{"id":6172,"date":"2024-09-24T12:00:51","date_gmt":"2024-09-24T15:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=6172"},"modified":"2024-10-08T15:39:22","modified_gmt":"2024-10-08T18:39:22","slug":"o-monge-negro-em-o-nome-da-rosa","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-monge-negro-em-o-nome-da-rosa\/","title":{"rendered":"O MONGE NEGRO EM O NOME DA ROSA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Richard Utz (Ivan Allen College of Liberal Arts at Georgia Tech)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqueles acostumados com as representa\u00e7\u00f5es atuais de tem\u00e1ticas medievalistas em filmes e programas de TV tomam por garantida a inclus\u00e3o de personagens e atores negros. <em>O Cavaleiro Verde<\/em>, filme de 2021 do diretor David Lowery, escala o ator anglo-indiano Dev Patel como Sir Gawain; a s\u00e9rie da Netflix The Witcher (2019 &#8211; ) escala a atriz negra brit\u00e2nica Mimi Mim\u00ee Michelle Ndiweni (desde 2021 creditada como Mim\u00ee M. Khayisa) como Fringilla Vigo; <em>Os An\u00e9is do Poder<\/em> da Amazon (2022 &#8211; ), escala um porto-riquenho de ascend\u00eancia africana, Ismael Cruz C\u00f3rdova como Arondir, um elfo silvano, e Sophia Nomvete, uma atriz de ascend\u00eancia irano-africana, como a princesa Disa, uma an\u00e3; finalmente, <em>Casa do Drag\u00e3o<\/em> (2022 &#8211; ) apresenta a Casa Velaryon de Driftmark, uma fam\u00edlia inteiramente negra, notadamente escalando Steve Toussaint, um ator de origem barbadiana, como seu patriarca Lord Corlys.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta inclus\u00e3o de personagens n\u00e3o brancos em <em>Casa do Drag\u00e3o<\/em> marca um afastamento consciente do universo original de <em>Game of Thrones<\/em> que, apesar de ser uma obra de fantasia, apresentava um mundo medieval povoado quase inteiramente por atores brancos. Esta mudan\u00e7a deliberada lembra-nos que a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica e televisiva se subscreveu, at\u00e9 recentemente, \u00e0 no\u00e7\u00e3o de que todas as representa\u00e7\u00f5es da Idade M\u00e9dia hist\u00f3rica, ou narrativas situadas em mundos medievais, precisavam de ser exclusivamente euroc\u00eantricas. Sempre que tais no\u00e7\u00f5es e normas de elenco eram desafiadas, essas obras eram acusadas de serem representa\u00e7\u00f5es, alegadamente, anacr\u00f4nicas de hist\u00f3rias europeias medievais. Uma desses ocorridos foi em 1991, quando o diretor Kevin Reynolds incluiu o personagem Azeem, interpretado por Morgan Freeman, no filme de aventura <em>Robin Hood: Pr\u00edncipe dos Ladr\u00f5es<\/em>. Dado o contexto do filme na Inglaterra do s\u00e9culo XII, cr\u00edticos argumentaram que a inclus\u00e3o de um mouro era licen\u00e7a po\u00e9tica demais. E alguns leem, <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0102798\/characters\/nm0000151#quotes\">uma das cenas mais cativantes do filme<\/a>, como uma mensagem pol\u00edtica dirigida mais ao p\u00fablico americano do in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990, do que representativa da Inglaterra medieval:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Azeem\u00a0: Salaam, pequenina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menina: Deus pintou voc\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Azeem: Deus me pintou? [risos] Com certeza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menina pequena: Por qu\u00ea?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Azeem: Porque Allah ama a maravilhosa variedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como a lenda de Robin Hood \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o narrativa ficcional, sem qualquer fonte \u201coriginal\u201d, \u00e9 rid\u00edculo afirmar que a inclus\u00e3o de um \u00fanico personagem negro torna a hist\u00f3ria anacr\u00f4nica. Al\u00e9m disso, pesquisas realizadas nas \u00faltimas tr\u00eas d\u00e9cadas, como por exemplo os estudos de William Chester Jordan <a href=\"https:\/\/press.princeton.edu\/books\/hardcover\/9780691190112\/the-apple-of-his-eye?srsltid=AfmBOootyJ6gLMkX4T5K-rKKmbTAIxRi-Td0RvvzJLobGqWQ1CpsOMPn\">sobre os convertidos do Islam na Fran\u00e7a do s\u00e9culo<\/a> XIII, reconheceram como mais prov\u00e1vel a exist\u00eancia de pelo menos algumas pessoas n\u00e3o brancas no contexto. A maioria dos filmes e s\u00e9ries de TV atuais reconhecem essa possibilidade em toda a Europa medieval.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo antes de <em>Robin Hood: Pr\u00edncipe dos Ladr\u00f5es<\/em>, de 1991, a adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica do romance <em>best-seller<\/em> de Umberto Eco, <em>Il nome della rosa<\/em> (1980, tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, <em>O Nome da Rosa<\/em>, 1983), deu um sinal para outros meios de comunica\u00e7\u00e3o modernos. Embora baseado em uma narrativa inteiramente fict\u00edcia, os produtores e diretores da vers\u00e3o cinematogr\u00e1fica angl\u00f3fona, <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/title\/tt0091605\/?ref_=nm_knf_t_1\"><em>The Name of the Rose<\/em><\/a> (1986) &#8211; estreladando Sean Connery, F. Murray Abraham e Christian Slater como detetives que investigam uma s\u00e9rie de assassinatos em um mosteiro medieval &#8211; exigiram o mais alto grau de \u201cautenticidade\u201d para criar uma verossimilhan\u00e7a hist\u00f3rica: as tomadas internas foram feitas na abadia cisterciense de Eberbach, na Alemanha. Para as tomadas externas, incluindo a torre da biblioteca de 30 metros de altura, a Constantin Film ergueu um dos maiores cen\u00e1rios da hist\u00f3ria do cinema europeu. Na verdade, os designers de produ\u00e7\u00e3o e os cineastas criaram um grau t\u00e3o elevado de min\u00facias \u2013 desde os mais pequenos utens\u00edlios de cozinha e h\u00e1bitos de monge tecidos \u00e0 m\u00e3o at\u00e9 \u00e0s grandes cubas de banho, enormes candelabros de ferro, bancos e mesas \u2013 que os educadores cient\u00edficos, mais tarde, escolheriam o filme como uma fonte confi\u00e1vel para o ensino do nascimento da ci\u00eancia moderna. As p\u00e1ginas manuscritas vis\u00edveis durante o filme foram consideradas por especialistas t\u00e3o bonitas e historicamente precisas que algumas est\u00e3o agora em exibi\u00e7\u00e3o em museus europeus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, ao contr\u00e1rio da maioria dos filmes e s\u00e9ries de TV medievalistas das d\u00e9cadas de 1960 a 1990, o diretor franc\u00eas Jean-Jacques Annaud estendeu seu desejo de autenticidade \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de seu elenco. Quando as ag\u00eancias de elenco dos EUA propuseram apenas \u201crostos brancos\u201d, ele insistiu em incluir \u201cum mouro\u201d para um dos pap\u00e9is. Seu racioc\u00ednio simples, que explicou ao ator escolhido para interpretar o tradutor Venantius de Salvemec, foi que na Idade M\u00e9dia, \u201c[os mouros] eram os intelectuais\u201d. Na narrativa, Ven\u00e2ncio traduz obras gregas para o latim, habilidade que o torna um especialista muito procurado. O diretor Annaud fez uma leitura substancial de estudos relevantes e recebeu conselhos de especialistas mundiais na Idade M\u00e9dia (Jacques Le Goff, Michel Pastoreau), e por isso manteve a decis\u00e3o de incluir um \u201cmouro\u201d em seu mosteiro fict\u00edcio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ator negro escolhido para interpretar Venantius foi o su\u00ed\u00e7o Urs Althaus. Enquanto muitos dos atores contratados para interpretar a heterog\u00eanea comunidade de monges do filme foram claramente selecionados porque representavam v\u00e1rias deformidades fision\u00f4micas para evocar choque e repulsa, Althaus era exatamente o oposto, um ex-modelo atraente que no passado havia trabalhado para empresas como Yves Saint Laurent, Calvin Klein, Valentino, Armani, Gucci e Kenzo. Aos 21 anos, Althaus se tornara o primeiro modelo negro a aparecer na <a href=\"https:\/\/www.imdb.com\/media\/rm3590954240\/nm0022786?slideshow=1\">capa<\/a> da revista de moda americana <em>GQ<\/em>. Aos 30 anos, em <em>O Nome da Rosa<\/em>, ele tamb\u00e9m se tornou um dos primeiros <a href=\"https:\/\/www.kinowetter.ch\/movie\/6195\/der-name-der-rose\/interview\/\">atores negros escalados<\/a> para um grande longa-metragem ambientado na Europa medieval. Surpreendentemente, os questionamentos levantados contra a legitimidade hist\u00f3rica da inclus\u00e3o da personagem de Morgan Freeman em <em>Robin Hood: Pr\u00edncipe dos Ladr\u00f5es<\/em> n\u00e3o foram postos contra Althaus. De alguma forma, seu personagem n\u00e3o-branco n\u00e3o alienou os telespectadores e cr\u00edticos, considerando-o irrealista e necessitando explica\u00e7\u00e3o. Talvez <em>O Nome da Rosa<\/em>, com seu foco em tradi\u00e7\u00f5es intelectuais menos acess\u00edveis (nominalismo e realismo medievais, a sobreviv\u00eancia do segundo livro da Po\u00e9tica de Arist\u00f3teles, o conflito entre o papado medieval e a ordem franciscana), tenha sido protegido de tais ataques, porque o p\u00fablico o abordou sem as expectativas que tinham para uma releitura da tradicional narrativa de Robin Hood.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2009, Urs Althaus publicou uma autobiografia, provocativamente intitulada <a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Ich-der-Neger\/dp\/303763006X\"><em>Ich, der Neger. Mein Leben zwischen Highlife und Pleiten<\/em><\/a> (\u201cEu, o Negro. Minha biografia entre a alta vida e os fracassos\u201d), que se tornou um best-seller na Su\u00ed\u00e7a. No livro, que discute abertamente a sua descida ao consumo de drogas, Althaus nega alguma vez se ter sentido exclu\u00eddo ou discriminado quando cresceu num pa\u00eds majoritariamente \u201cbranco\u201d. Filho de pai negro nigeriano e m\u00e3e su\u00ed\u00e7a branca, ele afirma ter sua primeira experi\u00eancia com racismo depois de se mudar para Nova York, aos 21 anos. Ele percebeu que chamar um t\u00e1xi era um desafio e foi informado com naturalidade que nunca seria colocado junto com uma modelo branca na mesma sess\u00e3o de fotos. O que ele mais lembra de seu primeiro trabalho como ator, em <em>O Nome da Rosa<\/em>, foi quando o j\u00e1 mundialmente famoso Sean Connery, em uma coletiva de imprensa, se aproximou e cumprimentou o completamente desconhecido Althaus, <a href=\"https:\/\/www.srf.ch\/play\/tv\/glanz--gloria\/video\/ich-der-neger-urs-althaus-in-altdorf?urn=urn:srf:video:aaf41956-a4f5-4ff2-9a14-8da6f424a2c4\">dizendo<\/a>: \u201cVoc\u00ea deve ser Venantius. Eu sou Sean.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Further reading:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Althaus, Urs. <em>Ich, der Neger. Mein Leben zwischen Highlife und Pleiten<\/em>. Glockhausen: W\u00f6rthersee Verlag, 2009. An Italian translation, by Alessandra Lorenzioni, <em>Io, Aristoteles, il negro svizzero: la mia vita attraverso successi e fallimenti<\/em>, was published by Bibliotheka Edizioni (Rome) in 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clark, R. E. \u201cAzeem and the Witch: Race, Disability, and Medievalisms in\u00a0<em>Robin Hood: Prince of Thieves<\/em>.\u201d\u00a0<em>Open Library of Humanities<\/em>\u00a09(1) (2023). doi:\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.16995\/olh.9796\">https:\/\/doi.org\/10.16995\/olh.9796<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Guerra, Andrea, and Marco Braga. \u201c<em>The Name of the Rose<\/em>: A Path to Discuss the Birth of Modern Science.\u201d <em>Science and Education<\/em> 23.3 (2012): 643-54.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jordan, William Chester. <em>The Apple of His Eye:<\/em>\u00a0<em>Converts from Islam in the Reign of Louis IX<\/em>. Princeton: Princeton University Press, 2019.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Salih, Sarah. \u201cCinematic Authenticity-Effects and Medieval Art: A Paradox.\u201d In <em>Medieval Film<\/em>, ed. Anke Bernau and Bettina Bildhauer. Manchester: Manchester University Press, 2009. 20-39.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Utz, Richard. \u201cAuthenticity, Neoliberalism, and Socialism: <em>The Name of the Rose<\/em> (1986).\u201d In Kevin J. Harty and Scott Manning, eds. <em>Cinema Medievalia. New Essays on the Reel Middle Ages<\/em>. Jefferson, NC: McFarland, forthcoming: 2024, 270-287.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 24 de Setembro de 2024.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> UTZ, Richard. O Monge Negro em O Nome da Rosa. Tradu\u00e7\u00e3o: Luiz Guerra.<strong> Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 24 set. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-monge-negro-em-o-nome-da-rosa\/\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/o-monge-negro-em-o-nome-da-rosa\/. <\/a>Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Richard Utz (Ivan Allen College of Liberal Arts at Georgia Tech) Aqueles acostumados com as representa\u00e7\u00f5es atuais de tem\u00e1ticas medievalistas em filmes e programas de TV tomam por garantida a inclus\u00e3o de personagens e atores negros. 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