{"id":10549,"date":"2018-12-06T10:56:15","date_gmt":"2018-12-06T12:56:15","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/?p=10549"},"modified":"2018-12-06T10:59:13","modified_gmt":"2018-12-06T12:59:13","slug":"sonora-brasil-na-pisada-dos-cocos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/2018\/12\/06\/sonora-brasil-na-pisada-dos-cocos\/","title":{"rendered":"Sonora Brasil &#8211; Na pisada dos cocos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/files\/2018\/12\/cartazes_na-pisada-dos-cocos_pelotas-04.jpg\"><img class=\"alignleft wp-image-10551\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/files\/2018\/12\/cartazes_na-pisada-dos-cocos_pelotas-04.jpg\" alt=\"\" width=\"161\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/files\/2018\/12\/cartazes_na-pisada-dos-cocos_pelotas-04.jpg 2717w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/files\/2018\/12\/cartazes_na-pisada-dos-cocos_pelotas-04-307x400.jpg 307w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/files\/2018\/12\/cartazes_na-pisada-dos-cocos_pelotas-04-768x1001.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/files\/2018\/12\/cartazes_na-pisada-dos-cocos_pelotas-04-785x1024.jpg 785w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/prec\/files\/2018\/12\/cartazes_na-pisada-dos-cocos_pelotas-04-25x32.jpg 25w\" sizes=\"(max-width: 161px) 100vw, 161px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e Cultura convida para a apresenta\u00e7\u00e3o\u00a0<strong>Na pisada dos cocos<\/strong>. O Coco de Tebei \u00e9 cantado por mulheres e dan\u00e7ado por casais. N\u00e3o utiliza instrumentos e a base r\u00edtmica \u00e9 marcada pela pisada dos dan\u00e7adores. A sonoridade que resulta do canto somado ao ritmo da pisada nos remete, de certa forma, a uma ritual\u00edstica ind\u00edgena, que se caracteriza pelo contraste de timbre entre o metal das vozes femininas e o som seco da pisada no ch\u00e3o, e pela aus\u00eancia de nuances em cada um dos elementos.<\/p>\n<p><strong>Data<\/strong>: 14 de dezembro, \u00e0s 20h<br \/>\n<strong>Local<\/strong>: audit\u00f3rio do Centro de Artes (R. \u00c1lvaro Chaves, 65)<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre retirada de ingressos e apresenta\u00e7\u00f5es podem ser obtidas na Unidade Sesc Pelotas. <!--more--><\/p>\n<p>Esse coco \u00e9 praticado por um grupo de agricultores e tecel\u00f5es da comunidade Olho D\u2019Agua do Bruno, na cidade de Tacaratu, Pernambuco, localizada na regi\u00e3o do M\u00e9dio S\u00e3o Francisco, pr\u00f3ximo \u00e0 divisa com Bahia e Alagoas. A paisagem local \u00e9 t\u00edpica do sert\u00e3o nordestino: terra seca, casas esparsas e muito prec\u00e1rias, mandacaru e alguma cria\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m faz parte da mem\u00f3ria do grupo a cantoria do roj\u00e3o, associado ao uso da enxada na prepara\u00e7\u00e3o da terra para o plantio.<\/p>\n<p>O grupo \u00e9 formado por pelas cantadeiras Maria do Carmo de Jesus, Nivalda Rosa Gomes do Nascimento e Maria Nazar\u00e9 Nunes dos Santos e pelos dan\u00e7adores Jos\u00e9 Lira dos Santos e Jana\u00edna Maria dos Santos, Edna Nivalda do Nascimento Silva e Agnaldo Jos\u00e9 da Silva, Genivaldo Lira dos Santos e Edilane dos Santos.<\/p>\n<p>As irm\u00e3s Maria Ara\u00fajo, Maria Feitosa, Ant\u00f4nia Germana e Maria do Carmo contam que a pr\u00e1tica do Coco de Tebei vem de gera\u00e7\u00f5es passadas, e com muito orgulho citam seus av\u00f3s e bisav\u00f3s como pessoas que ajudaram a cultivar essa tradi\u00e7\u00e3o. Em suas mem\u00f3rias a dan\u00e7a do coco est\u00e1 associada \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de casas de taipa, quando as fam\u00edlias se reuniam em adjut\u00f3rio para \u201ctaipar\u201d uma nova casa. Na prepara\u00e7\u00e3o os homens cavavam o barro e as mulheres carregavam a \u00e1gua, num processo r\u00fastico de produ\u00e7\u00e3o da massa que tapava as treli\u00e7as de bambu ou galhos de \u00e1rvores em forma de parede e que tamb\u00e9m forravam o ch\u00e3o que era \u201cpilado\u201d na hora da dan\u00e7a. Nessa \u00e9poca ainda n\u00e3o usavam a express\u00e3o Tebei, a dan\u00e7a era identificada como coco de roda. N\u00e3o sabem precisar os motivos da mudan\u00e7a, atribu\u00edda por eles a uma evolu\u00e7\u00e3o do grupo ao longo do tempo, mas reconhecem que a pr\u00e1tica \u00e9 a mesma. Quando o assunto \u00e9 a continuidade do Tebei h\u00e1 diverg\u00eancias entre as irm\u00e3s que percebem de forma distinta o envolvimento dos jovens, e dizem que hoje, como n\u00e3o constroem mais as casas de taipa, as pessoas est\u00e3o parando de dan\u00e7ar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o e Cultura convida para a apresenta\u00e7\u00e3o\u00a0Na pisada dos cocos. O Coco de Tebei \u00e9 cantado por mulheres e dan\u00e7ado por casais. N\u00e3o utiliza instrumentos e a base r\u00edtmica \u00e9 marcada pela pisada dos dan\u00e7adores. 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