{"id":4135,"date":"2020-07-30T09:10:16","date_gmt":"2020-07-30T12:10:16","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/mestradoartesvisuais\/?p=4135"},"modified":"2020-07-30T09:10:16","modified_gmt":"2020-07-30T12:10:16","slug":"andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/ppgartes\/2020\/07\/30\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo\/","title":{"rendered":"Andr\u00e9 Diz\u00e9ro e o rap como objeto de estudo"},"content":{"rendered":"<p>Artista relembra trajet\u00f3ria acad\u00eamica e fala sobre projetos culturais e os desafios frente \u00e0 pandemia<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria originalmente publicada em:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.furg.br\/noticias\/noticias-entrevista\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo\">https:\/\/www.furg.br\/noticias\/noticias-entrevista\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"noticia__info\">\n<dl class=\"noticia__meta article-info muted\">\n<dd class=\"createdby noticia__meta-autor\">por\u00a0Fernando Halal<\/dd>\n<dd class=\"modified noticia__meta-dados\"><\/dd>\n<\/dl>\n<div class=\"noticia__compartilhar\"><\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"figura figura--3x\"><figcaption>Foto: L\u00e1zaro Carvalho<\/figcaption><img src=\"https:\/\/www.furg.br\/arquivos\/Noticias\/2020\/Entrevista\/30-07-2020-dizero-1-furg.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<div class=\"pagina__conteudo\">\n<p>A relev\u00e2ncia cultural do hip-hop \u00e9 cada vez mais reconhecida pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, sendo tema de teses e disserta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m na comunidade acad\u00eamica. Um dos grandes entusiastas do rap como objeto de estudo cient\u00edfico que tiveram passagem pela FURG \u00e9 o rio-grandino Andr\u00e9 Diz\u00e9ro.<\/p>\n<section class=\"noticias_relacionadas bloco bloco--1x mod-list\">\n<article class=\"conteudo\">\n<h2 class=\"item\"><span style=\"font-size: 16px\">Artista celebrado na cena local, Diz\u00e9ro, 31 anos, \u00e9 graduado duplamente em Artes Visuais pela universidade, em Bacharelado (2014) e Licenciatura (2016), e tamb\u00e9m possui Mestrado no mesmo curso pela Universidade Federal de Pelotas (Ufpel). Seus estudos incluem reflex\u00f5es sobre o rap na contemporaneidade e a produ\u00e7\u00e3o audiovisual.<\/span><\/h2>\n<\/article>\n<\/section>\n<p>Os \u00faltimos quatro meses de confinamento social, com teatros, casas de shows e espa\u00e7os culturais fechados, poderiam ter aniquilado a produ\u00e7\u00e3o sociocultural do rapper, mas ele conta com criatividade e talento suficientes para driblar os problemas. Diz\u00e9ro busca trabalhar com o hip-hop sob um vi\u00e9s que extrapola a m\u00fasica, atuando como oficineiro e educador. Idealizador de uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es, sempre com bom retorno da comunidade, teve que readaptar seus projetos com a chegada da pandemia do novo coronav\u00edrus. Um deles foi o festival beneficente Rap Contra o Frio, que em sua quinta edi\u00e7\u00e3o ocorreu de forma online.<\/p>\n<p>A veia art\u00edstica tamb\u00e9m segue ocupando o seu dia a dia. Nos \u00faltimos meses, lan\u00e7ou single e clipe em parcerias, e tamb\u00e9m colaborou musicalmente em uma campanha de sa\u00fade voltada \u00e0 periferia. Em julho, amenizou a saudade da universidade com sua\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/watch\/?v=1382239881985701&amp;external_log_id=3b7904f6-782e-4b54-af45-ebe12ff6ae47&amp;q=live%20janela%20musical%20diz%C3%A9ro\">live no Janela Musical<\/a>, projeto realizado pela Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o (Secom) e a Pr\u00f3-reitoria de Extens\u00e3o e Cultura (Proexc) da FURG.<\/p>\n<p>Essas e outras hist\u00f3rias est\u00e3o na entrevista concedida abaixo pelo m\u00fasico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De que maneira a cultura hip-hop foi inserida em teus estudos acad\u00eamicos na FURG, como aluno de Artes Visuais?<\/strong><\/p>\n<p>Foi somente no segundo ano de curso que encontrei um caminho para mediar a produ\u00e7\u00e3o com hip-hop e a academia. Antes disso, pensei muito em desistir. N\u00e3o fui aluno exemplar quando adolescente, pelo contr\u00e1rio, dei muito trabalho para os professores. Tive um momento marcante e decisivo no ensino m\u00e9dio, quando percebi que estava atrasado e decidi levar a s\u00e9rio. Mudei de escola e tive a chance de ser aluno do Law Tissot, em 2009\/2010. Ele mudou minha perspectiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 arte, principalmente pela forma como abordava as culturas urbanas. No ano seguinte ingressei na universidade. Eu tive uma chance e consegui agarrar, essa mudan\u00e7a no percurso foi decisiva para eu ser quem me tornei.<br \/>\nTive muita dificuldade nos anos iniciais, baixa autoestima, principalmente para a realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos manuais como desenho e pintura. N\u00e3o entendia a universidade como um local de pertencimento, me senti por vezes um intruso. Pensei in\u00fameras vezes em desistir. Nas aulas de Design Gr\u00e1fico do professor Jos\u00e9 Flores, passei a realizar colagens para capa de discos, com a tem\u00e1tica de rap. Fiz montagens para o grupo Dirth South, do qual fa\u00e7o parte, e ali percebi que poderia relacionar a minha produ\u00e7\u00e3o com rap.<br \/>\nPassei a pesquisar a hist\u00f3ria do hip-hop e realizar trabalhos voltados para a cultura, com experimenta\u00e7\u00f5es em v\u00eddeo e fotografia. Consegui enxergar o elo necess\u00e1rio, e minha produ\u00e7\u00e3o com hip-hop se tornou a fonte prim\u00e1ria pra minha pesquisa art\u00edstica, conceitual e educacional.<\/p>\n<p><strong>Como seguiu a rela\u00e7\u00e3o institucional com a FURG ap\u00f3s a gradua\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Tenho uma \u00f3tima rela\u00e7\u00e3o com a universidade e ela se tornou parceira nos projetos que proponho para a cidade, como o Rap Contra o Frio e o Minicurso de capacita\u00e7\u00e3o. A parceria segue na Feira do Livro e no Janela Musical, do qual recebi convite para participar recentemente. Acho importante convites como esse para poder continuar realizando essa media\u00e7\u00e3o, e me coloco \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o sempre que for poss\u00edvel para seguir construindo essa rela\u00e7\u00e3o entre as ruas e a comunidade acad\u00eamica.<\/p>\n<p><strong>A pandemia da Covid-19 certamente afetou os teus projetos culturais programados para 2020. Como est\u00e1 sendo essa readapta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Afetou dramaticamente, como no restante do pa\u00eds. \u00c9 muito complicado ver os locais fechados e as pessoas que vivem de arte e cultura n\u00e3o podendo produzir.<br \/>\nA pandemia teve dois reflexos para mim: rea\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. Quando o v\u00edrus chegou aqui, em mar\u00e7o, n\u00e3o imaginava que se estenderia at\u00e9 os dias atuais. Quando nos aproxim\u00e1vamos de maio, pensei que precisava reagir. Foi a\u00ed que surgiu o Rap Contra o Frio 5, totalmente digital, atrav\u00e9s de transmiss\u00f5es ao vivo. Reunimos mais de 30 artistas em transmiss\u00f5es ao vivo com o objetivo de buscar arrecada\u00e7\u00f5es para a campanha. O evento foi importante para eles, e creio que representou esperan\u00e7a. A galera se empenhou muito para realizar a transmiss\u00e3o de forma criativa e isso foi um bom exerc\u00edcio. Conseguimos 43 cestas b\u00e1sicas com a a\u00e7\u00e3o e distribu\u00edmos no bairro Maria dos Anjos. Isso foi \u00f3timo e manteve o hip-hop em movimento.<\/p>\n<p><strong>O projeto \u201cMinicurso de capacita\u00e7\u00e3o de educadores\/oficineiros de hip-hop: Metodologia, Did\u00e1tica e conte\u00fados\u201d, de tua autoria, foi um dos contemplados do edital Procultura da Prefeitura de Rio Grande em 2019. O que esperar desse curso?<\/strong><\/p>\n<p>O curso precisou sofrer adapta\u00e7\u00f5es por conta da pandemia. Inicialmente ir\u00edamos realizar um curso de forma\u00e7\u00e3o presencial; agora, ele vai acontecer atrav\u00e9s de v\u00eddeos.<br \/>\nBasicamente, ele tem o objetivo de oferecer uma forma\u00e7\u00e3o para os artistas do hip-hop (MCs, dan\u00e7arinos, DJs e grafiteiros) e transform\u00e1-los tamb\u00e9m em educadores\/oficineiros, para multiplicar os artistas atuantes nesse cen\u00e1rio.<br \/>\nO curso tem quatro m\u00f3dulos e se desenvolve a partir da minha pr\u00f3pria metodologia enquanto educador. Os m\u00f3dulos s\u00e3o te\u00f3ricos, de planejamento, confec\u00e7\u00e3o de portf\u00f3lio e de elabora\u00e7\u00e3o de projetos. O artista participante receber\u00e1 a oportunidade de forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica e capacita\u00e7\u00e3o para inscrever projetos e captar recurso para nosso munic\u00edpio. As inscri\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o est\u00e3o abertas. Espero que em breve possamos iniciar os trabalhos.<\/p>\n<p><strong>Durante a quarentena, entre outros projetos, colaboraste com uma m\u00fasica para a campanha &#8220;BGV sem contamina\u00e7\u00e3o&#8221; do projeto BGV Rolezinhos. Como se deu essa parceria? De que forma a m\u00fasica chegou at\u00e9 a comunidade?<\/strong><\/p>\n<p>Eu trabalho no projeto BGV Rolezinhos desde 2018. A m\u00fasica foi uma proposta da coordenadora Alisson Juliano, e foi viabilizada com a ajuda do produtor 808 Luke. Atrav\u00e9s do projeto realizamos um conjunto de a\u00e7\u00f5es no Bairro Get\u00falio Vargas, e uma delas foi a m\u00fasica. Pensei em criar em cima de batidas de trap, que s\u00e3o mais agitadas e atuais. A letra tenta conversar com os moradores, com os mais jovens e mais velhos, com o nome das ruas e com o uso das redes sociais.<br \/>\nFoi uma maneira que pensei de interagir com a popula\u00e7\u00e3o do bairro de forma descontra\u00edda e tentar fazer uma conscientiza\u00e7\u00e3o coletiva. Muita gente gostou e compartilhou, ou\u00e7o relatos que a crian\u00e7ada gosta e canta a m\u00fasica em casa. Fiquei muito feliz com a recep\u00e7\u00e3o e com a possibilidade de contribuir de alguma forma. A m\u00fasica est\u00e1 dispon\u00edvel no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=o4mRiwmI6U4&amp;fbclid=IwAR2hBjbWvHtRqCaNnftPhWuP3Z7V9KKwRgofAmdce3XEQ-_bbLjtQSSn10I\">YouTube<\/a>, agora, com legenda.<\/p>\n<p><strong>Logo no come\u00e7o do teu envolvimento com o rap, a forma de produzir e divulgar m\u00fasica era um tanto diferente da atual. A internet veio facilitar o teu trabalho, ou \u00e9 o contr\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>A internet facilitou a difus\u00e3o do trabalho. Principalmente a troca de conhecimento com outros artistas. A era digital tem v\u00e1rias fases, ao meu ver. No in\u00edcio, por exemplo, nossas m\u00fasicas eram divulgadas em plataformas como o 4shared, onde o pessoal clicava pra baixar e ouvia no seu computador. Logo vieram o YouTube e os videoclipes, e agora, vivemos a era do streaming com Spotify.<br \/>\nCada fase tem uma forma diferente de intera\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico. Sinto que as duas primeiras fases foram mais afetivas, a produ\u00e7\u00e3o estava em alta, t\u00ednhamos espa\u00e7os de conv\u00edvio entre os artistas como a Batalha do Cruz, em 2012. O p\u00fablico da cidade consumia muito o hip-hop local, e isso fazia com que o rap tivesse lugar em eventos tradicionais como Fearg e Fecis, Fejunca e at\u00e9 mesmo a Festa do Mar.<br \/>\nHoje na era do streaming, os artistas da cena local (e creio que isso reflete em muitas cidades do interior) precisam batalhar por aten\u00e7\u00e3o na camada di\u00e1ria de produ\u00e7\u00e3o musical, que \u00e9 diversa e ampla, e estamos escassos de espa\u00e7os de encontros.<br \/>\nO algoritmo e o alcance das redes nessa nova era jogam contra o artista local, na minha opini\u00e3o. As pessoas est\u00e3o olhando cada vez mais para n\u00fameros, e determinando a qualidade musical atrav\u00e9s disso. Para o artista do extremo sul, que j\u00e1 tem um cen\u00e1rio muito limitado para hip-hop, isso faz com que seja ainda mais dif\u00edcil receber m\u00e9ritos e valoriza\u00e7\u00e3o pelo seu trabalho, pois seu alcance esbarra em uma dificuldade regional \u2013 diferente de grandes cidades, n\u00e3o temos suporte de m\u00eddias importantes que fazem com que o trabalho do artista gire, por exemplo, em revistas, jornais, r\u00e1dio, TV e etc.<br \/>\nRecentemente esteve no ar o programa Resenha Rap na r\u00e1dio FURG FM, junto com o DJ Magreen e DJ MD Beats. Realizamos cerca de 4 meses de programa. Foi muito importante, jogou luz sobre muitos artistas.<br \/>\nAcredito que uma forma de quebrar esse paradigma seria os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o produzirem material com os artistas, enxergarem eles como indiv\u00edduos formadores de opini\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o. E o principal, os produtores musicais precisam entender que o artista da cidade, al\u00e9m de merecer espa\u00e7o, precisa receber por seu trabalho de maneira profissional. Ent\u00e3o, minha resposta pra essa pergunta \u00e9 sim, facilita a difus\u00e3o, mas exige um trabalho dobrado para o artista.<\/p>\n<p><strong>Como tu v\u00eas o rap, hoje, como express\u00e3o popular da regi\u00e3o? As comunidades mais humildes conseguem se fazer ouvir?<\/strong><\/p>\n<p>Estamos chegando mais ou menos na terceira gera\u00e7\u00e3o do rap da cidade e \u00e9 interessante: artistas da primeira gera\u00e7\u00e3o, como Mr. Diones, s\u00e3o refer\u00eancia para artistas da terceira gera\u00e7\u00e3o como o grupo Quality Sul, mesmo com uma diferen\u00e7a de 30 anos de atua\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO rap da cidade tem muita for\u00e7a. Muitos artistas est\u00e3o com produ\u00e7\u00e3o ativa e com muita representatividade. Duck Beatz est\u00e1 fazendo um baita trampo e lan\u00e7ando \u00e1lbum, e o Selo Afrogang est\u00e1 produzindo diversos artistas novos, dando oportunidade para a galera se inserir nesse cen\u00e1rio e isso \u00e9 muito importante. Cristian CRN, al\u00e9m de uma voz marcante no refr\u00e3o de v\u00e1rias m\u00fasicas da cidade, produz v\u00e1rios artistas no est\u00fadio Kinkilha.rap. Getsemani \u00e9 um grupo com proposta crist\u00e3. O produtor 808 Luke est\u00e1 trabalhando com artistas do cen\u00e1rio nacional, como Baco Exu do Blues, Lennon e Dalua, entre outros. Temos o Baby, Dudz e Perki lan\u00e7ando \u00e1lbuns. Badih Hallal e Criss lan\u00e7aram novas propostas para o cen\u00e1rio. Temos Tuty (que tem m\u00fasicas com Emicida e Karol Conka) lan\u00e7ando m\u00fasicas novas. Youngzilla correndo pelo cen\u00e1rio trap e os DJs Micha, Md e Magreen como refer\u00eancias, sem contar a nova gera\u00e7\u00e3o como Lia Og, 137 Records, Andz e Bhrama e M\u00edstica e a evolu\u00e7\u00e3o audiovisual que A Corte Films trouxe para a regi\u00e3o sul.<br \/>\nO rap local emerge de v\u00e1rios lugares e diversas comunidades conseguem se fazer ouvir, com diferentes estilos de rap e isso \u00e9 muito importante. Precisamos agora colocar essa gama de talentos em fluxo coletivo.<\/p>\n<p><strong>E a participa\u00e7\u00e3o das mulheres negras no rap produzido aqui, como \u00e9?<\/strong><\/p>\n<p>As mulheres negras ainda s\u00e3o minoria no rap local. Antigamente t\u00ednhamos a Sandrinha do grupo Mente sem Limites, e tamb\u00e9m a MC P\u00e9rola Negra, que agora est\u00e1 no Rio de Janeiro. A DJ AfroB est\u00e1 surgindo como refer\u00eancia nesse cen\u00e1rio e isso \u00e9 muito importante. Temos mulheres talentosas como M\u00edstica, Lia Og e na dan\u00e7a Ariel Lexist\u00e3o, mas ainda \u00e9 muito pouco. Precisamos que as mulheres se envolvam mais com a cultura hip-hop e que sejam as novas refer\u00eancias para gera\u00e7\u00f5es futuras. Dessa maneira podemos ampliar a participa\u00e7\u00e3o feminina nesse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Quais artistas de Rio Grande e regi\u00e3o merecem destaque atualmente, na tua opini\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Embora tenhamos nomes importantes e consagrados na cidade, no momento atual, o produtor 808 Luke e Duck Beatz (n\u00e3o s\u00f3 pela produ\u00e7\u00e3o musical, mas tamb\u00e9m pela atua\u00e7\u00e3o como MC e pela sua lideran\u00e7a na Afrogang enquanto coletivo) est\u00e3o em destaque na minha opini\u00e3o, juntamente com o grupo Quality Sul, do BGV. Os moleques da Quality est\u00e3o em um bom momento de produ\u00e7\u00e3o, com parceria de Mr. Diones. S\u00e3o nomes que est\u00e3o com certo destaque na minha vis\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"galeria-imagens col-xs-6\">\n<section>\n<header class=\"galeria-imagens__header\">\n<h2 class=\"galeria-imagens__titulo\">Galeria<\/h2>\n<\/header>\n<div class=\"galeria-imagens__corpo\">\n<div class=\"galeria-imagens__destaque\">\n<div class=\"galeria-imagens__imagem\">\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"galeria-imagens__imagem-meta\">\n<h3 class=\"galeria-imagens__imagem-titulo\">Rapper \u00e9 graduado em Artes Visuais pela FURG<\/h3>\n<p class=\"galeria-imagens__imagem-legenda\">L\u00e1zaro Carvalho<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"galeria-imagens__lista-fundo\">\n<p><a class=\"galeria-imagens__lista-move-left\" href=\"https:\/\/www.furg.br\/noticias\/noticias-entrevista\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo#\"><i class=\"fa fa-chevron-left\" aria-hidden=\"true\"><\/i>\u00a0<\/a><\/p>\n<div class=\"galeria-imagens__lista-overflow\">\n<ul class=\"galeria-imagens__lista list-inline\">\n<li class=\"galeria-imagens__item foto-selecionada\"><a href=\"https:\/\/www.furg.br\/noticias\/noticias-entrevista\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo#\"><img title=\"Rapper \u00e9 graduado em Artes Visuais pela FURG\" src=\"https:\/\/www.furg.br\/arquivos\/Noticias\/2020\/Entrevista\/30-07-2020-dizero-1-furg.jpg\" alt=\"\" data-caption=\"L\u00e1zaro Carvalho\" \/><\/a><\/li>\n<li class=\"galeria-imagens__item\"><a href=\"https:\/\/www.furg.br\/noticias\/noticias-entrevista\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo#\"><img title=\"\" src=\"https:\/\/www.furg.br\/arquivos\/Noticias\/2020\/Entrevista\/30-07-2020-dizero-2-furg.jpg\" alt=\"\" data-caption=\"Marcus Negri\" \/><\/a><\/li>\n<li class=\"galeria-imagens__item\"><a href=\"https:\/\/www.furg.br\/noticias\/noticias-entrevista\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo#\"><img title=\"Programa Resenha Rap ganhou transmiss\u00e3o pela FURG FM\" src=\"https:\/\/www.furg.br\/arquivos\/Noticias\/2020\/Entrevista\/30-07-2020-dizero-3-furg.jpg\" alt=\"\" data-caption=\"Arquivo Pessoal\" \/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artista relembra trajet\u00f3ria acad\u00eamica e fala sobre projetos culturais e os desafios frente \u00e0 pandemia Mat\u00e9ria originalmente publicada em: https:\/\/www.furg.br\/noticias\/noticias-entrevista\/andre-dizero-e-o-rap-como-objeto-de-estudo &nbsp; por\u00a0Fernando Halal Foto: L\u00e1zaro Carvalho A relev\u00e2ncia cultural do hip-hop \u00e9 cada vez mais reconhecida pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, sendo tema de teses e disserta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m na comunidade acad\u00eamica. 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