A Redução de São Miguel Arcanjo foi criada em 1632, mas devido aos ataques de bandeirantes em busca de nativos missioneiros para escravizar obrigou, em 1640, o deslocamento das populações para o outro lado do Rio Uruguai. Pouco a pouco, eles começaram a retornar e, em 1687, São Miguel se reestruturou nas proximidades do Rio Piratini e sua população chegou a sete mil indígenas.
O centro da Redução era a grande praça com a igreja, onde se cruzavam as duas ruas principais. De um lado, estavam as edificações dos padres, cercadas por muros. As viúvas e órfãs viviam no Cotiguaçu e os forasteiros eram hospedados no Tambo. Nos demais lados, as casas dos indígenas, pavilhões de habitação coletiva cercados por galerias, com um cômodo por família. No entorno, outros equipamentos, plantações e fontes para abastecimento de água. Eram administradas por dois padres, um para assuntos espirituais e outro para temporais, apoiados no Conselho de Caciques que integravam o Cabildo.

Sino

Bacia da Fonte Missioneira (Mª Matilde Villegas J., 1992)

“Missió de S. Migl.”
Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro. Arquivo IPHAN

Vista de la Iglesia de San Miguel en Ruínas, 1860 – Alfred Demersay. Arquivo Histórico do Itamaraty, Rio de Janeiro.

São Miguel Arcanjo, vista do pórtico lateral oeste, 1892. (Arquivo Noronha Santos)
Igreja
A igreja foi construída entre 1735 e 1745, com as paredes em pedra arenito. Os forros em madeira e as coberturas com telhas cerâmicas. O padre espanhol Francisco de Rivera (1668 – 1747) iniciou a obra pela sacristia e capela-mor. O arquiteto milanês Giovanni Battista Primoli (1673-1747) construiu a nave, a frontaria e a torre, em estilo barroco. O catalão José C. Grimau (1718-1746) construiu o pórtico.


Vista y Elavación de la Yglesia del Pueblo de San Miguel da las Misiones del Uruguay
José Maria Cabrer. Arquivo do IPHAN.
Reconhecimento
– 1915 – declarado Lugar Histórico pelo Regulamento de Terras – Governo do Estado do RS.
– 1938 – tombado como Patrimônio Nacional – SPHAN.
– 1983 – declarado Patrimônio Mundial – UNESCO.
– 2014 – registrado Patrimônio Imaterial – Tava, lugar de referência para os Guarani – IPHAN.
– 2015 – declarado Patrimônio Cultural – MERCOSUL.

Cruz Missioneira

Museu das Missões

Igreja de São Miguel Arcanjo

Detalhe do Pórtico da Igreja de São Miguel

Capitel da Igreja de São Miguel Arcanjo