{"id":2,"date":"2020-08-01T19:27:50","date_gmt":"2020-08-01T22:27:50","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/?page_id=2"},"modified":"2020-10-08T21:26:51","modified_gmt":"2020-10-09T00:26:51","slug":"projeto","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/projeto\/","title":{"rendered":"O Projeto no Contexto da Pandemia do COVID-19"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-538 aligncenter\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/files\/2020\/08\/CASA-1024x603-2-400x236.jpg\" alt=\"\" width=\"1020\" height=\"601\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/files\/2020\/08\/CASA-1024x603-2-400x236.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/files\/2020\/08\/CASA-1024x603-2-768x452.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/files\/2020\/08\/CASA-1024x603-2.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1020px) 100vw, 1020px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A pandemia do COVID-19 criou desafios ainda mais significativos para os refugiados, que muitas vezes t\u00eam comprometido sua capacidade de acessar servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade e assist\u00eancia social, participa\u00e7\u00e3o social e engajamento c\u00edvico. O Brasil e a Col\u00f4mbia est\u00e3o passando por profundas mudan\u00e7as urbanas como resultado do deslocamento interno e da migra\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a. A migra\u00e7\u00e3o interna tem sido um fator chave, mas o fluxo de refugiados, incluindo aqueles que fogem da recente crise na Venezuela, criou desafios para as \u00e1reas urbanas em termos de como fornecer a infraestrutura f\u00edsica, social e comunit\u00e1ria necess\u00e1ria para apoiar a sa\u00fade e o bem-estar. Mais de 5 milh\u00f5es de venezuelanos fugiram de seu pa\u00eds desde 2014, com 1.764 milh\u00f5es vivendo na Col\u00f4mbia e 264.617 no Brasil (R4V, agosto de 2020). A ag\u00eancia de migra\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, Organiza\u00e7\u00e3o Internacional para as Migra\u00e7\u00f5es (OIM), advertiu que a Venezuela caminha para o mesmo &#8220;momento de crise&#8221; dos refugiados visto no Mediterr\u00e2neo em 2015. O Brasil e a Col\u00f4mbia j\u00e1 possu\u00edam fr\u00e1geis suportes formais de sa\u00fade e infraestrutura urbana mesmo antes da pandemia do COVID-19, comprometendo o bem-estar dos refugiados. A constru\u00e7\u00e3o de locais resilientes para apoiar a sa\u00fade e o bem-estar foi identificada como uma estrat\u00e9gia de prote\u00e7\u00e3o potencial para permitir que as comunidades respondam melhor ao risco e \u00e0 vulnerabilidade. Para promover a inclus\u00e3o social, precisamos entender a <strong>resili\u00eancia como \u201csalto para a frente\u201d em vez de \u201csalto para tr\u00e1s\u201d.<\/strong> Essa conceitua\u00e7\u00e3o alternativa \u00e9 vista como mais compat\u00edvel com nossa perspectiva de estudo &#8211; a aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 voltada para a capacidade das comunidades de continuar uma trajet\u00f3ria de desenvolvimento ascendente, em vez de simplesmente retornar ao seu n\u00edvel original de vulnerabilidade antes da pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Considerando esse contexto, o Projeto <span style=\"color: #76323f\"><strong>&#8216;Projetando Comunidades Resilientes para apoiar a sa\u00fade e o bem-estar dos Refugiados Venezuelanos no Brasil e na Col\u00f4mbia&#8217;<\/strong><\/span> iniciou uma pesquisa explorat\u00f3ria em Julho de 2020 e busca propor ferramentas e recursos tecnol\u00f3gicos para informar o desenvolvimento de comunidades resilientes para refugiados da Venezuela no Brasil e na Col\u00f4mbia, em termos de acesso a servi\u00e7os de sa\u00fade e bem-estar, considerando o contexto da pandemia COVID-19. Esse projeto prop\u00f5e um conjunto de ferramentas para o planejamento e gest\u00e3o urbana integrada, que contribuam para o desenvolvimento de pol\u00edticas e pr\u00e1ticas p\u00fablicas de resili\u00eancia eficazes de resposta ao COVID-19. Essas ferramentas buscam interven\u00e7\u00f5es inclusivas, de car\u00e1ter tecnol\u00f3gico, que ofere\u00e7am suporte aos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos para auxiliar e apoiar a sa\u00fade e o bem-estar desse grupo vulner\u00e1vel. Esse projeto \u00e9 uma prioridade agora, pois o impacto do COVID-19 est\u00e1 causando efeitos delet\u00e9rios nos pa\u00edses de baixa e m\u00e9dia renda (LMICs \u2013 <em>Low and middle income countries<\/em>), como Brasil e Col\u00f4mbia. 80% dos refugiados vivem em LMICs e essas \u00e1reas j\u00e1 possuem fracos apoios formais de sa\u00fade e infraestrutura urbana, o que compromete ainda mais o bem-estar dessa popula\u00e7\u00e3o. Experi\u00eancias anteriores com o v\u00edrus Ebola e outros surtos mostraram que as pol\u00edticas p\u00fablicas precisam incluir refugiados e pessoas deslocadas de seus pa\u00edses para combater o impacto das pandemias e garantir que todos tenham acesso a sa\u00fade e ao bem-estar. Reconhecemos que as pol\u00edticas p\u00fablicas devem incluir refugiados em medidas de prepara\u00e7\u00e3o\/resposta \u00e0 pandemia do COVID-19. Reconhecemos \u00e9 necess\u00e1rio apoio urgente para explorar como as comunidades podem ser resilientes e estarem preparadas para enfrentar pandemias, tanto mais imediatamente no contexto do COVID-19 quanto em cen\u00e1rios futuros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Buscamos responder a seguinte pergunta: Como planejar comunidades resilientes e inclusivas, envolvendo refugiados venezuelanos no Brasil e na Col\u00f4mbia, que apoiem a sa\u00fade e o bem-estar em resposta \u00e0 pandemia COVID-19?<\/p>\n<p>Como objetivos temos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(i) desenvolver uma <strong>GIS Plataforma Multi-nacional<\/strong>, capaz de mapear as condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e bem-estar dos refugiados venezuelanos no Brasil e na Col\u00f4mbia em todo territ\u00f3rio nacional de ambos pa\u00edses, a fim de entender as necessidades dessa popula\u00e7\u00e3o em resposta \u00e0 pandemia do COVID-19;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(ii) mapear e compreender as experi\u00eancias dos refugiados venezuelanos no Brasil e na Col\u00f4mbia a partir de um aplicativo inovador para celular que consiga identificar as barreiras, os desafios e as oportunidades que existem e\/ou que poderiam ser criadas para promover um planejamento urbano sustent\u00e1vel e saud\u00e1vel para as comunidades durante e ap\u00f3s a pandemia do COVID-19;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">(iii) desenvolver capacidade tecnol\u00f3gica al\u00e9m da pesquisa, trabalhando em estreita colabora\u00e7\u00e3o com comunidades, atores humanit\u00e1rios, formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas e profissionais e pesquisadores no Brasil e na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O desenvolvimento inicial da GIS Plataforma estar\u00e1 dispon\u00edvel dentro poucos meses e rapidamente colocada a disposi\u00e7\u00e3o das principais partes interessadas, financiadores e benefici\u00e1rios. Essa GIS Plataforma ter\u00e1 o potencial de ser adaptada e expandida para outros pa\u00edses e regi\u00f5es afetadas pela pandemia. O aplicativo de celular a ser desenvolvido, <strong><em>BondCommunities app<\/em><\/strong>, dar\u00e1 acesso aos dados da plataforma como tamb\u00e9m possuir\u00e1 outras funcionalidades para capta\u00e7\u00e3o de entrevistas, di\u00e1rios de fotos e f\u00f3runs de pol\u00edticas p\u00fablicas. \u00c9 importante ressaltar que os resultados tamb\u00e9m apoiar\u00e3o interven\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes, incluindo a Plataforma <a href=\"https:\/\/r4v.info\/en\/situations\/platform#\">R4V<\/a> j\u00e1 desenvolvida pelo ACNUR, para que se possa vincular os entendimentos de sa\u00fade e bem-estar em diferentes assentamentos onde vivem refugiados venezuelanos no Brasil e na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em seguida, ser\u00e1 desenvolvido um <strong>Kit de Ferramentas<\/strong> contendo recomenda\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre como <strong>comunidades podem ser planejadas para enfrentar momentos de pandemia, como o COVID-19, de forma resiliente, sem p\u00e2nico e consciente<\/strong>. O trabalho multidisciplinar desenvolvido em estreita colabora\u00e7\u00e3o com acad\u00eamicos do Brasil, Col\u00f4mbia, Reino Unido e USA, comunidades locais, atores humanit\u00e1rios, formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas e profissionais, \u00e9 central para o alcance dos objetivos, aplica\u00e7\u00e3o bem-sucedida e aprimoramento dos m\u00e9todos aplicados. Esse trabalho em equipe tamb\u00e9m permitir\u00e1 o estabelecimento de caminhos de impacto, de maneira que recursos e kits de ferramentas sejam disponibilizados imediatamente as institui\u00e7\u00f5es interessadas para apoiar a tomada de decis\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O projeto \u00e9 inovador tanto no design da pesquisa quanto na natureza multidisciplinar da equipe do projeto, impulsionado por uma estrutura que coloca as comunidades centrais no processo de investiga\u00e7\u00e3o. A amostra populacional se basear\u00e1 em v\u00e1rias faixas et\u00e1rias, sexos mistos e tipologias dom\u00e9sticas (por exemplo, morar sozinho, fam\u00edlias, casais).<\/p>\n<h3>Brasil &amp; Col\u00f4mbia no Processo de Acolhida<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-541 alignleft\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/files\/2020\/08\/volunteers-2654004_1920-768x342-2-400x178.jpg\" alt=\"\" width=\"589\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/files\/2020\/08\/volunteers-2654004_1920-768x342-2-400x178.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/refugiadosbrasilcolombia\/files\/2020\/08\/volunteers-2654004_1920-768x342-2.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/>O Brasil desempenha um importante papel de lideran\u00e7a na prote\u00e7\u00e3o internacional de migrantes e refugiados, sendo o primeiro pa\u00eds do Cone Sul a ratificar a Conven\u00e7\u00e3o de 1951 relativa ao Estatuto dos Refugiados em 1960. <\/strong>Existem 264,617 venezuelanos vivendo no Brasil (ACNUR, 2020) e em m\u00e9dia entre 150 a 200 venezuelanos passam por dia no Centro de Recep\u00e7\u00e3o e Registro da cidade de Pacaraima em Roraima, um dos principais pontos de entrada na fronteira entre o Brasil e a Venezuela. O Governo Federal Brasileiro implementa um programa de interioriza\u00e7\u00e3o &#8211; o <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/acolhida\/historico\/\">Opera\u00e7\u00e3o Acolhida<\/a>, voltado para refugiados venezuelanos desde 2018. Seu principal objetivo \u00e9 transferir refugiados de \u00e1reas onde servi\u00e7os p\u00fablicos e oportunidades econ\u00f4micas s\u00e3o desproporcionalmente escassos para destinos onde os servi\u00e7os p\u00fablicos locais podem ser mais bem desenvolvidos para apoiar iniciativas de integra\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m desse programa planejado e assistido, observa-se o movimento espont\u00e2neo de refugiados no territ\u00f3rio nacional, principalmente em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s cidades grandes como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. Essa combina\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de migra\u00e7\u00e3o &#8211; induzida e espont\u00e2nea &#8211; levanta o desafio de como elaborar pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o de longo prazo. Conforme indicado pelo ACNUR (Ag\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para os Refugiados) no documento do Comit\u00ea Executivo \u201c<a href=\"https:\/\/www.unhcr.org\/575a74597.pdf\">Novas abordagens para solu\u00e7\u00f5es<\/a>\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio examinar interven\u00e7\u00f5es mais permanentes e abrangentes, que trabalhem para o desenvolvimento de comunidades saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis, destinadas ao reassentamento de longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Na Col\u00f4mbia, de acordo com a ACNUR, at\u00e9 Agosto de 2020, 1.764.883 refugiados venezuelanos se estabeleceram no pa\u00eds. <\/strong>A resposta do governo colombiano a esse fluxo de refugiados tem se concentrado na concess\u00e3o de Permiss\u00e3o Especial de Perman\u00eancia (PEP), que permite que refugiados acessem emprego formal, bem como servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade por at\u00e9 dois anos (Conselho Nacional de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica e Social, 2018). Sem uma pol\u00edtica integral de imigra\u00e7\u00e3o e realoca\u00e7\u00e3o, os refugiados venezuelanos reassentam-se permanentemente em \u00e1reas urbanas perif\u00e9ricas de grandes cidades, como Bogot\u00e1, Barranquilla, C\u00facuta, Medell\u00edn, Cartagena e Cali (Fedesarrollo e ACRIP, 2018), tendo Bogot\u00e1 como principal destino, recebendo 238.758 imigrantes permanentes (Ministerio de Relaciones Exteriores da Col\u00f4mbia). Em 2017, estimou-se que a \u00e1rea metropolitana de Sabana de Bogot\u00e1 (Bogot\u00e1 e 11 munic\u00edpios vizinhos) tinha 158.000 do d\u00e9ficit habitacional total, com 60.573 fam\u00edlias sem moradia e 97.334 casas consideradas estruturalmente vulner\u00e1veis ou localizadas em bairros sem servi\u00e7os p\u00fablicos (Secretaria de Planejamento, 2017). Dado o atual aumento da migra\u00e7\u00e3o de refugiados da Venezuela, espera-se um maior estresse na infraestrutura da cidade para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais. Enquanto a taxa de desemprego em Bogot\u00e1 \u00e9 de 11%, chega a 18% para refugiados venezuelanos (Fedesarrollo e ACRIP, 2018), o que limita ainda mais o acesso a servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais &#8211; como moradias e servi\u00e7os de qualidade &#8211; para fam\u00edlias desempregadas e empregadas informalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O objetivo do Projeto a longo prazo \u00e9 influenciar a pol\u00edtica e a pr\u00e1tica regional por meio de uma <strong>Agenda de &#8216;Cidades Resilientes para Refugiados&#8217;<\/strong> que aborde como planejar e projetar melhor as comunidades para apoiar a sa\u00fade e o bem-estar em caso de futuras pandemias. Os resultados em termos da plataforma, ferramentas e diretrizes para comunidades resilientes fornecer\u00e3o um legado duradouro local e nacionalmente, fornecendo apoios pr\u00e1ticos que poder\u00e3o ajudar ag\u00eancias humanit\u00e1rias regionais e internacionais na Am\u00e9rica Latina, \u00c1sia e \u00c1frica, por exemplo. A GIS Plataforma e o kit de ferramentas oferecem a oportunidade de serem expandidas para mapear outros pa\u00edses onde o COVID-19 teve um impacto nas comunidades de refugiados. Trabalharemos com nossos parceiros do projeto para identificar as partes interessadas regionais e internacionais relevantes que se beneficiariam com a pesquisa, bem como utilizar as redes existentes para promover capacita\u00e7\u00e3o e escalabilidade do projeto para outros pa\u00edses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia do COVID-19 criou desafios ainda mais significativos para os refugiados, que muitas vezes t\u00eam comprometido sua capacidade de acessar servi\u00e7os b\u00e1sicos de sa\u00fade e assist\u00eancia social, participa\u00e7\u00e3o social e engajamento c\u00edvico. O Brasil e a Col\u00f4mbia est\u00e3o passando por profundas mudan\u00e7as urbanas como resultado do deslocamento interno e da migra\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a. 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