{"id":6433,"date":"2025-04-15T12:00:42","date_gmt":"2025-04-15T15:00:42","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=6433"},"modified":"2025-05-01T11:10:14","modified_gmt":"2025-05-01T14:10:14","slug":"per-trabalho-de-seus-corpos-uma-introducao-a-idade-media-vista-de-baixo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/per-trabalho-de-seus-corpos-uma-introducao-a-idade-media-vista-de-baixo\/","title":{"rendered":"&#8220;PER TRABALHO DE SEUS CORPOS&#8221;: UMA INTRODU\u00c7\u00c3O \u00c0 IDADE M\u00c9DIA VISTA DE BAIXO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Bruno Marconi da Costa<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">O que significa estudar a hist\u00f3ria pelos olhos dos oprimidos? A chamada \u201chist\u00f3ria vista de baixo\u201d \u00e9 uma abordagem que busca compreender o passado sob a perspectiva de grupos marginalizados, colocando em foco aqueles que, historicamente, foram explorados e silenciados. Embora essa metodologia esteja presente na historiografia h\u00e1 mais de um s\u00e9culo, sua relev\u00e2ncia ainda \u00e9 frequentemente questionada. Afinal, quem s\u00e3o esses \u201cde baixo\u201d? Existe, de fato, uma maneira de acessar sua vis\u00e3o de mundo?<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> E, se aceitarmos o desafio, quais s\u00e3o os limites e as possibilidades dessa abordagem?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Quando voltamos para o per\u00edodo da Idade M\u00e9dia, essas perguntas se tornam mais complexas. A vis\u00e3o tradicional do per\u00edodo \u2013 amplamente difundida em livros did\u00e1ticos, produtos da ind\u00fastria cultural e na <em>internet <\/em>\u2013 frequentemente reduz os populares a estere\u00f3tipos. Eles s\u00e3o retratados como uma massa passiva de trabalhadores, ignorantes e manipulados. No Brasil, mesmo com o crescimento dos estudos medievais, ainda predominam investiga\u00e7\u00f5es sobre elites, relegando trabalhadores \u00e0 margem das an\u00e1lises.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Essa lacuna foi abordada por Daflon e Magela em um cap\u00edtulo intitulado \u201cOs porqu\u00eas de uma hist\u00f3ria que falta: em defesa do protagonismo campon\u00eas na Idade M\u00e9dia\u201d (2019). Os autores destacam que a medieval\u00edstica brasileira privilegia majoritariamente os dominantes em detrimento dos que vivem \u201cpelo trabalho de seus corpos\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Nosso objetivo, aqui, \u00e9 promover uma reflex\u00e3o sobre a hist\u00f3ria vista de baixo e suas possibilidades no estudo da Idade M\u00e9dia. O texto ser\u00e1 organizado em tr\u00eas se\u00e7\u00f5es: 1) uma breve introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria vista de baixo, seus conceitos e metodologias; 2) alguns cuidados referentes \u00e0 sua aplicabilidade no estudo da Idade M\u00e9dia; e 3) exemplos de pesquisas recentes que ajudam a expandir esse campo, como as dedicadas \u00e0 \u201cpol\u00edtica popular\u201d e \u00e0s revoltas no Mediterr\u00e2neo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Este texto prop\u00f5e uma aproxima\u00e7\u00e3o inicial a essas quest\u00f5es. A esperan\u00e7a \u00e9 que estudantes, pesquisadores e educadores se inspirem a \u201cescovar a hist\u00f3ria a contrapelo\u201d, como sugeriu Walter Benjamin, e a considerar novas perspectivas que valorizem o papel dos trabalhadores e trabalhadoras na compreens\u00e3o do passado.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem320251.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6449\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem320251-290x400.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem320251-290x400.png 290w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem320251.png 304w\" sizes=\"auto, (max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 1:\u00a0 Cartaz de Maio de 1968: <em>A beleza est\u00e1 na rua<\/em>.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>2. Afinal, o que \u00e9 Hist\u00f3ria Vista de Baixo?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A hist\u00f3ria vista de baixo \u00e9 uma abordagem historiogr\u00e1fica que se concentra nos grupos oprimidos e marginalizados do passado. N\u00e3o \u00e9 uma corrente te\u00f3rica, tampouco uma metodologia, mas um olhar que dialoga com diversas tradi\u00e7\u00f5es, especialmente a marxista. Seu foco \u00e9 compreender a experi\u00eancia, a consci\u00eancia e as a\u00e7\u00f5es dos oprimidos e subalternos enquanto agentes hist\u00f3ricos, desafiando narrativas que tradicionalmente privilegiam as elites.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Suas ra\u00edzes remontam \u00e0s cr\u00edticas \u00e0 hist\u00f3ria positivista do s\u00e9culo XIX. Obras como <em>Les Paysans du Nord pendant la R\u00e9volution Fran\u00e7aise <\/em>(1924), de Lefebvre, e <em>The Black Jacobins<\/em> (1938), de James, abriram caminho ao explorar o protagonismo de camponeses e revolucion\u00e1rios haitianos, respectivamente. Essas contribui\u00e7\u00f5es seriam aprofundadas pelos historiadores marxistas brit\u00e2nicos na segunda metade do s\u00e9culo XX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A emerg\u00eancia dessa abordagem na d\u00e9cada de 1960-70 n\u00e3o foi isolada: dialogou com os movimentos sociais da \u00e9poca, como a luta anticolonial, os direitos civis nos EUA e os movimentos feministas. Esses processos n\u00e3o apenas inspiraram novas quest\u00f5es historiogr\u00e1ficas, mas tamb\u00e9m enfatizaram a necessidade de reconhecer a pluralidade de agentes hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Como aponta Rediker (2022), seis elementos s\u00e3o essenciais para compreender a hist\u00f3ria vista de baixo:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify; padding: 0 4rem 0;\">\n<li>O<strong> povo trabalhador<\/strong> como foco principal, em di\u00e1logo com a totalidade social.<\/li>\n<li>An\u00e1lise das rela\u00e7\u00f5es de <strong>poder<\/strong>, <strong>opress\u00e3o <\/strong>e <strong>resist\u00eancia<\/strong>, sempre em conex\u00e3o com os grupos dominantes.<\/li>\n<li>Compreens\u00e3o da <strong>experi\u00eancia hist\u00f3rica<\/strong>, conceito central em E. P. Thompson.<\/li>\n<li>Explora\u00e7\u00e3o da <strong>consci\u00eancia <\/strong>dos trabalhadores, reconhecendo suas formas de pensar e reagir ao contexto hist\u00f3rico.<\/li>\n<li>Recupera\u00e7\u00e3o das <strong>vozes <\/strong>dos oprimidos, um desafio especialmente relevante para as fontes medievais.<\/li>\n<li>Reconhecimento dos grupos populares como <strong>agentes <\/strong>hist\u00f3ricos, moldando o passado tanto quanto os dominantes.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Todas essas bases da abordagem da hist\u00f3ria vista de baixo esbarram em uma barreira: as fontes. Para al\u00e9m de seu sil\u00eancio e do aspecto lacunar, tantas vezes apontados como justificativa de uma suposta impossibilidade do estudo dos grupos populares do passado, h\u00e1 tamb\u00e9m a natureza de suas autorias. Como a cultura popular foi historicamente oral, as principais fontes escritas sobre esses grupos vieram de elites muitas vezes hostis. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, al\u00e9m da busca de outros tipos de fonte para a vida cotidiana dos explorados e oprimidos (a arqueologia, por exemplo), leituras que testem o limite dos ind\u00edcios textuais, de forma criativa, sem distorc\u00ea-los. E. P. Thompson chamou isso de segurar os documentos em frente a uma \u201cluz sat\u00e2nica\u201d e l\u00ea-los de tr\u00e1s-pra-frente.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.2.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6446\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.2.png\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"476\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.2.png 605w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.2-400x315.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 2: Iluminura das Cr\u00f4nicas de Froissart representando John Ball, um dos l\u00edderes da Revolta Camponesa Inglesa de 1381, conhecido pelo seu discurso &#8220;Quando Ad\u00e3o arava o campo e Eva fiava, quem era o senhor?&#8221;.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong> 3. Cuidados no Estudo da Idade M\u00e9dia Vista de Baixo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 3rem; padding: 0 1rem;\"><strong>3.1. O imagin\u00e1rio e a organiza\u00e7\u00e3o da sociedade medieval<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Quando pensamos nos camponeses e trabalhadores medievais, o senso comum frequentemente os retrata como figuras passivas, submetidas ao controle absoluto da \u201cIgreja\u201d e dos \u201csenhores feudais\u201d. Esse imagin\u00e1rio os apresenta como profundamente manipulados, subservientes e, muitas vezes, incapazes de compreender ou resistir ao mundo ao seu redor. A imagem de uma \u201cIdade das Trevas\u201d contribuiu para refor\u00e7ar essa percep\u00e7\u00e3o, frequentemente reproduzida em produ\u00e7\u00f5es culturais e at\u00e9 mesmo em narrativas did\u00e1ticas simplistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Para n\u00e3o cair nessa armadilha, \u00e9 crucial reconhecer que a sociedade medieval \u00e9 amplamente distinta da nossa. Evitar anacronismos demanda um esfor\u00e7o constante para compreender os conceitos e valores da \u00e9poca em seus pr\u00f3prios termos. Enquanto a sociedade contempor\u00e2nea parte do pressuposto de que \u201ctodos nascemos iguais perante a lei\u201d, as sociedades medievais estavam alicer\u00e7adas em uma concep\u00e7\u00e3o de desigualdade natural. Essa desigualdade era legitimada, primeiro, pela ideia de \u201cordem\u201d, como explicitada por Duby em <em>As Tr\u00eas Ordens ou o Imagin\u00e1rio do Feudalismo<\/em>, em que a desigualdade era vista como uma defini\u00e7\u00e3o divina, e depois pelo conceito de \u201cestado\u201d ou \u201cestamento\u201d, que considera as hierarquias como uma condi\u00e7\u00e3o da vida humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Isso n\u00e3o significa que esse imagin\u00e1rio ordenado desenvolvido pelo clero e aplicado juridicamente era est\u00e1tico e reconhecido como padr\u00e3o por todos. Entender que essa base corporativa \u00e9 mut\u00e1vel historicamente \u00e9 essencial para compreender as diferentes no\u00e7\u00f5es de \u201cpovo\u201d espalhadas pelos mil anos da Idade M\u00e9dia. Dependendo da espacialidade e temporalidade, o \u201cpovo\u201d podia ser concebido de maneira plural, englobando camponeses, trabalhadores urbanos e mesmo grupos marginais. Reconhecer essas especificidades \u00e9 muito importante para compreender em quais limites sociais, institucionais, pol\u00edticos a identidade desses grupos populares se manifestava. Por exemplo, cidades crist\u00e3s de fronteira na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, com comunidades mistas e militares, contrastavam com senhorios do Norte, marcados pela servid\u00e3o. A sociedade medieval, portanto, n\u00e3o pode ser reduzida ao feudalismo ou ao dom\u00ednio senhorial. Comunidades urbanas e rurais, redes assistenciais confraternais, estruturas de governo citadinas e formas de organiza\u00e7\u00e3o para a\u00e7\u00f5es coletivas (por exemplo, o <em>com\u00fan<\/em>) demonstram a pluralidade de maneiras em que grupos populares eram capazes de tensionar com grupos dominantes e atuar como agentes hist\u00f3ricos relevantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>3.2. A natureza das fontes medievais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Outro cuidado essencial ao estudar os populares medievais reside na natureza das fontes dispon\u00edveis. A maior parte das que chegaram at\u00e9 n\u00f3s foi produzida por elites \u2013 cl\u00e9rigos, aristocratas, magistrados urbanos e o poder r\u00e9gio. Isso significa que as vozes das classes populares s\u00e3o, em grande medida, mediadas por aqueles que tinham o poder de produzir e preservar documentos. No entanto, isso n\u00e3o torna imposs\u00edvel o estudo dos grupos subalternos. Pelo contr\u00e1rio, uma leitura invertida das fontes pode revelar elementos cruciais sobre esses grupos, muitas vezes presentes nas entrelinhas ou mesmo no \u201cn\u00e3o-dito\u201d. Seguindo esse caminho, a hist\u00f3ria vista de baixo considera todo e qualquer ind\u00edcio do passado, escrito ou n\u00e3o, relevante para descrever a vida dos oprimidos e explorados. Contar essa hist\u00f3ria \u00e9 montar um quebra-cabe\u00e7as em que com cada pe\u00e7a se percebe quantas mais est\u00e3o faltando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Por exemplo, legisla\u00e7\u00f5es e regimentos urbanos frequentemente trazem pistas sobre pr\u00e1ticas cotidianas que as elites buscavam reprimir ou regular. Como no ditado popular, <em>\u201cse tem placa, tem hist\u00f3ria\u201d<\/em> \u2013 as normas refletem tens\u00f5es sociais, pr\u00e1ticas contestat\u00f3rias e estrat\u00e9gias populares de sobreviv\u00eancia. Cr\u00f4nicas narrativas, por sua vez, devem ser interpretadas considerando a l\u00f3gica ret\u00f3rica de sua \u00e9poca, reconhecendo os interesses pol\u00edticos e sociais dos envolvidos em sua produ\u00e7\u00e3o, desde o cronista at\u00e9 seus financiadores. Da mesma forma, tratados pol\u00edticos, filos\u00f3ficos e religiosos n\u00e3o representam a sociedade como um todo, mas s\u00e3o projetos ideol\u00f3gicos de determinados grupos. Ao mesmo tempo, s\u00e3o ferramentas valiosas para entender o imagin\u00e1rio e as hierarquias sociais que informavam a vida medieval. No fim, diversas vezes o trabalho do historiador dos grupos populares se aproxima mais da verossimilhan\u00e7a na reconstru\u00e7\u00e3o do passado do que do comprovado diretamente com o que foi escrito \u2013 como aponta a obra de Zemon Davis sobre os camponeses da primeira modernidade do sul da Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Nesse sentido, nos agrada uma terminologia aplicada por Monsalvo-Ant\u00f3n para analisar os \u201c<em>pecheros<\/em>\u201d de \u00c1vila e Salamanca durante os s\u00e9culos XIII e XIV (2011). Se as fontes medievais, em toda a sua pluralidade de g\u00eaneros, origens e formatos, s\u00e3o produzidas pelos grupos dominantes, significa que se empregam nelas o l\u00e9xico, as f\u00f3rmulas comuns, as rotinas diplom\u00e1ticas estabelecidas por esses mesmos grupos. Portanto, concretamente, mesmo em fontes que buscam reproduzir o que foi dito por grupos populares (por exemplo, peti\u00e7\u00f5es), n\u00e3o conseguimos acessar seus pontos de vista tal como foram expressados, por sempre passarem pela media\u00e7\u00e3o dos grupos dominantes. Por\u00e9m, ainda que n\u00e3o escutemos as \u201c<strong>vozes<\/strong>\u201d dos oprimidos, podemos encontrar seus \u201c<strong>ecos<\/strong>\u201d, que n\u00e3o podem ser desprezados quando esses ind\u00edcios s\u00e3o interpretados a partir de um determinado olhar.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.3.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6447\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.3.png\" alt=\"\" width=\"605\" height=\"319\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.3.png 605w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.3-400x211.png 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 3: Iluminura das Cr\u00f4nicas de Froissart representando uma revolta de camponeses.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>4. Resist\u00eancias cotidianas e revoltas sociais: o olhar da nova historiografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">No s\u00e9culo XXI, cresceu o interesse pelos grupos populares da Idade M\u00e9dia, com destaque para suas resist\u00eancias cotidianas e formas de mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, incluindo revoltas. Esse ressurgimento, impulsionado pela chamada \u201cnova hist\u00f3ria social\u201d, incorporou problematiza\u00e7\u00f5es renovadas sobre os \u201cde baixo\u201d, como as reflex\u00f5es da antropologia voltada \u00e0 alteridade, cr\u00edticas oriundas da hist\u00f3ria cultural e os primeiros esfor\u00e7os de integrar esses temas \u00e0 hist\u00f3ria global. No s\u00e9culo XX, as reflex\u00f5es de James C. Scott destacaram a resist\u00eancia cotidiana, pac\u00edfica e prosaica dos grupos populares em contraste com as revoltas abertas. J\u00e1 no s\u00e9culo XXI, enfatizou-se que ambas s\u00e3o faces de um mesmo fen\u00f4meno, devendo ser analisadas de forma integrada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Um conceito fundamental nesse contexto, desenvolvido por Tilly, \u00e9 o de <strong>repert\u00f3rio de a\u00e7\u00f5es coletivas<\/strong>. O autor o define como o conjunto de estrat\u00e9gias dispon\u00edveis aos grupos populares, das revoltas \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es institucionais. A compreens\u00e3o da resist\u00eancia cotidiana e das rebeli\u00f5es abertas exige sua integra\u00e7\u00e3o com a an\u00e1lise de press\u00f5es pol\u00edticas por maior participa\u00e7\u00e3o institucional, demandas direcionadas a autoridades, formas de assist\u00eancia religiosa e social em momentos de crise, al\u00e9m de pr\u00e1ticas como a ocupa\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os urbanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A seguir, apresentaremos algumas obras recentes que oferecem caminhos para a compreens\u00e3o da Idade M\u00e9dia a partir da perspectiva dos grupos populares, especialmente \u00fateis como ponto de partida para pesquisadores e interessados no tema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Com o afastamento desse tema por parte de grande parte da historiografia brasileira, destacam-se, nas \u00faltimas duas d\u00e9cadas, obras coletivas internacionais, especialmente em espanhol e ingl\u00eas. Entre elas, os livros produzidos no contexto dos Encuentros Internacionales del Medievo en N\u00e1jera merecem men\u00e7\u00e3o especial. <em>Los grupos Populares en la Ciudad Medieval Europea<\/em> (2014) e <em>Trabajar en la Ciudad Medieval Europea<\/em> (2018) re\u00fanem estudos dedicados \u00e0 experi\u00eancia cotidiana, formas de resist\u00eancia e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, al\u00e9m da regula\u00e7\u00e3o, auto-organiza\u00e7\u00e3o e din\u00e2mica espacial do trabalho nas cidades da Baixa Idade M\u00e9dia europeia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A s\u00e9rie \u201cCultural History\u201d tamb\u00e9m traz contribui\u00e7\u00f5es relevantes para o estudo dos grupos populares. <em>Cultural History of Work in Medieval Age<\/em> (2019, editada por Garver) aborda as formas de organiza\u00e7\u00e3o, consci\u00eancia social e pr\u00e1ticas de trabalho desses grupos, enquanto <em>Cultural History of Democracy in the Medieval Age<\/em> (2022, editada por Napolitano e Pennington) analisa a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nas institui\u00e7\u00f5es medievais, destacando suas estrat\u00e9gias para ampliar sua presen\u00e7a no cen\u00e1rio pol\u00edtico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">No campo das revoltas medievais, destaca-se a obra colaborativa <em>The Routledge History Handbook of Medieval Revolt<\/em> (2017, editada por Firnhaber-Baker e Schoenaers). A colet\u00e2nea re\u00fane especialistas que exploram a conceitualiza\u00e7\u00e3o das revoltas sociais, seus contextos sociopol\u00edticos, identidades, motiva\u00e7\u00f5es e mobiliza\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de suas formas de comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, como linguagem, performances sociais e viol\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Ampliando as fronteiras espaciais, a obra de Elbendary, <em>Crowds and Sultans: Urban Protest in Late Medieval Egypt and Syria<\/em> (2015), analisa de forma detalhada os fluxos sociais nos s\u00e9culos XIV e XV, posicionando as rebeli\u00f5es no mundo mu\u00e7ulmano como parte integrante das negocia\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com os poderes mamelucos. Essa obra representa uma contribui\u00e7\u00e3o significativa para o estudo das a\u00e7\u00f5es coletivas em uma perspectiva de hist\u00f3ria global e conectada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">No \u00e2mbito da historiografia em l\u00edngua portuguesa, destaca-se o projeto de pesquisa <em>MedCrafts<\/em>, conduzido entre 2018 e 2022. O projeto investigou a regulamenta\u00e7\u00e3o dos of\u00edcios nas cidades portuguesas dos s\u00e9culos XIV e XV, adotando uma perspectiva comparativa. Os resultados foram organizados em uma obra coletiva, publicada em 2023 em dois volumes, sob a edi\u00e7\u00e3o de Sousa Melo e Sequeira. Os estudos apresentam uma an\u00e1lise detalhada das formas de regula\u00e7\u00e3o dos of\u00edcios, incluindo estatutos, ordena\u00e7\u00f5es e senten\u00e7as judiciais, enfatizando as intera\u00e7\u00f5es entre os mesteirais e as autoridades p\u00fablicas no contexto da Baixa Idade M\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Em rela\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00f5es brasileiras, destacamos tr\u00eas teses de doutorado que recentemente abordaram os grupos populares trabalhadores na Idade M\u00e9dia. A primeira, defendida por Daflon em 2020, trata do campesinato ib\u00e9rico na transi\u00e7\u00e3o da Antiguidade para a Idade M\u00e9dia. Publicada sob o t\u00edtulo <em>Foice Livre: Campesinato ib\u00e9rico e transforma\u00e7\u00e3o social entre fins do mundo romano e a Idade M\u00e9dia (c. 300 &#8211; c. 500)<\/em>, utiliza fontes arqueol\u00f3gicas para examinar as din\u00e2micas sociais, transforma\u00e7\u00f5es e adapta\u00e7\u00f5es dos trabalhadores rurais nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">A segunda tese, de nossa autoria, foi defendida em 2018 sob o t\u00edtulo <em>Os mestres de of\u00edcio da Lisboa Medieval \u2013 uma an\u00e1lise comparada de sua atividade pol\u00edtica entre os s\u00e9culos XIII e XIV<\/em>. O trabalho explora a experi\u00eancia social dos mesteirais lisboetas, com \u00eanfase em suas a\u00e7\u00f5es coletivas, tanto pac\u00edficas quanto violentas, e destaca o papel desses grupos na chamada &#8220;Revolu\u00e7\u00e3o de Avis&#8221; (1383-1385).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Por fim, a tese de Ribeiro, defendida em 2022, intitulada <em>\u201cTam ousada de quallquer estado e comdi\u00e7om\u201d: As rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero nos mesteres em Lisboa de 1385 a 1438<\/em>, aborda o papel das trabalhadoras urbanas no Portugal medieval. A partir de uma perspectiva de g\u00eanero, o estudo analisa a participa\u00e7\u00e3o feminina nos of\u00edcios e as estrat\u00e9gias de resist\u00eancia cotidiana empregadas por essas mulheres.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6448\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.4-261x400.png\" alt=\"\" width=\"261\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.4-261x400.png 261w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2025\/04\/sem32025.4.png 408w\" sizes=\"auto, (max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">Figura 4: \u201c<em>Ensine Hist\u00f3ria de Baixo<\/em>\u201d. Arte de Shaun Slifer.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>5. Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Este texto \u00e9 escrito no contexto da luta nacional brasileira pela aboli\u00e7\u00e3o da escala de trabalho 6&#215;1. Movimentos como este refor\u00e7am a demanda por conhecimentos que iluminem as trajet\u00f3rias hist\u00f3ricas das lutas dos trabalhadores, e os historiadores medievalistas t\u00eam um papel essencial nesse debate. Nossa responsabilidade \u00e9 desconstruir a imagem mitificada da Idade M\u00e9dia \u2013 frequentemente apresentada como um per\u00edodo exclusivamente masculino, guerreiro e rigidamente hierarquizado \u2013 e evidenciar as diversas formas de resist\u00eancia e a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos grupos populares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">Benjamin, na tese VII de suas <em>Teses sobre o conceito de hist\u00f3ria<\/em>, afirma que uma hist\u00f3ria que se alinha aos grupos dominantes do passado perpetua a empatia por aqueles que dominam o presente. Assim, pesquisar, ensinar e narrar a hist\u00f3ria \u201ca contrapelo\u201d permite que nos conectemos com as lutas dos trabalhadores contempor\u00e2neos, mostrando que estas fazem parte de uma tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de resist\u00eancia. Apesar das diferen\u00e7as nos contextos sociais, pol\u00edticos, econ\u00f4micos e culturais, essas experi\u00eancias podem inspirar reflex\u00f5es e a\u00e7\u00f5es em prol de um mundo mais justo, solid\u00e1rio e digno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">BENJAMIN, Walter. \u201cSobre o conceito de Hist\u00f3ria\u201d. In: <strong>Magia e T\u00e9cnica, Arte e Pol\u00edtica: <\/strong>Ensaios sobre literatura e Hist\u00f3ria da cultura. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 1987. p. 222-234.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">COSTA, Bruno Marconi da. <strong>Os mestres de of\u00edcio da Lisboa Medieval:<\/strong> &#8211; uma an\u00e1lise comparada de sua atividade pol\u00edtica entre os s\u00e9culos XIII e XIV. Tese de doutorado apresentada ao PPGHC-UFRJ, 2018. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/37318793\/_TESE_DE_DOUTORADO_Os_Mestres_de_Of%C3%ADcio_da_Lisboa_Medieval_Uma_an%C3%A1lise_comparada_de_sua_atividade_pol%C3%ADtica_entre_os_s%C3%A9culos_XIII_e_XIV\">https:\/\/www.academia.edu\/37318793\/_TESE_DE_DOUTORADO_Os_Mestres_de_Of%C3%ADcio_da_Lisboa_Medieval_Uma_an%C3%A1lise_comparada_de_sua_atividade_pol%C3%ADtica_entre_os_s%C3%A9culos_XIII_e_XIV<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">______, ________________. A comunica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos mesteirais na Idade M\u00e9dia: An\u00e1lise de uma peti\u00e7\u00e3o popular lisboeta durante o Interregno portugu\u00eas (1383-1385). <strong>Revista Medievalis<\/strong>, v. 12, n. 2, p. 95-125, 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/medievalis\/article\/view\/63094\">https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/medievalis\/article\/view\/63094<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">DAFLON, Eduardo Cardoso. <strong>Foice Livre: <\/strong>Campesinato ib\u00e9rico e transforma\u00e7\u00e3o social entre fins do mundo romano e a Idade M\u00e9dia (c. 300 &#8211; c. 500). Niter\u00f3i: EdUFF, 2023. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.eduff.com.br\/produto\/foice-livre-campesinato-iberico-e-transformacao-social-entre-fins-do-mundo-romano-e-a-idade-media-c-300-c-500-e-book-pdf-733\">https:\/\/www.eduff.com.br\/produto\/foice-livre-campesinato-iberico-e-transformacao-social-entre-fins-do-mundo-romano-e-a-idade-media-c-300-c-500-e-book-pdf-733<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">________, ______________; MAGELA, Thiago Pereira da Silva. &#8220;Os porqu\u00eas de uma hist\u00f3ria que falta: em defesa do protagonismo campon\u00eas na Idade M\u00e9dia&#8221;. In: VELOSO, Wendell dos Reis; BOENAVIDES, Dionathas Moreno. <strong>Religiosidade, poder e sociedade no medievo: discuss\u00f5es historiogr\u00e1ficas<\/strong>. Porto Alegre: Polifonia, 2019, p. 45-62.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">ELBENDARY, Amina. <strong>Crowds and Sultans: <\/strong>Urban Protest in Late Medieval Egypt and Syria. Cairo: The American University in Cairo Press, 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">FIRNHABER-BAKER, Justine, SCHOENAER, Dirk (ed). <strong>The Routledge History Handbook of Medieval Revolt<\/strong>. Londres: Routledge, 2017.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">GARVER, Valerie L. <strong>A Cultural History of Work In The Medieval Age<\/strong>. Londres: Bloomsbury Academic, 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">MONSALVO ANT\u00d3N, Jos\u00e9 Maria. Ideario sociopol\u00edtico y valores estamentales de los pecheros abulenses y salmantinos (ss XIII-XV). In: <strong>Hispania: <\/strong>Revista Espa\u00f1ola de Historia. 2011, v. 61, p. 325-362.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">NAPOLITANO, David; PENNINGTON, Kenneth J. <strong>A Cultural History of Democracy in the Medieval Age<\/strong>. London: Bloomsbury Academic, 2021<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">REDIKER, Marcus. \u201cReflections on History from Below\u201d. In: <strong>TRASHUMANTE<\/strong>: | Revista Americana de Historia Social, v. 20, 2022, p. 296-299. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/revistas.udea.edu.co\/index.php\/trashumante\/issue\/view\/4087\">https:\/\/revistas.udea.edu.co\/index.php\/trashumante\/issue\/view\/4087<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">RIBEIRO, Josena Nascimento Lima. <strong>&#8220;Tam ousada de quallquer estado e comdi\u00e7om&#8221;: <\/strong>As rela\u00e7\u00f5es e g\u00eanero nos mesteres em Lisboa de 1385 a 1438. Tese de doutorado apresentada ao PPGHS-UFF, 2022. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.academia.edu\/85733723\/_Tam_ousada_de_quallquer_estado_e_comdi%C3%A7om_As_rela%C3%A7%C3%B5es_de_g%C3%AAnero_nos_mesteres_em_Lisboa_de_1385_a_1438\">https:\/\/www.academia.edu\/85733723\/_Tam_ousada_de_quallquer_estado_e_comdi%C3%A7om_As_rela%C3%A7%C3%B5es_de_g%C3%AAnero_nos_mesteres_em_Lisboa_de_1385_a_1438<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">SPIVAK, Gayatri Chakravorty. <strong>Pode o Subalterno Falar?<\/strong> Belo Horizonte: UFMG, 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">TELECHEA, Jes\u00fas \u00c1ngel Solorzano; BOLUMBURU, Beatriz Ar\u00edzaga; HAEMERS, Jelle. (ed). <strong>Los grupos populares en la ciudad medieval europea<\/strong>. La Rioja: Instituto de Estudios Riojanos, 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">TELECHEA, Jes\u00fas \u00c1ngel Sol\u00f3rzano; MELO, Arnaldo Sousa. (ed). <strong>Trabajar en la Ciudad Medieval Europea<\/strong>. Logro\u00f1o: Instituto de Estudios Riojanos, 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\">TILLY, Charles. <strong>From Mobilization to Revolution<\/strong>. Michigan: CRSO Working Paper, 1977.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Doutor pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Comparada. Professor Efetivo de Hist\u00f3ria Antiga e Medieval da Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei. Vice-coordenador do Laborat\u00f3rio de Estudos e Pesquisa em Hist\u00f3ria Antiga, Medieval e da Arte (LEPHAMA). Curr\u00edculo Lattes: <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5509982910493824\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5509982910493824<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Apesar de ser uma \u00e1rea pr\u00f3xima e de grande relev\u00e2ncia para todo o campo das humanidades, os chamados \u201cestudos subalternos\u201d inaugurados por Gayatri Chakravorty Spivak partem de outra episteme, de raiz p\u00f3s-colonial, e n\u00e3o ser\u00e3o abordados neste texto introdut\u00f3rio. Essa pergunta \u00e9 exatamente a linha chave de sua principal obra: \u201cPode o Subalterno Falar?\u201d (SPIVAK, 2010).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; text-indent: 2.5rem; padding: 0 1rem;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Essa express\u00e3o est\u00e1 presente em uma peti\u00e7\u00e3o apresentada pelos mesteirais, moradores e povoadores de Lisboa ao Regedor e Defensor do Reino, D. Jo\u00e3o, Mestre de Avis, em 1384. Nela, seus autores reivindicaram a amplia\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de direitos, argumentando que \u201cPer trabalho de seus corpos\u201d defenderam a cidade e a ascens\u00e3o de D. Jo\u00e3o \u00e0 sua posi\u00e7\u00e3o. Analisamos o conte\u00fado dela em nossa tese de doutoramento e mais aprofundadamente em COSTA, 2023.<\/p>\n<hr \/>\n<div class=\"citationSection\">\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 15 de Abril de 2025.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> Marconi, Bruno. &#8220;Per Trabalho de seus Corpos&#8221;: Uma Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria Medieval Vista de Baixo. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 15 abr. 2025. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/per-trabalho-de-seus-corpos-uma-introducao-a-idade-media-vista-de-baixo\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/per-trabalho-de-seus-corpos-uma-introducao-a-idade-media-vista-de-baixo<\/a>Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Marconi da Costa[1] 1. Introdu\u00e7\u00e3o O que significa estudar a hist\u00f3ria pelos olhos dos oprimidos? A chamada \u201chist\u00f3ria vista de baixo\u201d \u00e9 uma abordagem que busca compreender o passado sob a perspectiva de grupos marginalizados, colocando em foco aqueles que, historicamente, foram explorados e silenciados. 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