{"id":6152,"date":"2024-09-10T12:00:39","date_gmt":"2024-09-10T15:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=6152"},"modified":"2024-09-24T11:36:21","modified_gmt":"2024-09-24T14:36:21","slug":"cabelos-e-sentidos-na-idade-media","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/cabelos-e-sentidos-na-idade-media\/","title":{"rendered":"CABELOS E SENTIDOS NA IDADE M\u00c9DIA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Joseph McAlhany<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><br \/>\nTraduzido e adaptado por Luiz Guerra<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Dedicado ao Prof. Lukas Grzybowski<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cabelos t\u00eam significados, mas quais exatamente? Seria f\u00e1cil produzir uma lista de qualidades associadas ao cabelo, mas tal lista, em que cada item teria que ser emparelhado com o seu oposto, apenas demonstraria a impossibilidade de se chegar a uma resposta definitiva \u2013 especialmente porque a pr\u00f3pria aus\u00eancia de cabelo tamb\u00e9m tem significado. N\u00e3o s\u00f3 o mesmo formato de cabelo pode ter significados contradit\u00f3rios (cabelo comprido \u00e9 sinal de virilidade ou abund\u00e2ncia, mas o cabelo comprido tamb\u00e9m \u00e9 sinal de efemina\u00e7\u00e3o ou pobreza), o mesmo significado pode ser atribu\u00eddo a formas opostas de cabelo (uma barba longa \u00e9 um sinal de piedade, mas o mesmo se aplica a um rosto barbeado).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo que nos restrinjamos a um tempo e lugar espec\u00edficos, como um mosteiro na Fran\u00e7a do s\u00e9culo XII, a tarefa n\u00e3o \u00e9 de forma alguma simplificada: o contexto social e hist\u00f3rico pode ser restrito, mas a gama de significados associados ao cabelo n\u00e3o \u00e9 assim limitada. Qualquer pessoa que tente entender as conota\u00e7\u00f5es culturais do cabelo parece condenada a concluir com a palavra que \u00e9 o desespero de todo pesquisador: \u201cdepende\u201d. De fato, as afirma\u00e7\u00f5es mais confiantes sobre o que o cabelo significa n\u00e3o indicam certeza, mas ansiedade, e qualquer tentativa de fixar o significado dos cabelos revela, em vez disso, sua fluidez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a problem\u00e1tica multiplicidade de sentidos associados a qualquer forma particular de cabelo, incluindo a sua aus\u00eancia, n\u00e3o escapou aos escritores medievais mais atenciosos que lhe dedicaram qualquer aten\u00e7\u00e3o. Eles se contendem tanto quanto qualquer escritor moderno com o assunto. Os regulamentos mon\u00e1sticos relativos ao cabelo e \u00e0 barba, que se desenvolveram a partir do s\u00e9culo VI, encontraram a sua justificativa nas escrituras, mas esta base n\u00e3o era mais est\u00e1vel do que os pr\u00f3prios cabelos. H\u00e1, de fato, um paralelo entre a interpreta\u00e7\u00e3o dos cabelos e a exegese b\u00edblica, e os escritos sobre o cabelo sugerem que este poderia fornecer uma analogia \u00fatil para as dificuldades hermen\u00eauticas apresentadas pelas Escrituras. Assim como o significado literal do texto velava a verdade mais profunda, o cabelo tamb\u00e9m servia como um significante vis\u00edvel de uma natureza oculta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cabelo era natural, um elemento da natureza, mas ao mesmo tempo estava sujeito \u00e0 interven\u00e7\u00e3o humana: podia ser modelado, controlado e at\u00e9 eliminado. Assim, como as palavras empregadas na fala humana, ele poderia ser um falso significante, quando atrav\u00e9s da interven\u00e7\u00e3o humana o cabelo, como um sinal exteriormente vis\u00edvel, recebia uma forma que n\u00e3o representava com precis\u00e3o uma verdadeira natureza interna. Esse cen\u00e1rio cria dificuldades aparentemente intranspon\u00edveis na \u201cleitura\u201d de uma pessoa, espelhando as \u00e2nsias textuais de um leitor de textos, especialmente aqueles que se presume conterem a (divina) verdade. Se h\u00e1 algo universal no significado do cabelo, deve ser isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas textos que traduzi recentemente em <em>Beards &amp; Baldness in the Middle Ages<\/em> (\u201cBarbas e Carecas na Idade M\u00e9dia\u201d) (2024), embora de \u00e9pocas e lugares diferentes, todos exemplificam essas \u00e2nsias, e o mais longo deles, que emerge do ambiente mais restritivo em rela\u00e7\u00e3o aos cabelos, revela as maiores preocupa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dois textos mais antigos, <em>Encomium Calvitii<\/em> (\u201cElogio \u00e0 Calv\u00edcie\u201d), de Sin\u00e9sio de Cirene, do s\u00e9culo VI, norte da \u00c1frica grega, e <em>Ecloga de Cavis <\/em>(\u201cPoema Sobre a Calv\u00edcie\u201d), de Hucbald de Santo Amando, do s\u00e9culo IX, Europa latina, s\u00e3o cada um, \u00e0 sua maneira l\u00fadica, uma tentativa de subverter a percep\u00e7\u00e3o, assumida como a norma, de que a calv\u00edcie natural \u00e9 um defeito da natureza. Ambos os textos se esfor\u00e7am para demonstrar o contr\u00e1rio, mas ao faz\u00ea-lo n\u00e3o revelam nada al\u00e9m de preocupa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao cabelo e seu significado. Sin\u00e9sio era um intelectual amplamente versado nos cl\u00e1ssicos da Gr\u00e9cia antiga, e cita\u00e7\u00f5es de Homero, Plat\u00e3o, Her\u00f3doto e outros escritores can\u00f4nicos s\u00e3o combinadas com seu pr\u00f3prio cristianismo neoplat\u00f4nico (ele relutantemente se tornou bispo, e seu compromisso com o que era considerado o cristianismo ortodoxo tem sido debatido). Formulado como resposta a uma obra perdida do orador grego Dio Cris\u00f3stomo, s\u00e9c. I, o <em>Elogio \u00e0 Calv\u00edcie<\/em> defende a superioridade de uma cabe\u00e7a sem cabelo, elevando-a a um estado de perfei\u00e7\u00e3o e concedendo-lhe uma divindade negada \u00e0queles com cabelo. Sin\u00e9sio come\u00e7a narrando seu pr\u00f3prio inc\u00f4modo quando seu cabelo come\u00e7a a cair, descrevendo-o metaforicamente como uma derrota militar (um sentimento ainda compartilhado por muitos hoje em dia). Seu humor e profundo aprendizado proporcionam uma leitura agrad\u00e1vel, mas os extremos a que ele leva seu argumento parecem, \u00e0 primeira vista, contraproducentes: comparar uma cabe\u00e7a careca a uma divindade enquanto degrada a posse de cabelo a um estado de bestialidade bruta, em vez de simplesmente enumerar as poss\u00edveis vantagens da calv\u00edcie, mina quaisquer tentativas de que seus elogios sejam levados a s\u00e9rio. Mas, ap\u00f3s uma reflex\u00e3o mais aprofundada, o absurdo c\u00f3mico do seu argumento demonstra um ponto s\u00e9rio: qualquer preocupa\u00e7\u00e3o real com o cabelo e a calv\u00edcie \u00e9 absurda, porque tanto o cabelo como a sua aus\u00eancia s\u00e3o sobredeterminados, ao ponto de serem esvaziados de significado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mesmo pode ser dito do <em>Poema Sobre a Calv\u00edcie<\/em>, de Hucbald, embora surja de uma tradi\u00e7\u00e3o diferente e seja apresentado de uma forma bem distinta. Em vez de compor um discurso filos\u00f3fico, Hucbald exp\u00f5e em 136 hex\u00e2metros um cat\u00e1logo de ocupa\u00e7\u00f5es e posi\u00e7\u00f5es \u201crespeit\u00e1veis\u201d para enfatizar a ideia bastante banal de que homens carecas alcan\u00e7aram sucesso em todas elas \u2013 intelectuais, padres, m\u00e9dicos, guerreiros e at\u00e9 reis eram carecas (n\u00e3o por coincid\u00eancia, o pro\u00eamio dedica o poema a Carlos, o Calvo). Como Sin\u00e9sio, ele protesta demais, elevando a calv\u00edcie, e, portanto, os homens calvos, a algo celestial. Sua ludicidade est\u00e1 menos no conte\u00fado do que na forma: cada palavra de seu poema come\u00e7a com a letra C, em homenagem \u00e0 palavra latina para careca (calvus), o que muitas vezes exige que ele estenda o sentido e a sintaxe ao ponto de ruptura (um efeito que tentei, um tanto tolamente, replicar em sua tradu\u00e7\u00e3o). Na verdade, a pr\u00f3pria forma da letra C, que circula de volta ao fim onde come\u00e7a, n\u00e3o apenas simboliza o retorno de cada verso ao seu in\u00edcio, mas tamb\u00e9m significa a inutilidade de todo o esfor\u00e7o. O poema \u00e9 um feito absurdo, e quanto maior o rigor com que Hucbald se esfor\u00e7a para defender a sua posi\u00e7\u00e3o, mais fraco se torna o seu argumento. Afirmar que at\u00e9 um homem careca pode ser rei \u00e9 apenas perpetuar uma distin\u00e7\u00e3o in\u00fatil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas \u00e9 no terceiro e mais longo texto, <em>Apologia de Barbis<\/em> (Uma Defesa das Barbas), de Burchard de Bellevaux, que as preocupa\u00e7\u00f5es hermen\u00eauticas v\u00eam \u00e0 tona. Composta em resposta \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es de que Burchard, como abade, iria for\u00e7ar os irm\u00e3os leigos, que n\u00e3o estavam sujeitos a regulamentos mon\u00e1sticos estritos, a removerem suas barbas. Esta apologia consiste em tr\u00eas serm\u00f5es, oferecendo interpreta\u00e7\u00f5es de quase todas as passagens b\u00edblicas onde aparece uma barba, e tamb\u00e9m cobrindo a calv\u00edcie por meio da tonsura mon\u00e1stica. \u00c9 um exemplo not\u00e1vel de exegese b\u00edblica medieval, mas talvez o mais not\u00e1vel seja como Burchard muda os fundamentos da exegese dos textos sobre barbas (e calv\u00edcie) para as barbas (e calv\u00edcie) em si. Ao contr\u00e1rio dos outros textos, que s\u00e3o obviamente humor\u00edsticos, \u00e9 dif\u00edcil decidir qu\u00e3o s\u00e9ria Burchard pretendia que fosse a sua <em>barbilogia<\/em>, como ele a chama. Mas h\u00e1 uma s\u00e9ria preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 falta de confiabilidade das barbas como s\u00edmbolos. Burchard frequentemente implora aos usu\u00e1rios de barba que se certifiquem de que sua \u201cbarba interna\u201d, ou seja, suas virtudes, corresponda \u00e0 sua \u201cbarba externa\u201d, caso contr\u00e1rio a barba ser\u00e1 um sinal enganoso. Em certo ponto ele chega a fazer uma analogia com um barril colocado em frente a uma taberna como sinal de que o vinho pode ser comprado l\u00e1 dentro; se n\u00e3o houver, de fato, vinho dentro, ent\u00e3o o barril \u00e9 um sinal enganoso e os viajantes sedentos em busca de refresco ficam a ver navios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos momentos mais interessantes do texto de Burchard abrange m\u00faltiplas preocupa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o passa despercebido que o discurso sobre barbas e calv\u00edcie \u00e9 quase exclusivamente da perspectiva masculina, e muitas das virtudes associadas ao cabelo s\u00e3o qualidades \u201cmasculinas\u201d, como coragem, uma conex\u00e3o promovida pela etimologia: a raiz da palavra latina para virtude, <em>virtus<\/em>, \u00e9 <em>vir<\/em>, homem, e assim uma \u201cvirtude\u201d \u00e9 uma qualidade adequada a um homem \u201cverdadeiro\u201d. Dentro de seu contexto mon\u00e1stico, Burchard demonstra uma preocupa\u00e7\u00e3o particular com a masculinidade, comparando jovens naturalmente sem barba e homens artificialmente sem barba com efemina\u00e7\u00e3o (e, portanto, uma atra\u00e7\u00e3o sexual perigosa). Ele expressa horror aos homens que, ao se barbearem, se transformam em mulheres, contrariando a sua \u201cnatureza pr\u00f3pria\u201d. Por isso, \u00e9 not\u00e1vel que Burchard dedique um cap\u00edtulo inteiro a uma mulher, embora ela seja a exce\u00e7\u00e3o que confirma a regra. Numa hist\u00f3ria extra\u00edda dos Di\u00e1logos de Greg\u00f3rio, o Grande, ele fala de uma mulher virtuosa (!) chamada Galla, que devido ao ac\u00famulo excessivo de calor corporal natural (isto \u00e9, paix\u00e3o sexual) cresce uma barba. A cura, claro, \u00e9 acolher os confortos sexuais de um marido, mas Galla, em vez disso, supera a vergonha da sua barba natural, mas n\u00e3o natural, atrav\u00e9s de uma dedica\u00e7\u00e3o determinada \u00e0 castidade crist\u00e3. Sua barba, que numa leitura direta seria um sinal falso, j\u00e1 que na ordem regular da cria\u00e7\u00e3o nenhuma mulher deveria ter barba, torna-se um verdadeiro sinal de sua virtude. Esta marca \u00f3bvia de masculinidade prova que ela \u00e9 uma mulher virtuosa (ou seja, viril), uma condi\u00e7\u00e3o que ela s\u00f3 pode alcan\u00e7ar atrav\u00e9s da nega\u00e7\u00e3o do seu papel \u201cnatural\u201d como esposa e m\u00e3e.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O papel de Galla no texto exemplifica preocupa\u00e7\u00f5es sobre masculinidade e sexualidade, mas tamb\u00e9m, ironicamente, contribui para a exclus\u00e3o do feminino do discurso sobre barbas e calv\u00edcie. Ela tamb\u00e9m se torna um exemplo das \u00e2nsias do significante e do significado que atormentam cabelo e texto. A interpreta\u00e7\u00e3o de sua barba, de fato, come\u00e7a com o que j\u00e1 se sabe que significa (suas virtudes), em vez de partir do significante para chegar ao que \u00e9 significado. Sem o conhecimento, ou pelo menos a cren\u00e7a, na virtude de Galla, sua barba n\u00e3o faria sentido. \u00c9 uma condi\u00e7\u00e3o paradoxal, uma invers\u00e3o da ordem \u201cnatural\u201d do significante e do significado: o significado revela o significado do significante. Mas tamb\u00e9m ilustra a rela\u00e7\u00e3o paradoxal entre f\u00e9 e exegese: a cren\u00e7a deve preceder uma leitura dos sinais que levam \u00e0 cren\u00e7a. Em outras palavras, a f\u00e9 vem primeiro e a f\u00e9 vem por \u00faltimo; \u00e9 o alfa e o \u00f4mega, e sem ela o mundo n\u00e3o tem sentido. Nesse sentido, \u00e9 not\u00e1vel que Burchard, pr\u00f3ximo ao final de seu texto, interpreta a barba e a tonsura a partir de sua semelhan\u00e7a com as letras C e O, oferecendo uma multiplicidade de significados associados a cada letra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pode parecer anacr\u00f4nico impor a estes diferentes escritores \u00e2nsias hermen\u00eauticas que parecer\u00e3o a muitos singularmente modernas, se n\u00e3o p\u00f3s-modernas, mesmo que as suas preocupa\u00e7\u00f5es sejam qualificadas como inconscientes. No entanto, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que esses escritores, cada um \u00e0 sua maneira, encontraram nas barbas e nos cabelos um caminho para preocupa\u00e7\u00f5es maiores e mais profundas, e os textos, muitas vezes enlouquecedores, dos serm\u00f5es de Burchard, da poesia de Hucbald e do discurso de Sin\u00e9sio \u2013 s\u00e9rios ou n\u00e3o, intencionais ou n\u00e3o \u2013 demonstram por que algo t\u00e3o insignificante como o cabelo merece um estudo mais atento. Esses escritos refletem o impulso acad\u00eamico moderno de elevar assuntos aparentemente triviais e sem import\u00e2ncia a um significado hist\u00f3rico, at\u00e9 mesmo c\u00f3smico, embora talvez tenham a vantagem de n\u00e3o se levarem t\u00e3o a s\u00e9rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">McAlhany, Joseph. <strong>Beards &amp; Baldness in the Middle Ages<\/strong>: Three Texts. Brooklyn: Leverhill, 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> PhD em Estudos Cl\u00e1ssicos pela Columbia University: &lt;<a href=\"https:\/\/uconn.academia.edu\/JosephMcAlhany\/CurriculumVitae\">https:\/\/uconn.academia.edu\/JosephMcAlhany\/CurriculumVitae<\/a>&gt;.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 10 de Setembro de 2024.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> MCALHANY, Joseph. Cabelos e sentidos na Idade M\u00e9dia. Tradu\u00e7\u00e3o: Luiz Guerra. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 10 set. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/cabelos-e-sentidos-na-idade-media\/\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/cabelos-e-sentidos-na-idade-media.<\/a> Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Joseph McAlhany[1] Traduzido e adaptado por Luiz Guerra Dedicado ao Prof. Lukas Grzybowski Os cabelos t\u00eam significados, mas quais exatamente? 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