:03","slug":"apresentacao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/siiepe\/siiepe-2025\/apresentacao\/","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">UFPel Afirmativa: Ci\u00eancia, Direitos Sociais e Justi\u00e7a Ambiental<\/h2>\n\n\n\n<p>A Universidade Federal de Pelotas no&nbsp; cen\u00e1rio local&nbsp; e &nbsp; nacional&nbsp; vem sendo &nbsp; referenciada por suas iniciativas que conjugam pesquisa, ensino e extens\u00e3o&nbsp; a&nbsp; agendas sociais cujas pautas decorrem de&nbsp; processos hist\u00f3ricos,&nbsp; resultantes do&nbsp; encadeamento de &nbsp; estruturas coloniais a&nbsp; um capitalismo cada vez mais&nbsp; ostensivo que, &nbsp; dist\u00e2ncia, em muitos casos, &nbsp; o fazer&nbsp; cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico &nbsp; de seu&nbsp; princ\u00edpio inequ\u00edvoco de garantia da&nbsp; dignidade humana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Recuperar uma rela\u00e7\u00e3o baseada na equidade&nbsp; entre pessoas, harm\u00f4nica e respons\u00e1vel&nbsp; para com&nbsp; o meio natural do qual somos parte interativa&nbsp; e, consequentemente,&nbsp; uma conforma\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria que n\u00e3o subtraia , como regra, &nbsp; direitos sociais, pol\u00edticos e econ\u00f4micos de&nbsp; significativas parcelas da popula\u00e7\u00e3o, requer esfor\u00e7os de <em>afirma\u00e7\u00e3o<\/em> destes direitos&nbsp; em primeiro lugar como direito \u00e0 vida&nbsp; e,&nbsp; em segundo lugar, como dever daqueles\/as que compreendem&nbsp; saberes e fazeres produzidos em escolas e universidades como respons\u00e1veis&nbsp; frente a esse desafio que se apresenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As injusti\u00e7as ambientais est\u00e3o intimamente relacionadas \u00e0s injusti\u00e7as sociais; a destrui\u00e7\u00e3o das matas, polui\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e desajustes clim\u00e1ticos s\u00e3o sintom\u00e1ticos a um menosprezo radical \u00e0s biodiversidades e\/ou \u00e0s diversidades do conviver. \u00a0 Os corpos territorializam espa\u00e7os; esses mesmos corpos racializados, sexualizados, etnicizados, feminilizados, economicamente empobrecidos, fisicamente diversos, neurodivergentes somam-se \u00e0 essa natureza em risco, por isso, a necessidade de <em>afirm\u00e1-los e afirm\u00e1-la! <\/em>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por tudo isso, a XI Semana Integrada de Inova\u00e7\u00e3o, Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o, para 2025, se anuncia &nbsp; como \u201cUFPel Afirmativa\u201d! &nbsp; Tal denomina\u00e7\u00e3o&nbsp; traduz uma concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica,&nbsp; acad\u00eamica e administrativa &nbsp; de uma universidade localizada no extremo sul do Rio Grande do Sul que,&nbsp; frente \u00e0 recorr\u00eancia de cat\u00e1strofes naturais e desarranjos&nbsp; sociais, &nbsp; se coloca \u00e0 escuta de movimentos sociais populares, prima por uma produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos que&nbsp; ao inv\u00e9s de negar , <em>afirma<\/em>&nbsp; direitos e fortalece identidades sociais e pol\u00edticas daqueles\/as que&nbsp; o reivindicam &nbsp; n\u00e3o como um bem individual mas coletivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A semana integrada, portanto, vem <em>afirmar<\/em> di\u00e1logos entre universidade e comunidade atrav\u00e9s da aproxima\u00e7\u00e3o com a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e suas comunidades territoriais, culturais, pedag\u00f3gicas e epist\u00eamicas estabelecendo elos atrav\u00e9s dos quais&nbsp; enseja-se que &nbsp; <em>a afirma\u00e7\u00e3o<\/em> de&nbsp; modos de vidas mais equ\u00e2nimes, sustent\u00e1veis&nbsp; e plenamente cidad\u00e3os&nbsp; oriente&nbsp; as apresenta\u00e7\u00f5es,&nbsp; debates,&nbsp; mostras cient\u00edficas e inusitados&nbsp; encontros . &nbsp; Estimamos popularizar as ci\u00eancias nas suas&nbsp; m\u00faltiplas linguagens (tecnol\u00f3gicas, experimentais, inform\u00e1ticas , art\u00edsticas, laboratoriais, modelares, arquitet\u00f4nicas, musicais, c\u00eanicas&#8230;), explicitando seu&nbsp; potencial&nbsp; acad\u00eamico, inovador e criativo nas solu\u00e7\u00f5es de problemas em uma via de m\u00e3o dupla entre o mais complexo&nbsp; e o&nbsp; mais simples&nbsp; porque assim se constitui a&nbsp; experi\u00eancia do viver na escola, na universidade, no bairro, na cidade e no mundo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe destacar que nessa edi\u00e7\u00e3o estreamos o SIIEPE Jovem; esta modalidade de apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos \u00e9 destinada a estudantes do Ensino M\u00e9dio. &nbsp;Esta caracteriza\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 juventude deve ser, contudo, mais ampla que a idade cronol\u00f3gica.&nbsp;Trata-se da aproxima\u00e7\u00e3o dos estudantes a ritos acad\u00eamicos que futuramente far\u00e3o parte de suas vidas ao &nbsp; ingressar na universidade e, ao mesmo tempo, permite \u00e0 UFPel (re)conhecer e aprender o modo pr\u00f3prio da escola na constru\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias cognitivas e investigativas oriundas de uma diversidade de cotidianos: os\/as aguardamos!<\/p>\n\n\n\n<p>No&nbsp; XI SIIEPE , A <em>&nbsp;UFPel&nbsp; Afirmativa<\/em>&nbsp; institucionaliza seus compromissos&nbsp; na perspectiva de que <em>pol\u00edticas&nbsp; que afirmam&nbsp; <\/em>direitos&nbsp; s\u00e3o \u00e0quelas, &nbsp; igualmente , capazes de&nbsp; romper&nbsp; &nbsp; fronteiras&nbsp; que&nbsp; compartimentam &nbsp; profundamente \u00e1reas de conhecimento ao inv\u00e9s de uni-las,&nbsp; segregam&nbsp; &nbsp; e devastam espa\u00e7os f\u00edsicos e culturais ao inv\u00e9s de aproxim\u00e1-los e que reconfiguram ideologias&nbsp; em um tempo presente&nbsp; que tem&nbsp; reeditado&nbsp; e exacerbado&nbsp; preconceitos e discrimina\u00e7\u00f5es na ordem da&nbsp; classe social, g\u00eanero, ra\u00e7a\/etnia, gera\u00e7\u00e3o, defici\u00eancia e&nbsp; demais&nbsp; demarcadores da diferen\u00e7a que se tornam fundamentos para&nbsp; as mais inusitadas viol\u00eancias f\u00edsicas e simb\u00f3licas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim,&nbsp; tudo que dissemos se coaduna&nbsp; a apelos mundiais&nbsp; sintetizados pelos Objetivos de Desenvolvimentos Sociais (ODS) &nbsp; e ampliados pela sociedade brasileira por reconhecer&nbsp; peculiaridades que s\u00e3o nossas e que,&nbsp; por isso,&nbsp; nos levam&nbsp; a&nbsp; crer que&nbsp; o <em>sustent\u00e1vel<\/em> \u00e9 incompat\u00edvel com&nbsp; toda a qualquer&nbsp; nega\u00e7\u00e3o de direito social como justi\u00e7a ambiental, por isso,&nbsp; <em>afirmar a sustentabilidade da vida<\/em> e reconhec\u00ea-la naquilo que somos capazes de produzir e primordialmente, compartilhar, em especial, durante esta semana!&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UFPel Afirmativa: Ci\u00eancia, Direitos Sociais e Justi\u00e7a Ambiental A Universidade Federal de Pelotas no&nbsp; cen\u00e1rio local&nbsp; e &nbsp; nacional&nbsp; vem sendo &nbsp; referenciada por suas iniciativas que conjugam pesquisa, ensino e extens\u00e3o&nbsp; a&nbsp; agendas sociais cujas pautas decorrem de&nbsp; processos hist\u00f3ricos,&nbsp; resultantes do&nbsp; encadeamento de &nbsp; estruturas coloniais a&nbsp; um capitalismo cada vez mais&nbsp; ostensivo &hellip; 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