{"id":337,"date":"2019-10-06T18:50:02","date_gmt":"2019-10-06T21:50:02","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/saif\/?p=337"},"modified":"2024-07-05T17:29:57","modified_gmt":"2024-07-05T20:29:57","slug":"resumos-dos-minicursos-datas-e-horarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/saif\/2019\/10\/06\/resumos-dos-minicursos-datas-e-horarios\/","title":{"rendered":"[II SAIF] Resumos dos Minicursos: datas e hor\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">MINICURSOS \u2013 II SAIF\/UFPel<\/span><\/strong><\/h2>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"background-color: #ffff00\"><strong><span style=\"color: #000000\">07 DE NOVEMBRO (QUINTA) \u2013 MANH\u00c3 (9h \u00e0s 12h)<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">1. Princ\u00edpio da a\u00e7\u00e3o e voluntariedade nas duas \u00e9ticas de Arist\u00f3teles<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0855393551389109\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Vinicius Rodrigues Brizola<\/a> (Mestrando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">A atividade ser\u00e1 realizada principalmente a partir da an\u00e1lise das obras \u00c9tica a Nic\u00f4maco e \u00c9tica a Eudemo. Tradicionalmente os estudos aristot\u00e9licos tem se voltado mais a primeira obra citada, neste sentido pretendo trazer algumas no\u00e7\u00f5es desta segunda obra, apontando as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as principalmente no que tange a defini\u00e7\u00e3o de voluntariedade e involuntariedade. H\u00e1 em Arist\u00f3teles uma primeira tentativa em sistematizar a quest\u00e3o da moralidade de forma mais aut\u00f4noma. Obviamente os escritos de seu mestre Plat\u00e3o foram primordiais para alguns insights do Estagirita, todavia, as reflex\u00f5es acerca da moralidade do fil\u00f3sofo ateniense, encontradas substancialmente na Rep\u00fablica ainda estavam estritamente vinculadas \u00e0 pol\u00edtica.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">O fil\u00f3sofo desenvolve o seu tratado baseado numa concep\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica de \u00e9tica, postulando uma natureza humana que tem na busca pela felicidade (o sumo bem) o caminho de realiza\u00e7\u00e3o enquanto ser moral, e a felicidade \u00e9 identificada pelo autor como um estado da alma em conformidade com a virtude. O indiv\u00edduo virtuoso, por conseguinte, \u00e9 aquele que ap\u00f3s a pr\u00e1tica reiterada de a\u00e7\u00f5es virtuosas, \u201cafastou-se\u201d dos dois extremos dos v\u00edcios e adquiriu uma disposi\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter exemplar. Para que tais a\u00e7\u00f5es nobres sejam poss\u00edveis de serem realizadas, \u00e9 imprescind\u00edvel que tais indiv\u00edduos vivam sob uma constitui\u00e7\u00e3o justa, em uma P\u00f3lis tamb\u00e9m virtuosa. Elencadas estas condi\u00e7\u00f5es para a aquisi\u00e7\u00e3o de um car\u00e1ter virtuoso, faz-se necess\u00e1rio ressaltar que nem todas as a\u00e7\u00f5es cumprem o pr\u00e9-requisito para serem analisadas e assinaladas como virtuosas ou viciosas, mas apenas aquelas a\u00e7\u00f5es que s\u00e3o volunt\u00e1rias, e \u00e9 por esta raz\u00e3o que, ap\u00f3s discorrer em EE II-5 que: \u201ca virtude \u00e9 aquele tipo de h\u00e1bito daqueles homens que tem uma tend\u00eancia para fazer as melhores a\u00e7\u00f5es\u201d. Arist\u00f3teles desenvolve nos cap\u00edtulos subsequentes (6-9) sua teoria da a\u00e7\u00e3o, pois a nossa especificidade \u00e9 justamente o fato de n\u00e3o apenas contarmos com os nossos instintos como a capacidade de auto preserva\u00e7\u00e3o e de reprodu\u00e7\u00e3o de outro ser humano, mas somado a isso somos tamb\u00e9m fontes de a\u00e7\u00f5es. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">\u201cN\u00f3s n\u00e3o louvamos ou censuramos o que \u00e9 devido \u00e0 necessidade, ou ao destino ou \u00e0 natureza, mas apenas para i que n\u00f3s mesmos somos causas.\u201d (1223\u00aa10). \u00c9 justamente devido a esta capacidade de sermos o princ\u00edpio de a\u00e7\u00f5es, e por operarmos no \u00e2mbito da conting\u00eancia que nossas a\u00e7\u00f5es devem ser qualificadas como virtuosas ou viciosas, o que engendrar\u00e1 a respectiva disposi\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter, implicando na possibilidade de sermos moralmente responsabilizados pelas a\u00e7\u00f5es que fizemos, pelo car\u00e1ter que dispomos, e em que nos tornamos. O ser humano aqui precisa reconhecer sua posi\u00e7\u00e3o \u201cintermedi\u00e1ria\u201d na hierarquia dos seres: Da mesma forma que somos superiores aos animais por participarmos da a\u00e7\u00e3o (nos termos aqui desenvolvidos) e n\u00e3o apenas sermos movidos pelos instintos, somos ao mesmo tempo inferiores aos deuses, pois, apesar de em certos momentos alguns de n\u00f3s participarmos da atividade contemplativa, n\u00e3o somos autossuficientes, temos as mais diversas car\u00eancias e limita\u00e7\u00f5es que n\u00e3o poucas vezes nos conduzem ao v\u00edcio, seja por falta ou por excesso.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">2. Consequ\u00eancia L\u00f3gica: interpreta\u00e7\u00f5es influenciando a leitura de Abelardo<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2657352635830405\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luana Talita da Cruz<\/a> (Doutorada em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">O objetivo geral ser\u00e1 apresentar algumas das principais interpreta\u00e7\u00f5es acerca de condicionais e consequ\u00eancias na l\u00f3gica no per\u00edodo Antigo, principalmente as das escolas da Antiguidade Tardia. Partindo disso, pretende-se falar sobre a interpreta\u00e7\u00e3o de Bo\u00e9cio e Abelardo acerca de consequ\u00eancias, resaltando a influ\u00eancia de Bo\u00e9cio assim como o contraste entre os autores. Utilizaremos esses dois autores medievais para apontar como consequ\u00eancias s\u00e3o compreendidas ao longo do medievo. Com isso, buscamos incentivar e aprofundar o estudo na \u00e1rea de L\u00f3gica e da Filosofia Medieval, focando, especialmente, no mapeamento hist\u00f3rico de um conceito que evoluiu desde Arist\u00f3teles e que \u00e9 parte fundamental da l\u00f3gica at\u00e9 hoje.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">3. Sigmund Freud e Totem e Tabu: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9817750460981306\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Andr\u00e9 Lu\u00eds Fernandes Dutra<\/a> (Mestrando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Uma quest\u00e3o que (pelo menos no Ocidente) tem sido norteadora do pensar e do agir pol\u00edtico (incluso no pol\u00edtico tamb\u00e9m os \u00e2mbitos da filosofia, da sociologia e do direito) \u00e9 a possibilidade de serem reguladas as escolhas \u00e9ticas e pol\u00edticas h\u00e1beis a assegurar a paz social. No entanto, a especializa\u00e7\u00e3o do olhar humano e a consequente fragmenta\u00e7\u00e3o do conhecimento em \u00e1reas, campos e disciplinas distintos e, n\u00e3o raro, antag\u00f4nicos, tem propiciado a prolifera\u00e7\u00e3o de teorias, n\u00e3o, por\u00e9m, de solu\u00e7\u00f5es. Disso decorrendo nossa atual perplexidade.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">A presente proposta tem como substrato a convic\u00e7\u00e3o de que tal perplexidade s\u00f3 ser\u00e1 dissipada por meio de um olhar que seja, ao mesmo tempo, multi e transdisciplinar e que, al\u00e9m disso, n\u00e3o se limite a ser o tradutor das infer\u00eancias obtidas por um c\u00e9rebro pensante que, ao pensar, o faz como se estivesse desconectado do corpo que lhe d\u00e1 suporte.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">Torna-se relevante, ent\u00e3o, incorporar \u00e0 reflex\u00e3o filos\u00f3fica, dentre outros olhares (campos do saber), tamb\u00e9m os construtos psicanal\u00edticos, uma vez que a Psican\u00e1lise integra e contempla, a partir de seu paradigma, as din\u00e2micas e os componentes ps\u00edquicos que est\u00e3o presentes nas organiza\u00e7\u00f5es sociais, tanto no que se refere \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dessas organiza\u00e7\u00f5es (origem), quanto aos modos poss\u00edveis de conviv\u00eancia (mais ou menos est\u00e1veis) entre as pessoas. Isso porque, na cl\u00ednica, desvela-se o humano, em todas as suas dores, ang\u00fastias, alegrias, sintomas, inibi\u00e7\u00f5es, desejos; e os pacientes s\u00e3o justamente os membros integrantes e constituintes da sociedade.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">Sigmund Freud (1856-1939), em seus textos \u201cculturais\u201d, elaborou referenciais te\u00f3ricos distintos daqueles da Tradi\u00e7\u00e3o Filos\u00f3fica Ocidental: nesta, proeminentes pensadores gestaram e desenvolveram a hip\u00f3tese de um contrato (ou pacto) como fundamento da organiza\u00e7\u00e3o social. Para a psican\u00e1lise freudiana, entretanto, tais estruturas s\u00e3o fontes geradoras de ang\u00fastias. Assim, se para os primeiros, a sociedade \u00e9 resultante de um ato de vontade, livre e consciente, de indiv\u00edduos que abdicam reciprocamente de parte de suas liberdades em busca de seguran\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o, para Freud, o desenvolvimento da Cultura necessariamente produz sofrimento, pois abrir m\u00e3o de liberdades equivale a reprimir puls\u00f5es. E estas, embora reprimidas, raramente s\u00e3o canceladas; e, por conseguinte, permanecem latentes, pulsionando desejos.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">O presente minicurso apresenta-se como introdu\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica \u00e0 psican\u00e1lise freudiana, visando a mostrar a pot\u00eancia desse olhar para o fil\u00f3sofo. Para tanto, ser\u00e1 examinado o texto \u201cTotem e tabu\u201d, no qual Freud empreende um estudo anal\u00edtico-comparativo entre os h\u00e1bitos de povos vivendo (ainda) em estado selvagem e o quadro sintom\u00e1tico da neurose obsessiva, identificando e aproximando tra\u00e7os, como a correspond\u00eancia do totemismo com a primeira inf\u00e2ncia e o horror ao incesto e a proibi\u00e7\u00e3o de matar o animal tot\u00eamico (vigente entre os selvagens) com os dois desejos primordiais da crian\u00e7a, matar o pai e casar com a m\u00e3e, os quais constituem o ponto nodal do desejar infantil e que Freud identifica como sendo o complexo nuclear da neurose.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">O minicurso consistir\u00e1 na apresenta\u00e7\u00e3o do autor, exposi\u00e7\u00e3o dos principais aspectos e conceitos propostos na obra, leitura de excertos selecionados e reflex\u00e3o sobre a quest\u00e3o do tabu na sociabilidade contempor\u00e2nea.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">4. O \u00daltimo Foucault: a est\u00e9tica da exist\u00eancia, o cuidado filos\u00f3fico e o conceito de desejo<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6957284306300281\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tulipa Martins Meireles<\/a> (Doutoranda em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4772589439962250\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dirceu Arno Kr\u00fcger Junior<\/a> (Doutorando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">A seguinte proposta visa trabalhar com alguns temas do pensamento filos\u00f3fico de Michel Foucault, no que tange aos seus escritos da d\u00e9cada de 1980. Em nossa atualidade, o cuidado filos\u00f3fico de si e o trabalho de si sobre si (\u00e1skesis) carregam pouco ou nenhum sentido \u2013 ainda que sejam necess\u00e1rios e urgentes pelo car\u00e1ter, neles impl\u00edcitos, de uma \u00e9tica de si mesmo que se apresente tanto como resist\u00eancia ao exerc\u00edcio exacerbado do poder pol\u00edtico, quanto como forma a dar vida. Para Foucault, apesar da aparente impossibilidade de constituir hoje uma \u00e9tica do eu, ela \u00e9 uma tarefa urgente e fundamental. Em um primeiro momento, abordaremos essa tem\u00e1tica no pensamento de Michel Foucault a partir de dois cursos por ele ministrados no Coll\u00e8ge de France: o primeiro do ano de 1982, intitulado A hermen\u00eautica do sujeito, e o segundo do ano de 1984, intitulado A coragem da verdade. Buscaremos apresentar como Foucault constr\u00f3i a no\u00e7\u00e3o de \u201cEst\u00e9tica da exist\u00eancia\u201d em seu pensamento a partir de duas abordagens \u2013 e sobretudo pensando nas rela\u00e7\u00f5es \u201cmais gerais\u201d entre o sujeito e a verdade, fora do \u00e2mbito preciso da sexualidade e dos aphrodisia.Como desdobramento da respectiva quest\u00e3o abordara-ser-\u00e1 a problem\u00e1tica do conceito de desejo em Foucault: o qual permanece ainda hoje como uma lacuna no arcabou\u00e7o te\u00f3rico de sua obra. Deste modo, como uma tentativa de localizar o referido conceito em perspectiva nos estudos foucaultianos, foram-se estipulados marcos hist\u00f3ricos no ensejo de compreender como o desejo \u00e9 um conceito que, mesmo n\u00e3o fundamentado teoricamente por Foucault, corresponde como uma conjectura instigadora, assim como interpeladora, em sua vasta bibliografia. Partindo dos pressupostos te\u00f3ricos que materializariam os \u201cmarcos temporais\u201d referentes ao conceito de desejo em Foucault, definem-se: A) os aphrod\u00edsia (correspondente \u00e0 Antiguidade Cl\u00e1ssica); B) a carne (relacionada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do Per\u00edodo Medieval); e, C) a sexualidade (no que concerne \u00e0s esferas da Modernidade e da Contemporaneidade). Estes tr\u00eas pretensos marcos hist\u00f3ricos permitiriam uma reflex\u00e3o acerca de um poss\u00edvel conceito de desejo no pensamento de Foucault: os aphrod\u00edsia, a carne, da mesma maneira que a sexualidade, equivaleriam ao \u201cacervo\u201d onde a ideia de desejo foucaultiana seria propostamente acomodada. O desejo tamb\u00e9m encabe\u00e7aria a constitui\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo a partir do embasamento cristalizado no cuidado de si, como um dos artefatos dispon\u00edveis ao sujeito no que se conceberia como a \u201cautoelabora\u00e7\u00e3o de si\u201d, da mesma forma que o emolduramento de sua subjetividade: o que possibilitaria a formula\u00e7\u00e3o de uma verdade no que tange aos processos de subjetiva\u00e7\u00e3o individual.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"background-color: #ffff00\"><strong><span style=\"color: #000000\">07 DE NOVEMBRO (QUINTA) \u2013 TARDE (14h \u00e0s 17h)<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">5. Manuscritos e incun\u00e1bulos medievais: as fontes prim\u00e1rias na pesquisa filos\u00f3fica<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1103592810603982\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">William Saraiva Borges<\/a> (Doutorando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Este minicurso \u00e9 destinado, especialmente, aos discentes de gradua\u00e7\u00e3o em Filosofia, mas tamb\u00e9m aos graduandos e p\u00f3s-graduandos que, embora oriundos de outras \u00e1reas do conhecimento, tenham interesse pelo tema que ser\u00e1 enfocado. O objetivo \u00e9 apresentar, de modo simples e introdut\u00f3rio, os elementos fundamentais para a compreens\u00e3o do que sejam fontes prim\u00e1rias medievais, a saber, manuscritos e incun\u00e1bulos. \u00c9 c\u00e9lebre a distin\u00e7\u00e3o entre bibliografia prim\u00e1ria e secund\u00e1ria, isto \u00e9, entre obras de fil\u00f3sofos e obras sobre fil\u00f3sofos. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s prim\u00e1rias, contudo, estamos acostumados a l\u00ea-las em l\u00edngua portuguesa ou noutro idioma moderno (em tradu\u00e7\u00f5es excelentes, boas, ruins ou p\u00e9ssimas). No entanto, tais obras foram escritas em grego antigo, em latim cl\u00e1ssico ou medieval e\/ou num alem\u00e3o, ingl\u00eas ou franc\u00eas j\u00e1 bastante diferentes daqueles que s\u00e3o falados atualmente nesses pa\u00edses. Os textos medievais, por exemplo, foram redigidos em latim, copiados e recopiados por monges que se dedicavam a essa tarefa, editados no in\u00edcio da modernidade e s\u00f3 a partir do s\u00e9culo XX, em sua maioria, que alguns foram traduzidos para as l\u00ednguas modernas. A pesquisa filos\u00f3fica feita na academia pode e deve se servir do trabalho dos fil\u00f3logos, dos editores e dos tradutores, quando bem realizado. Todavia, ainda que n\u00e3o se pesquise diretamente os manuscritos, \u00e9 important\u00edssimo conhec\u00ea-los instrumentalmente, ao menos para compreender o porqu\u00ea de tantas notas de rodap\u00e9 inseridas nas edi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas e nas tradu\u00e7\u00f5es vern\u00e1culas. Assim como a compet\u00eancia leitora em l\u00ednguas modernas \u00e9 indispens\u00e1vel, tamb\u00e9m o conhecimento b\u00e1sico dos idiomas cl\u00e1ssicos e das fontes prim\u00e1rias, tal como podemos consultar em tantos manuscritos e incun\u00e1bulos ainda remanescentes, qualificar\u00e1 em muito a pesquisa filos\u00f3fica. Neste minicurso, num primeiro momento, faremos uma exposi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica elucidando os principais conceitos pertinentes ao assunto. Em seguida, para melhor ilustrar o conte\u00fado, alguns manuscritos e incun\u00e1bulos digitalizados ser\u00e3o reproduzidos em datashow e comentados pelo ministrante.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">6. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura d\u2019O Capital de Karl Marx<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2677553901019232\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Diego Echevengu\u00e1 Quadro<\/a> (Doutorando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">O objetivo do presente curso ser\u00e1 o de ser uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura dial\u00e9tica do Capital de Karl Marx. \u00c9 sabido que durante o processo de escrita do Capital Marx retornou ao estudo da Ci\u00eancia da L\u00f3gica de Hegel. Dessa forma, o esqueleto te\u00f3rico, a arma\u00e7\u00e3o conceitual do Capital \u00e9 a l\u00f3gica de Hegel. In\u00fameros comentadores da tradi\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica apontaram para o fato de que uma compreens\u00e3o competente da cr\u00edtica \u00e0 economia pol\u00edtica feita por Marx seria incompleta sem um retorno \u00e0 dial\u00e9tica especulativa apresentada por Hegel na Ci\u00eancia da L\u00f3gica. Dessa forma, poder\u00edamos lembrar de Adorno que afirmava ser a dial\u00e9tica de Hegel o sistema de representa\u00e7\u00e3o que no campo do pensamento especulativo coincidia com o movimento das mercadorias no sistema capitalista. Sendo assim, Adorno mais uma vez apontava para o isomorfismo entre a estrutura econ\u00f4mica e o movimento das categorias do pensamento no espa\u00e7o l\u00f3gico apresentado por Hegel. Portanto, teremos como objetivo central do curso que aqui apresentamos oferecer uma introdu\u00e7\u00e3o ao n\u00facleo do pensamento dial\u00e9tico de Hegel presente na Ci\u00eancia da L\u00f3gica e a apreens\u00e3o dos principais conceitos hegelianos que Marx mobiliza no Capital para sua cr\u00edtica da economia pol\u00edtica capitalista.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">Devemos aqui apresentar tamb\u00e9m em que consistir\u00e1 o m\u00e9todo de exposi\u00e7\u00e3o do nosso curso. Buscaremos expor de forma clara e sistem\u00e1tica em que consiste a dial\u00e9tica de Hegel, privilegiando os conceitos de Ser, Nada e Devir tais como aparecem na primeira se\u00e7\u00e3o do primeiro volume da L\u00f3gica \u2013 A Doutrina do Ser. Tais conceitos representam a base de todo movimento dial\u00e9tico para Hegel, ocupando assim um espa\u00e7o central na compreens\u00e3o da dial\u00e9tica hegeliana e nos comprometendo de forma pedag\u00f3gica com uma apresenta\u00e7\u00e3o e clarifica\u00e7\u00e3o de tais conceitos para que o objetivo de nosso curso seja efetivado. No segundo momento de nosso curso \u2013 uma vez exposto o n\u00facleo da dial\u00e9tica de Hegel \u2013 poderemos passar para o Capital de Marx; onde iremos privilegiar o cap\u00edtulo sobre a mercadoria e a forma que ela ocupa dentro da economia capitalista. Aqui justificaremos a nossa escolha de dar aten\u00e7\u00e3o central ao cap\u00edtulo sobre a mercadoria lembrando Louis Althusser que apontava ser a reflex\u00e3o de Marx sobre a forma da mercadoria o n\u00facleo de sua cr\u00edtica ao Capital. E nos parece que \u00e9 justamente nesse cap\u00edtulo onde poderemos de forma mais eficaz apresentar a rela\u00e7\u00e3o de imbrica\u00e7\u00e3o entre dial\u00e9tica especulativa e cr\u00edtica \u00e0 economia pol\u00edtica. Esperamos assim clarificar e possibilitar uma apreens\u00e3o clara das ideias de Hegel e Marx desfazendo caricaturas e imagens equivocadas do que \u00e9 a tradi\u00e7\u00e3o do materialismo dial\u00e9tico.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">Para o objetivo da exposi\u00e7\u00e3o do conte\u00fado prepararemos um pequeno texto introdut\u00f3rio a ser distribu\u00eddo aos participantes e apresentaremos as principais passagens da bibliografia prim\u00e1ria utilizada. Aliaremos a exposi\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do conte\u00fado a leitura direta dos textos de Hegel e Marx; e quando necess\u00e1rio trazendo o coment\u00e1rio de competentes int\u00e9rpretes como os acima citados Adorno e Althusser para citarmos dois exemplos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">7. Seria o utilitarismo uma teoria injusta?<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K8614782U6\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00c9merson Franco de Almeida<\/a> (Mestrando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">O foco principal da \u00e9tica utilit\u00e1ria \u00e9 promover a felicidade para o maior n\u00famero de pessoas. Se voc\u00ea \u00e9 partid\u00e1rio deste princ\u00edpio muitas vezes ser\u00e1 acusado de defender uma teoria contraintuitiva. A quest\u00e3o \u00e9: At\u00e9 onde est\u00e1 correto est\u00e1 cr\u00edtica? Este minicurso oferece uma introdu\u00e7\u00e3o ao utilitarismo. Come\u00e7amos por uma breve exposi\u00e7\u00e3o da teoria \u00e9tica defendida por Jeremy Bentham no livro \u201cuma introdu\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da moral e da legisla\u00e7\u00e3o\u201d, contrastando com aquele utilitarismo defendido por John Stuart Mill, em seu ensaio \u201cutilitarismo\u201d. No entanto, pretendo mostrar que nossa teoria \u00e9tica \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o viva. Por isso, em um segundo momento, exponho o utilitarismo depois de Mill, problematizando e respondendo cr\u00edticas a referida teoria.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">8. A Elabora\u00e7\u00e3o de Oficinas de Ensino de Filosofia: relacionando a cultura POP com os problemas filos\u00f3ficos<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6190133406106879\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ana Paula de Souza<\/a> (Licenciada em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5011371917615924\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ja\u00edne Isabel Jorge da Rosa<\/a> (Mestranda em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Aspis &amp; Gallo (2009) desenvolvem uma metodologia de Ensino que divide-se em quatro momentos: (I) sensibiliza\u00e7\u00e3o, (II) problematiza\u00e7\u00e3o, (III) investiga\u00e7\u00e3o e (IV) conceitua\u00e7\u00e3o. Essa Oficina restringe-se \u00e0 primeira fase, sensibiliza\u00e7\u00e3o, a qual integra e inicia a metodologia porque permite que estes se familiarizem com o tema que ser\u00e1 abordado, e isso a partir de elementos de seu saber habitual.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">A cultura popular (POP), estando presente principalmente no cinema, na televis\u00e3o, na m\u00fasica e na literatura, exerce uma forte influ\u00eancia nas mais diversas camadas da popula\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo da adolesc\u00eancia, especialmente, podemos notar isso, por exemplo, no modo de vestir, falar e de interpretar (ver) o mundo. Com base nisso, pensamos que abordar problemas filos\u00f3ficos a partir de elementos da cultura POP no momento da sensibiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para um maior aprofundamento no aprendizado dos estudantes, na medida em que se identificam mais facilmente com os problemas abordados, podendo ver-se representados neles e compreendendo melhor os temas e conceitos discutidos pela filosofia. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">No minicurso, pretendemos demostrar, passo-\u00e0-passo, (i) como elaborar oficinas de Ensino e (ii) enfatizar como a sensibiliza\u00e7\u00e3o realizada por meio de elementos da cultura POP pode contribuir, por facilitar, o desenvolvimento das din\u00e2micas. Para isso, utilizaremos (iii) como exemplo os filmes Spiderman (2002 e 2004), e Batman e o Capuz Vermelho (2010), bem como a s\u00e9rie The Simpsons, em tela desde 1989. Ao final do minicurso, pretendemos realizar (iv) uma atividade, na qual os participantes dever\u00e3o esbo\u00e7ar uma oficina pr\u00f3pria, aplicando, a partir do passo-\u00e1-passo de planejamento de oficinas, uma rela\u00e7\u00e3o e\/ou ideia entre um tema ou conte\u00fado filos\u00f3fico e algum elemento da cultura POP.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">O presente Minicurso, ent\u00e3o, objetiva proporcionar, especialmente aos Licenciandos em Filosofia (incluindo os pibidianos), algumas &#8220;&#8221;ferramentas te\u00f3ricas&#8221;&#8221; para refletir sobre as diferentes metodologias, relacionando os temas filos\u00f3ficos com a cultura POP na elabora\u00e7\u00e3o de aulas e de oficinas de ensino destinadas ao Ensino Fundamental e M\u00e9dio.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">REFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS:<br \/>\n<\/span><span style=\"color: #000000\">ARIST\u00d3TELES. \u00c9tica a Nic\u00f4maco; Po\u00e9tica. 4. ed. S\u00e3o Paulo: Nova Cultural, 1991.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">_____________. \u00c9tica Eudemia. Madrid: Alianza Editorial, 2005.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">ASPIS, R. P. L.; GALLO, S. Ensinar Filosofia &#8211; um livro para professores. S\u00e3o Paulo: Atta M\u00eddia e Educa\u00e7\u00e3o, 2009. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">CONARD, M. T.; IRWIN, W.; SKOBLE, A. J. Os Simpsons e a Filosofia. S\u00e3o Paulo: Madras, 2004.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">COLUMBIA PICTURES. Homem-Aranha. Dire\u00e7\u00e3o: Sam Raimi. Produ\u00e7\u00e3o: Ian Bryce e Laura Ziskin. EUA: Sony Pictures Entertainment, 2002. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">COLUMBIA PICTURES. Homem-Aranha 2. Dire\u00e7\u00e3o: Sam Raimi. Produ\u00e7\u00e3o: Laura Ziskin. EUA: Sony Pictures Entertainment &amp; Marvel Entertainment, 2004.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">IRWIN, W.; MORRIS, T.; MORRIS, M. Super-her\u00f3is e a filosofia: verdade, justi\u00e7a e o caminho socr\u00e1tico. Tradu\u00e7\u00e3o: Marcos Malvezzi Leal. S\u00e3o Paulo: Madras, 2005.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">KANT, I. A Fundamenta\u00e7\u00e3o da Metaf\u00edsica dos Costumes. Lisboa: Ed.70, 2007.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">MILL, J. S. Utilitarismo. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Hunter Books, 2014.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">NICOLA, U. Antologia Ilustrada da Hist\u00f3ria da Filosofia: das origens \u00e0 idade moderna. 1. ed. S\u00e3o Paulo: Globo S.A, 2005.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"background-color: #ffff00\"><strong><span style=\"color: #000000\">08 DE NOVEMBRO (SEXTA) \u2013 MANH\u00c3 (das 9h \u00e0s 12h)<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">9. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 L\u00f3gica de Frege<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/buscatextual.cnpq.br\/buscatextual\/visualizacv.do?id=K4491885H5&amp;tokenCaptchar=03AOLTBLTc7N0-dCsv1MjLavSMHRKfp-T86M4Pps-k_p1qTimyeK0hne-b39PpnQ1qTgXvTiaBEXVKHUdJK96yHNutBuLD9WjpO4fE-qxMhRorvyp_YQMf4A8CuROWECAeQbTgW6rZxtqaU_39bJsqoSOwnABaASI3YIBjg3cEAv1fK07LUv8_bIKMQpK16Nd3NO_MeXakqb_qU_1OUcYSAIsts6Hq0AfxBj_TRbJ-upVl-LbTBK5PEZBcGHNqV1hJ0o0uJkAi37AlOYgqJBc30VHtFDoVj5FtewA3OyqBhAAiKGjQy1X-iWo2BeiNfRZpau9s8o5aN6jEIGXGefn6FbtaoEm8gaUYWV55cJIlHVHW2FaYdxS3cI2qg2cfpaxmJUlLwoFlHPh8bWEJbixTIMcLVzppBJ4c4bTAGHvDcdduc6ha5HyqxQKt1JNzA2Iv3hL9feCfKU3XNikbS0laIS-LzMAXZ16Trg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Valqu\u00edria Machado<\/a> (Doutoranda em Filosofia \u2013 UFRGS)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">O objetivo inicial deste minicurso \u00e9 apresentar no\u00e7\u00f5es instrumentais essenciais \u00e0 compreens\u00e3o do legado l\u00f3gico de Frege e tem como objetivo geral questionar e fornecer algumas respostas preliminares para o problema de estabelecer um modo de compreender essas no\u00e7\u00f5es instrumentais que seja coerente com algumas teses centrais da filosofia da l\u00f3gica fregeana. Assim, em conjunto com a apresenta\u00e7\u00e3o instrumental ser\u00e3o debatidos alguns t\u00f3picos de filosofia da l\u00f3gica. Para introduzir a nota\u00e7\u00e3o fregeana, ser\u00e1 debatida a substitui\u00e7\u00e3o do paradigma \u201csujeito e predicado\u201d por \u201dfun\u00e7\u00e3o e argumento\u201d na an\u00e1lise da forma l\u00f3gica da proposi\u00e7\u00e3o at\u00f4mica. Para mostrar como Frege unifica quantifica\u00e7\u00e3o e l\u00f3gica proposicional no mesmo sistema ser\u00e1 tra\u00e7ada uma breve compara\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica fregeana com a l\u00f3gica aristot\u00e9lica. Certas op\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas executadas por Frege t\u00eam um fundamento no que ele considerava como a natureza da l\u00f3gica no que diz respeito, por exemplo, a caracter\u00edsticas tais como a generalidade da l\u00f3gica e a indefinibilidade da verdade. Tais op\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas contrap\u00f5em-se a abordagens que s\u00e3o correntes na l\u00f3gica contempor\u00e2nea. O tratamento da quantifica\u00e7\u00e3o que deriva da compreens\u00e3o da l\u00f3gica como ci\u00eancia de m\u00e1xima generalidade est\u00e1 em tens\u00e3o com a concep\u00e7\u00e3o esquem\u00e1tica e modelo-teor\u00e9tica contempor\u00e2nea. Parte do problema encontra-se na tens\u00e3o entre a concep\u00e7\u00e3o fregeana de verdade e o uso de uma ferramenta contempor\u00e2nea, um predicado-verdade, para defini\u00e7\u00e3o de verdade. Abordaremos este problema investigando o papel das metavari\u00e1veis na nota\u00e7\u00e3o de Frege.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">10. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Filosofia Experimental<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5412764423909963\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Luca Nogueira Igansi<\/a> (Doutorando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">O objetivo deste minicurso \u00e9 realizar uma apresenta\u00e7\u00e3o geral da filosofia experimental, veia do naturalismo filos\u00f3fico, atrav\u00e9s de sua hist\u00f3ria e principais discuss\u00f5es e autores. Apesar de ser um movimento recente (anos 2000), sua origem pode ser rastreada at\u00e9 os pr\u00e9-socr\u00e1ticos uma vez que toda teoria filos\u00f3fica parte do di\u00e1logo com a compreens\u00e3o cient\u00edfica da \u00e9poca em quest\u00e3o ou de intui\u00e7\u00f5es acerca da natureza humana. Em um primeiro momento, ser\u00e1 realizada ent\u00e3o uma an\u00e1lise hist\u00f3rica da rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia (m\u00e9todo experimental) e filosofia, passando por Arist\u00f3teles, Kant, Hume e alguns outros. Arist\u00f3teles e Hume ser\u00e3o o foco: o primeiro criou as bases n\u00e3o apenas para diversas ci\u00eancias contempor\u00e2neas como tamb\u00e9m para o m\u00e9todo cient\u00edfico, aplicando tal conhecimento em suas formula\u00e7\u00f5es filos\u00f3ficas (partindo do ergon da humanidade como zoon politik\u00f3n, perspectiva central em sua \u00e9tica e pol\u00edtica); e o segundo prop\u00f5e uma anatomia da moralidade em um empreendimento descritivo (em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 prescritivo) do fen\u00f4meno moral em di\u00e1logo com a metodologia experimental, estabelecendo o paradigma central para o naturalismo filos\u00f3fico, e por conseguinte, para a filosofia experimental. Em um segundo momento, investigaremos a proposta da filosofia experimental mais a fundo correlacionando-a com estas perspectivas anteriores. A partir da defini\u00e7\u00e3o de naturalismo filos\u00f3fico como descendente do descritivismo humeano, trabalhando Quine, Putnam e comentadores, exploraremos o foco quanto \u00e0 profundidade explanativa em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a prescritiva o qual a filosofia experimental compromete-se ao analizar o problema da fal\u00e1cia naturalista proposta por G. E. Moore e atualizada por Darlei Dall\u2019Agnol, quase onipresentemente referenciado em obras destes cunhos e central para nosso entendimento. Por fim, no terceiro momento, iremos tratar de algumas das discuss\u00f5es relevantes na \u00e1rea, desde di\u00e1logos contempor\u00e2neos com teorias tradicionais como no caso dos situacionistas e os eticistas da virtude, os intuicionistas sociais e os kantianos, at\u00e9 novos debates advindos da experimenta\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica na psicologia social\/experimental\/cognitiva e neuroci\u00eancias como sobre a defini\u00e7\u00e3o e papel das cren\u00e7as e intui\u00e7\u00f5es com o modelo de processo duplo, das evid\u00eancias de neuroimageamento sobre o cognitivismo moral e da corporifica\u00e7\u00e3o de estados emocionais em di\u00e1logos com etologia e filosofia moral. O encerramento tratar\u00e1 de demonstrar o estado-da-arte da filosofia experimental no Brasil atrav\u00e9s da breve exposi\u00e7\u00e3o de autores, trabalhos e iniciativas nacionais a fim de divulga\u00e7\u00e3o desta jovem \u00e1rea.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">11. A teoria das esferas na composi\u00e7\u00e3o da subjetividade em Sloterdijk: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9504669083915928\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Wagner Fran\u00e7a<\/a> (Doutorando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Pretende-se realizar uma introdu\u00e7\u00e3o ao conceito de subjetividade em Peter Sloterdijk, o qual \u00e9 concebido atrav\u00e9s de uma cr\u00edtica ao humanismo, bem como da ren\u00fancia dos pressupostos de uma natureza humana nos moldes modernos. Sloterdijk repudia as defini\u00e7\u00f5es fundacionais da subjetividade tradicional como, as no\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduo e de autonomia. A subjetividade, para o fil\u00f3sofo, reside na inter-rela\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos, operada primeiramente por vetor vertical de tens\u00e3o, (estruturas abrangentes de domestica\u00e7\u00e3o) e por uma dimens\u00e3o horizontal da rela\u00e7\u00e3o m\u00fatua de subjetividades. Sua composi\u00e7\u00e3o carece de atua\u00e7\u00e3o independente do indiv\u00edduo e carece de uma autonomia part\u00edcipe de qualquer pretens\u00e3o de universalidade transcendental. A filosofia kantiana ao inserir o tempo como operador fundamental de subjetiva\u00e7\u00e3o, infere o espa\u00e7o como elemento passivo e mec\u00e2nico. Assim, tempo e espa\u00e7o s\u00e3o as formas respons\u00e1veis por encerrar toda a experi\u00eancia humana, sendo estruturas fundamentais da subjetividade. O tempo passa a tornar-se uma linha reta definida pela sucess\u00e3o de instantes; a simultaneidade e a perman\u00eancia seriam modos do tempo. O que \u00e9 inserido nele muda, mas o tempo mesmo n\u00e3o muda ap\u00f3s a modernidade. Esse paradigma \u00e9 a base te\u00f3rica fundacional do humanismo e todos os seus desdobramentos conceituais subsequentes. Podemos resumir que o modo de subjetiva\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o per\u00edodo iluminista, atribui ao tempo o elemento subjetivo e ao espa\u00e7o o objeto. Os sujeitos s\u00e3o constitu\u00eddos de um modo ou de outro no tempo e pelo tempo.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">A separa\u00e7\u00e3o entre tempo e espa\u00e7o consolidou a dicotomia sujeito e objeto na hist\u00f3ria do pensar. Inserir o corpo na constitui\u00e7\u00e3o subjetiva exige outra forma conceber a rela\u00e7\u00e3o entre sujeito e mundo, pois desloca, ou mesmo restitui seus pretensos limites. Sloterdijk pensa uma subjetividade composta por uma dimens\u00e3o exterior-espacial, material, ativa, din\u00e2mica e temporalmente n\u00e3o-linear sob a ideia de uma dimens\u00e3o surrealista metaf\u00f3rica da espacialidade humana, revogando a rela\u00e7\u00e3o sujeito-objeto. Tal espacialidade \u00e9 nomeada por Sloterdijk de Esfera, na medida em que \u201cc\u00e9rebros s\u00e3o meios para o que os outros c\u00e9rebros fazem e fizeram. A intelig\u00eancia apenas recebe est\u00edmulos chave por sua pr\u00f3pria atividade com outras intelig\u00eancias. Como linguagem e emo\u00e7\u00e3o, a intelig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um sujeito, mas meio ou c\u00edrculo de resson\u00e2ncia\u201d (SLOTERDIJK, 2011, p. 265). A teoria das esferas em sua forma basilar aborda a microesferologia que diz respeito a esse \u201cc\u00edrculo de resson\u00e2ncia\u201d. Assim, as subjetividades de uma microesfera apenas constituem-se como sujeitos na medida em que mutuamente inter-relacionam-se enquanto cossubjetividade. \u00c9 nessa condi\u00e7\u00e3o relacional m\u00fatua que o espa\u00e7o esferol\u00f3gico microesf\u00e9rico se estabelece constituindo subjetividades para al\u00e9m das defini\u00e7\u00f5es humanistas e modernas. O sujeito compreendido nesses moldes, al\u00e9m de ser composto por seu corpo engloba espa\u00e7os \u201cn\u00e3o-humanos\u201d em sua subjetividade, cuja forma\u00e7\u00e3o Sloterdijk compreende por uma am\u00e1lgama de condi\u00e7\u00f5es, compondo uma nova forma da rela\u00e7\u00e3o entre sujeito e mundo. Consolidando assim, um paradigma radicalmente distinto da tradi\u00e7\u00e3o, englobando a filosofia, antropologia e psican\u00e1lise, ao passo que estabelece uma ressignifica\u00e7\u00e3o dessas inst\u00e2ncias.<\/span><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center\"><span style=\"background-color: #ffff00\"><strong><span style=\"color: #000000\">08 DE NOVEMBRO (SEXTA) \u2013 TARDE (das 14h \u00e0s 17h)<\/span><\/strong><\/span><\/h3>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">12. A \u00e9tica do sujeito interior: a no\u00e7\u00e3o de culpa na teoria agostiniana da responsabilidade moral<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0162218728151259\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Matheus Jeske Vahl<\/a> (Doutorando em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">A obra De Continentia de Santo Agostinho \u00e9 um op\u00fasculo classificado como um &#8220;tratado de moral&#8221; em que o autor elabora seu conceito de interioridade. Nele Agostinho demonstra que \u00e9 no foro \u00edntimo da consci\u00eancia que se formam os princ\u00edpios de todo ato moral realizado pelo sujeito. \u00c9 o assentimento dado pelo livre arb\u00edtrio a estes princ\u00edpios e a inten\u00e7\u00e3o que deles se forma que determina a qualidade do ato moral praticado. Nos termos da teodiceia agostiniana, Deus habita o interior da alma humana, e ainda que o sujeito possa mascarar a inten\u00e7\u00e3o de seus atos em sua realiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode escond\u00ea-los de Deus e de si pr\u00f3prio, frente a quem gera-se em sua vis\u00e3o nossa consci\u00eancia de culpabilidade. Segundo Agostinho os homens s\u00e3o moralmente respons\u00e1veis pelo conte\u00fado intencional que produzem em seu interior, por sua qualidade. Mesmo que eles n\u00e3o gerem um crime no plano jur\u00eddico da a\u00e7\u00e3o, geram uma m\u00e1cula na mem\u00f3ria que compromete a forma\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter humano e, por conseguinte, a estrutura de sua consci\u00eancia. Na referida obra Agostinho claramente defende que todo ato moral tem como princ\u00edpio um ato de consci\u00eancia, este pode se realizar materialmente ou interiormente, por\u00e9m, por suas consequ\u00eancias, o sujeito humano \u00e9 sempre o \u00fanico respons\u00e1vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">13. De cruz, pena e espada: a religi\u00e3o, a filosofia medieval e a guerra justa na forma\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7373004870254534\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Renata Floriano de Sousa<\/a> (Doutoranda em Filosofia \u2013 PUCRS)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">A proposta desse minicurso tem como objetivo apresentar a hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina atrav\u00e9s das perspectivas filos\u00f3ficas e teol\u00f3gicas que orientaram e\/ou combateram seus colonizadores. Para fins de delimita\u00e7\u00e3o do tema, apresentarei a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola na Am\u00e9rica no s\u00e9culo XVI sob a perspectiva dos colonizadores e em contraste com o posicionamento dos fil\u00f3sofos e te\u00f3logos oriundos e derivados da Escola de Salamanca. A meta desse curso \u00e9 apresentar a filosofia e a teologia como a reflex\u00e3o e o contraponto te\u00f3rico das a\u00e7\u00f5es engendradas pelos espanh\u00f3is na conquista\/invas\u00e3o da Am\u00e9rica. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">Os temas abordados ser\u00e3o: Por que na Am\u00e9rica Latina estava sendo implanta a filosofia medieval se na Europa estava surgindo a filosofia renascentista? Quem eram os representantes dessa filosofia medieval na Am\u00e9rica e qual a contribui\u00e7\u00e3o deles? Qual a influ\u00eancia de Arist\u00f3teles na filosofia pol\u00edtica da Escol\u00e1stica Barroca? A partir desses te\u00f3ricos, responderemos: Os amer\u00edndios s\u00e3o homens? Os amer\u00edndios t\u00eam dignidade? Os Amer\u00edndios s\u00e3o senhores de suas terras? Podem os espanh\u00f3is estabelecer resid\u00eancia e delimitar propriedade no Novo Mundo? \u00c9 l\u00edcito aos espanh\u00f3is explorarem a m\u00e3o-de-obra amer\u00edndia sem qualquer freio moral ou \u00e9tico? Por que a religi\u00e3o cat\u00f3lica deveria ser levada aos amer\u00edndios? Qual deveria ser o modo correto de trazer esses povos \u00e0 verdadeira religi\u00e3o? A idolatria dos amer\u00edndios \u00e9 motivo para uma guerra justa? Quais s\u00e3o os motivos para a guerra justa? E, por fim, quais motivos justificam uma guerra justa contra os amer\u00edndios.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">Para responder essas e outras quest\u00f5es, usarei como referencial a filosofia da escol\u00e1stica barroca (e, consequentemente, a teologia tamb\u00e9m), tendo como principal marco te\u00f3rico a Escola de Salamanca inaugurada Francisco de Vitoria al\u00e9m de outros pensadores como Frei Antonio de Montesino, Bartolom\u00e9 de Las Casas, Juan Guines de Sepulveda e Jose de Acosta. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 mostrar como esses espanh\u00f3is pensaram os problemas mencionados acima e at\u00e9 como influenciaram, mesmo que de forma sutil, na forma\u00e7\u00e3o da Am\u00e9rica Latina.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">14. A Filosofia ap\u00f3s Darwin: as implica\u00e7\u00f5es da teoria evolucionista em \u00e9tica e epistemologia<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5376053416013718\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mariana Marques Burkle<\/a> (Mestranda em Filosofia \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">As rela\u00e7\u00f5es entre Filosofia e ci\u00eancia estreitaram-se no s\u00e9culo XX, com a virada naturalista em Filosofia protagonizada por Quine. Assim, o presente minicurso visa abordar, de maneira introdut\u00f3ria, os principais desenvolvimentos das implica\u00e7\u00f5es da teoria evolucionista em Filosofia no s\u00e9culo XX e XXI. A perspectiva adotada ser\u00e1 a do naturalismo evolucionista, que utiliza da biologia para fornecer respostas a problemas genuinamente filos\u00f3ficos (como a explica\u00e7\u00e3o da moralidade nos seres humanos, e a explica\u00e7\u00e3o da justifica\u00e7\u00e3o das cren\u00e7as). Em um primeiro momento, a legitimidade da rela\u00e7\u00e3o entre Filosofia e ci\u00eancia ser\u00e1 abordada, mostrando como o naturalismo rejeita a no\u00e7\u00e3o de &#8220;&#8221;Filosofia primeira&#8221;&#8221; e a tese implicada desta vis\u00e3o, a saber, a tese de que a Filosofia deveria fundamentar a ci\u00eancia, e n\u00e3o estar em continuidade com a mesma. Ap\u00f3s esclarecido este pressuposto te\u00f3rico, abordaremos as duas correntes mais fortes da teoria evolucionista em Filosofia: a \u00e9tica evolucionista, e o confiabilismo em epistemologia. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">Abordaremos a \u00e9tica evolucionista, uma nova forma de \u00e9tica naturalizada, sob as perspectivas de Michael Ruse (1986), Richard Joyce (2006) e Sharon Street (2006). Neste ponto, o objetivo do minicurso \u00e9 esclarecer primeiramente como a \u00e9tica evolucionista supera os desafios lan\u00e7ados \u00e0s teorias naturalistas em \u00e9tica, a saber, o problema de Hume e a fal\u00e1cia naturalista de Moore, sendo uma teoria v\u00e1lida. A \u00e9tica evolucionista visa explicar as origens das cren\u00e7as morais e do comportamento moral que possu\u00edmos a partir da teoria da evolu\u00e7\u00e3o, considerando a faculdade moral como uma adapta\u00e7\u00e3o. Assim, em um segundo momento, evidenciaremos as explica\u00e7\u00f5es geneal\u00f3gicas da faculdade moral oferecidas pelos autores. Em linhas gerais, a genealogia das faculdades morais apresentada por Joyce (2006) e Street (2006) possui como ponto central a necessidade de coopera\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana para aumentar a probabilidade de sobreviv\u00eancia. De maneira similar a Joyce, Ruse (1986) aponta que a moralidade \u00e9 desenvolvida pelos seres humanos como uma forma artificial de atingir o altru\u00edsmo biol\u00f3gico. <\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000\">O ponto epistemol\u00f3gico da teoria confiabilista, por sua vez, ser\u00e1 abordado sob a perspectiva de Alvin Goldman (1986), Richard Joyce (2001) e Benjamin Fraser (2013), evidenciando como a teoria evolucionista pode exercer influ\u00eancia sob o status de justifica\u00e7\u00e3o de nossas cren\u00e7as, com a genealogia das faculdades cognitivas. Neste ponto, o objetivo central do minicurso \u00e9 evidenciar como o confiabilismo rompe com as teorias da justifica\u00e7\u00e3o anteriores, mostrando como o prop\u00f3sito evolutivo a que serve a faculdade epist\u00eamica influencia diretamente no status de justifica\u00e7\u00e3o das cren\u00e7as produzidas por tal faculdade.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong><span style=\"color: #000000\">15. A Teoria Interacionista de George Mead: contribui\u00e7\u00f5es para o (re)pensar pedag\u00f3gico voltado ao afro-brasileiro<\/span><\/strong><br \/>\n<strong><span style=\"color: #000000\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1907504123454050\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Maribel da Rosa Andrade<\/a> (Doutoranda em Educa\u00e7\u00e3o \u2013 UFPel)<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"color: #000000\">Na tentativa de apresentar uma nova proposta pedag\u00f3gica que possibilite ao afro-brasileiro a constru\u00e7\u00e3o da individua\u00e7\u00e3o na socializa\u00e7\u00e3o, de modo justo, sem discrimina\u00e7\u00e3o ou pr\u00e9-conceitos, tendo para isso, a escola enquanto um Other Generalized, buscar-se-\u00e1 abordar poss\u00edveis contribui\u00e7\u00f5es da teoria de George Mead para o desenvolvimento da proposta, considerando analisar, quais interesses de classe, profissionais e institucionais, est\u00e3o inseridos nas diferentes formas de estrutura\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o curricular das escolas e, seu impacto na constru\u00e7\u00e3o do self do afro-brasileiro no ambiente escolar. Na concep\u00e7\u00e3o de Mead, pode-se dizer que \u00e9 necess\u00e1rio levar em considera\u00e7\u00e3o todos os interesses envolvidos, tanto na resolu\u00e7\u00e3o de um conflito como na (re) constru\u00e7\u00e3o de valores, normas e saberes e, isso \u00e9 imprescind\u00edvel para a constru\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica que pretenda ser cr\u00edtica e emancipat\u00f3ria. A partir desse \u00e2ngulo, propor-se-\u00e1 uma roda de conversa sobre como pode o afro-brasileiro construir seu Self, na rela\u00e7\u00e3o com o outro, ou, com os outros, numa sociedade pensada por brancos e para brancos. Qual o papel da escola nesse contexto? Vivemos numa sociedade com mais da metade de sua popula\u00e7\u00e3o afro. Um afro-brasileiro que, em grande parte, desconhece sua cultura origin\u00e1ria, pois, s\u00e3o inseridos em Institui\u00e7\u00f5es Educativas com curr\u00edculos fundamentados em uma educa\u00e7\u00e3o euroc\u00eantricamente branca e, culturas afro e ind\u00edgenas s\u00e3o abordadas em a\u00e7\u00f5es isoladas. Qual o papel do professor, enquanto educador nesse processo?<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center\"><span style=\"background-color: #ffff00\"><strong><a style=\"background-color: #ffff00\" href=\"https:\/\/docs.google.com\/forms\/d\/e\/1FAIpQLSfd2fH1L10-Cuikg4ici9DMO0kzMGNmszsyGI71Z_1M3-2TpQ\/viewform?usp=sf_link\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">CLIQUE AQUI<\/a> PARA SE INSCREVER.<\/strong><\/span><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MINICURSOS \u2013 II SAIF\/UFPel 07 DE NOVEMBRO (QUINTA) \u2013 MANH\u00c3 (9h \u00e0s 12h) 1. Princ\u00edpio da a\u00e7\u00e3o e voluntariedade nas duas \u00e9ticas de Arist\u00f3teles Marcos Vinicius Rodrigues Brizola (Mestrando em Filosofia \u2013 UFPel) A atividade ser\u00e1 realizada principalmente a partir da an\u00e1lise das obras \u00c9tica a Nic\u00f4maco e \u00c9tica a Eudemo. 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