{"id":136,"date":"2017-03-24T20:18:35","date_gmt":"2017-03-24T23:18:35","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/roquettepinto\/?p=136"},"modified":"2017-03-24T20:18:35","modified_gmt":"2017-03-24T23:18:35","slug":"neurociencia-e-producao-de-video-estudantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/roquettepinto\/2017\/03\/24\/neurociencia-e-producao-de-video-estudantil\/","title":{"rendered":"Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil"},"content":{"rendered":"<p>Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil<br \/>\nJosias Pereira<br \/>\nNeuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil<br \/>\nJosias Pereira<br \/>\nProfessor do curso de Cinema e Audiovisual e da<br \/>\nP\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica\/ UFPel<\/p>\n<p>Resumo:<br \/>\nO referido trabalho tenta elucidar qual a rela\u00e7\u00e3o entre a Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo estudantil. Analisamos algumas das teorias descobertas sobre o funcionamento do c\u00e9rebro humano e como essas a\u00e7\u00f5es podem ser utilizadas no dia a dia da sala de aula ou j\u00e1 especificamente na produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo estudantil. Percebemos que muitas teorias que j\u00e1 apontavam o sens\u00edvel contribuindo na aprendizagem passa a fazer sentido na vis\u00e3o da neurobiologia. <\/p>\n<p>A escola geralmente apresenta a palavra intelig\u00eancia para gratificar os melhores alunos com frases de elogio e notas entre 8, 9 e 10. J\u00e1 os alunos considerados n\u00e3o inteligentes ganham outros adjetivos e notas abaixo da media. Fui um desses alunos cheios de adjetivos que n\u00e3o qualificava o substantivo e nem o sujeito. Afinal, o que \u00e9 intelig\u00eancia?  Segundo Gardner (1995), a palavra vem do latim intellectus que pode ser traduzida como intelligere = inteligir, entender, compreender. Seria a capacidade de compreender e raciocinar. A intelig\u00eancia seria a capacidade de escolher entre duas situa\u00e7\u00f5es. Na d\u00e9cada de 1980, Howard Gardner concluiu uma pesquisa em que defendia que o c\u00e9rebro humano \u00e9 dividido em nove partes e todas do mesmo valor e import\u00e2ncia. Segundo o pesquisador, cada pessoa possui um tipo de intelig\u00eancia e desenvolve aspectos de cada uma. Ser\u00e1 que a Escola n seu dia a dia trabalha essas intelig\u00eancias?<br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o escola e intelig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 algo novo. Em 1900, o psic\u00f3logo Alfredo Binet contribuiu com o governo franc\u00eas, desenvolvendo um instrumento para testar as habilidades das crian\u00e7as parisenses com \u00eanfase nas \u00e1reas verbal e l\u00f3gica, a base era a dos curr\u00edculos acad\u00eamicos. Dessa idea, surgem os primeiros teste de QI. O objetivo, a princ\u00edpio, era separar alunos \u201cnormais\u201d dos com problemas. Ap\u00f3s a primeira guerra mundial, o \u201cteste de QI\u201d foi popularizado no mundo, medindo a intelig\u00eancia dos soldados. Em 1912, Stern cria o termo \u201cQI\u201d (quociente de intelig\u00eancia) para representar o n\u00edvel mental e propor o uso do termo idade cronol\u00f3gica e idade mental.<br \/>\nNo Brasil, essa ideia de medir o QI das pessoas para as atividades quase nos fez perder um grande jogador de futebol. Segundo Modernell (1992), o psic\u00f3logo esportivo Jo\u00e3o Carvalhaes, que atendia a sele\u00e7\u00e3o brasileira de futebol em 1958, realizou um teste de QI com os jogadores cujo resultado apontou o jogador de menor QI, quase um d\u00e9bil mental, Garrincha , que quase foi cortado da sele\u00e7\u00e3o brasileira.<br \/>\nGardner (1995) de forma diferente  defende a teoria das m\u00faltiplas intelig\u00eancias. Para o autor, cada pessoa, em determinado grau, possui uma performance em qualquer \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o e em qualquer momento da vida, o que difere de Piaget que acreditava que os aspectos de simboliza\u00e7\u00e3o partem de uma mesma fun\u00e7\u00e3o semi\u00f3tica em um determinado momento. Gardner (1994) defende que os processos psicol\u00f3gicos independentes s\u00e3o permeados quando o indiv\u00edduo lida com s\u00edmbolos lingu\u00edsticos, num\u00e9ricos, gestuais etc.<br \/>\nAs diversas habilidades do indiv\u00edduo fazem parte de sua carga gen\u00e9tica. Cada intelig\u00eancia tem sistema pr\u00f3prio de pensamento ou processamento de informa\u00e7\u00e3o, para isso \u00e9 importante o uso da cultura para o decodifica\u00e7\u00e3o dos signos j\u00e1 adentrando as pesquisas de Vigotsky. Para Gardner (1994), a no\u00e7\u00e3o de cultura \u00e9 importante para o entendimento da Teoria das M\u00faltiplas Intelig\u00eancias. Como Vigotsky, Gardner defende a import\u00e2ncia do est\u00edmulo externo no desenvolvimento do indiv\u00edduo, e, principalmente, o ser valorizado pelo ambiente. Cada cultura valoriza certos talentos que devem ser passados para as gera\u00e7\u00f5es seguintes dentro das necessidades do grupo.  Sendo assim a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo ajuda na rela\u00e7\u00e3o alunos e professores  tento como base o ambiente, a escola o bairro a morada do aluno. Assim muitos professores que nem conhecem o bairro para a ter uma rela\u00e7\u00e3o diferenciada entre os alunos e o bairro.<br \/>\nGardner defende que na evolu\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro cada hemisf\u00e9rios se organizou de uma forma especifica.<\/p>\n<p>M\u00faltiplas intelig\u00eancias na produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo<br \/>\nTalvez neste momento o leitor se pergunte o que a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo tem a ver com m\u00faltiplas intelig\u00eancias e que eu estou divagando em um texto que n\u00e3o faz sentido. Calma, bem por v\u00e1rias raz\u00f5es pol\u00edticas e sociais a d\u00e9cada de 1990 foi denominada, pelo Congresso Americano, de a d\u00e9cada do c\u00e9rebro, com investimento e pesquisas realizadas sobre o funcionamento cognitivo. Alguns conceitos te\u00f3ricos foram refeitos e reformulados em fun\u00e7\u00e3o dessas pesquisas, dentre elas a Neuroci\u00eancia, que desponta como uma teoria expoente moderna, explicando os v\u00e1rios funcionamentos do c\u00e9rebro. Como leitor de tecnologia, conheci a neuroci\u00eancia e suas divis\u00f5es: neurobiologia, neurofisiologia e neuropsicologia no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990. Dessas rela\u00e7\u00f5es, a que mais me chama a aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es da mec\u00e2nica com a inform\u00e1tica, principalmente rob\u00f3tica, presentes nos conceitos do professor Miguel Nicolelis .<br \/>\nDessas leituras, cito alguns pesquisadores da \u00e1rea de neuroci\u00eancia, dentre eles, o pesquisador Cosenza, professor aposentado do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da Universidade Federal de Minas Gerais e Jaime Luiz Zorzi, que faz parte do grupo de pesquisa \u201cPrinc\u00edpios neuropsicoling\u00fc\u00edsticos da avalia\u00e7\u00e3o da leitura e escrita\u201d; a professora Telma Pantano, que \u00e9 professora e coordenadora dos cursos de neuroci\u00eancias e neuroeduca\u00e7\u00e3o da CEFAC-SP; a professora Marta Pires Relvas, pesquisadora na \u00e1rea de Biologia Cognitiva e Aprendizagem e Membro Associada da Sociedade Brasileira de Neuroci\u00eancia e o professor Jos\u00e9 Meciano Filho, doutor em Neuroci\u00eancia pela UNICAMP, Bacharel em Medicina, Diretor da Faculdade de Medicina da PUCCAMP, professor de Neuroanatomia, Anatomia Humana e Base Neurol\u00f3gica, na UNICAMP e PUCCAMP. Esses professoras e pesquisadores apresentam as novidades da neuroci\u00eancia, dentre elas como o prazer \u00e9 importante para o processo educacional. \u00c9 um campo novo que tanto a educa\u00e7\u00e3o como a comunica\u00e7\u00e3o devem compreender e usar os conhecimentos em prol dessas \u00e1reas. Por outro lado, o trabalho com imagem possibilita participa\u00e7\u00e3o ativa do espectador, que a trata como parceiro ativo, emocional e cognitivamente.<br \/>\nPara Gardner (1994), temos sistemas de intelig\u00eancias (habilidades) em partes independentes entre regi\u00f5es do c\u00e9rebro divididos em lobos (Lobo frontal, Lobo parietal, Lobo temporal, Lobo occipital). Cada indiv\u00edduo apresenta desenvolvida uma \u00e1rea cerebral. Aprendemos de diferentes maneiras, e uma delas se repete: a que sai do concreto, do sens\u00edvel em dire\u00e7\u00e3o ao abstrato.<br \/>\nAnt\u00f3nio Dam\u00e1sio (1996), em seu livro \u201cO Erro de Descartes\u201d, apresenta o fato de que as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o indispens\u00e1veis para a nossa vida racional, pois s\u00e3o elas que nos fazem \u00fanicos. O autor aponta que a separa\u00e7\u00e3o entre mente e corpo apresentada por Descartes n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel em fun\u00e7\u00e3o da import\u00e2ncia do elemento emo\u00e7\u00e3o em novas a\u00e7\u00f5es e no dia-a-dia. O que se passa no c\u00e9rebro s\u00e3o opera\u00e7\u00f5es mentais que influenciam o corpo e vice-versa. As emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o uma parte indispens\u00e1vel da nossa vida racional; elas permitem o equil\u00edbrio das nossas decis\u00f5es.<br \/>\nA Neuroci\u00eancia \u00e9 um campo que vem despontando nos \u00faltimos anos, de certa forma confirmando o que muitos te\u00f3ricos j\u00e1 apontavam em estudos e pesquisas, de que a comunica\u00e7\u00e3o, e principalmente a emo\u00e7\u00e3o, \u00e9 um elemento importante dentro do aspecto do aprendizado. Segundo o ganhador do pr\u00eamio Nobel de Medicina, Dr. Roger Sperry , o racioc\u00ednio l\u00f3gico, o c\u00e1lculo e a an\u00e1lise s\u00e3o pr\u00f3prios do hemisf\u00e9rio esquerdo; j\u00e1 o hemisf\u00e9rio direito \u00e9 intuitivo, usa a imagina\u00e7\u00e3o, o sentimento e a s\u00edntese. Nosso c\u00e9rebro \u00e9 dividido, e a imagem tem um peso importante na nossa forma\u00e7\u00e3o e concep\u00e7\u00e3o. Segundo Pantano (2009), dos dois hemisf\u00e9rios que possu\u00edmos, \u00e9 o hemisf\u00e9rio direito que funciona a partir das imagens, principalmente as que criam maior impacto. Assim, as emo\u00e7\u00f5es funcionam como um elemento catalisador que grava no c\u00e9rebro o que \u00e9 mais importante, ou seja, ajuda na mem\u00f3ria de longo prazo.<br \/>\nUm exemplo da especializa\u00e7\u00e3o de cada hemisf\u00e9rio \u00e9 quando se tem duas a\u00e7\u00f5es que o c\u00e9rebro tem que fazer ao mesmo tempo, uma para cada hemisf\u00e9rio: ler uma palavra e ver uma cor. A seguir, v\u00ea-se como os hemisf\u00e9rios t\u00eam dificuldade de realizar duas a\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo, pois, quando se tenta falar a cor, n\u00e3o h\u00e1 problema de entendimento, j\u00e1 que a cor est\u00e1 simbolizada pela palavra caracter\u00edstica. <\/p>\n<p>Figura 1 <\/p>\n<p>Se for realizado de outra forma, a pessoa vai apresentar dificuldade de leitura, ou seja, a cor est\u00e1 simbolizada por palavras diferentes, e, nesse momento, os hemisf\u00e9rios do c\u00e9rebro tentam realizar a leitura da palavra, e da cor, de modo separado, o que dificulta a atividade. Tente falar a cor e n\u00e3o ler a palavra. <\/p>\n<p>Neste momento tem-se dificuldade de ler apenas a cor, pois cada hemisf\u00e9rio tenta fazer a leitura do que est\u00e1 vendo. Um faz a leitura da cor e o outro a leitura da palavra. Por isso a dificuldade de ler. O hemisf\u00e9rio esquerdo l\u00ea a palavra, e o hemisf\u00e9rio direito v\u00ea a cor.<br \/>\nPerceba leitor que a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo pode colaborar justamente na uni\u00e3o entre o racional e o emocional. Conforme Cosenza (2011), a aprendizagem e a mem\u00f3ria s\u00e3o caras de uma mesma moeda, e a mem\u00f3ria \u00e9 ativada pela emo\u00e7\u00e3o. Existe emo\u00e7\u00e3o no processo de fixar a informa\u00e7\u00e3o. Essa informa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante pois vivemos em um espa\u00e7o escolar onde a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem espa\u00e7o, pelo contr\u00e1rio. J\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo o que mais vemos e a alegria do grupo sendo assim contribui no processo de aprendizagem dos alunos. Para Casassus (2009), Maturana (1998) e Gutierrez (1993), as emo\u00e7\u00f5es t\u00eam um papel importante no desenvolvimento do sistema biol\u00f3gico.<br \/>\nCom a imagina\u00e7\u00e3o marginalizada \u00e9 imposs\u00edvel educar para a criatividade, a liberdade e a participa\u00e7\u00e3o. Assim a imagina\u00e7\u00e3o e a capacidade de inventar conceitos, de criar imagens&#8230; \u00e9 portanto uma faculdade vital e essencial para poder educar j\u00e1 que inventa o que n\u00e3o existe, removendo do limbo as possibilidades e convertendo em projetos de realiza\u00e7\u00e3o.(GUTI\u00c9RREZ, 1984, p.16)<br \/>\n\tA emo\u00e7\u00e3o em nossa sociedade n\u00e3o \u00e9 vista como algo importante, pelo contr\u00e1rio, ela atrapalha a l\u00f3gica vigente do sistema . Nas escolas e nos concursos para as universidades as melhores notas s\u00e3o dadas \u00e0s respostas l\u00f3gicas e n\u00e3o emocionais . O que se cobra \u00e9 a l\u00f3gica, a emo\u00e7\u00e3o fica de fora do \u00e2mbito educacional, por\u00e9m a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 um importante elemento para consolidar o registro de uma informa\u00e7\u00e3o. Ela ativa o circuito executivo que faz a pessoa \u201cprestar\u201d mais aten\u00e7\u00e3o no que est\u00e1 acontecendo, dando \u00eanfase aos circuitos sensores que est\u00e3o com a aten\u00e7\u00e3o redobrada. Um exemplo simples \u00e9 quando um aluno tem que fazer uma exposi\u00e7\u00e3o do seu aprendizado. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um \u00f3timo exerc\u00edcio para os registros feito pelo aluno em seu c\u00e9rebro, pois a emo\u00e7\u00e3o de apresentar, recordar as a\u00e7\u00f5es, vencer o medo e a timidez contribuem para que aquela exposi\u00e7\u00e3o seja algo diferenciado dentro do espa\u00e7o de aprendizagem.<br \/>\n\tPara os neurobi\u00f3logos, ao ensinar aprendemos, em fun\u00e7\u00e3o dos processos mentais que temos que fazer aliados \u00e0 emo\u00e7\u00e3o de saber se \u00e9 capaz de fazer. A exposi\u00e7\u00e3o obriga o sujeito a uma elabora\u00e7\u00e3o profunda das informa\u00e7\u00f5es, estabelecendo liga\u00e7\u00e3o entre registros. Essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o repetidas e elaboram o pensamento, a emo\u00e7\u00e3o do apresentar; o medo cria mais associa\u00e7\u00f5es entre os receptores, al\u00e9m de gerar uma forte emo\u00e7\u00e3o no aluno. A emo\u00e7\u00e3o \u00e9 important\u00edssima para a consolida\u00e7\u00e3o dos registros e para a seu resgate em necessidades futuras.<br \/>\nA emo\u00e7\u00e3o e a sensibilidade constituem porta de entrada no mundo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o. Uma forma\u00e7\u00e3o docente com m\u00eddias imag\u00e9ticas vai al\u00e9m de rela\u00e7\u00f5es l\u00f3gico-cognitivas entre sujeitos. Privilegia a comunica\u00e7\u00e3o afetiva, permitindo-lhes um &#8220;mergulho&#8221; nas sensa\u00e7\u00f5es proporcionadas ao contato com elas (PORTO, 2006, p.9)<br \/>\n\tDo ponto de vista da neurobiologia, as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o fen\u00f4menos que apontam a presen\u00e7a de algo importante ou significante em um determinado momento da vida de um individuo. As emo\u00e7\u00f5es mobilizam o sentido, apontando que algo importante est\u00e1 ocorrendo e que \u00e9 necess\u00e1rio desviar a aten\u00e7\u00e3o e todos os mecanismos para resolver tal procedimento. O professor de neuroci\u00eancia, Ramon Cosenza, da Universidade Federal de Minas Gerais, defende que as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para o processo educacional.<br \/>\nNa nossa cultura as emo\u00e7\u00f5es costumam ser consideradas um res\u00edduo da evolu\u00e7\u00e3o animal e s\u00e3o tidas como um elemento perturbador para a tomada de decis\u00f5es. As emo\u00e7\u00f5es t\u00eam contribu\u00eddo para os seres humanos tomarem a melhor decis\u00e3o para a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie. (COSENZA, 2011, p.76)<br \/>\n\tOutro ponto a chamar aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que para o sujeito aprender a falar n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. \u00c9 algo natural, desde que tenha est\u00edmulo, pois, segundo Cosenza, existem circuitos no hemisf\u00e9rio esquerdo espec\u00edficos para essa fun\u00e7\u00e3o. Aprendemos a falar de modo natural, por\u00e9m para leitura n\u00e3o h\u00e1 circuitos especializados, deve ser aprendida por meio de dedica\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcios, ou seja, a leitura \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro; a leitura \u00e9 uma modifica\u00e7\u00e3o do nosso c\u00e9rebro para que aceite a leitura como algo natural.  Essa pode ser uma das \u201cdicas\u201d para o problema de leitura que existe no Brasil. Nosso c\u00e9rebro deve se adaptar para essa realiza\u00e7\u00e3o, o que nem sempre gera prazer.<br \/>\nAprender a ler \u00e9 uma tarefa complexa que exige v\u00e1rias habilidades, entre elas, \u00e9 claro, o conhecimento dos s\u00edmbolos da escrita e a sua correspond\u00eancia com os sons da linguagem. (&#8230;) maus leitores parecem n\u00e3o ter a habilidade de identificar adequadamente os sons constituintes das palavras, o que os impede de fazer a conex\u00e3o autom\u00e1tica da representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica das letras com os sons. (COSENZA, 2011, p.104)<\/p>\n<p> N\u00e3o podemos deixar de pensar que o nosso c\u00e9rebro \u00e9 a parte mais importante do sistema nervoso. \u00c9 atrav\u00e9s dos nossos sensores que a informa\u00e7\u00e3o chega at\u00e9 ele. As informa\u00e7\u00f5es que chegam s\u00e3o analisadas e comparadas com as nossas viv\u00eancias e expectativas. Nossos circuitos nervosos s\u00e3o constitu\u00eddos por dezenas de bilh\u00f5es de c\u00e9lulas, os neur\u00f4nios, c\u00e9lulas nervosas compostas por dendritos que captam informa\u00e7\u00f5es de outras c\u00e9lulas; o ax\u00f4nio passa informa\u00e7\u00e3o para outra c\u00e9lula.<br \/>\nO c\u00e9rebro humano \u00e9 formado por duas partes: uma \u00e9 a massa cinzenta que s\u00e3o os neur\u00f4nios, e a outra, \u00e9 a massa branca que \u00e9 formada, principalmente, pela mielina, um tipo de gordura que envolve os ax\u00f4nios e contribui para melhorar os impulsos el\u00e9tricos. Albert Einstein, por exemplo, era recordista em massa branca. Quando ele morreu, seu c\u00e9rebro foi dissecado, e foi encontrada uma quantidade anormal de mielina. O c\u00e9rebro precisa de um tipo de gordura que s\u00e3o os \u00e1cidos graxos omega3 que possibilitam um ambiente ideal para a troca r\u00e1pida de mensagens entre as c\u00e9lulas, afirma Cosenza (2011).<br \/>\nNesse sentido, a informa\u00e7\u00e3o que o c\u00e9rebro capta j\u00e1 se apresenta de forma distorcida. Segundo Cosenza  (2011), um jogador treina para que seus sensores prim\u00e1rios (motores) executem da melhor forma o que o setor terci\u00e1rio (c\u00e9rebro) organizou (pensou). Assim, nosso pensamento \u00e9 organizado atrav\u00e9s de uma boa liga\u00e7\u00e3o entre neur\u00f4nios, sensores e c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Segundo Zorzi (2009), essa especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada pelas sinapses, locais que regulam a passagem de informa\u00e7\u00e3o no sistema nervoso e t\u00eam import\u00e2ncia na aprendizagem. Para o autor, \u00e9 no processo de encefaliza\u00e7\u00e3o (crescimento e desenvolvimento do enc\u00e9falo) que existe o ac\u00famulo de neur\u00f4nios formando circuitos cada vez mais complexos. Esses circuitos contribu\u00edram na capacidade e na cria\u00e7\u00e3o de novas habilidades, que, na intera\u00e7\u00e3o com o meio ambiente, tornam poss\u00edvel o surgimento de comportamentos sofisticados, os chamados sensores, possibilitam que a informa\u00e7\u00e3o chegar ao c\u00e9rebro.<br \/>\nPara Zorzi (2009), a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, pois temos v\u00e1rios est\u00edmulos e devemos focar qual deles deve ser analisado pelo nosso c\u00e9rebro naquele instante, pois n\u00e3o h\u00e1 o registro de todas as informa\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo, por isso a import\u00e2ncia da aten\u00e7\u00e3o para o c\u00e9rebro poder dar destaque. O n\u00edvel de vigil\u00e2ncia ou alerta est\u00e1 ligado a um grupo de neur\u00f4nios que regula a vigil\u00e2ncia, que possui um tom azul. Seu principal neurotransmissor produzido por esse neur\u00f4nio \u00e9 a noradrenalina.<br \/>\nSegundo o pesquisador Jos\u00e9 Meciano Filho  (2012), os professores da escola infantil s\u00e3o os que mais utilizam a neuroci\u00eancia, pois s\u00e3o os que mais utilizam o prazer e o l\u00fadico no processo educacional. Um dos pontos importantes apresentado pelo pesquisador \u00e9 que o c\u00e9rebro se dedica a aprender aquilo que ele percebe como significante.<br \/>\n Quando algu\u00e9m fala o endere\u00e7o de uma rua, a pessoa que escuta guarda mentalmente. Esse \u00e9 um processamento verbal da informa\u00e7\u00e3o, mas, se al\u00e9m disso, a pessoa pegar um mapa, olhar a trajet\u00f3ria e algumas fotos do lugar, ser\u00e1 um processamento espacial. Mais sensores estar\u00e3o armazenando a informa\u00e7\u00e3o para que a pessoa possa recordar o endere\u00e7o de forma mais f\u00e1cil, recuperar o registro, lembrar a informa\u00e7\u00e3o. Para Cosenza (2011), o registro \u00e9 o que guarda o novo para ser resgatado em um futuro pr\u00f3ximo. Quando a pessoa pensa em um gato, v\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es, registros dos diversos sensores ficam \u00e0 espera de serem acionados, \u00e0 espera do n\u00edvel de ativa\u00e7\u00e3o. Quando a pessoa elege, d\u00e1 aten\u00e7\u00e3o a um registro, ent\u00e3o come\u00e7a a pensar sobre o gato e recebe a informa\u00e7\u00e3o referente \u00e0quele registro. Exemplo: penso no gato e lembro (foco em um registro) que ele \u00e9 sedoso; aparece outro registro sobre o que \u00e9 ser sedoso. Posso n\u00e3o dar foco a esse registro e volto ao registro do gato e lembro que (foco um registro) se puxar o rabo dele, ele pode arranhar. J\u00e1 posso ter medo do gato ou mexer nele com mais cuidado. Outro registro focado me lembra que se fizer carinho no rosto e no pelo dele, o gato vai gostar. Ou seja, a cada a\u00e7\u00e3o que eu fa\u00e7o aparecem v\u00e1rios registros das diversas \u00e1reas que captaram a informa\u00e7\u00e3o sobre o assunto. Posso escolher um registro, conceder  aten\u00e7\u00e3o ao foco ou apenas descartar e continuar a olhar o gato, simplesmente esperando outros registros. A experi\u00eancia anterior \u00e9 importante, pois se o gato j\u00e1 arranhou a pessoa, \u00e9 esse registro que ser\u00e1 ativado. A for\u00e7a do registro associado \u00e0 imagem texto-t\u00e1til-visual e a experi\u00eancia contribuem para o registro ser permanente. Se n\u00e3o armazenamos a informa\u00e7\u00e3o com apenas um registro, como a escola pode ser estruturada em apenas o registro l\u00f3gico? Por que n\u00e3o utilizar a emo\u00e7\u00e3o como forma de aprendizagem tamb\u00e9m?<br \/>\nSegundo Cosenza (2011), as emo\u00e7\u00f5es t\u00eam contribu\u00eddo para os seres humanos tomarem a melhor decis\u00e3o para a sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie. Elas mobilizam o sentido, apontando que algo importante est\u00e1 ocorrendo e que \u00e9 necess\u00e1rio desviar a aten\u00e7\u00e3o e todos os mecanismos para resolver tal procedimento. Do ponto de vista da neurobiologia, as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o fen\u00f4menos que apontam a presen\u00e7a de algo importante ou significante em um determinado momento da vida de um indiv\u00edduo. A emo\u00e7\u00e3o mobiliza recursos cognitivos como a aten\u00e7\u00e3o e a percep\u00e7\u00e3o. O professor Jos\u00e9 Meciano Filho, no programa da TV Puc Campinas do dia 23\/04 de 2012, apresenta como o c\u00e9rebro aprende e para o autor  a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 importante dentro do contexto educacional.<br \/>\nOs est\u00edmulos do ambiente refletem diretamente ao aprendizado que est\u00e1 ligado ao desenvolvimento do c\u00e9rebro. A utiliza\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de m\u00fasica e jogos aliados ao prazer e afeto em din\u00e2micas escolares produzem altera\u00e7\u00f5es positivas na rela\u00e7\u00e3o ensino aprendizado no c\u00e9rebro. (Programa Ponto de Encontro 2012)<\/p>\n<p>Qual o problema de os professores trabalharem com essa nova linguagem que toma conta da sociedade que \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica? Qual o motivo da resist\u00eancia?<br \/>\nPensamos que uma das grandes resist\u00eancias ao audiovisual prov\u00e9m da dificuldade que os homens de Gutemberg, principalmente os intelectuais franceses, t\u00eam em admitir a validade da imagina\u00e7\u00e3o ou da afetividade nos processos de conhecimento e de ensino. (BABIN, KOULOUMDJIAN, 1989, p.105)<\/p>\n<p>Babin (1993) aponta um dado j\u00e1 defendido por McLuhan (1972) sobre as mudan\u00e7as sociais que vive o homem da cultura visual \u2013 as mudan\u00e7as nas escolas est\u00e3o acontecendo. Por\u00e9m, algumas disciplinas ainda tentam ensinar o b\u00e1sico. Qual aluno quer aula de Windows ou aprender a copiar um arquivo?  A experi\u00eancia do aluno com a tecnologia j\u00e1 faz isso; a escola deve sair para outro patamar.<br \/>\nFreinet (1974) foi um dos educadores que apontou que o fazer \u00e9 importante na  forma\u00e7\u00e3o do aluno. O aluno que entende o seu contexto, que se comunica com outros alunos e \u00e9 produtor do conhecimento, tem melhores condi\u00e7\u00f5es de integra\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade. Em seu livro \u201cPedagogia do Bom Senso\u201d, Freinet apresenta um confronto entre a pedagogia tradicional e a escola proposta por ele, para a qual o fazer \u00e9 importante. Ele acreditava que a escola era inadequada e fora da realidade dos alunos. Propunha que ela fosse voltada para a realidade, para a vida social. Uma escola ativa, em que a aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento deve ser processada de maneira significativa e prazerosa.<br \/>\nSe o aluno n\u00e3o tem sede de conhecimentos, nem qualquer apetite pelo trabalho que voc\u00ea lhe apresenta, tamb\u00e9m ser\u00e1 trabalho perdido &#8220;enfiar-lhe&#8221; nos ouvidos as demonstra\u00e7\u00f5es mais eloq\u00fcentes. Seria como falar com um surdo. Voc\u00ea pode elogiar, acariciar, prometer ou bater&#8230; o cavalo n\u00e3o est\u00e1 com sede! E cuidado: com essa insist\u00eancia ou essa autoridade bruta, voc\u00ea corre o risco de suscitar nos alunos uma esp\u00e9cie de avers\u00e3o fisiol\u00f3gica pelo alimento intelectual, e de bloquear, talvez para sempre, os caminhos reais que levam \u00e0s profundidades fecundas do ser. (FREINET, 1974, p.19)<br \/>\nTalvez falte \u00e0 escola gerar essa sede, essa fome, essa curiosidade. Ser\u00e1 que n\u00e3o temos capacidade de gerar isso? Ser\u00e1 que a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo contribui com esse processo?  Em 1923 Freinet realizava jornais de forma pedag\u00f3gica. Em pleno s\u00e9culo XXI temos medo dos v\u00eddeos que os alunos possam fazer na escola. Ser\u00e1 que retrocedemos? Como visto, pode ser em fun\u00e7\u00e3o do momento hist\u00f3rico que vivemos na d\u00e9cada de 1964. Nossos alunos sonham e se divertem fazendo v\u00eddeo.  Ser\u00e1 que n\u00e3o precisamos ser crian\u00e7as para sonhar?<br \/>\nSe voc\u00ea n\u00e3o voltar a ser como uma crian\u00e7a&#8230;&#8221;n\u00e3o entrar\u00e1 no reino encantado da pedagogia&#8230; Em vez de procurar esquecer a inf\u00e2ncia, acostume-se a reviv\u00ea-la; reviva-a com os alunos, procurando compreender as poss\u00edveis diferen\u00e7as originadas pela diversidade de meios e pelo tr\u00e1gico dos acontecimentos que influenciam t\u00e3o cruelmente a inf\u00e2ncia contempor\u00e2nea. Compreenda que essas crian\u00e7as s\u00e3o mais ou menos o que voc\u00ea era h\u00e1 uma gera\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea n\u00e3o era melhor do que elas, e elas n\u00e3o s\u00e3o piores do que voc\u00ea; portanto, se o meio escolar e social lhes fosse mais favor\u00e1vel, poderiam fazer melhor do que voc\u00ea, o que seria um \u00eaxito pedag\u00f3gico e uma garantia de progresso.(FREINET, 1974, p.24)<br \/>\nFreinet, dentre outros, foi uma das pessoas que pensou a escola de forma diferente, iniciando um movimento de renova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Desejava superar o ensino memor\u00edstico, divorciado da vida, da realidade dos alunos. Ferr\u00e9s, em seu livro V\u00eddeo Educa\u00e7\u00e3o (1996), apresenta uma pesquisa realizada pela sociedade americana Socondy Vacuun OIL Co Studies (1971), afirmando que os estudantes memorizam:<br \/>\n10% do que leem<br \/>\n20% do que escutam<br \/>\n30% do que veem<br \/>\n50% do que veem e escutam<br \/>\n79% do que dizem e discutem<br \/>\n90% do que dizem e depois realizam <\/p>\n<p>Pela pesquisa apresentada, os estudantes na escola tradicional gravam 50% do que veem e escutam. Se levarmos os percentuais para a \u00e1rea da produ\u00e7\u00e3o audiovisual, podemos afirmar que a aprendizagem estaria no \u00e2mbito dos 90%, pois os alunos se lembram de que fazem e pesquisam para a realiza\u00e7\u00e3o de projeto de v\u00eddeo. Eles debatem o tema, trocam informa\u00e7\u00e3o. Caso aceitemos essa linha de pensamento, podemos lembrar que o mestre Freire (1973) defendia que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 um encontro de sujeitos que buscam significa\u00e7\u00e3o dos significados. Ensino \u00e9 comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nAcredito que a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo pode ser um espa\u00e7o de encontro entre docente e discente e espa\u00e7o escolar. Professores que j\u00e1 produziram v\u00eddeo com seus alunos sabem que depois da realiza\u00e7\u00e3o muitas coisas acontecem, dentre elas a rela\u00e7\u00e3o docente e discente. Percebemos em pesquisas al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o alunos que participam melhoram a nota, passam a ter olhar mais critica, melhora a autoestima e a sua rela\u00e7\u00e3o com a escola. Estamos em um momento onde \u00e9 NECESSARIO professores e pesquisadores analisarem este procedimento t\u00e9cnico e Art\u00edsitico e analisar o que acontece na escola e com os alunos depois que realizam v\u00eddeo. A neuroci\u00eancia \u00e9 uma das teorias que podem elucidar essas a\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica e nem a derradeira. Precisamos de voc\u00ea professor\/pesquisador para escrever e ajudar a \u00e1rea a crescer como um todo.<br \/>\nRefer\u00eancias<br \/>\nBABIN, Pierre; KOULOUMDJIAN, Marrie F. Os novos modos de compreender: a gera\u00e7\u00e3o do audiovisual e do computador. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1989.<br \/>\nCASASSUS, Juan. Cadernos de Pesquisa (on line). S\u00e3o Paulo, 2001. A reforma educacional na Am\u00e9rica Latina no contexto da globaliza\u00e7\u00e3o. Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0100-15742001000300001.Acessado em: 12 jan. 2012.<br \/>\nCOSENZA, Ramon; GUERRA, Leonor . Neuroci\u00eancia e Educa\u00e7\u00e3o Como o C\u00e9rebro Aprende. Minas Gerais: Editora Artmed, 2011.<br \/>\nDAMASIO, Ant\u00f3nio. O Erro de Descartes: Emo\u00e7\u00e3o, Raz\u00e3o e o C\u00e9rebro Humano. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 1996<br \/>\nFREINET, C\u00e9lestin.  O jornal escolar. Lisboa: Estampa. 1974.<br \/>\nFREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 27 ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987<br \/>\nGARDNER, Howard. Estruturas da mente: A teoria das intelig\u00eancias m\u00faltiplas. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1994.<br \/>\nGARDNER, Howard. Intelig\u00eancias M\u00faltiplas: A teoria na pr\u00e1tica 1. ed. Porto Alegre Artes M\u00e9dicas, 1995<br \/>\nGUTI\u00c9RREZ Francisco.  Educaci\u00f3n y comunicaci\u00f3n en el proyecto principal. Santiago: UNESCO, 1984<br \/>\nGUTI\u00c9RREZ, Francisco. Escritos Pedag\u00f3gicos. Segovia: Escuela Universitaria de Magisterio, 1993<br \/>\nPEREIRA, Josias. A Produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Nas Escolas- Educar com Prazer. Pelotas: UFPel, 2012.<br \/>\nMATURANA, Humberto. Da Biologia a Psicologia. Porto Alegre: Artmed, 1998.<br \/>\nMCLUHAN, Marshall. A Gal\u00e1xia de Gutenberg: a forma\u00e7\u00e3o do homem tipogr\u00e1fico. S\u00e3o Paulo: Nacional, 1972.<br \/>\nMODERNELL, Renato; GERALDES, Elen. O Enigma da Intelig\u00eancia. Globo Ci\u00eancia, Rio de Janeiro, v.2, n. 15, p.56-63, out. 1992<\/p>\n<p>PANTANO, T; ZORZI, J.L. (Org) Neuroci\u00eancia Aplicada \u00e0 Aprendizagem. S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos: Pulso Editorial, 2009.<br \/>\nPORTO, T\u00e2nia Maria Esperon. Aprendizagens com tecnologias, artes e comunica\u00e7\u00e3o em cursos de forma\u00e7\u00e3o docente. Educa\u00e7\u00e3o (UFSM), 2006. <\/p>\n<p>ssor do curso de Cinema e da P\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica\/ UFPel<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil Josias Pereira Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil Josias Pereira Professor do curso de Cinema e Audiovisual e da P\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica\/ UFPel Resumo: O referido trabalho tenta elucidar qual a rela\u00e7\u00e3o entre a Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo estudantil. Analisamos algumas das teorias descobertas&#8230; <\/p>\n<div class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/roquettepinto\/2017\/03\/24\/neurociencia-e-producao-de-video-estudantil\/\">Leia mais<\/a><\/div>\n","protected":false},"author":578,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-136","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-1o-edicao"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil - Roquette-Pinto<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/roquettepinto\/2017\/03\/24\/neurociencia-e-producao-de-video-estudantil\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil - Roquette-Pinto\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil Josias Pereira Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo Estudantil Josias Pereira Professor do curso de Cinema e Audiovisual e da P\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica\/ UFPel Resumo: O referido trabalho tenta elucidar qual a rela\u00e7\u00e3o entre a Neuroci\u00eancia e a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo estudantil. 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