{"id":48,"date":"2016-07-19T05:28:17","date_gmt":"2016-07-19T08:28:17","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/projetocotas\/?p=48"},"modified":"2016-07-19T05:28:17","modified_gmt":"2016-07-19T08:28:17","slug":"conheca-7-mitos-sobre-as-cotas-raciais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/projetocotas\/2016\/07\/19\/conheca-7-mitos-sobre-as-cotas-raciais\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a 7 mitos sobre as cotas raciais"},"content":{"rendered":"<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.brasil.gov.br\/educacao\/2015\/11\/conheca-7-mitos-sobre-as-cotas-raciais\">Portal Brasil<\/a><\/p>\n<p><em>As pol\u00edticas afirmativas t\u00eam muitos opositores, mas ser\u00e1 que eles t\u00eam raz\u00e3o em suas cr\u00edticas?<\/em><\/p>\n<p><em><strong>As cotas sociorraciais nas universidades p\u00fablicas j\u00e1 s\u00e3o uma realidade h\u00e1 pelo menos uma d\u00e9cada e ganharam, em 2012, o impulso da Lei de Cotas, que em 2016 reservar\u00e1 50% das vagas para estudantes negros e oriundos da escola p\u00fablica.\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>No entanto, muitos ainda insistem em criticar esse instrumento de inclus\u00e3o social e repara\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas hist\u00f3ricas do pa\u00eds. E nem sempre usando argumentos muito confi\u00e1veis. Veja alguns dos mitos sobre as cotas sociais e raciais:<br \/>\n<\/strong><\/em><\/p>\n<p><strong>1.\u00a0Cotas s\u00e3o inconstitucionais e ferem o princ\u00edpio da igualdade<br \/>\n<\/strong>N\u00e3o foi assim que entendeu o STF (Supremo Tribunal Federal). Em 2012, a corte rejeitou por vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime uma a\u00e7\u00e3o contra o programa de cotas raciais da UnB. Os ministros entenderam que a\u00e7\u00f5es afirmativas, longe de criarem qualquer discrimina\u00e7\u00e3o, s\u00e3o fatores de corre\u00e7\u00e3o de desigualdades hist\u00f3ricas. Isso porque elas garantem a todos oportunidades de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e ao trabalho, o que est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o, cujo texto tamb\u00e9m confere ao\u00a0Estado o dever da promo\u00e7\u00e3o da igualdade. Ou seja, as cotas n\u00e3o geram desigualdade, elas combatem a desigualdade.<\/p>\n<p><strong>2. Cotas subvertem o princ\u00edpio da meritocracia<\/strong><br \/>\nVestibulares e concursos p\u00fablicos s\u00e3o apenas uma das formas de selecionar candidatos e n\u00e3o garantem necessariamente a classifica\u00e7\u00e3o dos mais inteligentes e capazes para as vagas. Prova disso \u00e9 o bom desempenho dos alunos cotistas em faculdades p\u00fablicas e privadas, comprovado por diversas pesquisas.<\/p>\n<p><strong>3. Cotas maquiam m\u00e1 qualidade do ensino b\u00e1sico<br \/>\n<\/strong>Os problemas da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica no pa\u00eds s\u00e3o conhecidos e est\u00e3o sendo enfrentados. Isso n\u00e3o impede a ado\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de pol\u00edticas compensat\u00f3rias para as gera\u00e7\u00f5es que sofreram com a baixa qualidade do ensino. Essas pol\u00edticas s\u00e3o uma forma de quebrar o ciclo de exclus\u00e3o que impede o pobre e o negro de ascender socialmente.<\/p>\n<p><strong>4. Cotas rebaixam n\u00edvel acad\u00eamico das universidades<br \/>\n<\/strong>S\u00e3o diversas as pesquisas que revelam desempenho similar ou at\u00e9 superior de alunos cotistas no ensino superior. Na UFMG, por exemplo, que passou a adotar pol\u00edticas afirmativas em 2013, as notas dos cotistas chegam a ser at\u00e9 50% superiores aos dos n\u00e3o-cotistas em alguns cursos.<\/p>\n<p><strong>5. Cotas n\u00e3o garantem perman\u00eancia dos alunos nas universidades<br \/>\n<\/strong>Outro exemplo de\u00a0mito\u00a0desmentido pelos fatos. Ao contr\u00e1rio de uma maior evas\u00e3o, que supostamente seria causada pela falta de qualifica\u00e7\u00e3o dos alunos, os cotistas t\u00eam demonstrado mais perseveran\u00e7a e concluem os cursos tanto ou mais que os demais universit\u00e1rios. Pesquisa da UnB n\u00e3o encontrou diferen\u00e7a significativa entre os dois grupos.<\/p>\n<p><strong>6. Cotas raciais poderiam criar tens\u00f5es \u00e9tnicas no pa\u00eds<br \/>\n<\/strong>Os fatos demonstram o contr\u00e1rio. Pol\u00edticas de inclus\u00e3o de negros, pardos e ind\u00edgenas s\u00e3o adotadas em institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas no Brasil h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada e n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de grandes e numerosos conflitos. Pelo contr\u00e1rio, a inclus\u00e3o tem sido ben\u00e9fica para aumentar a diversidade \u00e9tnica e social nas universidades p\u00fablicas.<\/p>\n<p><strong>7.\u00a0Cotas raciais s\u00e3o uma discrimina\u00e7\u00e3o contra os brancos pobres<br \/>\n<\/strong>A ado\u00e7\u00e3o de cotas raciais vem sendo realizada, em grande parte, de forma concomitante com pol\u00edticas afirmativas de acordo com a renda. Ou seja, n\u00e3o s\u00e3o excludentes. No caso das universidades, os crit\u00e9rios de ingresso para alunos de escola p\u00fablica s\u00e3o uma prova disso. Mas n\u00e3o se pode negar o grau hist\u00f3rico de exclus\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es negras, o que demanda uma a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fonte: Portal Brasil As pol\u00edticas afirmativas t\u00eam muitos opositores, mas ser\u00e1 que eles t\u00eam raz\u00e3o em suas cr\u00edticas? 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