{"id":105,"date":"2016-08-22T17:16:53","date_gmt":"2016-08-22T20:16:53","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/projetocotas\/?p=105"},"modified":"2016-08-22T17:16:53","modified_gmt":"2016-08-22T20:16:53","slug":"pesquisa-apresenta-dados-sobre-violencia-contra-negros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/projetocotas\/2016\/08\/22\/pesquisa-apresenta-dados-sobre-violencia-contra-negros\/","title":{"rendered":"Pesquisa apresenta dados sobre viol\u00eancia contra negros"},"content":{"rendered":"<p>As a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00e3o pol\u00edticas de estado que visam combater o racismo e diminuir seus efeitos na vida das pessoas. Um dos reflexos de uma sociedade marcada pelo racismo \u00e9 a viol\u00eancia contra uma popula\u00e7\u00e3o expec\u00edfica. No caso do Brasil, os negros sofrem viol\u00eancias caracter\u00edsticas que merecem aten\u00e7\u00e3o e estudo para que sejam resolvidos. Justamente, as a\u00e7\u00f5es afirmativas visam essa problem\u00e1tica. Para discutir o assunto\u00a0reproduzimos\u00a0esse pequeno <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/igualdaderacial\/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=730\">artigo<\/a> feito pelo <a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/igualdaderacial\/\">IPEA<\/a>:<\/p>\n<p><em>Alagoas, Esp\u00edrito Santo e Para\u00edba concentram maior n\u00famero de negros v\u00edtimas de homic\u00eddio<\/em><\/p>\n<p>Em Alagoas, os homic\u00eddios reduziram em quatro anos a expectativa de vida de homens negros. Entre n\u00e3o negros, a perda \u00e9 de apenas tr\u00eas meses e meio. O estado nordestino apresentou o pior resultado entre todas as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, de acordo com um estudo divulgado pelo Ipea nesta ter\u00e7a-feira, 19, v\u00e9spera do Dia Nacional da Consci\u00eancia Negra. A Nota T\u00e9cnica Vidas Perdidas e Racismo no Brasil calculou, para cada estado do pa\u00eds, os impactos de mortes violentas (acidentes de tr\u00e2nsito, homic\u00eddio, suic\u00eddio, entre outros) na expectativa de vida de negro e n\u00e3o negros, com base no Sistema de informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade (SIM\/MS) e no Censo Demogr\u00e1fico do IBGE de 2010.<\/p>\n<p>\u201cEnquanto a simples contagem da taxa de mortos por a\u00e7\u00f5es violentas n\u00e3o leva em conta o momento em que se deu a vitimiza\u00e7\u00e3o, a perda de expectativa de vida \u00e9 tanto maior quanto mais jovem for a v\u00edtima. Em segundo lugar, a expectativa de vida ao nascer \u00e9 um dos principais indicadores associados ao desenvolvimento socioecon\u00f4mico dos pa\u00edses\u201d, explica o texto da pesquisa.<\/p>\n<p>O estudo, de autoria do diretor de Estudos e Pol\u00edticas do Estado, das Institui\u00e7\u00f5es e Democracia (Ipea), Daniel Cerqueira, e de Rodrigo Leandro de Moura, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (IBRE\/FGV), analisou ainda em que medida as diferen\u00e7as nos \u00edndices de mortes violentas podem estar relacionadas a disparidades econ\u00f4micas, demogr\u00e1ficas, e ao racismo. De acordo com os autores, \u201co componente de racismo n\u00e3o pode ser rejeitado para explicar o diferencial de vitimiza\u00e7\u00e3o por homic\u00eddios entre homens negros e n\u00e3o negros no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>Taxa de homic\u00eddio<br \/>\nConsiderando apenas o universo dos indiv\u00edduos que sofreram morte violenta no pa\u00eds entre 1996 e 2010, constatou-se que, para al\u00e9m das caracter\u00edsticas socioecon\u00f4micas \u2013 como escolaridade, g\u00eanero, idade e estado civil \u2013, a cor da pele da v\u00edtima, quando preta ou parda, faz aumentar a probabilidade do mesmo ter sofrido homic\u00eddio em cerca de oito pontos percentuais.<\/p>\n<p>Novamente Alagoas \u00e9 o local onde a diferen\u00e7a entre negros e n\u00e3o negros \u00e9 mais acentuada \u2013 a taxa de homic\u00eddio para popula\u00e7\u00e3o negra atingiu, em 2010, 80 a cada 100 mil indiv\u00edduos. No estado, morrem assassinados 17,4 negros para cada v\u00edtima de outra cor. Esp\u00edrito Santo e Para\u00edba tamb\u00e9m s\u00e3o destaques negativos no ranking elaborado pelo Ipea, com, respectivamente, 65 e 60 homic\u00eddios de negros a cada 100 mil habitantes (no Esp\u00edrito Santo os assassinatos diminuem a expectativa de vida dos homens negros em 2,97 anos; na Para\u00edba, em 2,81 anos).<\/p>\n<p>\u201cO negro \u00e9 duplamente discriminado no Brasil, por sua situa\u00e7\u00e3o socioecon\u00f4mica e por sua cor de pele. Tais discrimina\u00e7\u00f5es combinadas podem explicar a maior preval\u00eancia de homic\u00eddios de negros vis-\u00e0-vis o resto da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o documento.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/nota_tecnica\/131119_notatecnicadiest10.pdf\">Leia a Nota T\u00e9cnica &#8216;Vidas Perdidas e Racismo no Brasil<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ipea.gov.br\/portal\/images\/stories\/PDFs\/nota_tecnica\/131119_tx_homicidio_uf.pdf\">Veja as taxas de homic\u00eddios de negros e n\u00e3o negros no Brasil (por Unidade da Federa\u00e7\u00e3o)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As a\u00e7\u00f5es afirmativas s\u00e3o pol\u00edticas de estado que visam combater o racismo e diminuir seus efeitos na vida das pessoas. Um dos reflexos de uma sociedade marcada pelo racismo \u00e9 a viol\u00eancia contra uma popula\u00e7\u00e3o expec\u00edfica. 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