{"id":133,"date":"2017-03-24T20:17:42","date_gmt":"2017-03-24T23:17:42","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/roquettepinto\/?p=133"},"modified":"2017-03-24T20:19:05","modified_gmt":"2017-03-24T23:19:05","slug":"roquette-pinto-e-producao-de-video-estudantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/roquettepinto\/2017\/03\/24\/roquette-pinto-e-producao-de-video-estudantil\/","title":{"rendered":"Roquette Pinto e a Produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo Estudantil"},"content":{"rendered":"<p>Vania Dalpont<br \/>\nMestranda em Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica \/UFPel <\/p>\n<p>Resumo<br \/>\nRoquette Pinto foi um pesquisador brasileiro do s\u00e9culo passado que em 1910 pensava como utilizar a tecnologia no dia a dia da escola. O artigo pretende compreender como essas a\u00e7\u00f5es passaram por resist\u00eancia de outros te\u00f3ricos quase impedindo a cria\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Cinema Educativo.  A pesquisa qualitativa com abordagem bibliogr\u00e1fica aponta que muitas a\u00e7\u00f5es de Roquette Pinto s\u00e3o utilizadas hoje em uma dimens\u00e3o ampliada. <\/p>\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<br \/>\nFalar de produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo estudantil \u00e9 algo comum dentro de algumas escolas brasileiras onde os smartphones contribui com a possibilidade do aluno produzir v\u00eddeo. Essa a\u00e7\u00e3o que tem in\u00edcio fora do espa\u00e7o escolar j\u00e1 adentra o espa\u00e7o escolar de diversas formas. Uma a\u00e7\u00e3o que vem crescendo dentro dos \u00faltimos 10 anos e segundo Pereira (2014) possibilita que alunos e professores produzam v\u00eddeo no espa\u00e7o escolar. V\u00e1rios preconceitos ainda existem dentro do fazer v\u00eddeo, como apresentado por Pereira (2012), por\u00e9m essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 discutida desde o s\u00e9culo passado pela Escola Nova.<br \/>\nA Escola Nova tem in\u00edcio com Rui Barbosa em 1882 influenciado por John Dewey, filosofo americano que defendia que a escola deveria mudar o foco do aprendizado n\u00e3o deveria preparar para a vida, mas sim, a pr\u00f3pria vida. O foco n\u00e3o \u00e9 apenas o conte\u00fado, mas, o que ensinar e para quem ensinar. O movimento da Escola Nova ganha impulso em 1932 com o Manifesto dos Pioneiros da Educa\u00e7\u00e3o Nova em 1932 dentre os manifestantes destacamos Cecilia Meirelles, Fernando de Azevedo, An\u00edsio Teixeira, Jonathas Serrano e Roquette Pinto. Acreditavam que a Escola Nova ajudaria na moderniza\u00e7\u00e3o, e democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade. Segundo Louren\u00e7o (1950) A escola que Dewey dirigia as classes deixavam de ser locais onde os alunos estivessem sempre em sil\u00eancio, ou sem qualquer comunica\u00e7\u00e3o entre si, para se tornarem pequenas sociedades, que imprimissem nos alunos atitudes favor\u00e1veis ao trabalho em comunidade. N\u00e3o entraremos aqui no debate sobre as a\u00e7\u00f5es da Escola Nova e claro os seus opositores.<br \/>\nQueremos destacar a rela\u00e7\u00e3o entre o uso do cinema na sala de aula na vis\u00e3o de dois grane educadores.<br \/>\nDesde a d\u00e9cada de 1930, o cinema e a educa\u00e7\u00e3o mantinham um namoro a dist\u00e2ncia. As revistas de cinema apoiavam e divulgavam essa rela\u00e7\u00e3o como a revista Cinearte  Cinema e Educa\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m era salientado o aspecto negativo dos filmes, e os professores deveriam tomar cuidado com o que era exibido. Conforme salienta Almeida sobre o cinema o<br \/>\nEducador n\u00e3o pode desprez\u00e1-lo: deve introduzi-lo na escola, modificando processo e m\u00e9todos de educa\u00e7\u00e3o; e deve introduzir a educa\u00e7\u00e3o no cinema, para orient\u00e1-lo e desvi\u00e1-lo dos desacertados atalhos a que o levam os interesses mercantis do capitalismo mundial. (ALMEIDA, 1931, p.146)<\/p>\n<p>Canuto Mendes de Almeida (1931) explica que os filmes cl\u00e1ssicos tamb\u00e9m poderiam ter a\u00e7\u00f5es nocivas \u00e0 regularidade das a\u00e7\u00f5es morais. Na mesma \u00e9poca v\u00e1rios professores come\u00e7am a debater a rela\u00e7\u00e3o entre Cinema e Educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de Almeida, destaco o professor Louren\u00e7o Filho , que nessa \u00e9poca, alertava para o fato de que o cinema tamb\u00e9m poderia ser usado de forma negativa na forma\u00e7\u00e3o moral da sociedade, exibindo imagens e a\u00e7\u00f5es contra os costumes vigentes. O autor acreditava que o professor deveria selecionar com cuidado os filmes que os alunos poderiam assistir. Professores influenciados por esses pesquisadores criaram um movimento de censura indireta aos filmes da \u00e9poca. Levantaram a bandeira em prol do &#8220;bom&#8221; cinema.<br \/>\nJonathas Serrano e Francisco Ven\u00e2ncio Filho, em 1931, publicam o livro \u201cCinema e Educa\u00e7\u00e3o\u201d, explicando para os professores como deveriam utilizar o cinema dentro de um contexto educacional. O livro apresenta algumas das caracter\u00edsticas morais que o filme educativo deveria conter, dentre elas, o conte\u00fado a ser usado na constru\u00e7\u00e3o moral do aluno.<br \/>\nSerrano era um homem muito religioso, participou da cria\u00e7\u00e3o da Revista Social, direcionada aos jovens cat\u00f3licos do Brasil. O autor achava que o cinema deveria divulgar boas a\u00e7\u00f5es para serem copiadas pelos jovens. Com essa ideia, Joaquim Canuto Almeida tamb\u00e9m demonstrava a preocupa\u00e7\u00e3o com o cinema.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com os efeitos dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e seus produtos culturais para a forma\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens \u00e9 uma das marcas da trajet\u00f3ria profissional e intelectual de Serrano. Ao propor a organiza\u00e7\u00e3o de uma biblioteca para a mocidade e a publica\u00e7\u00e3o de uma revista com o mesmo fim, busca contribuir para selecionar e direcionar a literatura de fic\u00e7\u00e3o e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o a que estes jovens cat\u00f3licos do Brasil teriam (ALMEIDA, 1931, p. 50).<\/p>\n<p>Serrano defendia o filme de emo\u00e7\u00e3o sadia, n\u00e3o piegas, nem rid\u00edculo, mas humano e patri\u00f3tico. \u201cPropugnemos o filme brasileiro, sem exagera\u00e7\u00f5es, documental, de observa\u00e7\u00e3o exata, serena, sem legendas pedantes, sem namoros ris\u00edveis nem cenas de mundo equ\u00edvoco em ambientes indesej\u00e1veis&#8221; (SERRANO, 1931, p.184). Serrano se preocupava com o que os alunos iriam entender da moral dos filmes. Pelo seu lado religioso, acredito que ele dava \u00eanfase \u00e0s hist\u00f3rias que contribuam para formar um ser humano melhor.<br \/>\nPara Serrano, as pessoas deveriam ter uma rela\u00e7\u00e3o com o filme marcada pelo racioc\u00ednio frio e abstrato e n\u00e3o mais pelo sentimento. Um p\u00fablico que, entendido como um todo homog\u00eaneo, n\u00e3o seria capaz de agir racionalmente diante da influ\u00eancia negativa do cinema.<br \/>\nOs livros \u201cCinema contra Cinema\u201d, de Joaquim Canudo Almeida (1931), e \u201cCinema e Educa\u00e7\u00e3o\u201d, de Jonathas Serrano e Francisco Ven\u00e2ncio Filho (1931), s\u00e3o as primeiras tentativas, no Brasil, de organizar o uso do filme dentro do espa\u00e7o escolar. Segundo Alvarenga essas a\u00e7\u00f5es levaram o governo federal a criar um decreto em prol do cinema e educa\u00e7\u00e3o. O decreto 21.240, de 1932 que prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de uma Taxa Cinematogr\u00e1fica para Educa\u00e7\u00e3o Popular, bem como a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o especial ligado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade P\u00fablica.<br \/>\nA d\u00e9cada de 1930 com o surgimento do novo governo revolucion\u00e1rio de Get\u00falio Dorneles Vargas cria outros debates dentre eles sobre a educa\u00e7\u00e3o uma disputa entre a igreja cat\u00f3lica que era contra a laiciza\u00e7\u00e3o do ensino o que fazia a igreja ser contra o movimento da Escola Nova que era um grupo de professores e pesquisadores que desejavam modificar o  modo como a educa\u00e7\u00e3o brasileira est\u00e1 sendo conduzida, e uma delas tirar  a vis\u00e3o religiosa que as escolas da \u00e9poca apresentavam.  O cinema fica no alvo do governo e de professores pois contribui na forma que o cidad\u00e3o, no caso aluno, passa a ver a sociedade.<br \/>\nEsse debate se estende para a cria\u00e7\u00e3o de um conv\u00eanio que debatesse essa rela\u00e7\u00e3o entre cinema e educa\u00e7\u00e3o, sendo assim no dia 3 de janeiro de 1933, o Conv\u00eanio Cinematogr\u00e1fico Educativo foi  aberto com um discurso de Roquete Pinto, defendendo o uso do Cinema no processo educacional. Roquette-Pinto apresenta  propostas do Cinema Educativo para contribuir com a sociedade.<br \/>\nN\u00e3o  \u00e9  raro  encontrar,  mesmo  no  conceito  de  pessoas  esclarecidas,  certa confus\u00e3o entre o cinema educativo e o cinema instrutivo. \u00c9 certo que os dois andam sempre juntos e muitas vezes \u00e9 dif\u00edcil ou imposs\u00edvel dizer onde acaba um e come\u00e7a o outro, distin\u00e7\u00e3o que ali\u00e1s n\u00e3o tem de fato grande import\u00e2ncia na  maioria  das  vezes.  No  entanto  \u00e9  curioso  notar  que  o  chamado  cinema  educativo,  em  geral  n\u00e3o  passa  de  simples  cinema  de  instru\u00e7\u00e3o. Porque  o verdadeiro educativo \u00e9 outro, grande cinema de espet\u00e1culo, o cinema da vida integral.  Educa\u00e7\u00e3o  \u00e9,  principalmente  gin\u00e1stica  do  sentimento,  aquisi\u00e7\u00e3o  de h\u00e1bitos e costumes de moralidade, de higiene, de sociabilidade, de trabalho e at\u00e9  de  vadia\u00e7\u00e3o&#8230;Tem  que  resultar  do  atrito  di\u00e1rio  da  personalidade  com  a fam\u00edlia e com o povo. A instru\u00e7\u00e3o dirige-se principalmente \u00e0 intelig\u00eancia. O indiv\u00edduo  pode  instruir-se  sozinho,  mas  n\u00e3o  se  pode  educar  sen\u00e3o  em sociedade. (Alvarenga, 2012)<br \/>\nDebates como esse sobre o que \u00e9 o cinema e como us\u00e1-lo no espa\u00e7o escolar contribu\u00edram para que, no dia 3 de janeiro de 1933, o Conv\u00eanio Cinematogr\u00e1fico Educativo fosse aberto com um discurso de Roquette-Pinto, defendendo o uso do cinema no processo educacional.<br \/>\nEsses movimentos e encontros levam Roquette-Pinto a pensar na cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o que ajudasse a desenvolver o Cinema com o vi\u00e9s educativo e que, principalmente, exibisse imagens de diversas regi\u00f5es do Brasil para as escolas do pa\u00eds. Assim, tem in\u00edcio a cria\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional Cinema e Educativo (INCE), em 1936, tendo como diretor Roquette-Pinto. A fun\u00e7\u00e3o do INCE era documentar as atividades cient\u00edficas e culturais realizadas no pa\u00eds, para difundi-las, principalmente, na rede escolar.<br \/>\nNo in\u00edcio do s\u00e9culo XX, existia a influ\u00eancia da sociologia a estabelecer que a sociedade era o corpo humano, e o sangue eram os trabalhadores que deveriam ser ajudados para ter uma orienta\u00e7\u00e3o e cumprir suas a\u00e7\u00f5es para o coletivo. Roquette-Pinto absorve essas teorias e apresenta os meios de comunica\u00e7\u00e3o como uma forma de plasma que orienta e une a sociedade em certo objetivo: \u201cMostrar o Brasil para os brasileiros\u201d. Por\u00e9m os grupos sociais estavam insatisfeitos, pois o INCE realizava v\u00eddeos sobre cultura e n\u00e3o debatia as mudan\u00e7as sociais que estavam acontecendo no pais. Na d\u00e9cada de 1960, os movimentos sociais ajudam a criar o Instituto Nacional de Cinema (INC), e jovens cineastas iniciam um movimento de mostrar o pa\u00eds e seus problemas financeiros e pol\u00edticos. Filmes como \u201cBye Bye Brasil\u201d (1979), \u201cO Pagador de Promessa\u201d (1962), \u201cDeus e o Diabo na Terra do Sol\u201d (1964), al\u00e9m de cr\u00edtica positiva, mostram o pa\u00eds que as emissoras de TV n\u00e3o apresentam. A critica social \u00e9 o forte do movimento conhecido como Cinema Novo .<br \/>\nDepois do fim do INCE percebemos que n\u00e3o existiu da parte do governo uma medida para que o Cinema e a Educa\u00e7\u00e3o tivessem uma liga\u00e7\u00e3o mais profundo. Apenas em 2014 com  a lei 13006 que obriga as escolas a exibirem filmes de produ\u00e7\u00e3o nacional nas escolas de educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Por\u00e9m a lei at\u00e9 o momento n\u00e3o foi regularizada sendo assim sem efeito pr\u00e1tico nas escolas.<br \/>\nO que percebemos \u00e9 o crescimento de alunos produzindo v\u00eddeos dentro do espa\u00e7o escolar. Segundo Pereira, (2006) a escola pode buscar respostas aos novos desafios da sociedade na produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo escolar. Vivemos em um tempo hist\u00f3rico e social em que a imagem \u00e9 um espa\u00e7o de socializa\u00e7\u00e3o. A escola tem hoje a possibilidade de n\u00e3o ser apenas reprodutora e\/ou consumidora de imagens. A ela cabe estimular o aluno a criar e buscar novos conhecimentos, apropriando-se deles com e atrav\u00e9s das novas tecnologias. Os programas de inser\u00e7\u00e3o das novas tecnologias nas escolas ficam, na maioria das vezes, voltados apenas a colocar computadores nas escolas, no entanto, tamb\u00e9m devem agregar filmadoras e m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas, contribuindo com uma nova alfabetiza\u00e7\u00e3o. A alfabetiza\u00e7\u00e3o da imagem deve ser conte\u00fado nas escolas, dentro das Artes Visuais e nas mais diferentes disciplinas. Segundo Pereira (2012), a produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo \u00e9 considerada um espa\u00e7o para o aluno expressar a sua cultura e a sua individualidade. Para o autor, a sociedade atual criou diferentes linguagens para se comunicar, dentre elas o cinema, TV, r\u00e1dio, computador, internet etc. \u00c9 o que o autor chama de Pedagogia da Comunica\u00e7\u00e3o e tem como objetivo introduzir, na escola, todas essas linguagens que a sociedade usa, para que o aluno aprenda com a realidade e n\u00e3o encontre tanta diferen\u00e7a entre a escola e a sociedade, pois, Nessa \u201cciviliza\u00e7\u00e3o visual\u201d, o cinema foi um elemento importante para que o mundo iniciasse seu processo de retribaliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nNo Brasil a rela\u00e7\u00e3o cinema e educa\u00e7\u00e3o passa por algumas etapas, dentre elas a moraliza\u00e7\u00e3o do cinema feita por Jonathas Serrano e Francisco Ven\u00e2ncio, e a educa\u00e7\u00e3o popular realizada por Roquette-Pinto.  Acreditamos que Jonathas Serrano e Francisco Ven\u00e2ncio Filho, n\u00e3o imaginavam que em t\u00e3o pouco tempo jovens teriam acesso a todo tipo de conte\u00fado audiovisual, via sites de exibi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo como o You Tube. Roquette Pinto sonhava que o audiovisual fosse realizado e exibido em escolas para divulgar a\u00e7\u00f5es educativas, agora podemos assistir v\u00eddeo em qualquer espa\u00e7o com varias m\u00eddias diferentes. Ser\u00e1 que assistimos mais v\u00eddeos educacionais? O que roquette Pinto acharia destes v\u00eddeos feitos por estudantes?<\/p>\n<p>Referencias<br \/>\nAlan Carneiro. Roquette Pinto. FGV, 2008<br \/>\nhttp:\/\/cpdoc.fgv.br\/sites\/default\/files\/verbetes\/primeira-republica\/ROQUETTE-PINTO.pdf. Acessado dia 10 Maio 2016<\/p>\n<p>ALMEIDA, Joaquim Canuto Mendes de. Cinema contra cinema. Bases gerais para um esbo\u00e7o de organiza\u00e7\u00e3o do cinema educativo no Brasil. S\u00e3o Paulo: S\u00e3o Paulo Editora, 1931<\/p>\n<p>ALVARENGA, Ana Gabriela.  Os Intelectuais da Educa\u00e7\u00e3o da D\u00e9cada de 1930 Vinculados a Comiss\u00e3o de Censura Cinematogr\u00e1fica. X semin\u00e1rio Nacional de estudos e Pesquisas \u201cHist\u00f3ria, Sociedade e Educa\u00e7\u00e3o no Brasil  Universidade Federal da Para\u00edba \u2013 2012 <\/p>\n<p>CARVALHO, Viviane, Batista. As Influ\u00eancias Do Pensamento De John Dewey No Cen\u00e1rio Educacional Brasileiro. Revista Redescri\u00e7\u00f5es\u2013Revista on line do GT de Pragmatismo Ano 3, N\u00famero 1, 2011 \u2013 Acessado dia 17\/03\/2017<\/p>\n<p>CASTRO, Ruy. Roquette-Pinto, O homem multid\u00e3o .Revista especial dos 60 anos da Radio MEC.Rio de Janeiro. 1996. <\/p>\n<p>FILHO, Louren\u00e7o. Introdu\u00e7\u00e3o ao estudo da Escola Nova. S\u00e3o Paulo : Melhoramentos, 1950. p. 133.)<\/p>\n<p>PEREIRA, Josias. Produ\u00e7\u00e3o de V\u00eddeo nas Escolas Uma vis\u00e3o Brasil &#8211; It\u00e1lia &#8211; Espanha &#8211; Equador. ERD Filmes, 2014.<\/p>\n<p>PEREIRA, Josias; JANHKE, Giovana. Produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo nas escolas: educar com prazer. Pelotas: ErdFilmes Editora, 2012. <\/p>\n<p>ROQUETTE \u2013 PINTO, Vera Regina. Roquette-Pinto, o r\u00e1dio e o cinema educativos. Revista USP, S\u00e3o Paulo n.1, mar.\/mai., 1989<\/p>\n<p>SAVIANI, Dermeval. O legado educacional do s\u00e9culo XX no Brasil. Campinas, SP: Autores Associados, 2004<\/p>\n<p>SERRANO, Jonathas. Narrativas sobre Cinema \u2013 Tais Campelo \u2013 caderno de ci\u00eancias humanas \u2013 especiaria v 10,n17 jan\/jun 2007 pg 57 \u2013 76<\/p>\n<p>VIDAL, Diana Gon\u00e7alves. Escola Nova e processo educativo. In: LOPES, Eliane Marta, FIGUEIREDO, Luciano e GREIVAS, Cynthia (orgs.). 500 anos de educa\u00e7\u00e3o no Brasil. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 3\u00aa. Ed., 2003 <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vania Dalpont Mestranda em Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica \/UFPel Resumo Roquette Pinto foi um pesquisador brasileiro do s\u00e9culo passado que em 1910 pensava como utilizar a tecnologia no dia a dia da escola. O artigo pretende compreender como essas a\u00e7\u00f5es passaram por resist\u00eancia de outros te\u00f3ricos quase impedindo a cria\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional de Cinema Educativo. 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