{"id":6025,"date":"2024-06-18T12:00:54","date_gmt":"2024-06-18T15:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/?page_id=6025"},"modified":"2024-06-18T17:10:16","modified_gmt":"2024-06-18T20:10:16","slug":"por-que-postamos-sobre-historia-antiga-os-casos-da-esparta-brasileira-e-da-egiptomania-no-twitter","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/por-que-postamos-sobre-historia-antiga-os-casos-da-esparta-brasileira-e-da-egiptomania-no-twitter\/","title":{"rendered":"POR QUE POSTAMOS SOBRE HIST\u00d3RIA ANTIGA? OS CASOS DA ESPARTA BRASILEIRA E DA EGIPTOMANIA NO TWITTER"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Ygor Klain Belchior<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que postamos sobre Hist\u00f3ria Antiga? Essa \u00e9 a pergunta que a minha pesquisa vem tentando responder. Por mais que ela pare\u00e7a uma \u201cbobeira\u201d simples de solucionar, n\u00e3o \u00e9. E por qu\u00ea? Porque h\u00e1 uma infinidade de <em>posts<\/em> sobre Hist\u00f3ria Antiga promovidos pelas pessoas mais diversas, sejam homens, mulheres, crian\u00e7as, adultos, idosos, estudantes, professores, curiosos, militantes pol\u00edticos, conspiracionistas ou, at\u00e9 mesmo, algu\u00e9m que gostou de um <em>meme<\/em> referenciando, por exemplo, um evento da antiguidade [Fig.1].<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem1.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6030\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem1.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"302\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem1.png 300w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem1-200x200.png 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">[Figura 1. <em>Meme<\/em> Cavalo de Troia]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para al\u00e9m da diversidade etnogr\u00e1fica, existe a abund\u00e2ncia de m\u00eddias sociais. E, em cada uma delas, os usu\u00e1rios fazem um uso distinto de outra plataforma, mesmo que seja uma postagem sobre o mesmo conte\u00fado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o entendeu? Explicarei! No <em>Instagram<\/em>, \u00e9 evidente a prefer\u00eancia por imagens (esteticamente \u201cbonitas\u201d), enquanto, no <em>Twitter<\/em>, \u00e9 observ\u00e1vel a op\u00e7\u00e3o por textos. Quando h\u00e1 a escolha por figuras, observamos a elabora\u00e7\u00e3o de <em>memes<\/em>, os quais s\u00e3o bem distintos das figuras \u201calegres\u201d e \u201cformosas\u201d da outra rede. Isso significa que uma postagem sobre a divindade eg\u00edpcia An\u00fabis \u00e9 muito diferente em ambas as m\u00eddias [Figs. 2 e 3]. E, por serem muito d\u00edspares, revelam que os interesses na sua divulga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m dependem da plataforma selecionada, considerando ainda a pluralidade de autores(as).<\/p>\n<table width=\"605\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"292\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6031\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem2.jpg\" alt=\"\" width=\"277\" height=\"275\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem2.jpg 277w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem2-200x200.jpg 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 277px) 100vw, 277px\" \/><\/a><\/td>\n<td width=\"312\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem3-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6033\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem3-1.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"275\" \/><\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"292\"><span style=\"font-size: 10pt;\">[Figura 2. An\u00fabis e Bastet no <em>Instagram<\/em>]<\/span><\/td>\n<td width=\"312\"><span style=\"font-size: 10pt;\">[Figura 3. An\u00fabis no <em>Twitter<\/em>]<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existe ainda outra dificuldade. E ela \u00e9 bem mais complicada por envolver uma s\u00e9rie de responsabilidades jur\u00eddicas: como pesquisar e responder \u00e0 pergunta sem cometer algum crime?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base na Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD \u2014 Lei 13.709\/18), uma postagem em m\u00eddia social carrega consigo dados pessoais. E, o tratamento desses dados, conforme o artigo 7\u00ba, par\u00e1grafo IV, \u201csomente poder\u00e1 ser realizado nas seguintes hip\u00f3teses: para a realiza\u00e7\u00e3o de estudos por \u00f3rg\u00e3os de pesquisa, garantida, <u>sempre que poss\u00edvel<\/u>, a anonimiza\u00e7\u00e3o dos dados pessoais.\u201d [Grifo nosso]. Tamb\u00e9m \u00e9 importante mencionar o \u00a74 \u00ba do referido artigo da lei, o qual apresenta que \u201c\u00e9 dispensada a exig\u00eancia do consentimento para os dados tornados manifestadamente p\u00fablicos pelo titular\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outras palavras, podemos fazer uma pesquisa com postagens p\u00fablicas. Por\u00e9m, \u00e9 preciso, primeiramente, estabelecer par\u00e2metros legais para a anonimiza\u00e7\u00e3o das pessoas. Pois, durante o estudo, n\u00e3o \u00e9 permitido revelar dados sens\u00edveis do(a) autor(a). Isto \u00e9, as informa\u00e7\u00f5es sobre origem racial ou \u00e9tnica, convic\u00e7\u00e3o religiosa, opini\u00e3o pol\u00edtica, filia\u00e7\u00e3o a sindicato ou a organiza\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter religioso, filos\u00f3fico ou pol\u00edtico, sa\u00fade ou \u00e0 vida sexual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda com base na LGPD, mais especificamente o Art. 11., \u00a7 1\u00ba, a \u201cdivulga\u00e7\u00e3o dos resultados ou de qualquer excerto do estudo, ou da pesquisa de que trata o caput deste artigo em nenhuma hip\u00f3tese poder\u00e1 revelar dados pessoais\u201d. Mencionamos ainda o \u00a7 2\u00ba, \u201co \u00f3rg\u00e3o de pesquisa ser\u00e1 o respons\u00e1vel pela seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o prevista no <em>caput<\/em> deste artigo, n\u00e3o permitida, em circunst\u00e2ncia alguma, a transfer\u00eancia dos dados a terceiro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, para escrever este texto, as fontes digitais passaram por pseudonimiza\u00e7\u00e3o, que \u201c\u00e9 o tratamento por meio do qual um dado perde a possibilidade de associa\u00e7\u00e3o, direta ou indireta, a um indiv\u00edduo\u201d. Um procedimento que, muitas vezes, pode parecer estranho aos (\u00e0s) historiadores(as), t\u00e3o obcecados pelas refer\u00eancias e a \u201cchecagem\u201d da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dito isso, comentarei os resultados de duas pesquisas desenvolvidas no Laborat\u00f3rio de Estudos e Pesquisas em Hist\u00f3ria Antiga, Medieval e da Arte [LEPHAMA],<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> as quais trabalham com fontes digitais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A primeira delas, intitulada \u201cComunistas ou guerreiros pela liberdade: as Espartas Integralista e Bolsonarista\u201d, foi desenvolvida com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de Minas Gerais [FAPEMIG] e pelo Programa de Produtividade em Pesquisa [PQ-UEMG].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Visando estudar as diferentes recep\u00e7\u00f5es da Esparta antiga para os integralistas da d\u00e9cada de 1930 e para os bolsonaristas dos anos 2017 a 2022, teve como fontes, para a \u00faltima temporalidade, postagens no <em>Twitter<\/em> cujo conte\u00fado faz refer\u00eancia aos 300 de Esparta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dada a quantidade de dados dispon\u00edveis, foi necess\u00e1rio delimitar uma amostragem. Assim, para a investiga\u00e7\u00e3o, realizei o levantamento das men\u00e7\u00f5es a \u201cEsparta\u201d, \u201cespartanos\u201d, \u201c300 do Brasil\u201d, \u201cLe\u00f4nidas\u201d, \u201cTerm\u00f3pilas\u201d, \u201cXerxes\u201d e \u201c\u00c9foros\u201d, a partir do uso da ferramenta de buscas do pr\u00f3prio <em>Twitter<\/em>, considerando o recorte temporal da pesquisa [Fig. 4].<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem4.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-6034\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem4-400x321.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem4-400x321.png 400w, https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem4.png 425w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">[Figura 4. Espartano anticomunista]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As evid\u00eancias encontradas foram cadastradas no banco de dados em <em>Microsoft Access<\/em>, a partir do preenchimento de uma ficha com as seguintes informa\u00e7\u00f5es: i. c\u00f3digo da postagem (n\u00famero\/ano \u2014 ex. 01\/2017); ii. palavra-chave pesquisada; iii. endere\u00e7o eletr\u00f4nico da postagem; iv. endere\u00e7o permanente da postagem; v. data da postagem; vi. data da coleta; vii. uso de espartana postagem; e viii. texto da postagem (se houver).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E por que fazer um banco de dados? Segundo Almeida (2011, p. 16 \u2013 17), no estudo de fontes digitais, \u201co historiador torna-se respons\u00e1vel pela an\u00e1lise e pela preserva\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o\u201d. Isso porque as postagens nas m\u00eddias sociais s\u00e3o muito vol\u00e1teis, podendo desaparecer a qualquer momento, seja por exclus\u00e3o do pr\u00f3prio conte\u00fado ou do perfil pessoal do autor, seja por ordem judicial ou at\u00e9 mesmo por violar as pol\u00edticas da rede social na qual foram veiculadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E isso \u00e9 um grande problema. Pois, no <em>Twitter<\/em>, existe uma enormidade de refer\u00eancias a Esparta a serem utilizadas para uma diversidade de estudos hist\u00f3ricos. Uma qualidade documental que arrisca se perder, caso n\u00e3o seja resguardada para a posteridade. Assim, foi realizada a \u201carqueologia de salvamento\u201d da documenta\u00e7\u00e3o digital, a partir do arquivamento das evid\u00eancias coletadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao longo da pesquisa \u2014 e considerando o recorte cronol\u00f3gico dos anos 2017 a 2022 \u2014, foram catalogadas duzentas e cinquenta e duas refer\u00eancias a Esparta. As quais dividi em dezoito \u201cformas\u201d:<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> i. o espartano patriota; ii. o espartano antidemocr\u00e1tico; iii. o espartano mon\u00e1rquico; iv. o espartano anti-imigrante; v. o espartano anticomunista; vi. o espartano l\u00edder guerreiro; vii. o espartano homof\u00f3bico; viii. o espartano anti-STF; ix. o espartano conservador; x. o espartano crist\u00e3o; xi. o espartano defensor do ocidente; xii. o espartano anticentr\u00e3o; xiii. o espartano empreendedor; xiv. O espartano anti-traidores; xv. as espartanas antifeministas; xvi. o espartano anti-deputados do \u201ccentr\u00e3o\u201d; xvii. o espartano anti-D\u00f3ria; e xviii. o espartano de Curitiba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que, ent\u00e3o, os bolsonaristas postaram sobre Hist\u00f3ria Antiga? Para defender as bandeiras pol\u00edticas da extrema-direita brasileira dos anos 2000. A Esparta antiga foi transformada por esses extremistas em uma sociedade onde indiv\u00edduos com valores neofascistas e neonazistas lutaram heroicamente pela liberdade do seu pa\u00eds. O que observamos, portanto, \u00e9 a defesa de valores hist\u00f3ricos da extrema-direita, como o anticomunismo, o conservadorismo e o nacionalismo autorit\u00e1rio, agregados as modernas teorias da conspira\u00e7\u00e3o (como o \u201cglobalismo\u201d ou o \u201cQAnon\u201d), junto ao projeto e discurso ultraliberal na economia, assim como o apoio a Israel e aos Estados Unidos da Am\u00e9rica [EUA].<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A segunda pesquisa, \u201cA Egiptomania no <em>Twitter<\/em>: uma proposta de banco de dados (2008 a 2023)\u201d, financiada pelo Programa Institucional de Apoio \u00e0 Pesquisa da [PAPq \/ UEMG], objetiva, como o pr\u00f3prio nome diz, construir um banco de dados das refer\u00eancias \u201cegiptoman\u00edacas\u201d no <em>Twitter<\/em>. O procedimento de coleta \u00e9 muito semelhante ao que foi usado para estudar os espartanos brasileiros, carregando ainda consigo a mesma preocupa\u00e7\u00e3o: resguardar tais evid\u00eancias hist\u00f3ricas digitais de serem apagadas e esquecidas com o tempo. Uma qualidade documental que, nesse caso, interessa muito aos educadores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bakos (2004) entende a egiptomania como uma poderosa ferramenta para mostrar para o(a) aluno(a) que a Hist\u00f3ria n\u00e3o se trata apenas de fatos do passado, mas de compreender e interagir com o mundo que o(a) cerca. Em outras palavras, quando o(a) estudante aprende a olhar para a Hist\u00f3ria dessa maneira, acaba entendendo a sua pr\u00f3pria realidade [Fig. 5].<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem5.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6035\" src=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/files\/2024\/06\/Imagem5.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"330\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 10pt;\">[Figura 5. Debate racial acerca do Egito antigo]<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quanto \u00e0 \u201carqueologia de salvamento\u201d, isto \u00e9, o armazenamento da documenta\u00e7\u00e3o, foi realizado o arquivamento das evid\u00eancias coletadas, construindo um banco de dados digital. Os <em>tweets<\/em>, assim, foram inseridos em um documento <em>Microsoft Access<\/em>, a partir do preenchimento de uma ficha contendo as seguintes informa\u00e7\u00f5es: i. c\u00f3digo da postagem (n\u00famero\/ano \u2014 ex. 01\/2008); ii. palavra-chave pesquisada; iii. endere\u00e7o eletr\u00f4nico da postagem; iv. endere\u00e7o eletr\u00f4nico permanente da postagem; v. data da postagem; vi. data da coleta; vii. uso do Egito na postagem (classifica\u00e7\u00e3o por assuntos); viii. texto da postagem (se houver); e ix. respons\u00e1vel pela coleta (discente bolsista). Em conjunto com o preenchimento da ficha, foi conservada a captura da tela de cada postagem. A imagem \u00e9 identificada pelo c\u00f3digo da postagem, tal como consta na ficha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o momento (abril de 2024), foram coletadas 2.415 evid\u00eancias, considerando onze categorias, a saber, i. Egito antigo; ii. fara\u00f3; iii. Cle\u00f3patra; iv. pir\u00e2mide; v. esfinge; vi. hier\u00f3glifo; vii. obelisco; viii. deus do Egito; ix. religi\u00e3o eg\u00edpcia; x. egiptomania; e xi. Nilo. A respeito dos dados, para Egito antigo, 443 posts (18,3%), para Fara\u00f3, 743 (30,7%), para Cle\u00f3patra, 316 (13%), para Pir\u00e2mide, 145 (6%), para Esfinge, 247 (10,2%), para Hier\u00f3glifo, 116 (4,8%), para Obelisco, 141 (5,8%), para Deuses do Egito, 31 (1,3%), para Religi\u00e3o Eg\u00edpcia, 29 (1,2%), para Egiptomania, 2 (0,08%), e, por fim, para Nilo, 202 (8,62%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por que postamos sobre o Egito? Por v\u00e1rios motivos, dentre eles, para debater o nosso mundo, tal como apresentado na figura 5.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E por que temos que pensar no porqu\u00ea postamos sobre Hist\u00f3ria? Bem, nos \u00faltimos anos, os(as) historiadores(as) come\u00e7aram a utilizar as m\u00eddias sociais como canais de comunica\u00e7\u00e3o para ensinar e divulgar suas pesquisas. Apesar dos resultados muito positivos \u2014 basta atentar perfis de grupos de pesquisas \u2014 esse tipo de abordagem ainda considera que o conhecimento hist\u00f3rico \u00e9 propriedade das Universidades e deve ser repassado por uma via \u00fanica: dos(as) pesquisadores(as) \u2014 quem tem um diploma \u2014 em dire\u00e7\u00e3o a quem deve ser ensinado\/tutelado \u2014 muitas vezes entendido como p\u00fablico leigo. Assim, perpetuamos as mesmas \u201cbolhas&#8221; sociais (agora digitais), encurralando o conhecimento hist\u00f3rico no meio universit\u00e1rio, mesmo que alcan\u00e7ando lugares long\u00ednquos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A internet, bem mais especificamente, os ambientes das m\u00eddias sociais, tornaram-se campos de disputas e de estudos. Basta pesquisar no <em>Google<\/em>, \u201co meu professor de Hist\u00f3ria mentiu para mim\u201d, que qualquer um encontrar\u00e1 aproximadamente 467.000 resultados (acesso em 18 fev. 2024) sobre diversas tem\u00e1ticas hist\u00f3ricas, as quais v\u00e3o desde a mais remota antiguidade at\u00e9 agora. Para mim, \u00e9 indicativo que a Hist\u00f3ria e os(as) historiadores(as) s\u00e3o muito importantes para a sociedade brasileira contempor\u00e2nea. Afinal, estamos a todo momento falando da disciplina e dos seus profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Afora os casos comentados, podemos elencar uma enormidade de refer\u00eancias a Hist\u00f3ria Antiga nas m\u00eddias sociais: Jair Bolsonaro foi comparado a Nero, os bolsonaristas se autointitularam espartanos, Donald Trump foi reconhecido como Le\u00f4nidas, Javier Milei identificado como Cal\u00edgula, m\u00famias s\u00e3o usadas como adjetivos designando discrimina\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, fara\u00f3 \u00e9 um voc\u00e1bulo empregado para designar pessoas ricas e poderosas, obeliscos s\u00e3o confundidos com \u00f3rg\u00e3os sexuais (ex. \u201cpirulit\u00e3o\u201d; \u201cpiroc\u00e3o\u201d).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, a antiguidade est\u00e1 nas m\u00eddias sociais. E para quem acreditava no fato de ela n\u00e3o pertencer ao presente, tais exemplos permitem dizer que essa(s) pessoa(s) estava(m) errada(s).<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias <\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>ALMEIDA, F. C. O historiador e as fontes digitais: uma vis\u00e3o acerca da internet como fonte prim\u00e1ria para pesquisas hist\u00f3ricas. <strong>Aedos<\/strong>. Porto Alegre, v. 3, n. 8, p. 9-30, jun., 2011.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BAKOS, M. (Org.). <strong>Egiptomania:<\/strong> O Egito no Brasil. S\u00e3o Paulo: Paris Editorial, 2004.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BRASIL. <strong>Lei n\u00b0 13.709, de 14 de agosto de 2018<\/strong>. Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais (LGPD). Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o: Bras\u00edlia, DF, n. 157, p. 59, 15 ago. 2018. Dispon\u00edvel em: &lt; <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2018\/lei\/l13709.htm\">https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2018\/lei\/l13709.htm<\/a>&gt; Acesso em 09 mai. 2024.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">GUARINELLO, N. L. Uma Morfologia da Hist\u00f3ria: As Formas da Hist\u00f3ria Antiga. <strong>Politeia<\/strong>: Hist\u00f3ria e Sociedade, v. 3, n. 1, p. 41\u201361, 2010.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Doutor em Hist\u00f3ria Social pela Universidade de S\u00e3o Paulo. Professor de Hist\u00f3ria do Mediterr\u00e2neo Antigo na Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG-Campanha) e Coordenador do Laborat\u00f3rio de Estudos e Pesquisas em Hist\u00f3ria Antiga, Medieval e da Arte (LEPHAMA). Bolsista de Produtividade em Pesquisa PQ-UEMG. <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1078533149935776\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/1078533149935776<\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Conhe\u00e7a o LEPHAMA: <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/10j2wKXytSYp6QXDVlE2MyOnpw7q9EUvQ\/view\">https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/10j2wKXytSYp6QXDVlE2MyOnpw7q9EUvQ\/view<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> Conceito elaborado por Guarinello (2010, p. 45\u201349). \u201cForma\u201d nos ajuda a entender as imagens de Esparta como constru\u00e7\u00f5es arbitr\u00e1rias, que englobam vest\u00edgios descont\u00ednuos do passado, permitindo a constru\u00e7\u00e3o, no presente, de novas interpreta\u00e7\u00f5es e narrativas sobre esse passado. Nesse sentido, a forma \u201cEsparta\u201d brasileira deve ser entendida como o produto de diversas percep\u00e7\u00f5es das fontes, da tradi\u00e7\u00e3o interpretativa, realizadas em contextos temporalmente muito distantes. Mas que, no presente, alude \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que os espartanos compartilhavam os valores do presente, como o militarismo da sociedade, o patriotismo, a xenofobia e o \u00f3dio \u00e0 democracia.<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Publicado em 18 de Junho de 2024.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como citar:<\/strong> BELCHIOR, Ygor Klain. Por que postamos sobre Hist\u00f3ria Antiga? Os casos da Esparta brasileira e da egiptomania no Twitter. <strong>Blog do POIEMA<\/strong>. Pelotas: 18 jun. 2024. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/por-que-postamos-sobre-historia-antiga-os-casos-da-esparta-brasileira-e-da-egiptomania-no-twitter\">https:\/\/wp.ufpel.edu.br\/poiema\/por-que-postamos-sobre-historia-antiga-os-casos-da-esparta-brasileira-e-da-egiptomania-no-twitter. <\/a>Acesso em: data em que voc\u00ea acessou o artigo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ygor Klain Belchior[1] Por que postamos sobre Hist\u00f3ria Antiga? Essa \u00e9 a pergunta que a minha pesquisa vem tentando responder. Por mais que ela pare\u00e7a uma \u201cbobeira\u201d simples de solucionar, n\u00e3o \u00e9. E por qu\u00ea? 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