{"id":6929,"date":"2025-06-24T12:00:00","date_gmt":"2025-06-24T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=6929"},"modified":"2025-06-23T22:12:50","modified_gmt":"2025-06-24T01:12:50","slug":"o-juizo-final-e-suas-representacoes-na-tradicao-visual-crista","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-juizo-final-e-suas-representacoes-na-tradicao-visual-crista\/","title":{"rendered":"O Ju\u00edzo Final e suas representa\u00e7\u00f5es na tradi\u00e7\u00e3o visual crist\u00e3"},"content":{"rendered":"\n<p><p style=\"text-align: right;\">Tamara Qu\u00edrico<a href=\"#_ftn1\" id=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Precisamos, de in\u00edcio, ressaltar a diferen\u00e7a entre o tema do Ju\u00edzo Final e o do Apocalipse, por vezes confundidos nas culturas modernas \u2013 uma confus\u00e3o estranha ao per\u00edodo medieval, n\u00e3o devemos esquecer. J\u00e1 Santo Agostinho (354-430) observava que era primordial distinguir essa \u201cvis\u00e3o da perman\u00eancia do Reino de Deus\u201d, descrita no Apocalipse, \u201cde uma simples apari\u00e7\u00e3o no fim dos tempos\u201d (Christe, 1996, p. 27). O Apocalipse e suas representa\u00e7\u00f5es visuais, com efeito, se referem a vis\u00f5es do Cristo como <em>Maiestas Domini<\/em>, que poderiam ocorrer em qualquer tempo, e n\u00e3o somente no \u00faltimo dia. A vis\u00e3o do Filho do Homem descrita no Apocalipse n\u00e3o era interpretada, na Idade M\u00e9dia, como uma vis\u00e3o do fim do mundo. Conforme esclarece Yves Christe, o Apocalipse era concebido \u201cn\u00e3o como uma revela\u00e7\u00e3o do fim dos tempos, mas como uma vis\u00e3o de gl\u00f3ria situada no c\u00e9u, acima, al\u00e9m ou fora do tempo\u201d (Christe, 1973, p. 12).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">O Ju\u00edzo Final, por sua vez, \u00e9 tamb\u00e9m uma vis\u00e3o do <em>Maiestas Domini<\/em>, mas \u00e9, sem d\u00favida, uma apari\u00e7\u00e3o de todo particular: o Cristo que surge no fim dos tempos \u00e9 o Juiz que comparece uma \u00faltima vez, para julgar a humanidade. As vis\u00f5es do Ju\u00edzo Final est\u00e3o \u201c<em>situadas historicamente<\/em>, ou, mais exatamente, reintroduzidas em uma perspectiva hist\u00f3rica, a da Segunda Par\u00fasia\u201d (Christe, 1973, p. 13). Eventualmente, vis\u00e3o divina e revela\u00e7\u00e3o final acabaram por se confundir, o que justificaria as confus\u00f5es entre os termos que encontramos. Entretanto, deve-se considerar outro ponto: se o Apocalipse n\u00e3o est\u00e1 associado em termos teol\u00f3gicos ao Ju\u00edzo Final, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que, iconograficamente, esse texto b\u00edblico forneceu elementos que foram incorporados \u00e0s representa\u00e7\u00f5es visuais do tema do Julgamento \u00daltimo (Qu\u00edrico, 2014)<a href=\"#_ftn2\" id=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Passemos ent\u00e3o ao Ju\u00edzo Final, um dos temas mais importantes para o cristianismo, baseado na concep\u00e7\u00e3o de um tempo hist\u00f3rico, linear, que conheceu seu in\u00edcio no momento da cria\u00e7\u00e3o do mundo, e que se dirige de maneira inexor\u00e1vel para o fim. \u00c9 essa certeza de um in\u00edcio claramente marcado no <em>G\u00eanesis<\/em>, e a espera de um fim que decerto chegar\u00e1, que norteia todas as concep\u00e7\u00f5es crist\u00e3s. O final dos tempos ser\u00e1 marcado pela <em>Par\u00fasia<\/em>, a segunda vinda de Cristo para julgar toda a humanidade<a href=\"#_ftn3\" id=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. O retorno de Cristo ao final dos tempos, assim como o julgamento da humanidade, \u00e9 mencionado em trechos diversos do Novo Testamento, como, por exemplo, em Mateus 16, 27: \u201cpois o Filho do Homem h\u00e1 de vir na gl\u00f3ria do seu Pai, com os seus anjos, e ent\u00e3o retribuir\u00e1 a cada um de acordo com o seu comportamento\u201d. Esta passagem indica tamb\u00e9m de modo claro a concep\u00e7\u00e3o de um julgamento nesse momento, baseado no comportamento individual de cada homem ao longo de sua vida. O que significa essa no\u00e7\u00e3o t\u00e3o fundamental para o cristianismo? \u00c9 a cren\u00e7a de que, no momento da morte, a alma \u00e9 separada do corpo e \u00e9 julgada de acordo com sua vida na terra; por esse julgamento, essa alma ser\u00e1 colocada em uma inst\u00e2ncia no Al\u00e9m, onde permanecer\u00e1 at\u00e9 o momento do Ju\u00edzo Final, quando enfim, reunida novamente ao seu corpo ressuscitado, ter\u00e1 seu local eterno determinado pelo Cristo.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Por que Cristo julgar\u00e1 os homens? De acordo com a doutrina crist\u00e3, a Encarna\u00e7\u00e3o, ou seja, Deus que se fez homem e nasceu do ventre de Maria, teria sido necess\u00e1ria para resgatar a humanidade do pecado cometido por Ad\u00e3o. Expulsos do Jardim do \u00c9den por ordem divina, os homens n\u00e3o poderiam retornar enquanto n\u00e3o fossem redimidos de suas culpas, conforme se afirma em diversas passagens escriturais, como em 1Cor 15, 21-22: \u201ccom efeito, visto que a morte veio por um homem, tamb\u00e9m por um homem vem a ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. Pois assim como todos morrem em Ad\u00e3o, em Cristo todos receber\u00e3o a vida\u201d. A reden\u00e7\u00e3o, no entanto, s\u00f3 poderia ser plena com o sacrif\u00edcio de Jesus, como novamente esclarece S\u00e3o Paulo em 1Cor 15, 3: \u201cCristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras\u201d. Deus feito homem morreu para livrar a humanidade da morte, do pecado de Ad\u00e3o. N\u00e3o por acaso, em in\u00fameras imagens representando a Crucifica\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel discernir, \u00e0 base da cruz, um cr\u00e2nio, identificado usualmente como o de Ad\u00e3o. A partir do pensamento de S\u00e3o Paulo, Cristo seria visto como o segundo Ad\u00e3o que, ao morrer, redimiria o primeiro de suas culpas (Qu\u00edrico, 2015).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Por ter dado seu sangue pela humanidade, por ter morrido para a remiss\u00e3o dos pecados, Cristo \u00e9 legitimado como o juiz dessa mesma humanidade; uma vez que morreu para a salva\u00e7\u00e3o dos homens, Ele, mais do que todos, tem o direito de julg\u00e1-los. Por isso, nas representa\u00e7\u00f5es visuais do Ju\u00edzo Final, a figura de Cristo muitas vezes ergue os bra\u00e7os para expor os estigmas, evidente comprova\u00e7\u00e3o de Seu sacrif\u00edcio. E, n\u00e3o por acaso, muitas figura\u00e7\u00f5es do tema incluem tamb\u00e9m a apresenta\u00e7\u00e3o das <em>Arma Christi<\/em>, os s\u00edmbolos da Paix\u00e3o \u2013 sendo a cruz, a coroa de espinhos e a coluna da flagela\u00e7\u00e3o os mais usualmente figurados.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Essa sequ\u00eancia l\u00f3gica e linear proposta pela hist\u00f3ria crist\u00e3 \u00e9 visualmente expressa, por exemplo, no painel <em>Alegoria da Reden\u00e7\u00e3o<\/em>, pintado por Ambrogio Lorenzetti por volta de 1345; na parte esquerda da pintura, h\u00e1 a representa\u00e7\u00e3o da Cria\u00e7\u00e3o do homem, do Pecado original e da Expuls\u00e3o do Para\u00edso; ao centro, surgindo acima de um amontoado de corpos, est\u00e1 o Cristo crucificado; \u00e0 extrema direita, enfim, temos a cena bastante condensada do Ju\u00edzo Final<a id=\"_ftnref4\" href=\"#_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> <\/p><\/p>\n\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-01-scaled.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-01-scaled.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 1. Ambrogio Lorenzetti. Alegoria da Reden\u00e7\u00e3o, ca. 1345. Siena, Pinacoteca Nazionale \u2013 Wikimedia Commons<\/span><\/p>\n\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Consequ\u00eancia derradeira da Paix\u00e3o, portanto, o Ju\u00edzo Final encerra a hist\u00f3ria crist\u00e3 com o retorno de Cristo no \u00faltimo dia para julgar toda a humanidade. Esse evento \u00e9 reiterado no Credo definido pelo Conc\u00edlio de Niceia em 325, e recitado pelo fiel com poucas varia\u00e7\u00f5es nas celebra\u00e7\u00f5es lit\u00fargicas cat\u00f3licas at\u00e9 a contemporaneidade: Cristo \u201cressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras; e subiu aos C\u00e9us, onde est\u00e1 sentado \u00e0 direita de Deus Pai Onipotente, donde h\u00e1 de vir a julgar os vivos e os mortos\u201d.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A dimens\u00e3o teol\u00f3gica do evento \u2013 que deve recapitular a hist\u00f3ria do universo desde o momento de sua cria\u00e7\u00e3o, envolvendo toda a humanidade, vivos e mortos, crentes e mesmo aqueles que jamais teriam ouvido men\u00e7\u00e3o ao julgamento final, segundo as cren\u00e7as crist\u00e3s \u2013 justifica a sua evoca\u00e7\u00e3o visual desde os primeiros s\u00e9culos do cristianismo. De fato, \u00e9 o que ocorre atrav\u00e9s da representa\u00e7\u00e3o de Cristo como o Pastor separando as ovelhas dos bodes, ou seja, os eleitos dos condenados, segundo uma conhecida passagem do Evangelho de Mateus<a href=\"#_ftn5\" id=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. \u00c9 a cena que vemos, por exemplo, no frontal de sarc\u00f3fago romano atualmente no acervo do Metropolitan Museum of Art, de Nova York.<\/p><\/p>\n\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-02.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-02.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 2. Frontal com Ju\u00edzo Final, fim do s\u00e9culo III &#8211; in\u00edcio do s\u00e9culo IV<\/span><\/p>\n\n\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A relev\u00e2ncia do tema do julgamento no \u00faltimo dia tamb\u00e9m explica o surgimento de representa\u00e7\u00f5es visuais <em>de fato<\/em> do Ju\u00edzo Final a partir do s\u00e9culo IX, sua populariza\u00e7\u00e3o na pintura monumental do s\u00e9culo XI \u2013 de que um dos mais importantes e antigos exemplos \u00e9 a pintura na Abbazia di San Michele, em Sant\u2019Angelo in Formis, realizado por volta de 1080 <\/p><\/p>\n\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-03.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-03.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 3. Abbazia di Sant&#8217;Angelo in Formis, controfacciata dell&#8217;abbazia<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">\n\u2013 e particularmente no XIII. Uma das representa\u00e7\u00f5es mais c\u00e9lebres do tema \u00e9 o afresco executado por Giotto no in\u00edcio do s\u00e9culo XIV na Capela Scrovegni, em P\u00e1dua<\/p><\/p>\n\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-04.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-04.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 4. Capella degli Scrovegni (Padova)<\/span><\/p>\n\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A compara\u00e7\u00e3o entre essas obras mostra uma tradi\u00e7\u00e3o iconogr\u00e1fica do tema consolidada desde muito cedo: se os tipos inclu\u00eddos na cena variam em fun\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie dispon\u00edvel para a execu\u00e7\u00e3o, alguns elementos precisam necessariamente comparecer: o Cristo Juiz, decerto, sem o qual n\u00e3o pode haver julgamento, e que sempre se destaca, frequentemente envolto por uma mandorla e exibindo os estigmas das m\u00e3os e dos p\u00e9s; por vezes est\u00e1 sentado em um trono (conforme Mt 19, 28-29; Mt 25, 31-34, 41 e 46 e Ap 4,2-7). Al\u00e9m dele, a identifica\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca do Ju\u00edzo Final \u00e9 feita atrav\u00e9s das trombetas descritas nos textos escriturais, e que indicam a ressurrei\u00e7\u00e3o dos corpos, tamb\u00e9m inclu\u00edda nas representa\u00e7\u00f5es. Com frequ\u00eancia, por fim, temos a separa\u00e7\u00e3o entre eleitos e condenados e a men\u00e7\u00e3o ou mesmo a efetiva representa\u00e7\u00e3o de Para\u00edso e Inferno (ou seja, os destinos eternos do homem ap\u00f3s o fim do mundo). A partir do s\u00e9culo XIII percebe-se uma maior preocupa\u00e7\u00e3o na representa\u00e7\u00e3o do Para\u00edso e especialmente do Inferno, e do s\u00e9culo XIV em diante as inst\u00e2ncias ultraterrenas passaram a ser minuciosamente representadas, visando \u00e0 \u00eanfase das consequ\u00eancias das a\u00e7\u00f5es humanas por toda a eternidade<a href=\"#_ftn6\" id=\"_ftnref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Em fun\u00e7\u00e3o de sua import\u00e2ncia, representa\u00e7\u00f5es visuais do Ju\u00edzo Final podem ser encontradas em praticamente todas as regi\u00f5es em que houve penetra\u00e7\u00e3o do cristianismo. Dessa forma, pinturas e relevos com o tema foram produzidos n\u00e3o somente na Europa \u2013 tanto no Ocidente como nas \u00e1reas da Igreja Ortodoxa \u2013, mas tamb\u00e9m em limites culturalmente mais distantes, como na \u00c1sia, cujo exemplo mais conhecido \u00e9 possivelmente o afresco pintado pelos monges Havans, Stepanus e Minas entre 1640 e 1655 em Isfahan (Ir\u00e3), na Catedral de Vank <\/p><\/p>\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-05.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-05.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 5. Vank Cathedral, Isfahan<\/span><\/p>\n\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"> Encontramos muitos exemplos tamb\u00e9m nos antigos territ\u00f3rios da Am\u00e9rica Espanhola (em \u00e1reas, por exemplo, dos atuais M\u00e9xico, Bol\u00edvia, Argentina, Chile e Peru), principalmente pinturas decorando o interior de igrejas, n\u00e3o raro englobadas dentro do tema mais amplo das <em>Postrimer\u00edas <\/em>(os Nov\u00edssimos da tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3 \u2013 Morte, Ju\u00edzo Final, Inferno e Para\u00edso) <\/p><\/p>\n\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-06.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-06.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 6. Tadeo Escalante. Ju\u00edzo Final, in\u00edcio do s\u00e9culo XIX.<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"> No Brasil, em cujos territ\u00f3rios o tema do Ju\u00edzo Final nunca se popularizou, encontramos um importante exemplo em Caxias do Sul, pintado j\u00e1 na d\u00e9cada de 1950.<\/p><\/p>\n\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-07.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-07.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 7. Aldo Locatelli. Ju\u00edzo Final e cenas do <em>Dies Irae<\/em>. Igreja de S\u00e3o Pelegrino.<\/span><\/p>\n\n\n\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Percebemos como as representa\u00e7\u00f5es visuais do Ju\u00edzo Final podem ser encontradas em um contexto espa\u00e7o-temporal bastante amplo, chegando ao s\u00e9culo XX. A import\u00e2ncia de obras com esse tema se justifica quando se considera que o Ju\u00edzo Final se tornou, desde a Idade M\u00e9dia, um dos grandes instrumentos de convers\u00e3o e doutrina\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is, devendo suscitar neles o temor do julgamento. Isso nos faz entender os motivos para a clara \u00eanfase n\u00e3o somente na separa\u00e7\u00e3o entre eleitos e condenados nas cenas, no momento da ressurrei\u00e7\u00e3o dos corpos, como nas pr\u00f3prias inst\u00e2ncias do Al\u00e9m, a que, desde o s\u00e9culo XIII, passou a ser dado um destaque visual maior; a partir de meados do s\u00e9culo XIV, encontramos em v\u00e1rias pinturas o desmembramento completo de Inferno e Para\u00edso como cenas aut\u00f4nomas e complementares ao Ju\u00edzo Final, de que \u00e9 exemplo o painel executado por Fra Angelico na primeira metade do s\u00e9culo XV, atualmente no acervo da Gem\u00e4ldegalerie de Berlim <\/p><\/p>\n\n\n\n\n<a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-08.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6580\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/06\/tamaraa-08.jpg\" alt=\"\" \/><\/a>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 8. Fra Angelico Last Judgement anagoria<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Cria-se, dessa forma, uma mensagem mais direta e efetiva: a imagem agora n\u00e3o apenas recorda o fiel de que em um momento futuro haver\u00e1 um julgamento; mostram-se tamb\u00e9m as possibilidades irrevers\u00edveis de destino ap\u00f3s esse mesmo julgamento. Atrav\u00e9s dessas obras evocam-se, desse modo, as palavras do Eclesi\u00e1stico: <em>Homo, memento finis, et in aeternum non peccabis<\/em>.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>Bibliografia consultada<\/strong><\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong><em>B\u00edblia de Jerusal\u00e9m<\/em><\/strong>, 3\u00aa reimpress\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">CHRISTE, Yves. <strong><em>Il Giudizio universale nell\u2019arte del Medioevo<\/em><\/strong> (trad. M.G. Balzarini). Mil\u00e3o: Jaca Book, 2000<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">CHRISTE, Yves. <strong><em>L\u2019Apocalypse de Jean<\/em>. Sens et d\u00e9veloppements de ses visions synth\u00e9tiques.<\/strong> Paris: Picard, 1996<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">CHRISTE, Yves. <strong><em>La vision de Matthieu<\/em>. Origines et d\u00e9veloppement d\u2019une image de la Seconde Parousie.<\/strong> Paris: Klincksieck, 1973<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">QU\u00cdRICO, Tamara. <strong><em>Inferno e Paradiso<\/em>. As representa\u00e7\u00f5es do Ju\u00edzo Final na pintura toscana do s\u00e9culo XIV.<\/strong> Campinas: Unicamp, 2014<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">QU\u00cdRICO, Tamara. <strong>A morte de Deus e a morte do homem: Paix\u00e3o de Cristo, Ju\u00edzo Final e Triunfo da Morte no fim da Idade M\u00e9dia.<\/strong> In: <em>Nava<\/em>, v. 1, n. 1, 2015<\/p><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref1\" id=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Doutora em Hist\u00f3ria Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (tamara.quirico@uerj.br). <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2136677343472870\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/2136677343472870<\/a>.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref2\" id=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Elementos como os quatro animais que, em alguns exemplos, flanqueiam o Cristo; o trono sobre o qual o Cristo se assenta e os livros da vida e da morte (Ap 20, 11-15); ou o arco-\u00edris que surge ao redor do Cristo entronizado, especialmente nos exemplos n\u00f3rdicos (Ap 4, 2-7). Em verdade, o cap\u00edtulo quatro do Apocalipse como um todo fornece \u201cuma imagem ideal do Reino de Deus e da Igreja. Prefigura o que ser\u00e1 a gl\u00f3ria e a felicidade de seus membros ap\u00f3s a ressurrei\u00e7\u00e3o dos corpos e a vis\u00e3o do Cristo juiz triunfante da Segunda Vinda [\u2026] (Christe, 1996, p. 27).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a id=\"_ftn3\" href=\"#_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Par\u00fasia, significava \u201cestar presente\u201d ou \u201cchegar\u201d, e indicava a chegada do imperador romano a uma cidade ou prov\u00edncia, implicando tamb\u00e9m o in\u00edcio de um novo per\u00edodo para aquela localidade. Os primeiros crist\u00e3os absorveram o termo, adaptando-o \u00e0 sua doutrina: Par\u00fasia ser\u00e1 quando o Cristo retornar a esse mundo, no fim dos s\u00e9culos, iniciando um novo tempo. Al\u00e9m das express\u00f5es <em>par\u00fasia<\/em> e <em>advento<\/em>, a segunda vinda de Cristo tamb\u00e9m \u00e9 chamada de <em>epifania<\/em> ou <em>apari\u00e7\u00e3o <\/em>(1Tim 6, 14; 2Tim 4, 1), e <em>apocalipse<\/em> ou <em>revela\u00e7\u00e3o<\/em> (1Pd 4, 13). O tempo da segunda vinda \u00e9 referido como \u201caquele Dia\u201d (2Tim 4, 8), \u201co Dia do Senhor\u201d (1Tes 5, 2), \u201co dia de Cristo Jesus\u201d (Fl 1, 6), \u201co dia do Filho do Homem\u201d (Lc 17, 30), ou ainda como \u201co \u00faltimo dia\u201d (Jo 6, 39-40) (Qu\u00edrico, 2014).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref4\" id=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Para uma an\u00e1lise mais aprofundada dessa pintura, ver Qu\u00edrico, 2015.<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref5\" id=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> \u201cQuando o Filho do homem vier em sua gl\u00f3ria, e todos os anjos com ele, ent\u00e3o se assentar\u00e1 no trono da sua gl\u00f3ria. E ser\u00e3o reunidas em sua presen\u00e7a todas as na\u00e7\u00f5es e ele separar\u00e1 os homens uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos bodes, e por\u00e1 as ovelhas \u00e0 sua direita e os bodes \u00e0 sua esquerda. Ent\u00e3o dir\u00e1 o rei aos que estiverem \u00e0 sua direita: \u2018Vinde, benditos do meu Pai, recebei por heran\u00e7a o Reino preparado para v\u00f3s desde a funda\u00e7\u00e3o do mundo [\u2026]\u2019. Em seguida, dir\u00e1 aos que estiverem \u00e0 sua esquerda: \u2018Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno preparado para o diabo e para os seus anjos [\u2026]\u2019. E ir\u00e3o estes para o castigo eterno enquanto os justos ir\u00e3o para a vida eterna\u201d (Mt 25, 31-34, 41 e 46).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref6\" id=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> As cenas mais completas do tema incluem diversos outros elementos: podemos encontrar a Corte Celeste, em que os ap\u00f3stolos e diversos outros santos comparecem ladeando o Cristo; os anjos que trazem as <em>Arma Christi<\/em>, e outros apresentandoos livros da Vida e da Morte, descritos nos textos escriturais (Dn 7, 9-14, Dn 12, 1-3 e Ap 20, 11-15); o ato do julgamento propriamente dito, muitas vezes representado pela pesagem das almas (presidida usualmente pelo Arcanjo Miguel); e, por fim, a intercess\u00e3o da Virgem Maria e de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista \u2013 a cena da <em>Deesis<\/em>, de grande popularidade, por indicar de modo claro a possibilidade de intercess\u00e3o dos santos perante o Juiz (Qu\u00edrico, 2014).<\/p><\/p>\n\n\n\n<p><div class=\"citationSection\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 23 de Junho de 2025.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> QU\u00cdRICO, Tamara. O Ju\u00edzo Final e suas representa\u00e7\u00f5es na tradi\u00e7\u00e3o visual crist\u00e3. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 23 jun. 2025. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-juizo-final-e-suas-representacoes-na-tradicao-visual-crista\/\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-juizo-final-e-suas-representacoes-na-tradicao-visual-crista\/<\/a> Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<\/div><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tamara Qu\u00edrico[1] Precisamos, de in\u00edcio, ressaltar a diferen\u00e7a entre o tema do Ju\u00edzo Final e o do Apocalipse, por vezes confundidos nas culturas modernas \u2013 uma confus\u00e3o estranha ao per\u00edodo medieval, n\u00e3o devemos esquecer. J\u00e1 Santo Agostinho (354-430) observava que era primordial distinguir essa \u201cvis\u00e3o da perman\u00eancia do Reino de Deus\u201d, descrita no Apocalipse, \u201cde &hellip; <\/p>\n<p><a class=\"more-link btn\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-juizo-final-e-suas-representacoes-na-tradicao-visual-crista\/\">Continue lendo<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1170,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-6929","page","type-page","status-publish","hentry","nodate","item-wrap"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.7 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>O Ju\u00edzo Final e suas representa\u00e7\u00f5es na tradi\u00e7\u00e3o visual crist\u00e3 - POIEMA<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-juizo-final-e-suas-representacoes-na-tradicao-visual-crista\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"O Ju\u00edzo Final e suas representa\u00e7\u00f5es na tradi\u00e7\u00e3o visual crist\u00e3 - POIEMA\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Tamara Qu\u00edrico[1] Precisamos, de in\u00edcio, ressaltar a diferen\u00e7a entre o tema do Ju\u00edzo Final e o do Apocalipse, por vezes confundidos nas culturas modernas \u2013 uma confus\u00e3o estranha ao per\u00edodo medieval, n\u00e3o devemos esquecer. 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