{"id":22,"date":"2017-05-08T19:35:13","date_gmt":"2017-05-08T22:35:13","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/rededemuseusdaufpel\/?page_id=22"},"modified":"2020-12-28T18:13:18","modified_gmt":"2020-12-28T21:13:18","slug":"museu-etnografico-da-colonia-maciel","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/rededemuseusdaufpel\/museu-etnografico-da-colonia-maciel\/","title":{"rendered":"Projeto de Extens\u00e3o &#8220;Museu Etnogr\u00e1fico da Col\u00f4nia Maciel&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><strong>HIST\u00d3RICO<\/strong><\/p>\n<p>O Museu Etnogr\u00e1fico da Col\u00f4nia Maciel, tendo como tem\u00e1tica as mem\u00f3rias dos descendentes dos imigrantes italianos que colonizaram a por\u00e7\u00e3o rural do munic\u00edpio de Pelotas no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, foi implantado entre os anos de 2004 e 2006, pelo Laborat\u00f3rio de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia \u2013 LEPAARQ, com o apoio de equipe t\u00e9cnica, vinculada ao Instituto de Ci\u00eancias Humanas da Universidade Federal de Pelotas (CERQUEIRA; PEIXOTO; GEHRKE, 2013). Fruto de um projeto de pesquisa, desenvolvido no per\u00edodo de abril de 2000 a maio de 2002, que tinha como objetivo resgatar mem\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o e trajet\u00f3ria da comunidade italiana pelotense, inclu\u00eda inicialmente a col\u00f4nia rural e a comunidade urbana de imigrantes, posteriormente escolhendo como foco a regi\u00e3o da \u201ccol\u00f4nia\u201d.<\/p>\n<p>Contando com estudos de Hist\u00f3ria Oral, Iconografia e Arqueologia\/Cultura Material, o museu revelou-se um instrumento de valoriza\u00e7\u00e3o da identidade dos descendentes de imigrantes italianos (CERQUEIRA; PEIXOTO, 2008). O Museu est\u00e1 localizado na Col\u00f4nia Maciel, 8\u00b0 distrito de Pelotas, distante cerca de quarenta quil\u00f4metros do centro da cidade.<\/p>\n<p>A escolha desta col\u00f4nia como n\u00facleo central de desenvolvimento da pesquisa baseou-se em dois crit\u00e9rios: a) foi identificada como a mais representativa da presen\u00e7a italiana na regi\u00e3o de Pelotas; e b) apesar de ter sido instalada pelo governo imperial, jamais foi reconhecida como tal pela historiografia, causando, assim, um descontentamento para a comunidade de \u00edtalo-descendentes, que deseja o reconhecimento hist\u00f3rico da Col\u00f4nia Maciel como a 5\u00aa Col\u00f4nia Italiana do RS (PEIXOTO, 2003). A institui\u00e7\u00e3o se baseia numa parceria triangular entre o Instituto de Mem\u00f3ria e Patrim\u00f4nio, a Universidade Federal de Pelotas e a Prefeitura Municipal de Pelotas.<\/p>\n<p><strong>DESCRI\u00c7\u00c3O DO ACERVO<\/strong><\/p>\n<p>O acervo do museu \u00e9 composto por uma vasta gama de objetos, das mais variadas tipologias, e est\u00e1 dividido em tr\u00eas grandes grupos: o acervo de Hist\u00f3ria Oral, o acervo Iconogr\u00e1fico e o acervo de Cultural Material.<\/p>\n<p>O acervo de Hist\u00f3ria Oral \u00e9 composto por 42 relatos orais, gravados e transcritos. Estas entrevistas foram realizadas pela equipe do museu com os mais antigos moradores da regi\u00e3o. A forma como estes relatos foram colhidos, obedeceu a uma criteriosa metodologia definida, antes mesmo da cria\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. Em um primeiro momento foram mapeados, de acordo com as pesquisas realizadas no ano de 2000, alguns potenciais depoentes, e, a partir deste mapeamento inicial, foram sendo agregados nomes ao rol de portadores de mem\u00f3rias a serem entrevistados. As entrevistas foram todas efetuadas entre o per\u00edodo de 2000 e 2006, paralelamente \u00e0s atividades de recolha de acervo. Todos estes depoimentos foram coletados de moradores cuja resid\u00eancia estava localizada na Col\u00f4nia Maciel ou geograficamente pr\u00f3xima. Assim, foram entrevistados n\u00e3o somente descendentes de imigrantes italianos, mas todos aqueles que pudessem falar um pouco mais de como se deu o processo de forma\u00e7\u00e3o da Col\u00f4nia Maciel. A grande maioria dos entrevistados nasceu entre as primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Duas nasceram no final da d\u00e9cada de 1910, seis na d\u00e9cada de 1920, seis na d\u00e9cada de 1930. Os demais nasceram principalmente nas d\u00e9cadas de 1940 e 1950. Al\u00e9m de privilegiarem-se entrevistados nascidos em d\u00e9cadas diferentes, de modo a identificar e compreender as modifica\u00e7\u00f5es sociais e culturais que ocorreram ao longo dos anos, procurou-se tamb\u00e9m efetuar entrevistas com ambos os sexos. Assim, foram entrevistados 29 personagens do sexo masculino e 13 do sexo feminino (GEHRKE, 2013).<\/p>\n<p>O acervo Iconogr\u00e1fico \u00e9 composto por fotografias, desenhos e impressos. Totaliza cerca de 3.000 itens, que est\u00e3o divididos em diferentes grupos. As cerca de 400 fotografias s\u00e3o documentos hist\u00f3ricos visuais, doados pela comunidade, que registram o cotidiano da regi\u00e3o em d\u00e9cadas pregressas. Esses documentos, t\u00e3o logo foram incorporados \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, foram digitalizados para que sua conserva\u00e7\u00e3o fosse otimizada e, assim, fossem evitadas manipula\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias. As fotografias est\u00e3o classificadas conforme a proced\u00eancia. Al\u00e9m disso, o museu possui em seu acervo um amplo n\u00famero de fotografias produzidas durante a realiza\u00e7\u00e3o das pesquisas. S\u00e3o documentos de car\u00e1ter etnogr\u00e1fico que registram o cotidiano atual da regi\u00e3o, bem como o contexto de forma\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, temos o acervo de cultura material que \u00e9 composto por cerca de 390 objetos de diferentes dimens\u00f5es e materiais. S\u00e3o objetos que eram originalmente utilizados como artefatos laborais, objetos de decora\u00e7\u00e3o, utilit\u00e1rios, mobili\u00e1rio, paramentos, entre outros.<\/p>\n<p><strong>Localiza\u00e7\u00e3o e contatos<\/strong><\/p>\n<p>Endere\u00e7o Vila Maciel \u2013 8\u00ba distrito de Pelotas\/RS Telefone (53) 8117 5016<\/p>\n<p>Site: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/\">wp.ufpel.edu.br\/museumaciel\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/museuetnograficocoloniamaciel\">Facebook<\/a><\/p>\n<p>E-mail: museumaciel@hotmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>HIST\u00d3RICO O Museu Etnogr\u00e1fico da Col\u00f4nia Maciel, tendo como tem\u00e1tica as mem\u00f3rias dos descendentes dos imigrantes italianos que colonizaram a por\u00e7\u00e3o rural do munic\u00edpio de Pelotas no extremo sul do estado do Rio Grande do Sul, foi implantado entre os anos de 2004 e 2006, pelo Laborat\u00f3rio de Ensino e Pesquisa em Antropologia e Arqueologia [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":722,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"footnotes":""},"class_list":["post-22","page","type-page","status-publish","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/P8I7ve-m","jetpack-related-posts":[{"id":517,"url":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/rededemuseusdaufpel\/projeto-de-extensao-museu-da-colonia-francesa\/","url_meta":{"origin":22,"position":0},"title":"Projeto de Extens\u00e3o \u201cMUSEU DA COL\u00d4NIA FRANCESA\u201d","author":"rededemuseusdaufpel","date":"18 de fevereiro de 2019","format":false,"excerpt":"O Museu da Col\u00f4nia Francesa tem o prop\u00f3sito de contribuir para a preserva\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria das localidades da Vila Nova e Bachini, situadas no distrito do Quilombo, na Serra dos Tapes, no munic\u00edpio de Pelotas. 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