{"id":181,"date":"2025-04-03T11:22:29","date_gmt":"2025-04-03T14:22:29","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/?p=181"},"modified":"2025-04-03T11:22:29","modified_gmt":"2025-04-03T14:22:29","slug":"sete-de-abril-a-historia-interditada-do-templo-da-arte-pelotense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/2025\/04\/03\/sete-de-abril-a-historia-interditada-do-templo-da-arte-pelotense\/","title":{"rendered":"Sete de Abril: a hist\u00f3ria interditada do templo da arte pelotense"},"content":{"rendered":"<p><em>Nesta reportagem especial, a equipe do Reportagem em Curso mergulha na hist\u00f3ria do teatro mais antigo do Rio Grande do Sul<\/em><\/p>\n<p><em>Por Arthur Veiras e Beatriz Alt\/Reportagem em Curso<\/em><\/p>\n<p data-pm-slice=\"1 1 []\">Em meados dos anos 1800, na Freguesia de S\u00e3o Francisco de Paula, no sul do Brasil, a prosperidade econ\u00f4mica e a efervesc\u00eancia cultural moldavam a regi\u00e3o. A produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o do charque impulsionavam o surgimento de uma sociedade burguesa, enquanto o pa\u00eds vivia uma transi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica significativa. No dia 7 de abril de 1831, o Imperador Dom Pedro I abdicou do trono e retornou a Portugal, deixando seu filho, Dom Pedro II, ent\u00e3o com apenas cinco anos, como herdeiro. Oficialmente, ele assumiria o trono dez anos depois, ao completar 15 anos.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, na Freguesia de S\u00e3o Francisco de Paula, um armaz\u00e9m deu in\u00edcio ao que viria a ser conhecido como o &#8220;teatrinho Sete de Abril&#8221;, nome escolhido em refer\u00eancia ao momento pol\u00edtico do pa\u00eds. Esse edif\u00edcio come\u00e7ou a ser erguido com financiamento proveniente da riqueza gerada pelo charque e pelo apoio da burguesia local. At\u00e9 1834, diversas apresenta\u00e7\u00f5es j\u00e1 ocorriam no espa\u00e7o, incluindo pe\u00e7as teatrais, declama\u00e7\u00f5es de poemas e outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais. O pr\u00e9dio do teatro foi oficialmente inaugurado em 2 de dezembro de 1833, data que coincidentemente marcava o anivers\u00e1rio de Dom Pedro II. As obras, por\u00e9m, foram conclu\u00eddas apenas no ano seguinte. O edif\u00edcio, pioneiro no estado, contava com 233 cadeiras, 61 camarotes e capacidade para 500 espectadores. Assim nascia o primeiro teatro do Rio Grande do Sul, na ent\u00e3o Vila de S\u00e3o Francisco de Paula.<\/p>\n<h3>O Teatro de Dom Pedro II e da Princesa Isabel<\/h3>\n<p>A liga\u00e7\u00e3o entre Dom Pedro II e o teatro era not\u00e1vel, refletida tanto no nome do edif\u00edcio quanto na data de sua inaugura\u00e7\u00e3o. Sua primeira visita a Pelotas, j\u00e1 elevada \u00e0 categoria de cidade, e ao Theatro Sete de Abril ocorreu em 1846. Acompanhado pelo Bar\u00e3o de Jaguari, um dos s\u00f3cios do teatro e grande propriet\u00e1rio de terras na regi\u00e3o, o Imperador foi calorosamente recebido pela popula\u00e7\u00e3o, assistiu a espet\u00e1culos e participou de um banquete no sal\u00e3o do edif\u00edcio.<\/p>\n<p>Em 1865, Dom Pedro II retornou a Pelotas, sendo novamente recebido com entusiasmo. Sob forte chuva, preferiu caminhar ao lado do povo, dispensando o uso de carruagens. Na chegada ao teatro, foi homenageado com o Hino Nacional, discursos e declama\u00e7\u00f5es de poesias. Sua influ\u00eancia sobre a cidade foi t\u00e3o marcante que, ap\u00f3s sua primeira visita em 1846, surgiu outro edif\u00edcio hist\u00f3rico de Pelotas: o Mercado P\u00fablico Municipal. O Imperador incentivou o desenvolvimento da cidade, impulsionando sua moderniza\u00e7\u00e3o e crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Em 1885, a Princesa Isabel tamb\u00e9m visitou Pelotas, acompanhada de seu marido, Gast\u00e3o de Orleans, Conde d\u2019Eu, e seus filhos. Durante sua estadia de 22 dias na cidade, a fam\u00edlia imperial frequentou o Theatro Sete de Abril, onde assistiu a espet\u00e1culos da companhia teatral dos renomados atores portugueses Furtado Coelho e Lucinda Sim\u00f5es.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do Theatro Sete de Abril se entrela\u00e7a com a trajet\u00f3ria pol\u00edtica e cultural do Brasil, sendo um s\u00edmbolo da relev\u00e2ncia de Pelotas no cen\u00e1rio art\u00edstico do s\u00e9culo XIX. Sua funda\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o evidenciam o papel da cidade como um importante polo cultural do sul do pa\u00eds.<\/p>\n<h3><strong>O local do baile de m\u00e1scaras, de Lobo da Costa e Zola Amaro<\/strong><\/h3>\n<div id=\"attachment_184\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-184\" class=\"size-medium wp-image-184\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-2-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-2-400x300.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-2-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-2-768x576.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-2-600x450.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-2-945x708.jpg 945w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-2.jpg 1154w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-184\" class=\"wp-caption-text\">Foto encontrada no Acervo do memorial Theatro Sete de Abril da atriz Zola Amaro durante o espet\u00e1culo &#8220;Norma&#8221;, em 1920. Foto: Arthur Veiras<\/p><\/div>\n<p data-pm-slice=\"1 1 []\">Inspirado nos carnavais de Veneza, o Theatro Sete de Abril tornou-se o ponto de encontro dos bailes de m\u00e1scaras em Pelotas. O primeiro baile ocorreu em 1849 e, a partir de ent\u00e3o, tornou-se uma tradi\u00e7\u00e3o, fervendo na cena cultural da cidade. Entre as diversas regras que garantiam o prest\u00edgio do evento, nenhuma era mais importante que o anonimato dos mascarados. Embora o baile fosse voltado principalmente \u00e0 burguesia local, tamb\u00e9m servia como espa\u00e7o para a venda e aluguel de escravizados. Apesar desse aspecto sombrio, o evento teve um papel significativo na constru\u00e7\u00e3o da identidade carnavalesca de Pelotas.<\/p>\n<p>A mem\u00f3ria do teatro n\u00e3o se resume apenas a seus eventos. Grandes figuras pelotenses se projetaram no Sete de Abril, alcan\u00e7ando reconhecimento hist\u00f3rico. Lobo da Costa, poeta e dramaturgo, teve sua obra imortalizada dentro de suas paredes. Seu primeiro drama encenado no teatro, &#8220;O Ma\u00e7on e o Jesu\u00edta&#8221;, estreou em 1876, impulsionando sua trajet\u00f3ria na dramaturgia. Mesmo com uma vida breve, encerrada aos 34 anos, suas poesias e pe\u00e7as continuaram a ecoar no Sete de Abril, preservando seu legado.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, Pelotas viu surgir um talento musical prodigioso: Zola Amaro. Ainda jovem, a cantora se destacava nos saraus familiares e eventos religiosos. Em 1915, o teatro recebeu a ilustre presen\u00e7a da soprano italiana Amelita Galli-Curci, que estava em turn\u00ea pela Am\u00e9rica do Sul com a Companhia Lyrica. Durante sua estadia, Galli-Curci ouviu Zola interpretar &#8220;Norma&#8221; e, encantada, profetizou que ela seria a maior int\u00e9rprete dessa personagem no mundo. O tempo confirmou a previs\u00e3o: Zola Amaro conquistou fama internacional com sua performance da obra de Bellini.<\/p>\n<p>O Theatro Sete de Abril foi palco de momentos hist\u00f3ricos para Pelotas. A rela\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia imperial consolidou sua import\u00e2ncia, mas seu maior legado \u00e9 a ascens\u00e3o de novos talentos e a dissemina\u00e7\u00e3o da cultura pelotense. Foi esse papel que permitiu que artistas como Zola Amaro, Lobo da Costa e tantos outros emergissem e deixassem sua marca na hist\u00f3ria.<\/p>\n<h3>Reformas que Transformaram o Teatro<\/h3>\n<p>O Theatro Sete de Abril passou por diversas reformas ao longo de sua exist\u00eancia. Originalmente, sua fachada era quadrada. Em 7 de setembro de 1916, ap\u00f3s uma grande interven\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica, foi inaugurada a fachada atual, que se tornou uma das mais ic\u00f4nicas do centro hist\u00f3rico de Pelotas. O arquiteto Jos\u00e9 Torriere projetou a nova estrutura com detalhes ligados \u00e0s artes c\u00eanicas, como m\u00e1scaras, violas, liras e um tarol esculpidos em cimento. A fachada passou a ostentar um arco com o nome &#8220;Theatro Sete de Abril&#8221; e as datas de 1834 (inaugura\u00e7\u00e3o do teatro) e 1916 (reforma da fachada), al\u00e9m de tr\u00eas vitr\u00f4s com as cores das bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. Na reinaugura\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s oito meses de fechamento, a companhia l\u00edrica italiana Rotoli-Biloro realizou uma apresenta\u00e7\u00e3o prestigiada pela elite local e por figuras pol\u00edticas influentes, incluindo o Coronel Pedro Os\u00f3rio, cujo nome seria posteriormente atribu\u00eddo \u00e0 pra\u00e7a em frente ao teatro.<\/p>\n<p>Entretanto, essa n\u00e3o foi a primeira reforma do Sete de Abril. Em 1853, apenas 19 anos ap\u00f3s sua abertura, o teatro foi fechado temporariamente para reparos no telhado. A primeira grande reforma ocorreu entre 1870 e 1872, quando a madeira da fachada foi substitu\u00edda por ferro e uma nova pintura foi aplicada.<\/p>\n<p>Em 1927, o teatro esteve amea\u00e7ado de demoli\u00e7\u00e3o devido \u00e0 crescente especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. O historiador Paulo Duval liderou um movimento de preserva\u00e7\u00e3o e, em 11 de julho de 1972, o Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional (Iphan) tombou o pr\u00e9dio, garantindo sua preserva\u00e7\u00e3o. No mesmo ano, o teatro foi ampliado com a anexa\u00e7\u00e3o de um terreno na Rua XV de Novembro.<\/p>\n<p>Em 1983, uma nova grande reforma ocorreu com a campanha &#8220;Sete de Abril Outra Vez&#8221;. Durante as obras, o teatro permaneceu aberto para visita\u00e7\u00e3o e exposi\u00e7\u00f5es. A restaura\u00e7\u00e3o incluiu reparos na alvenaria, assoalhos, forros, escadas e a impermeabiliza\u00e7\u00e3o do fosso da orquestra. Em 1998, revitaliza\u00e7\u00f5es foram realizadas no interior do teatro.<\/p>\n<p>No entanto, em mar\u00e7o de 2010, problemas no telhado levaram a uma nova interdi\u00e7\u00e3o. O que parecia ser uma reforma tempor\u00e1ria se arrasta at\u00e9 os dias de hoje, mantendo o Theatro Sete de Abril fechado por mais de 15 anos.<\/p>\n<div id=\"attachment_185\" style=\"width: 444px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-185\" class=\" wp-image-185\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-3-400x381.jpg\" alt=\"\" width=\"434\" height=\"413\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-3-400x381.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-3-600x572.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-3.jpg 627w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><p id=\"caption-attachment-185\" class=\"wp-caption-text\">Primeira fachada do teatro, em 1875. Foto retirada do livro Sete de Abril o teatro do imperador<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_186\" style=\"width: 450px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-186\" class=\" wp-image-186\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-4-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"440\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-4-400x267.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-4-600x400.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-4.jpg 879w\" sizes=\"auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><p id=\"caption-attachment-186\" class=\"wp-caption-text\">Fachada atual do teatro. Foto: Arthur Veiras<\/p><\/div>\n<h3><strong>\u201cO Sete est\u00e1 sendo fechado\u201d: O que acontecia no edif\u00edcio antes da interdi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<div id=\"attachment_187\" style=\"width: 362px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-187\" class=\" wp-image-187\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-5-300x400.jpg\" alt=\"\" width=\"352\" height=\"469\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-5-300x400.jpg 300w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-5-600x801.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-5.jpg 727w\" sizes=\"auto, (max-width: 352px) 100vw, 352px\" \/><p id=\"caption-attachment-187\" class=\"wp-caption-text\">Posters de divulga\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00f5es encontrados no Acervo do memorial Theatro Sete de Abril. Foto: Arthur Veiras<\/p><\/div>\n<p class=\"\" data-start=\"211\" data-end=\"331\">No dia 15 de mar\u00e7o de 2010, C\u00e1tia Amaral, ent\u00e3o funcion\u00e1ria do teatro, recebeu uma liga\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio em exerc\u00edcio:<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"333\" data-end=\"452\">\u2014 C\u00e1tia, avise seus colegas para pegarem seus pertences e evacuarem o Sete de Abril. O teatro est\u00e1 sendo interditado.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"454\" data-end=\"653\">Embora os problemas no telhado fossem conhecidos, a not\u00edcia pegou a todos de surpresa. O choque se espalhou entre os funcion\u00e1rios, e o clima de tristeza tomou conta do teatro naquela segunda-feira.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"655\" data-end=\"1250\">Na \u00e9poca, o Theatro Sete de Abril era o mais antigo em funcionamento no estado e um dos mais antigos do Brasil. Ningu\u00e9m imaginava que, mais de 15 anos depois, ele permaneceria fechado. Os jornais anunciavam que a situa\u00e7\u00e3o se resolveria em breve, mas os anos passaram, e a reabertura nunca aconteceu. Em 2014, com a conclus\u00e3o da primeira fase da obra, havia expectativa de que as portas do Sete fossem reabertas em 2015. Enquanto esteve ativo, o teatro recebeu grandes artistas, tanto de Pelotas quanto do cen\u00e1rio nacional e internacional, reafirmando sua import\u00e2ncia para a cultura brasileira.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1252\" data-end=\"1634\">Os anos 1990 foram especialmente marcantes para a hist\u00f3ria do Sete de Abril. Fernanda Torres, Renata Sorrah, Miguel Falabella, Marisa Orth, Aracy Balabanian, Regina Duarte, Mar\u00edlia Pera e Fernanda Montenegro est\u00e3o entre os nomes que subiram ao seu palco, muitos deles trazidos pela Funda\u00e7\u00e3o Sete de Abril, que tinha como objetivo promover um espet\u00e1culo nacional por m\u00eas no teatro.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1636\" data-end=\"1830\">A m\u00fasica tamb\u00e9m teve seu espa\u00e7o no Sete. \u00cdcones como Chico Buarque, C\u00e1ssia Eller, Adriana Calcanhotto e Stanley Jordan fizeram apresenta\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis, deixando sua marca na hist\u00f3ria do teatro.<\/p>\n<div id=\"attachment_188\" style=\"width: 375px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-188\" class=\" wp-image-188\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-6-300x400.jpg\" alt=\"\" width=\"365\" height=\"487\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-6-300x400.jpg 300w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-6-600x800.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-6.jpg 699w\" sizes=\"auto, (max-width: 365px) 100vw, 365px\" \/><p id=\"caption-attachment-188\" class=\"wp-caption-text\">Recados encontrados no livro de recados do Sete, presente no Acervo do memorial Theatro Sete de Abril. Dentre eles, uma mensagem deixada pela cantora C\u00e1ssia Eller. Foto: Arthur Veiras<\/p><\/div>\n<p>O Sete tamb\u00e9m abrigava a arte pelotense em seu interior. O TEP (Teatro Escola de Pelotas) fundado em 1914 se apresentou in\u00fameras vezes no teatro. O grupo Tholl, um dos maiores grupos circenses do Brasil, surgiu no palco do Sete de Abril.<\/p>\n<p>Requisitado constantemente pelos artistas pelotenses, o Sete estava sempre com a agenda cheia. Na quarta-feira, 17 de mar\u00e7o de 2010, o teatro voltaria a receber o p\u00fablico ap\u00f3s um breve recesso de in\u00edcio de ano. Conforme conta Ana L\u00facia Alt, funcion\u00e1ria do teatro de 2005 at\u00e9 2021, comunicar a not\u00edcia da interdi\u00e7\u00e3o aos artistas e produtores n\u00e3o foi nada f\u00e1cil. O produtor do espet\u00e1culo programado para quarta-feira ficou visivelmente nervoso e foi necess\u00e1rio que os funcion\u00e1rios o auxiliassem para ele se acalmar.<\/p>\n<p>O \u00faltimo espet\u00e1culo no Theatro Sete de Abril foi <strong>&#8220;<\/strong>Exotique<strong>&#8220;<\/strong>, do grupo Tholl. A \u00faltima vez em que a plateia lotou a plateia foi em 2009.<\/p>\n<div id=\"attachment_189\" style=\"width: 447px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-189\" class=\" wp-image-189\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-7-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-7-400x300.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-7-600x450.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-7.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><p id=\"caption-attachment-189\" class=\"wp-caption-text\">Plateia do teatro cheia antes de sua interdi\u00e7\u00e3o. Foto: arquivo pessoal Ana L\u00facia Alt<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_190\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-190\" class=\"size-medium wp-image-190\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-600x400.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8.jpg 770w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-190\" class=\"wp-caption-text\">Plateia do teatro atualmente. Foto: Beatriz Alt<\/p><\/div>\n<h3 class=\"\" data-start=\"86\" data-end=\"145\">Uma Pelotas sem o Sete: iniciativas ligadas ao teatro<\/h3>\n<p class=\"\" data-start=\"147\" data-end=\"319\">Desde 2010, diversas iniciativas e projetos foram criados ou ganharam for\u00e7a com o objetivo de manter viva a mem\u00f3ria do teatro e pressionar pela r\u00e1pida reabertura do Sete.<\/p>\n<h4 class=\"\" data-start=\"321\" data-end=\"384\">AMASETE (Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos do Theatro Sete de Abril)<\/h4>\n<p class=\"\" data-start=\"386\" data-end=\"724\">O Theatro Sete de Abril sempre foi um espa\u00e7o cultural de grande import\u00e2ncia para Pelotas. Artistas e p\u00fablico lotavam suas depend\u00eancias nos dias de espet\u00e1culo, transformando-o em um verdadeiro templo da arte. Com sua interdi\u00e7\u00e3o, os amantes da cultura da cidade se mobilizaram para manter viva a presen\u00e7a simb\u00f3lica do Sete, mesmo fechado.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"726\" data-end=\"1084\">Em 2012, por iniciativa de Haroldo de Campos (atual presidente da associa\u00e7\u00e3o), surgiu a AMASETE (Associa\u00e7\u00e3o dos Amigos do Theatro Sete de Abril). O movimento reuniu representantes da dan\u00e7a, teatro e m\u00fasica, al\u00e9m de integrantes da Secretaria de Cultura (SECULT), com o prop\u00f3sito de resgatar a mem\u00f3ria do teatro e refor\u00e7ar a reivindica\u00e7\u00e3o por sua reabertura.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1086\" data-end=\"1390\">A Biblioteca P\u00fablica Pelotense apoiou a iniciativa, cedendo espa\u00e7o para as reuni\u00f5es. Durante tr\u00eas meses, os participantes se encontraram periodicamente para elaborar o estatuto da associa\u00e7\u00e3o. O lan\u00e7amento oficial ocorreu em um evento p\u00fablico na pr\u00f3pria biblioteca, marcado por apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1392\" data-end=\"1695\">O primeiro grande projeto da AMASETE foi o <strong data-start=\"1435\" data-end=\"1459\">Aplauso Fora do Sete<\/strong>, um evento realizado na esplanada do teatro. A iniciativa contou com grande ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o pelotense, que ocupou a rua em 7 de abril de 2013 para prestigiar apresenta\u00e7\u00f5es culturais e refor\u00e7ar a import\u00e2ncia do Sete para a cidade.<\/p>\n<div id=\"attachment_191\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-191\" class=\"size-medium wp-image-191\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-1-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-1-400x300.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-1-768x576.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-1-600x450.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-1-945x709.jpg 945w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-8-1.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-191\" class=\"wp-caption-text\">Evento Aplauso Fora do Sete, ocorrido em 07\/04\/2013. Foto: arquivo pessoal Ana L\u00facia Alt<\/p><\/div>\n<p>A AMASETE completar\u00e1 12 anos no ano de 2025, e nesses anos diversas iniciativas em prol do Sete foram realizadas. O espet\u00e1culo <em>Arte Fora do Sete<\/em>, uma pe\u00e7a que remonta a hist\u00f3ria do Sete de Abril de forma descontra\u00edda, foi exibido na cidade de Pelotas e Jaguar\u00e3o. Exposi\u00e7\u00f5es e mostras culturais, manifesta\u00e7\u00f5es pela volta do Sete, cortejos culturais e o Aplauso Fora do Sete s\u00e3o alguns dos eventos que a associa\u00e7\u00e3o realiza.<\/p>\n<h3><strong>Memorial<\/strong><\/h3>\n<div id=\"attachment_192\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-192\" class=\"size-medium wp-image-192\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-9-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-9-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-9-768x511.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-9-600x400.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-9.jpg 931w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-192\" class=\"wp-caption-text\">Memorial do teatro, quando era aberto ao p\u00fablico. Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p class=\"\" data-start=\"154\" data-end=\"506\">Em 1923, o teatro se expandiu ainda mais com a anexa\u00e7\u00e3o de um terreno localizado na Rua XV de Novembro. Anos mais tarde, esse local passou a abrigar o Memorial do Theatro Sete de Abril, um acervo hist\u00f3rico que re\u00fane fotos, p\u00f4steres, registros de jornais, livros com assinaturas e diversos materiais que contam a hist\u00f3ria do teatro desde sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"508\" data-end=\"727\">De 2010 a 2019, o memorial funcionou como um espa\u00e7o para relembrar o Sete de Abril e apresentar sua trajet\u00f3ria a novas gera\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m do acervo permanente, o local tamb\u00e9m recebeu diversas exposi\u00e7\u00f5es ao longo dos anos.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"729\" data-end=\"964\">Em 2019, com o in\u00edcio de uma nova fase de restaura\u00e7\u00e3o do teatro, o acervo hist\u00f3rico foi transferido para o Casar\u00e3o 6, sem acesso ao p\u00fablico, e permanece assim desde ent\u00e3o. At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para a reabertura do memorial.<\/p>\n<h3 data-start=\"973\" data-end=\"997\"><strong data-start=\"973\" data-end=\"995\">Sete ao Entardecer<\/strong><\/h3>\n<p class=\"\" data-start=\"999\" data-end=\"1236\">Criado antes da interdi\u00e7\u00e3o do teatro, o <strong data-start=\"1039\" data-end=\"1061\">Sete ao Entardecer<\/strong> continuou acontecendo mesmo ap\u00f3s o fechamento do espa\u00e7o. O projeto oferecia um palco para apresenta\u00e7\u00f5es de artistas locais e sempre atra\u00eda um grande p\u00fablico dentro do Sete.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1238\" data-end=\"1427\">A partir de 2011, outras loca\u00e7\u00f5es da cidade passaram a abrigar a iniciativa, como a F\u00e1brica Cultural, o Mercado P\u00fablico e a esplanada do teatro, mantendo vivo o esp\u00edrito do Sete de Abril.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1429\" data-end=\"1798\">O \u00faltimo <strong data-start=\"1438\" data-end=\"1460\">Sete ao Entardecer<\/strong> presencial ocorreu em 2020. Em 2021, devido \u00e0 pandemia, o evento foi realizado online. Em contato com a Secretaria de Cultura, a atual secret\u00e1ria, Carmen Vera Roig, afirmou que deseja retomar esse e outros projetos culturais que aconteciam no entorno do teatro, como o <strong data-start=\"1730\" data-end=\"1737\">277<\/strong>, evento realizado todas as segundas-feiras \u00e0s 19h no Sete.<\/p>\n<div id=\"attachment_193\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-193\" class=\"size-medium wp-image-193\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-10-400x300.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-10-400x300.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-10-768x576.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-10-600x450.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-10-945x709.jpg 945w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-10.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-193\" class=\"wp-caption-text\">Sete ao Entardecer, realizado em frente ao teatro em 2014. Foto: arquivo pessoal Ana L\u00facia Alt<\/p><\/div>\n<h3><strong>Situa\u00e7\u00e3o atual do Theatro Sete de Abril<\/strong><\/h3>\n<div id=\"attachment_194\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-194\" class=\"size-medium wp-image-194\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-11-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-11-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-11-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-11-768x511.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-11-600x399.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-11-945x629.jpg 945w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-11.jpg 1197w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-194\" class=\"wp-caption-text\">Secret\u00e1ria de Cultura de Pelotas, Carmen Vera Roig, durante entrevista. Foto: Arthur Veiras<\/p><\/div>\n<p class=\"\" data-start=\"135\" data-end=\"511\">Em dezembro de 2024, a ent\u00e3o prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, fez uma transmiss\u00e3o ao vivo em suas redes sociais, direto do teatro, para explicar por que n\u00e3o foi poss\u00edvel reabrir o Sete de Abril. \u201cTalvez essa seja uma das maiores frustra\u00e7\u00f5es que eu leve\u201d, comentou Paula, referindo-se ao fato de n\u00e3o ter conseguido entregar o teatro pronto antes do fim de seu mandato.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"513\" data-end=\"869\">Na mesma ocasi\u00e3o, a ex-prefeita mencionou seu desejo de realizar o rito de passagem do cargo para o atual prefeito, Fernando Marroni, dentro do teatro. No entanto, isso n\u00e3o foi poss\u00edvel. Ao assumir a prefeitura, Marroni fez uma visita t\u00e9cnica ao local e informou \u00e0 imprensa que ainda havia muitas demandas a serem atendidas antes de uma abertura oficial.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"871\" data-end=\"1299\">Para esta reportagem, conversamos com a secret\u00e1ria de Cultura de Pelotas, Carmen Vera Roig, e perguntamos por que a nova gest\u00e3o anunciou que o teatro ainda precisava de v\u00e1rias reformas, contrariando o discurso anterior de que o Sete estava \u201cquase pronto\u201d. A secret\u00e1ria afirmou que Paula Mascarenhas estava sendo muito otimista e que, provavelmente, a transi\u00e7\u00e3o de governo teria sido apenas uma abertura simb\u00f3lica, n\u00e3o oficial.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1301\" data-end=\"1534\">Carmen tamb\u00e9m apontou atrasos no cronograma como poss\u00edveis causas da frustra\u00e7\u00e3o da ex-prefeita. \u201cAs cadeiras da plateia estavam previstas para chegar em novembro do ano passado, mas isso n\u00e3o aconteceu. S\u00f3 chegaram agora\u201d, comentou.<\/p>\n<p class=\"\" data-start=\"1536\" data-end=\"2061\">Sobre os planos da pasta para o teatro, a secret\u00e1ria garantiu: \u201cNosso objetivo maior \u00e9 abrir o teatro o mais r\u00e1pido poss\u00edvel, e toda a secretaria est\u00e1 focada nisso.\u201d No entanto, ela destacou que obst\u00e1culos jur\u00eddicos, burocr\u00e1ticos e financeiros ainda atrasam a reabertura. Al\u00e9m disso, problemas estruturais prolongam a espera pelo Sete, como os frequentes furtos dos fios do sistema el\u00e9trico do teatro. Apesar dos desafios, Carmen refor\u00e7ou que sua equipe est\u00e1 totalmente mobilizada para concluir as obras e reabrir o espa\u00e7o.<\/p>\n<h3><strong>O que podemos esperar?<\/strong><\/h3>\n<div id=\"attachment_195\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-195\" class=\"size-medium wp-image-195\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-12-400x267.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-12-400x267.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-12-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-12-768x512.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-12-600x400.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-12-945x630.jpg 945w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-12.jpg 1217w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-195\" class=\"wp-caption-text\">Interior do Theatro Sete de Abril atualmente. Foto: Arthur Veiras<\/p><\/div>\n<p>Visitamos as instala\u00e7\u00f5es do Theatro Sete de Abril. O interior do teatro, assim como em toda sua hist\u00f3ria, est\u00e1 muito bonito. O local est\u00e1 visivelmente em obras. As cadeiras que chegaram para preencher o sal\u00e3o do Sete estavam em cima do palco, esperando para serem realocadas aos seus devidos lugares. O lustre hist\u00f3rico do teatro tamb\u00e9m est\u00e1 l\u00e1, envolvido em pl\u00e1stico bolha, esperando para sua instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_196\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-196\" class=\"size-medium wp-image-196\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-13-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-13-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-13-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-13-768x511.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-13-600x399.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-13-945x629.jpg 945w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-13.jpg 1146w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-196\" class=\"wp-caption-text\">Vista de cima da situa\u00e7\u00e3o atual do Theatro Sete de Abril. Foto: Beatriz Alt<\/p><\/div>\n<div id=\"attachment_197\" style=\"width: 410px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-197\" class=\"size-medium wp-image-197\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-14-400x266.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-14-400x266.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-14-768x511.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-14-600x400.jpg 600w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-14.jpg 943w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><p id=\"caption-attachment-197\" class=\"wp-caption-text\">O prefeito, Fernando Marroni, junto da secret\u00e1ria de cultura Carmen Vera Roig, no Theatro Sete de Abril. Foto: Beatriz Alt<\/p><\/div>\n<p>O sentimento no teatro, assim como o da secret\u00e1ria, \u00e9 de esperan\u00e7a\u2014esperan\u00e7a de ver o povo pelotense novamente enchendo aquele espa\u00e7o repleto de hist\u00f3ria. Durante nossa visita, a vontade de ver o Sete vivo, com apresenta\u00e7\u00f5es e pulsando cultura, s\u00f3 aumentava. No local, encontramos o prefeito Fernando Marroni, que tamb\u00e9m parecia confiante quanto ao futuro do teatro. Ainda h\u00e1 muito a ser feito, mas a reabertura do Theatro Sete de Abril parece mais pr\u00f3xima do que nunca. Apesar da falta de uma data definida, a principal sensa\u00e7\u00e3o que o espa\u00e7o transmite \u00e9, mais uma vez, esperan\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta reportagem especial, a equipe do Reportagem em Curso mergulha na hist\u00f3ria do teatro mais antigo do Rio Grande do Sul Por Arthur Veiras e Beatriz Alt\/Reportagem em Curso Em meados dos anos 1800, na Freguesia de S\u00e3o Francisco de&#8230; <a class=\"more-link\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/2025\/04\/03\/sete-de-abril-a-historia-interditada-do-templo-da-arte-pelotense\/\">Continue lendo &rarr;<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1422,"featured_media":183,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-181","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/files\/2025\/04\/teatro-1.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1422"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=181"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":198,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181\/revisions\/198"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/media\/183"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/reportagememcurso\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}