{"id":6117,"date":"2024-08-13T12:00:29","date_gmt":"2024-08-13T15:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=6117"},"modified":"2024-08-21T20:08:55","modified_gmt":"2024-08-21T23:08:55","slug":"boudica-a-rainha-guerreira","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/boudica-a-rainha-guerreira\/","title":{"rendered":"BOUDICA: A RAINHA GUERREIRA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Tais Pagoto B\u00e9lo<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boudica foi uma rainha guerreira Brit\u00e3, da tribo dos iceni, que defendeu seu povo contra os romanos na ilha da Brit\u00e2nia, depois que suas filhas foram violentadas e ela a\u00e7oitada pelos invasores. Os atos de Boudica foram contados por escritores como T\u00e1cito, em suas obras <em>Anais <\/em>e <em>A vida de Agr\u00edcola<\/em>, e por Di\u00e3o C\u00e1ssio em <em>A Hist\u00f3ria de Roma<\/em>. Ta\u0301cito apresenta-a como uma mulher de origem nobre e diz que os brito\u0303es n\u00e3o reconheciam a distin\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao sexo de seus governantes (Tacitus, <em>Agricola <\/em>16), o que denota que a quest\u00e3o de g\u00eanero em rela\u00e7\u00e3o ao poder n\u00e3o deveria ser t\u00e3o relevante para o grupo nativo. Al\u00e9m do mais, T\u00e1cito explica que ela poderia ate\u0301 liderar os brigantes (n\u00e3o comenta sobre os iceni), por\u00e9m, pelo fato de ser mulher, nunca teria sucesso em batalha (Tacitus, <em>Agricola <\/em>31).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e1cito enfatiza a quest\u00e3o das mulheres no poder nesses grupos da Brit\u00e2nia, sugerindo que essa posi\u00e7\u00e3o de destaque causava espanto e desconforto para o historiador latino. Ao descrever Boudica em campo, Ta\u0301cito volta a esse assunto e menciona que ela andava de um lado para o outro numa carro\u00e7a, dizendo que entre os brito\u0303es era comum uma mulher no comando de guerra e que ela era descendente de homens poderosos, e, ademais, alegou que ela lutava pela prosperidade (Tacitus, <em>Anais<\/em>, 14.35) de seu povo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">T\u00e1cito declara que ela dizia que lutava como uma pessoa comum pela perda de sua liberdade, pelo seu corpo ferido e pelas filhas ultrajadas, acrescentando que, naquele momento, as pessoas idosas estavam sendo mortas, virgens violentadas e, por isso, ela tinha a garantia de que os deuses iriam conceder a vingan\u00e7a que eles mereciam (Tacitus, <em>Anais<\/em>, 14.35). Importa notar que T\u00e1cito, assim como Di\u00e3o C\u00e1ssio reportam a quest\u00e3o do estupro das filhas pelos romanos, uma vez que a declara\u00e7\u00e3o desse ato hediondo poderia desmoralizar os pr\u00f3prios romanos. Entretanto, seria ainda mais degradante declarar o fato de eles terem perdido tr\u00eas assentamentos para um ex\u00e9rcito liderado por uma mulher, tornando o estupro como a causa principal da revolta de uma m\u00e3e que quis se vingar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dia\u0303o Ca\u0301ssio, por sua vez, inicia dizendo que um grande desastre estava acontecendo na ilha, ja\u0301 que duas cidades romanas tinham sido saqueadas, oito mil romanos e seus aliados haviam sido derrotados e a ilha, perdida. Todavia, o mais vergonhoso, cita Ca\u0301ssio, era o fato de que todo esse desastre teria sido tramado por uma mulher (Cassius Dio, <em>Hist\u00f3ria Romana <\/em>62.21). O autor declara que a pessoa que chefiaria os nativos, persuadindo-os a lutar e os conduzindo para a guerra seria Boudica, uma brita\u0303 de fam\u00edlia real, de grande intelig\u00eancia em compara\u00e7\u00e3o a outras mulheres (Cassius Dio, <em>Hist\u00f3ria Romana <\/em>62.22).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ca\u0301ssio descreve a rainha guerreira de forma masculinizada e declara que ela era muito alta, de apar\u00eancia aterrorizante, olhar feroz e voz grave, com um tamanho, uma voz e armas de um homem. Seus cabelos avermelhados eram longos ate\u0301 a cintura, ela possu\u00eda um colar de ouro no pesco\u00e7o, vestia uma t\u00fanica e sobre essa um manto, preso com um broche (Cassius Dio, <em>Hist\u00f3ria Romana <\/em>62.22). Pode salientar que C\u00e1ssio, nesse caso, utiliza-se do <em>status<\/em> e do comportamento de Boudica como uma evid\u00eancia de invers\u00e3o cultural, uma ant\u00edtese diante das normas de sua sociedade, uma vez que parece que ao n\u00e3o aceitar uma mulher no poder e l\u00edder de um ex\u00e9rcito, o autor teve que torn\u00e1-la um homem, chamando a aten\u00e7\u00e3o sobre a invers\u00e3o dos pap\u00e9is de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As perspectivas de comum domina\u00e7\u00e3o masculina da sociedade em que Ta\u0301cito e Dia\u0303o Ca\u0301ssio viviam fez com que, em suas narrativas, reproduzissem a vis\u00e3o patriarcal romana sobre o papel da mulher no mundo mediterr\u00e2nico da \u00e9poca, al\u00e9m de serem influenciados por discursos expansionistas (Pinto, 2011). Sendo assim, descreveram Boudica como uma figura \u201cb\u00e1rbara\u201d e incomum no que tange a\u0300 lideran\u00e7a de um ex\u00e9rcito e autores posteriores, seguindo os mesmos pensamentos, quase sempre a apresentaram como algo diferente, uma anomalia, pois ela ultrapassou os limites do papel feminino da sociedade em que esses escritores viviam. Segundo Pinto (2011), a descri\u00e7\u00e3o desses autores parecia seguir modelos greco-latinos de rebeli\u00f5es nas prov\u00edncias romanas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, mesmo sendo descrita de forma pejorativa, por ser mulher e ter uma posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a, Boudica foi sempre relembrada, da Antiguidade ate\u0301 os dias de hoje. O que sugere que a caracteriza\u00e7\u00e3o de Boudica pelos autores antigos foi tomada em considera\u00e7\u00e3o em tempos posteriores. Contudo, pode-se dizer que os pr\u00f3prios romanos a tornaram uma hero\u00edna, uma vez que demonstraram que a causa de suas a\u00e7\u00f5es foi nobre, al\u00e9m de confirmarem que ela lutou pela liberdade de seu povo e se manteve ao lado do seu marido at\u00e9 sua morte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A honra e mesmo a deprecia\u00e7\u00e3o de Boudica, vista como uma mulher no poder e l\u00edder de um ex\u00e9rcito, a qual foi anunciada pelos antigos escritores, n\u00e3o foram apenas utilizadas depois para a diminui\u00e7\u00e3o da mulher no poder, mas tamb\u00e9m como desculpa para aceit\u00e1-las nessa posi\u00e7\u00e3o, o que foi o caso de Elizabeth I, Vit\u00f3ria e Margareth Thatcher, as quais foram palco de descontentamento e de compara\u00e7\u00e3o com a rainha guerreira do passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A rainha Vit\u00f3ria, como Elizabeth I, utilizou da for\u00e7a dessa personagem como s\u00edmbolo de lideran\u00e7a feminina, solicitando a constru\u00e7\u00e3o de uma est\u00e1tua em homenagem a\u0300 guerreira, erigida em Londres, pelo artista Thomas Thornycroft, pr\u00f3xima a\u0300 ponte de Westminster, \u00e0s margens do rio T\u00e2misa, em frente ao Parlamento brit\u00e2nico, pr\u00f3xima ao Big Ben.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6121\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-1-360x400.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-1-360x400.jpg 360w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-1-921x1024.jpg 921w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-1-768x854.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-1-750x834.jpg 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-1.jpg 1211w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[Fig.01.<\/strong> Est\u00e1tua de Boudica de Londres, feita por Thornycroft, 1902. <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Boudica#\/media\/File:Boudica_statue,_Westminster_(8433726848).jpg\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Boudica#\/media\/File:Boudica_statue,_Westminster_(8433726848).jpg<\/a>]\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o apoio do Estado, a escultura foi representada de acordo com uma concep\u00e7\u00e3o Vitoriana de Boudica, ou quase uma vers\u00e3o do s\u00e9culo XIX de Ben Hur, como lembra Aldhouse-Green (2006). E ainda, do lado Sul da escultura, ha\u0301 inscri\u00e7\u00f5es em ouro, <em>Boadicea\/ Boudicca\/ Queen of the Iceni\/ Who died AD 61\/ After leading her people\/ Against the Roman invader<\/em>; ao passo que do lado Leste veem-se duas linhas do poema de William Cowper (1782): <em>Regions Caesar<\/em> <em>never knew\/ Thy posterity shall sway. <\/em>Segundo Hingley e Unwin (2005), o poema foi usado pelo Conselho Municipal de Londres para restabelecer Boudica de maneira efetiva. Para a estudiosa Aldhouse-Green (2006), ha\u0301 uma alus\u00e3o \u00f3bvia a\u0300 rainha Vit\u00f3ria, tanto no poema como na est\u00e1tua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artista dessa escultura, e mesmo o pr\u00edncipe Albert, que deu apoio a\u0300 sua constru\u00e7\u00e3o, morreram antes que ela ficasse pronta (Webster, 1978). Sendo assim, a obra acabou n\u00e3o recebendo financiamento suficiente para o banho final de bronze, e a prefeitura de Londres teve de formar um comit\u00ea p\u00fablico para a arrecada\u00e7\u00e3o de verbas para termina\u0301-la. Os principais donat\u00e1rios foram membros da realeza inglesa, acad\u00eamicos, jornalistas, pol\u00edticos e ricos senhores galeses (Hingley, 2000; Pinto, 2011). Esses \u00faltimos pareceram reconhecer Boudica muito mais como uma figura brita\u0303 do que inglesa. Eles mesmos, mais tarde, teriam a imagem da guerreira em Cardiff, Pai\u0301s de Gales (Pinto, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A est\u00e1tua foi terminada e erigida um ano ap\u00f3s a morte da rainha Vito\u0301ria. A escultura so\u0301 foi entregue pronta pelo filho do artista, John Isaac Thornycroft, e colocada \u00e0s margens do T\u00e2misa, pelo Conselho Municipal de Londres, em 1902, causando grande sentimento patri\u00f3tico, pois a manifesta\u00e7\u00e3o de Boudica como guerreira estava ent\u00e3o ligada ao sentimento nacional referente \u00e0s ra\u00edzes do passado brit\u00e2nico, e, assim sendo, a\u0300 vangloria\u00e7\u00e3o do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico.\u00a0 Essa obra foi colocada em frente \u00e0 C\u00e2mara dos Comuns (<em>House of Commons<\/em>), como se fosse defender este \u00f3rg\u00e3o de poss\u00edveis ataques do Sul e do Leste, ou seja, do continente (Pinto, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, com o decl\u00ednio do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, a est\u00e1tua de Boudica come\u00e7ou a ser utilizada com um outro fim. A atitude da rainha guerreira e suas a\u00e7\u00f5es do passado, contadas pelos antigos romanos, o uso de sua figura feminina em apoio \u00e0s grandes mulheres de poder, como as rainhas Elizabeth I e Vito\u0301ria, fez com que sua imagem passasse a ser vinculada a\u0300 for\u00e7a das mulheres. Em um momento de extrema agita\u00e7\u00e3o feminista, pela reivindica\u00e7\u00e3o e liberdade de voto das mulheres, as sufragistas brit\u00e2nicas acabaram por utilizar a est\u00e1tua como \u00edcone de luta e s\u00edmbolo de representa\u00e7\u00e3o do feminino. A imagem e mesmo o nome da personagem foram utilizados em cartazes e panfletos feministas. A est\u00e1tua era o local de reuni\u00e3o para as reivindica\u00e7\u00f5es do movimento, e ate\u0301 os dias de hoje e\u0301 utilizada por grupos feministas como for\u00e7a de ac\u0327a\u0303o para as mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A personagem Boudica tamb\u00e9m se mostra muito importante para a cidade de Cardiff, Pa\u00eds de Gales, uma vez que sua est\u00e1tua se encontra no pr\u00e9dio da prefeitura, o qual fica localizado no centro, pr\u00f3ximo a destacados locais p\u00fablicos, tais como o Castelo de Cardiff, o Museu Nacional, a Universidade de Cardiff e a Galeria de Gales. A escultura foi feita em m\u00e1rmore Serraveza, em 1916, por James Harvard Thomas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudicca-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6122\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudicca-2.jpg\" alt=\"\" width=\"175\" height=\"350\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[<strong>Fig.02.<\/strong> Est\u00e1tua de Boudica de Cardiff, feita por Harvard Thomas, 1916. <a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/Category:Statue_of_Boadicea,_Cardiff_City_Hall#\/media\/File:Statue_of_Boadicea_&amp;_her_daughters,_Cardiff_City_Hall.jpg\">https:\/\/commons.wikimedia.org\/wiki\/Category:Statue_of_Boadicea,_Cardiff_City_Hall#\/media\/File:Statue_of_Boadicea_&amp;_her_daughters,_Cardiff_City_Hall.jpg<\/a>]\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua imagem remeteria a\u0300 cren\u00e7a de que Boudica era uma l\u00edder nativa, sendo os galeses seus descendentes (Hingley &amp; Unwin, 2006; Pinto, 2011), e parece ser retratada como uma brita\u0303 que desejou se vingar dos atentados cometidos contra seu povo e seu lar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A prefeitura de Cardiff recebeu de presente, do Lord Rhondda of Llanwern, algumas estatuas, que custaram cerca de 15,000 libras. Os her\u00f3is esculpidos, por diferentes escultores, foram escolhidos ap\u00f3s uma consulta a\u0300 qual o povo gal\u00eas foi convidado para dar sua sugest\u00e3o. A est\u00e1tua de Boudica foi uma das escolhidas, e foi colocada, com outros her\u00f3is, no sagu\u00e3o chamado <em>The Marble Hall<\/em>, inaugurado pelo ent\u00e3o Secret\u00e1rio da Guerra do Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico, David Lloyd George, no dia 27 de outubro de 1916. O nome do sal\u00e3o, <em>The Marble Hall<\/em>, faz jus \u00e0s colunas de m\u00e1rmore de Siena moldadas em bronze, tamb\u00e9m utilizado nas lumin\u00e1rias, suplementadas por projetores que refletem o m\u00e1rmore polido do ch\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, \u00e0 diferen\u00e7a da est\u00e1tua feita por Thornycroft em Londres, com a beligerante carro\u00e7a, aqui Boudica n\u00e3o esta\u0301 representada como uma guerreira poderosa, mas como uma m\u00e3e zelosa, cuidando de sua prole, que parece refugiada. Junto a\u0300 est\u00e1tua, ve\u0302-se a inscri\u00e7\u00e3o <em>Buddug, Boadicea, died AD 61<\/em>, sendo <em>Buddug <\/em>a tradu\u00e7\u00e3o galesa de Boudica (Aldhouse-Green, 2006). Entretanto, a semelhan\u00e7a desta est\u00e1tua com aquela feita em frente ao parlamento brit\u00e2nico e\u0301 que ambas est\u00e3o localizadas em um espa\u00e7o pol\u00edtico e de poder.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voltando \u00e0 Inglaterra, uma das est\u00e1tuas da cidade de Colchester, que foi feita pelo artista Jonathan Clarke, em alum\u00ednio, no ano de 1999, foi colocada pr\u00f3xima a\u0300 rotat\u00f3ria da esta\u00e7\u00e3o de trem de Colchester. Sua constru\u00e7\u00e3o foi encomendada pelo tradicional supermercado brita\u0302nico ASDA, no mesmo per\u00edodo em que estava sendo comprado pela rede norte-americana <em>Walmart <\/em>sob duras cr\u00edticas nacionalistas (Pinto, 2011).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong> <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6123\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-3-259x400.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-3-259x400.jpg 259w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/boudica-3.jpg 350w\" sizes=\"auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>[Fig.03.<\/strong> Est\u00e1tua de Boudica de Colchester, feita por Jonathan Clarke, 1999. <a href=\"https:\/\/jonathanclarke.co.uk\/commissions\/colchester\/\">https:\/\/jonathanclarke.co.uk\/commissions\/colchester\/<\/a>]\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra pe\u00e7a primorosa encontrada na prefeitura de Colchester e\u0301 um vitral, em conjunto com mais dois vitrais, na sala chamada <em>The Moot Hall<\/em>. Essas pe\u00e7as foram colocadas ali depois da reforma pela qual o pr\u00e9dio passou em tempos vitorianos. O vitral do meio, chamado <em>The Queens Window<\/em>, e\u0301 composto pelas \u201cmulheres de Colchester,\u201d em comemora\u00e7\u00e3o a todas as rainhas que visitaram a cidade ou foram a ela associadas, desde Boudica ate\u0301 a rainha Vito\u0301ria. Esta obra foi presenteada pelas <em>Ladies of the Borough<\/em>, sob a lideran\u00e7a da presidente do Comit\u00ea, Emily Sandars, que ocupou o posto de primeira-dama de 1898 a 1899 (Aldhouse-Green, 2006).<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boadicea-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6124\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boadicea-4-267x400.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boadicea-4-267x400.jpg 267w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boadicea-4-683x1024.jpg 683w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boadicea-4-768x1152.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boadicea-4-750x1125.jpg 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boadicea-4.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[<strong>Fig.04.<\/strong> Imagem de Boudica na lateral do vitral da prefeitura de Colchester, 1902. <a href=\"https:\/\/theleagueofextraordinaryladies.com\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/boudicca.jpg\">https:\/\/theleagueofextraordinaryladies.com\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/boudicca.jpg<\/a>]\n<p style=\"text-align: justify;\">Abaixo no vitral, do lado direito, ve\u0302-se Boudica, entre Eleanor de Aquitaine, Catarina de Araga\u0303o, Elizabeth I, Helena, ma\u0303e de Constantino e outras (Green, 1997). Neste vitral, Boudica esta\u0301 desenhada como uma jovem rainha guerreira, com cabelos dourados avermelhados, com uma coroa na cabe\u00e7a, um colar de ouro no pesco\u00e7o, um manto vermelho-pu\u0301rpura ao redor de seus ombros e uma lan\u00e7a, sugerindo uma posi\u00e7\u00e3o de ataque.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na parte exterior da prefeitura de Colchester encontram-se outras est\u00e1tuas, todas esculpidas por L. J. Watts, entre elas algumas santidades, como o arcebispo Samuel Harsnett, e outras obras representam a engenharia industrial, a defesa militar e a ind\u00fastria da pesca da cidade, al\u00e9m do rei Eduardo, o mais Velho, que esta\u0301 ao lado de outra est\u00e1tua de Boudica, de frente para a rua Stockwell (Green, 1997). Nesta obra, Boudica esta\u0301 trajada com uma t\u00fanica, uma capa, um cinto que pode ser de couro ou fibra vegetal, sand\u00e1lias que parecem de couro, em sua cabe\u00e7a h\u00e1 uma coroa e, na m\u00e3o direita uma lan\u00e7a. Sua posi\u00e7\u00e3o sugere o ataque a um alvo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boudica-5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6125\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boudica-5-400x347.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"347\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boudica-5-400x347.jpg 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boudica-5-768x666.jpg 768w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boudica-5-750x651.jpg 750w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/08\/Boudica-5.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">[<strong>Fig.05.<\/strong> Est\u00e1tua de Boudica da prefeitura de Colchester, 1902. <a href=\"http:\/\/www.speel.me.uk\/sculptplaces\/scplacepicc\/colchesterthboadiceaedward.jpg\">http:\/\/www.speel.me.uk\/sculptplaces\/scplacepicc\/colchesterthboadiceaedward.jpg<\/a>]\n<p style=\"text-align: justify;\">A fascina\u00e7\u00e3o p\u00fablica por Boudica e\u0301 ainda bem evidente. Ela e\u0301 vista como uma personifica\u00e7\u00e3o majestosa e com virtudes maternas. Al\u00e9m disso, simboliza for\u00e7a pol\u00edtica e independ\u00eancia, e\u0301 observada como uma guerreira que lutou contra a injusti\u00e7a e, muitas vezes, se tornou um \u00edcone, que a mem\u00f3ria a enquadra em um pante\u00e3o de idealiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fontes antigas<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">CASSIUS DIO. 1925. <strong>Roman History<\/strong>. Edited by E. Cary, London, G. B. Putman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">TACITUS, P. C. 1914. <strong>Agricola<\/strong>. London: William Hinemann LTC; Cambrigde, Massachusetts: Harvard University Press.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">______. 1968. <strong>The Annals of Imperial Rome<\/strong>. Great Britain: Penguin Classics.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte moderna<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">COWPER, W. 1792\/1980. <em>Boadicea: an ode<\/em>, In: J. D. Baird and C. Ryskamp (ed.) <strong>The poems of William Cowper<\/strong>, Oxford, Clarendon Press. 1:1748 \u2013 82, 431 \u2013 32.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ALDHOUSE-GREEN, M. 2006. <strong>Boudica Britannia<\/strong>. London: Pearson Longman.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GREEN, O. 1997. The town hall: Colchester. Colchester: Colchester Borough Council and Jarrold Publishing.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HINGLEY, R. 2000. <strong>Roman officers and English gentlemen: the Imperial origins of Roman archaeology<\/strong>. London: Routledge.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">HINGLEY, R. &amp; UNWIN, C. 2005. <strong>Boudica: Iron Age warrior queen. <\/strong>London: Hambledon Continuum.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">PINTO, R. 2011. <strong>Duas rainhas, um pri\u0301ncipe e um eunuco: ge\u0302nero, sexualidade e as ideologias do masculino e do feminino nos estudos sobre a Bretanha Romana. <\/strong>Tese de doutoramento apresentada ao Programa de po\u0301s-graduac\u0327a\u0303o do Instituto de Filosofia e Cie\u0302ncias Humanas da Universidade Estadual de Campinas. Departamento de Histo\u0301ria, a\u0301rea de concentrac\u0327a\u0303o em Histo\u0301ria Cultural.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">WEBSTER, J. 1978. <strong>Boudica: the British revolt against Rome AD 60<\/strong>, London, Batsford.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar: <\/strong>BELO, Ta\u00eds Pagoto. Boudica: A Rainha Guerreira. Blog do POIEMA. Pelotas: 13 ago. 2024. Dispon\u00edvel em: Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tais Pagoto B\u00e9lo Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) Boudica foi uma rainha guerreira Brit\u00e3, da tribo dos iceni, que defendeu seu povo contra os romanos na ilha da Brit\u00e2nia, depois que suas filhas foram violentadas e ela a\u00e7oitada pelos invasores. 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