{"id":6947,"date":"2025-07-08T12:00:00","date_gmt":"2025-07-08T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=6947"},"modified":"2025-07-07T23:03:20","modified_gmt":"2025-07-08T02:03:20","slug":"um-reconhecimento-a-medievalistica-euripidiana","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/um-reconhecimento-a-medievalistica-euripidiana\/","title":{"rendered":"Um Reconhecimento \u00e0 &#8220;Medieval\u00edstica Euripidiana&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: right;\">Leandro C\u00e9sar Santana Neves<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Neste ano de 2025, ocorrer\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o especial do Encontro Internacional de Estudos Medievais (EIEM), comemorando as bodas de p\u00e9rola da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos Medievais (ABREM)<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>. Algo digno de louvor, considerando que em v\u00e1rias ocasi\u00f5es diferentes foi-se proclamada a condi\u00e7\u00e3o de \u201cfigueira seca\u201d \u00e0 uma medieval\u00edstica<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> brasileira por pesquisadores nacionais e internacionais<a href=\"#_ftn4\" id=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>. Mas, caro\/a leitor\/a, teria sido esse realmente o caso? Teria a d\u00e9cada de 1990 o in\u00edcio espont\u00e2neo que finalmente teria gerado uma produ\u00e7\u00e3o de pessoas e de escritos sobre o que se convencionou a chamar de \u201cIdade M\u00e9dia\u201d no Brasil?<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A princ\u00edpio, pode parecer que estou criando tempestade em um copo d\u2019\u00e1gua. Balan\u00e7os sobre a medieval\u00edstica brasileira \u2013 g\u00eanero de escrita da Hist\u00f3ria relativamente comum para um pa\u00eds cuja produ\u00e7\u00e3o seria \u201crecente\u201d \u2013 geralmente tendem a come\u00e7ar por uma \u201crevolu\u00e7\u00e3o\u201d (talvez&#8230; francesa?) da d\u00e9cada de 1980-1990 que teria possibilitado o florescimento dos estudos e pesquisas acerca do medievo<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel negar que, de fato, houve uma conjuntura pol\u00edtico-econ\u00f4mica favor\u00e1vel nas d\u00e9cadas mencionadas que causaram uma expans\u00e3o no campo, similar \u00e0 outra expans\u00e3o ocorrida a partir de meados do in\u00edcio da cent\u00faria atual. Mas, segue minha l\u00f3gica por um instante, caro\/a leitor\/a: para algo se <strong>expandir<\/strong>, n\u00e3o seria necess\u00e1rio esse algo <strong>existir anteriormente<\/strong>, ainda que de modo pequeno e relativamente restrito?<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Bem, at\u00e9 mesmo para os menos \u201cetaristas\u201d balan\u00e7os supracitados \u2013 ao menos em sua maioria \u2013, a medieval\u00edstica brasileira admite que ela n\u00e3o parece ter sido fruto de gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. Geralmente um nome aparece em tais textos, quase que como uma taxaa ser paga \u00e0 Clio: Eur\u00edpedes Sim\u00f5es de Paula (1910-1977). Eur\u00edpedes e sua tese, intitulada \u201cO com\u00e9rcio varegue e o Gr\u00e3o-Principado de Kiev\u201d escrita em 1942 \u00e9 geralmente abordada \u2013 quando abordada \u2013 como o in\u00edcio de alguma coisa que deveria ter florescido, mas que, pelas mais diversas raz\u00f5es, o desabrochar s\u00f3 teria sido poss\u00edvel cerca de quarenta anos ap\u00f3s sua escrita.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Pe\u00e7o ao\/\u00e0 leitor\/a um pouco de paci\u00eancia pela digress\u00e3o ego-hist\u00f3rica a seguir. Eu tenho conhecimento de \u201cO com\u00e9rcio varegue\u201d desde 2014, quando, ainda no processo de aprofundamento sobre a Rus para a minha monografia de conclus\u00e3o de curso, consegui adquirir uma c\u00f3pia da tese citada ap\u00f3s descobri-la com ela na important\u00edssima s\u00edntese sobre o per\u00edodo kievano do historiador <em>\u00e9migr\u00e9<\/em> Gueorguii Vernadsky como bibliografia presente em \u201cesbo\u00e7os gerais do per\u00edodo kievano\u201d (Vernadsky, 1972, p. 380). Acabei deixando a tese um pouco de lado e consultando-a esporadicamente at\u00e9 2022, quando a guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia e as diversas opini\u00f5es de pessoas por alguma raz\u00e3o reconhecidas como \u201cintelectuais\u201d come\u00e7aram a dar pitacos erroneamente em algo que, aparentemente, jamais leram sobre o assunto<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Diante de tal press\u00e3o e desespero ontol\u00f3gico \u2013 para al\u00e9m da conclus\u00e3o da minha tese que se avizinhava \u2013, lembrei que 2022 seria o anivers\u00e1rio de oitenta anos de \u201cO com\u00e9rcio varegue\u201d, e resolvi me aprofundar um pouco no trabalho de Eur\u00edpedes. Talvez por sinal do universo, at\u00e9 mesmo encontrei um exemplar da tese, aparentemente enviado pela pr\u00f3pria USP, ao acaso e sem saber de sua presen\u00e7a durante meu per\u00edodo de doutorado sandu\u00edche na Universidade de Harvard, enquanto perambulava pelas estantes da Widener Library:<\/p><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"571\" height=\"713\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/07\/image.gif\" alt=\"\" class=\"wp-image-6949\"\/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: center; font-size: 10pt;\">C\u00f3pia de \u201cO com\u00e9rcio varegue e o Gr\u00e3o-Principado de Kiev\u201d presente na Widener Library, da Universidade de Harvard. Foto do acervo pessoal do autor.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Ao me debru\u00e7ar sobre a tese de Sim\u00f5es de Paula, descobri que a ele n\u00e3o era dada tanta import\u00e2ncia pela medieval\u00edstica brasileira. Tampouco ao \u201cCom\u00e9rcio varegue\u201d, apesar do realce constante que teria sido a primeira tese de Hist\u00f3ria Medieval feita no Brasil, algo que, de fato, foi o caso<a href=\"#_ftn7\" id=\"_ftnref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>. Sendo assim, comecei uma pesquisa paralela sobre Eur\u00edpedes e sua tese. No momento de escrita e talvez publica\u00e7\u00e3o deste <em>post, <\/em>quatro apresenta\u00e7\u00f5es orais e um artigo cient\u00edfico (NEVES, 2024) foram os frutos desta pesquisa, com dois artigos \u2013 um n\u00e3o sendo em portugu\u00eas \u2013 sendo produzidos e encontrando-se em est\u00e1gio final de confec\u00e7\u00e3o.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Voltemos, caro\/a leitor\/a, \u00e0 aporia original. Sim\u00f5es de Paula \u00e9, geralmente, mencionado como parte do c\u00e2none da medieval\u00edstica brasileira, ainda que a contragosto. Mas entre 1942 e 1980\/90, o que houve? Desafio-te, caro\/a leitor\/a, a encontrar qualquer balan\u00e7o sobre a Hist\u00f3ria Medieval no Brasil que mencione a exist\u00eancia de qualquer coisa neste \u00ednterim. Trata-se de um abismo t\u00e3o tenebroso quanto a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de Idade das Trevas! Muito dificilmente achar\u00e1s. Eis, espero, a \u201ccontribui\u00e7\u00e3o\u201d deste texto, uma breve aprecia\u00e7\u00e3o desta lacuna ignorada, ao menos a lacuna que \u201cdescende\u201d de Sim\u00f5es de Paula. Por hora, basta somente mostrar-te tal medieval\u00edstica negligenciada em uma tabela de disserta\u00e7\u00f5es e teses orientadas por Eur\u00edpedes acerca do medievo, seja durante a cronologia (s\u00e9c. V-XVI) ou relacionado ao medievo:<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Disserta\u00e7\u00f5es e teses sobre Hist\u00f3ria Medieval orientadas por Eur\u00edpedes Sim\u00f5es de Paula<a href=\"#_ftn8\" id=\"_ftnref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a><\/p><\/p>\n\n\n\n<table id=\"tablepress-1\" class=\"tablepress tablepress-id-1\">\n<thead>\n<tr class=\"row-1\">\n\t<th class=\"column-1\">Autor\/a<\/th><th class=\"column-2\">T\u00edtulo<\/th><th class=\"column-3\">Ano<\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody class=\"row-striping row-hover\">\n<tr class=\"row-2\">\n\t<td class=\"column-1\">Eduardo d\u2019Oliveira Fran\u00e7a<\/td><td class=\"column-2\">A Realeza em Portugal na Idade M\u00e9dia e as Origens do Absolutismo (D)<\/td><td class=\"column-3\">1945<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-3\">\n\t<td class=\"column-1\">Aldo Janotti<\/td><td class=\"column-2\">O Condicionalismo S\u00f3cio-Cultural das Origens do Movimento Universit\u00e1rio Europeu: A Singularidade do Caso Portugu\u00eas (D)<\/td><td class=\"column-3\">1966<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-4\">\n\t<td class=\"column-1\">Jos\u00e9 Maria Corr\u00eaa<\/td><td class=\"column-2\">A Igreja e a Escravid\u00e3o no C\u00f3digo de Justiniano (D)<\/td><td class=\"column-3\">1967<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-5\">\n\t<td class=\"column-1\">Jos\u00e9 Roberto de Almeida Mello<\/td><td class=\"column-2\">A Vis\u00e3o Cr\u00edtica do Governo nas Can\u00e7\u00f5es Pol\u00edticas Inglesas do S\u00e9culo XIII (M)<\/td><td class=\"column-3\">1969<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-6\">\n\t<td class=\"column-1\">Nachman Falbel<\/td><td class=\"column-2\">As Heresias dos S\u00e9culos XII e XIII (M)<\/td><td class=\"column-3\">1969<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-7\">\n\t<td class=\"column-1\">Helmi Mohammed Ibrahim Nasr<\/td><td class=\"column-2\">Seitas Isl\u00e2micas: Principais Id\u00e9ias e Ramifica\u00e7\u00f5es (D)<\/td><td class=\"column-3\">1970<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-8\">\n\t<td class=\"column-1\">Marcos Margulies<\/td><td class=\"column-2\">Evolu\u00e7\u00e3o dos Contatos Intergrupais na Europa da Idade M\u00e9dia atrav\u00e9s do Relacionamento entre Judeus e Russos (D)<\/td><td class=\"column-3\">1970<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-9\">\n\t<td class=\"column-1\">Victor Deodato da Silva<\/td><td class=\"column-2\">Legisla\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica e Social Consecutiva \u00e0 Peste Negra de 1348 e sua Significa\u00e7\u00e3o no Contexto da Crise do Fim da Idade M\u00e9dia (D)<\/td><td class=\"column-3\">1970<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-10\">\n\t<td class=\"column-1\">Yessai Ohannes Kerouzian<\/td><td class=\"column-2\">Origem do Alfabeto Arm\u00eanio - Uma Obra de Mesrob-Mashtotz (D)<\/td><td class=\"column-3\">1970<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-11\">\n\t<td class=\"column-1\">Lincoln Etcheb\u00e9h\u00e8re Jr.<\/td><td class=\"column-2\">O Cristianismo na Eti\u00f3pia no S\u00e9culo XVI (M)<\/td><td class=\"column-3\">1971<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-12\">\n\t<td class=\"column-1\">Maria Celina Amaral<\/td><td class=\"column-2\">A Liga Hanse\u00e1tica e sua Influ\u00eancia no Mar B\u00e1ltico: S\u00e9culos XIV-XV (M)<\/td><td class=\"column-3\">1971<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-13\">\n\t<td class=\"column-1\">Ricardo M\u00e1rio Gon\u00e7alves<\/td><td class=\"column-2\">Considera\u00e7\u00f5es sobre o Culto a Amida no Jap\u00e3o Medieval: Um Exemplo de Consci\u00eancia Hist\u00f3rica no Budismo Japon\u00eas (D)<\/td><td class=\"column-3\">1971<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-14\">\n\t<td class=\"column-1\">Maria Luiza Corassin<\/td><td class=\"column-2\">A Quarta Cruzada e o Imp\u00e9rio Colonial de Veneza (M)<\/td><td class=\"column-3\">1972<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-15\">\n\t<td class=\"column-1\">Nachman Falbel<\/td><td class=\"column-2\">A Luta dos Espirituais e sua Contribui\u00e7\u00e3o para a Reformula\u00e7\u00e3o da Teoria Tradicional acerca do Poder Papal (D)<\/td><td class=\"column-3\">1972<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-16\">\n\t<td class=\"column-1\">Niko \u017du\u017eek<\/td><td class=\"column-2\">As Raz\u00f5es da Recusa do Gr\u00e3o Principado de Moscou \u00e0 Uni\u00e3o Florentina (D)<\/td><td class=\"column-3\">1972<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-17\">\n\t<td class=\"column-1\">Olga Mussi da Silva<\/td><td class=\"column-2\">Judeus no Languedoc na Idade M\u00e9dia: Coment\u00e1rios Bibliogr\u00e1ficos (M)<\/td><td class=\"column-3\">1972<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-18\">\n\t<td class=\"column-1\">Euza Rossi de Aguiar Fraz\u00e3o<\/td><td class=\"column-2\">Os Circunceli\u00f5es atrav\u00e9s de Santo Agostinho (M)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-19\">\n\t<td class=\"column-1\">Abdallah Abdel Chakkur Kamel<\/td><td class=\"column-2\">Movimento Zubairita: Seu Comandante e suas Atividades Pol\u00edticas e Militares (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-20\">\n\t<td class=\"column-1\">Aidyl de Carvalho Preis<\/td><td class=\"column-2\">O Sentido da Hist\u00f3ria atrav\u00e9s dos Proleg\u00f4menos de Ibn Khaldun (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-21\">\n\t<td class=\"column-1\">Jos\u00e9 Afonso de Moraes Bueno Passos<\/td><td class=\"column-2\">Bonif\u00e1cio VIII e Filipe, o Belo, de Fran\u00e7a (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-22\">\n\t<td class=\"column-1\">Jos\u00e9 Roberto de Almeida Mello<\/td><td class=\"column-2\">A Insulariza\u00e7\u00e3o da Monarquia Angevina e a Forma\u00e7\u00e3o da Na\u00e7\u00e3o Inglesa: S\u00e9culos XIII e XIV, Vistos atrav\u00e9s de Can\u00e7\u00f5es e Poemas Pol\u00edticos (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-23\">\n\t<td class=\"column-1\">Joubran Jamil El Murr<\/td><td class=\"column-2\">Considera\u00e7\u00f5es sobre os Ge\u00f3grafos \u00c1rabes a partir de Al-Mas\u2019udi (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-24\">\n\t<td class=\"column-1\">Maria Am\u00e9lia Mascarenhas Dantes<\/td><td class=\"column-2\">Sobre a Medicina de Paracelso (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-25\">\n\t<td class=\"column-1\">Renato Emir Oberg<\/td><td class=\"column-2\">Jo\u00e3o Huss, um Injusti\u00e7ado? (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-26\">\n\t<td class=\"column-1\">Sun Chia Chin<\/td><td class=\"column-2\">A Influ\u00eancia Indiana sobre a Pintura Chinesa das Cavernas de Tun Huan, at\u00e9 a Dinastia Tan (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<tr class=\"row-27\">\n\t<td class=\"column-1\">Victoria Namestnikov El Murr<\/td><td class=\"column-2\">Um Poema \u00c9pico Russo do S\u00e9culo XII: O Dito da Expedi\u00e7\u00e3o de Igor (D)<\/td><td class=\"column-3\">1973<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<!-- #tablepress-1 from cache -->\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Eur\u00edpedes orientou 26 trabalhos de Hist\u00f3ria Medieval a n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Os temas s\u00e3o bastante variados e contestam o mito da predile\u00e7\u00e3o \u2013 ou em certos casos, predestina\u00e7\u00e3o \u2013 \u00edbero-francesa da medieval\u00edstica brasileira. Quest\u00f5es pol\u00edticas relacionadas a Portugal foram objetos, mas tamb\u00e9m, em termos espaciais, \u00eanfases foram dadas \u00e0 Inglaterra, pen\u00ednsula It\u00e1lica, Rus, Roma Oriental, Arm\u00eania, Jap\u00e3o, China, Eti\u00f3pia e as na\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas, al\u00e9m de trabalhos menos geograficamente restritos. Os pesquisadores em si tamb\u00e9m s\u00e3o importantes. Nachman Falbel \u00e9 talvez o nome mais conhecido entre os orientandos na medieval\u00edstica, mas outros nomes importantes e ignorados figuram entre os \u201cdisc\u00edpulos\u201d de Sim\u00f5es de Paula, como Jos\u00e9 Roberto Almeida Mello, Victor Deodato da Silva e Niko \u017du\u017eek, os dois \u00faltimos que tamb\u00e9m foram professores e orientadores de trabalhos em Hist\u00f3ria Medieval (e Antiga) da USP. N\u00e3o menos importantes s\u00e3o aqueles que, apesar de \u201cabandonarem\u201d a Idade M\u00e9dia, a Hist\u00f3ria Medieval fez parte de sua forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica e talvez seja necess\u00e1ria uma maior considera\u00e7\u00e3o sobre tal aspecto. Eduardo d\u2019Oliveira Fran\u00e7a salta aos olhos inicialmente, mas n\u00e3o nos esque\u00e7amos de Aidyl Preis e Maria Luiza Corassin. Finalmente, h\u00e1 aqueles e aquelas que n\u00e3o continuaram na Hist\u00f3ria, mas que ainda contribu\u00edram esporadicamente para os estudos medievais em outras \u00e1reas, como Helmi Nasr, Yessai Kerouzian, Ricardo M\u00e1rio Gon\u00e7alves e Victoria El Murr.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Creio que um poss\u00edvel motivo do esquecimento dos \u201ceuripidianos\u201d. Se a Hist\u00f3ria seria, de fato, a \u201cci\u00eancia dos homens no tempo\u201d, como j\u00e1 afirmara Marc Bloch (2002, p. 67), o H mai\u00fasculo tamb\u00e9m implica em uma historiografia, logo, em quem a escreve. Tal como a escrita muda, tamb\u00e9m mudam os historiadores e quem deveria ser considerado historiador. Talvez a gera\u00e7\u00e3o \u201ceuripidiana\u201d seja deliberadamente esquecida pois o medievalista do Brasil atual j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o mesmo das d\u00e9cadas de 1940 a 1980. H\u00e1 outras demandas, outros m\u00e9todos, outra forma\u00e7\u00e3o, outras \u201cvirtudes epist\u00eamicas\u201d(ver Paul, 2011; Ohara, 2016) a serem laudadas. Claro que as produ\u00e7\u00f5es, considerando o espa\u00e7o de tempo, estariam defasadas, mas esta \u00e9 a sina da historiografia como um todo. E \u00e9 justamente por isso que \u00e9 de suma import\u00e2ncia lembrar da medieval\u00edstica esquecida. Afinal, al\u00e9m do humano, a transforma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o seria um dos objetos dos pesquisadores? O que mudou entre ser medievalista na \u00e9poca aqui abordada e hoje, sem cair em deprecia\u00e7\u00f5es absolutas? Ali\u00e1s, o que essa medieval\u00edstica significou para a historiografia brasileira como um todo?<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Creio que estudar aquilo que denominei \u201cmedieval\u00edstica euripidiana\u201d pode ajudar a esclarecer tais quest\u00f5es. Ao passo que os medievalistas brasileiros se adaptam \u00e0 neoliberaliza\u00e7\u00e3o cada vez mais incisiva do ensino e da pesquisa, o \u201cdesafio\u201d das percep\u00e7\u00f5es do grande p\u00fablico, e o cada vez mais insidioso canto de sereia do <em>American Way of Researching, <\/em>talvez seja bom olhar ao passado para saber como a \u201cgera\u00e7\u00e3o euripidiana\u201d lidou com as press\u00f5es do fazer Hist\u00f3ria. Termino este <em>post <\/em>com um brinde metaf\u00f3rico, a Eur\u00edpedes e seus\/suas orientandos\/as. Que sejam reconhecidos e que suas potencialidades e limita\u00e7\u00f5es sejam mais publicizadas. E que sejam lembrados e que se tornem objeto de pesquisa \u2013 e pelo menos neste \u00faltimo aspecto estou fazendo minha parte!<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>CAT\u00c1LOGO HIST\u00d3RICO de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es.<\/strong> Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/historiografia.com.br\">https:\/\/historiografia.com.br<\/a>&gt;.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">ALMEIDA, N\u00e9ri de Barros. \u201cA Hist\u00f3ria Medieval no Brasil\u201d. <strong>Signum,<\/strong> Rio de Janeiro, v. 14, n. 1, p. 1\u201316, 2013.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">AMARAL, Cl\u00ednio; LISB\u00d4A, Jo\u00e3o (org.). <strong>A historiografia medieval no Brasil: de 1990 a 2017.<\/strong> Curitiba: Appris, 2019.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">ASFORA, Wanessa Colares; AUBERT, Eduardo Henrik; CASTANHO, Gabriel de Carvalho Godoy. \u201cL\u2019histoire m\u00e9di\u00e9vale au Br\u00e9sil: structure d\u2019un champ disciplinaire\u201d. <em>In: <\/em>MAGNANI, Eliana (org.). <strong>Le Moyen \u00c2ge vu d\u2019ailleurs: voix crois\u00e9es d\u2019Am\u00e9rique latine et d\u2019Europe<\/strong>. Dijon: \u00c9ditions Universitaires de Dijon, 2010, p. 53-118.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">BASTOS, M\u00e1rio Jorge da Motta. \u201cQuatro d\u00e9cadas de Hist\u00f3ria Medieval no Brasil: contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 sua cr\u00edtica. <strong>Di\u00e1logos,<\/strong> Maring\u00e1, v. 20, n. 3, p. 2-15, 2016.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">BLOCH, Marc. <strong>Apologia da Hist\u00f3ria ou O Of\u00edcio do Historiador. <\/strong>Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">LINHARES, Maria Yedda L. \u201cApresenta\u00e7\u00e3o\u201d. <em>In:<\/em> PINSKY, Jaime. <strong>O Modo de Produ\u00e7\u00e3o Feudal.<\/strong> S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1979, p. 11-14.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">MATTOSO, Jos\u00e9. \u201cPref\u00e1cio\u201d. In: FRANCO J\u00daNIOR, Hil\u00e1rio. <strong>Peregrinos, monges e guerreiros: feudo-clericalismo e religiosidade em Castela medieval. <\/strong>S\u00e3o Paulo, Hucitec, 1990, p. 7-8.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">NEVES, Leandro C\u00e9sar S. \u201cA rota dos n\u00f3rdicos \u00e0 USP: notas sobre \u201cO com\u00e9rcio varegue e o Gr\u00e3o-Principado de Kiev (1942)\u201d, de E. Sim\u00f5es de Paula\u201d. <strong>Hist\u00f3ria da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography,<\/strong> Ouro Preto, v. 16, n. 42, p. 1-31, 2024.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">OHARA, Jo\u00e3o Rodolfo Munhoz. \u201cVirtudes epist\u00eamicas na pr\u00e1tica do historiador: o caso da sensibilidade hist\u00f3rica na historiografia brasileira (1980-1990)\u201d. <strong>Hist\u00f3ria da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography,<\/strong> Ouro Preto, n. 22, p. 170-183, 2016.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">PAUL, Herman. \u201cPerforming History: how historical scholarship is shaped by epistemic virtues\u201d. <strong>History and Theory,<\/strong> v. 50, n. 1, 1-19, 2011.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">SIM\u00d5ES DE PAULA, E. <strong>O Com\u00e9rcio Varegue e o Gr\u00e3o-Principado de Kiev.<\/strong> S\u00e3o Paulo: FFLCH-USP, 1942.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">VERNADSKY, George. <strong>Kievan Russia. <\/strong>2. ed. New Haven: Yale University Press, 1972 [1946].<\/p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Atualmente atua como professor substituto de Hist\u00f3ria Antiga e Medieval da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutor em Hist\u00f3ria Social (2024) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGHIS-UFRJ). Membro do Laborat\u00f3rio de Teoria e Hist\u00f3ria das M\u00eddias Medievais (LATHIMM-UFRJ\/USP).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Cf. &lt;<a href=\"https:\/\/sites.google.com\/view\/abrem-viii-semp\/in%C3%ADcio\">https:\/\/sites.google.com\/view\/abrem-viii-semp\/in\u00edcio<\/a>&gt;.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref3\" id=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Utilizarei deliberadamente neste texto \u201cmedieval\u00edstica\u201d como sin\u00f4nimo de \u201chistoriografia\u201d sobre a Idade M\u00e9dia por motivos ret\u00f3ricos e estil\u00edsticos, mesmo sabendo que a medieval\u00edstica em sua condi\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica n\u00e3o se restringe \u00e0 Hist\u00f3ria.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Embora o exemplo mais famoso (ou infame) de tal progn\u00f3stico seja aquele feito por Maria Yedda Linhares (1979), o\/a leitor\/a n\u00e3o deve se esquecer do pref\u00e1cio do historiador portugu\u00eas Jos\u00e9 Mattoso \u00e0 vers\u00e3o publicada da tese de Hil\u00e1rio Franco J\u00fanior, na qual o lusitano argumenta que finalmente \u2013 em 1990 \u2013 a pesquisa brasileira representaria um \u201c[&#8230;] apreci\u00e1vel e merit\u00f3rio avan\u00e7o em dire\u00e7\u00e3o aos bons modos europeus (<em>sic<\/em>)\u201d apesar de o Brasil ser supostamente \u201c[&#8230;] sem nenhuma tradi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica na investiga\u00e7\u00e3o medieval (<em>sic<\/em>)\u201d (Mattoso, 1990).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> H\u00e1 uma quantidade imensa de balan\u00e7os sobre a trajet\u00f3ria da Hist\u00f3ria Medieval no Brasil (p\u00f3s 1990). Para citar os mais famosos e concisos, refiro o\/a leitor\/a aos trabalhos de Almeida, (2013); Bastos (2016); Amaral, Lisboa (2019). Para um menos citado, mas na minha opini\u00e3o o melhor balan\u00e7o sobre o assunto, ainda que com alguns problemas, ver Asfora, Aubert, Castanho (2010). Quanto a exemplos n\u00e3o gr\u00e1ficos, remeto ao excelente projeto de Eduardo Daflon e Thiago Magela de documenta\u00e7\u00e3o oral sobre o campo, presente na playlist &lt;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PL7VPF--Mlb5xPJlKwh4jN52InVEuafMVu\">https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PL7VPF&#8211;Mlb5xPJlKwh4jN52InVEuafMVu<\/a>&gt;.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Me refiro ao, perd\u00e3o ao\/\u00e0 leitor\/a, festival de asneiras ditos pelo famoso historiador e intelectual p\u00fablico Yuval Noah Harari sobre o passado rus, presente em <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/fantastico\/noticia\/2022\/03\/08\/yuval-harari-kiev-ja-era-uma-grande-metropole-quando-moscou-era-so-floresta.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/fantastico\/noticia\/2022\/03\/08\/yuval-harari-kiev-ja-era-uma-grande-metropole-quando-moscou-era-so-floresta.ghtml<\/a>.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref7\" id=\"_ftn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a> N\u00e3o s\u00f3 foi a primeira tese em Hist\u00f3ria Medieval defendida no pa\u00eds, mas \u201cO com\u00e9rcio Varegue e o Gr\u00e3o-Principado de Kiev\u201d (1942) foi a primeira tese a n\u00edvel doutoral conclu\u00edda no Brasil.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref8\" id=\"_ftn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a> Tabela organizada atrav\u00e9s do O Cat\u00e1logo Hist\u00f3rico de Teses e Disserta\u00e7\u00f5es da \u00e1rea de Hist\u00f3ria. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/historiografia.com.br\/\">https:\/\/historiografia.com.br\/<\/a>&gt;.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><div class=\"citationSection\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 08 de Julho de 2025.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> NEVES, Leandro C\u00e9sar Santana. Um Reconhecimento \u00e0 \u201cMedieval\u00edstica Euripidiana\u201d. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 08 jul. 2025. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/um-reconhecimento-a-medievalistica-euripidiana\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/um-reconhecimento-a-medievalistica-euripidiana<\/a> Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Leandro C\u00e9sar Santana Neves[1] Neste ano de 2025, ocorrer\u00e1 uma edi\u00e7\u00e3o especial do Encontro Internacional de Estudos Medievais (EIEM), comemorando as bodas de p\u00e9rola da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos Medievais (ABREM)[2]. 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